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sexta-feira, 1 de maio de 2026

DESEMPREGO SOBE, MAS ABAIXO DO REGISTRADO EM 2025


A taxa de desemprego voltou a subir no país e fechou o primeiro trimestre de 2026 em 6,1%, acima dos 5,8% do trimestre anterior, mas abaixo dos 7% registrados no mesmo período de 2025, segundo o IBGE. 
Apesar de levemente acima das expectativas do mercado, o índice é o menor para um primeiro trimestre desde o início da série da Pnad Contínua, em 2012, indicando um mercado de trabalho ainda aquecido, mesmo com juros elevados. O rendimento real habitual atingiu R$ 3.722, o maior da série histórica, com alta de 1,6% frente ao trimestre anterior e de 5,5% na comparação anual. A massa de rendimento real chegou a R$ 374,8 bilhões, também recorde, com estabilidade no trimestre e crescimento de 7,1% em um ano. A população desocupada somou 6,6 milhões, alta de 19,6% no trimestre, mas queda de 13% em relação a 2025. Já a população ocupada foi estimada em 102 milhões, com recuo de 1% no trimestre e avanço de 1,5% no comparativo anual. 

Analistas avaliam que os dados confirmam a resiliência do mercado de trabalho. Para o economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs, o cenário mostra que as condições monetárias restritivas ainda não produziram uma inflexão clara no emprego. Ele destacou que a taxa segue baixa, próxima de mínimas históricas e abaixo das estimativas da Nairu. Claudia Moreno, do C6 Bank, apontou que, com ajuste sazonal, o desemprego subiu de 5,6% para 5,7%, mantendo-se em patamar historicamente reduzido. Segundo ela, os dados, somados à criação de vagas formais, reforçam a continuidade do aquecimento do mercado de trabalho brasileiro. 

TRUMP QUER INVADIR O IRÃ


Com a alta do petróleo e pressão da oposição, o presidente
 Donald Trump aguardava um relatório do Comando Central (CentCom) sobre novas opções de ataque ao Irã. A guerra iniciada em 28 de fevereiro completa 60 dias, prazo em que a Casa Branca deve pedir autorização ao Congresso, conforme a Lei de Poderes de Guerra. Segundo Axios e Reuters, o chefe do CentCom, almirante Brad Cooper, avaliaria ações rápidas para romper o impasse no Estreito de Ormuz. A região é crucial, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O Irã tem restringido a passagem de navios considerados inimigos e, em resposta, Trump ordenou bloqueio naval aos portos iranianos, buscando pressionar a economia do país. O preço do barril chegou a US$ 126, maior nível desde a guerra na Ucrânia em 2022; a alta reflete temores do mercado com o conflito. Por outro lado, Trump defendeu o bloqueio e sugeriu mantê-lo por meses, chegando a apelidar a rota marítima de “Estreito de Trump” em publicação na Truth Social.

Há também articulação diplomática para criar uma “Coalizão pela Liberdade Marítima”. O objetivo seria garantir navegação segura no Golfo Pérsico após o conflito. Do lado iraniano, o líder supremo Mojtaba Khamenei, que sucedeu a Ali Khamenei, morto na guerra, afirmou que o bloqueio dos EUA fracassará.  Teerã projeta vitória e critica a ofensiva americana. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou a posição, declarando que o Irã garantirá controle do estreito sem interferência dos EUA. No Congresso americano, democratas tentam exigir autorização formal para a guerra. A Lei de Poderes de Guerra permite ação sem consulta apenas em ameaça imediata. Após 60 dias, o presidente deve pedir autorização ou iniciar retirada. A tentativa foi barrada no Senado pela maioria governista. Aliados de Trump alegam que o prazo foi suspenso após cessar-fogo anunciado em abril. O presidente criticou os democratas e disse estar negociando um acordo com o Irã.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 1º/5/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

PL da Dosimetria: veto cai e Lula perde a segunda em 24 horas

Depois da recusa da indicação de Jorge Messias para o STF, Palácio do Planalto amarga nova derrota com a derrubada da rejeição presidencial ao PL que pode reduzir as penas de Bolsonaro e outros acusados de tentarem dar um golpe de Estado

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

'Bode expiatório' e 'ilações mentirosas': busca do Planalto por traições sobre Messias estremece relação com aliados

Desconfiança do governo sobre rejeição ao ministro da AGU recai em especial sobre o MDB e o PP; lideranças emedebistas reagem

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Empréstimos do Tesouro que driblam meta fiscal crescem 34,5% e chegam a R$ 307 bi

Especialistas veem forma de driblar restrição fiscal, já que a maior parte dos custos não é contabilizada no limite de despesas Recursos financiam Minha Casa, Minha Vida, Plano Brasil Soberano e crédito rural com juros subsidiados

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Brasil abriga mais de 2 milhões de imigrantes, refugiados

Venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos são maioria

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Base do governo vai recorrer ao STF após derrubada do veto ao PL da Dosimetria

Líder do PT na Câmara, Uczai projetou judicialização para breve

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Manuel Carvalho da Silva. “Foi o 1.º de Maio de 1974 que transformou o golpe militar numa revolução em marcha”

Voz histórica do sindicalismo português, olha para este 1.º de Maio como uma data de urgência democrática e social. Considera que a atual proposta de reforma laboral do Governo está entre as maiores ofensivas contra os direitos do trabalho. Reconhece que a pressão contínua do Governo cria desgaste no movimento sindical, sujeito a uma prova difícil de resistência, mas acredita que a resposta continua a passar pela mobilização nas ruas.