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sábado, 15 de agosto de 2026

SENADOR É SUSPEITO DE INTERFERIR EM INVESTIGAÇÃO EM SÃO LUÍS


A Polícia Federal identificou comunicações reiteradas entre o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o ministro do STJ Humberto Martins. 
Os contatos ocorreram entre janeiro de 2023 e outubro de 2025, quando Martins relatava investigação sobre um homicídio em São Luís. A PF suspeita que o senador tenha tentado interferir no inquérito. O caso apura se a morte do empresário João Bosco Sobrinho teve relação com suposta cobrança de propina. A investigação envolve Daniel Brandão, presidente do TCE-MA e sobrinho do governador Carlos Brandão. Segundo a PF, o governador também é investigado por suspeita de liderar uma organização criminosa ligada ao caso. O órgão apura ainda possíveis desvios de emendas parlamentares e contratos públicos no Maranhão. O processo está atualmente sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, no STF, devido às suspeitas envolvendo Weverton.
A PF encontrou mensagens, áudios, ligações e compartilhamento de mídias entre o senador e Martins. Segundo a investigação, os diálogos tratavam de encontros pessoais e processos relatados pelo ministro. A PF afirma que Weverton fazia pedidos relacionados a ações sob relatoria de Martins. Também foi identificado um encontro pessoal entre os dois no gabinete do ministro.

Em junho de 2025, Martins determinou a transferência para Brasília de Gilbson Cutrim, condenado pelo assassinato. Cutrim foi considerado executor do crime e recebeu pena de 13 anos de prisão. O governador Carlos Brandão questionou a competência do STF e criticou a divulgação das decisões de Dino. A defesa de Dino afirmou que o ministro não participa de debates políticos e apenas decide sobre processos sob sua responsabilidade. Weverton não se manifestou, enquanto Martins disse que não comentará o caso por estar sob sigilo. Dino também determinou a prisão de Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. Ele é suspeito de tentar influenciar depoimentos relacionados ao assassinato e está em prisão domiciliar. Daniel Brandão nega envolvimento no crime e afirma que as acusações fazem parte da disputa política no Maranhão. 

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