Senadores democratas dos Estados Unidos demonstraram preocupação com o prolongado período de permanência do porta-aviões USS Abraham Lincoln no mar. O navio está há mais de oito meses e meio em alto-mar, apoiando operações americanas no Oriente Médio contra o Irã. Segundo o senador Richard Blumenthal, a tripulação enfrenta problemas como falta de suprimentos, contaminação da água e dificuldades de encanamento. Também foram relatados problemas de saúde mental, preocupações com a segurança e interrupções no sistema postal. O USS Abraham Lincoln possui cerca de 5.000 marinheiros e é baseado em San Diego. O senador Ruben Gallego pediu uma visita de legisladores ao porta-aviões para verificar as condições dos militares. A Marinha americana prepara o envio do USS George Washington para substituir o Lincoln no Oriente Médio. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, contestou os relatos de más condições e elogiou o trabalho dos marinheiros. Outro porta-aviões, o USS George H.W. Bush, também está mobilizado na região desde março. O USS Gerald R. Ford permaneceu 326 dias em missão antes de retornar aos Estados Unidos em maio. Foi o mais longo período de operação de um porta-aviões americano desde a Guerra do Vietnã. Durante sua missão, o Ford enfrentou incêndio, falta de alimentos e correspondências e problemas mecânicos. Especialistas alertam que missões prolongadas aumentam o desgaste das tripulações e dos equipamentos. A falta de peças de reposição pode provocar falhas e reduzir a capacidade operacional dos navios.
O longo tempo longe de casa também prejudica o moral dos militares. Além disso, missões prolongadas comprometem cronogramas de manutenção planejados com anos de antecedência. O vice-almirante aposentado Mike Franken afirmou que a prontidão da Marinha pode ser afetada por vários anos. O próprio USS Abraham Lincoln participou de operações contra o Irã durante a guerra. Segundo Hegseth, o navio foi alvo de centenas de mísseis e drones iranianos. As ameaças teriam sido interceptadas antes de atingir o porta-aviões. O Lincoln também participou do bloqueio americano aos portos iranianos. O primeiro bloqueio ocorreu entre abril e junho e foi retomado em julho. Durante a primeira fase, os EUA afirmaram ter desativado nove embarcações e redirecionado outras 135.
Na segunda fase, até 9 de agosto, 55 embarcações comerciais haviam sido redirecionadas. Duas foram desativadas e outras duas abordadas pelas forças americanas. A movimentação de navios de guerra ocorre em meio ao aumento das operações militares dos EUA no Oriente Médio. Para especialistas, a utilização contínua dos porta-aviões pode limitar sua disponibilidade futura. O prolongamento das missões exige maior esforço de manutenção e recuperação da frota. A situação evidencia os custos humanos e materiais de manter grandes navios de guerra em operações prolongadas.
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