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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

UCRÂNIA REVIDA E MATA SETE NO SUL DA RÚSSIA


Ataques promovidos pela Ucrânia mataram ao menos sete civis no sul da Rússia nesta segunda-feira (17), após um fim de semana de intensa violência na guerra iniciada por Vladimir Putin em fevereiro de 2022. 
O ataque mais letal ocorreu em Koloskovo, na região de Belgorodo, a 24 km da fronteira ucraniana. Foguetes mataram seis pessoas e feriram outras quatro, segundo autoridades locais. Em Astrakhan, uma mulher morreu após drones ucranianos atingirem uma área industrial. A Rússia afirmou ter derrubado 205 drones em seu território. No domingo, foram mais de 800. Drones e destroços atingiram instalações da Wildberries e refinarias, deixando mortos e causando danos. As ações ucranianas buscam atingir a logística russa e pressionar a população, em meio à falta de combustíveis. Segundo o Centro Levada, o apoio à guerra caiu para 66%, o menor nível desde o início do conflito. Na Ucrânia, ataques russos com mísseis e drones mataram ao menos 11 civis neste mês. Dados da ONG Acled apontam que julho foi o pior mês para civis desde março de 2022, com 676 mortos, sendo 579 na Ucrânia. A média chegou a 21,8 mortes diárias, contra 7,1 em janeiro. Também foram registrados 11.491 eventos violentos.

O aumento da violência ocorre enquanto as negociações diplomáticas estão paralisadas. Os Estados Unidos haviam assumido a mediação, deixando à Europa maior responsabilidade pelo apoio militar a Kiev. A guerra perdeu prioridade para Donald Trump após o conflito entre EUA, Israel e Irã iniciado no fim de fevereiro. No campo de batalha, o avanço russo continua lento, mas ganhou ritmo nas últimas semanas. Moscou anunciou a conquista de dois vilarejos, em Zaporíjia e Donetsk. As regiões fazem parte dos territórios anexados pela Rússia em 2022, mas ainda não totalmente controlados. O principal objetivo de Putin é conquistar o restante de Donetsk sob controle ucraniano, especialmente a área entre Kramatorsk e Sloviansk. A Rússia também pretende ampliar seu controle nas fronteiras de Kharkiv e Sumi. Moscou afirma que a medida busca proteger áreas russas de novos ataques. Para Kiev, porém, o objetivo é ampliar a ocupação territorial e consolidar os ganhos militares russos. 

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