O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem, 30, a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed). Caso seja aprovado pelo Senado, ele substituirá Jerome Powell, sinalizando uma possível mudança na condução da política monetária norte-americana. Em comunicado oficial, Trump elogiou o currículo do economista e afirmou que Warsh poderá ser lembrado como “um dos grandes presidentes do Fed”. O presidente destacou sua experiência no setor público, no mercado financeiro e na academia. Atualmente, Warsh é pesquisador em Economia na Hoover Institution e professor na Stanford Graduate School of Business. Ele também é sócio do investidor Stanley Druckenmiller na Duquesne Family Office. É formado em Artes por Stanford e em Direito por Harvard.
Warsh já teve passagem marcante pelo Fed, onde foi o mais jovem governador da história da instituição, entre 2006 e 2011, durante a crise financeira global. No período, representou o banco central no G-20 e atuou como emissário para economias da Ásia, além de supervisionar operações internas. Antes disso, ocupou cargos na Casa Branca entre 2002 e 2006 e construiu carreira no Morgan Stanley. Trump também ressaltou sua atuação internacional, incluindo um relatório de reformas monetárias adotadas pelo Parlamento britânico.


CERTIDÃO COM NOMES DE DOIS PAIS
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu no STF a suspensão imediata da lei de Santa Catarina que proíbe cotas raciais em universidades. Segundo ele, a norma encerra abruptamente políticas afirmativas sem avaliação de seus efeitos e viola a Constituição. O posicionamento foi apresentado em ADI relatada pelo ministro Gilmar Mendes. Gonet afirmou que há jurisprudência consolidada do STF reconhecendo a constitucionalidade das ações afirmativas raciais. A interrupção sem análise prévia afronta a igualdade material, a vedação ao retrocesso social e o combate ao racismo. A lei catarinense proíbe cotas raciais, vagas suplementares e ações afirmativas em universidades públicas ou financiadas com recursos públicos. Permite apenas reservas para pessoas com deficiência, critérios econômicos e egressos da rede pública estadual. A legislação prevê sanções como multa de R$ 100 mil, nulidade de certames, corte de repasses e responsabilização de gestores.
Pela primeira vez, as Forças Armadas de Israel reconheceram que ao menos 70 mil palestinos morreram na guerra na Faixa de Gaza, confirmando números do Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas. Segundo o órgão, 71.667 pessoas morreram desde o início do conflito, em outubro de 2023, encerrado com um cessar-fogo em outubro de 2025. Antes disso, Israel questionava os dados e afirmava apenas ter matado cerca de 22 mil combatentes do Hamas. A ONU considera os números do Ministério geralmente confiáveis, embora estudos independentes apresentem divergências: um, da Universidade de Londres, estimou até 75 mil mortos, enquanto outro, da Austrália, afirmou que os dados estariam inflados.