Mais de 20.496 candidatos disputam as eleições de 2026 no Brasil, segundo dados parciais do TSE atualizados até a tarde de ontem, 16. A disputa envolve os cargos de presidente, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais. O prazo para registro das candidaturas terminou às 19h de sábado (15). Os números, porém, ainda podem aumentar, pois os Tribunais Regionais Eleitorais analisam os pedidos apresentados. Somente após o processamento os registros aparecem oficialmente no sistema DivulgaCandContas. Nas eleições gerais de 2022 e 2018, o número final ficou próximo de 29 mil candidatos. Até agora, foram registrados 13 candidatos à Presidência da República. Também há 195 candidatos a governador e 315 a senador. Para deputado federal, são 7.620 registros, além de 11.507 para deputado estadual e distrital. Os números incluem todos os pedidos apresentados, antes da decisão sobre o deferimento das candidaturas. Entre os registros de última hora está o de Pablo Marçal, que tenta disputar a Presidência. Ele obteve liminar da Justiça Eleitoral para se filiar ao PRTB e registrar sua candidatura. Marçal, porém, está inelegível por oito anos por decisão da Justiça Eleitoral. Para concorrer, precisará reverter ou suspender a condenação.
Michelle Bolsonaro também registrou sua candidatura no último dia do prazo. Ela disputará uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal. O senador Cleitinho, do Republicanos, concorrerá ao governo de Minas Gerais. Flávio Bolsonaro protocolou seu registro presidencial na quinta-feira (13). Ele retomou a filiação ao PL após decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Ao todo, 30 partidos participarão das eleições de 2026, dois a menos que em 2022. PL e MDB lideram em número de candidatos, com 1.624 e 1.386 registros, respectivamente.
PRTB e PCB aparecem entre as menores bancadas, com 10 e 23 candidatos. Desde 2022, houve fusões, incorporações e mudanças de nome entre várias legendas. PTB e Patriota se uniram e formaram o PRD. Pros foi incorporado pelo Solidariedade, enquanto o PSC passou a integrar o Podemos. PMN passou a se chamar Mobiliza e o PMB adotou o nome Democrata. O Missão é a única nova legenda a participar da eleição deste ano.
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