O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu que Israel mate entre 30 e 40 pessoas por noite na Faixa de Gaza. As declarações foram feitas em entrevista a um podcast apresentado por Rom Braslavski, ex-refém do Hamas. Ben-Gvir afirmou que os ataques deveriam atingir não apenas pessoas consideradas ameaças imediatas. Também defendeu a retomada de assentamentos judaicos em Gaza e disse imaginar todo o território palestino pertencendo a Israel. O ministro voltou a defender a chamada emigração dos palestinos de Gaza. Para os integrantes do Hamas, afirmou que não deveria haver emigração, mas mortes. Ben-Gvir criticou a recente redução das operações militares israelenses na Faixa de Gaza. A medida ocorreu enquanto os Estados Unidos tentam avançar com um plano de paz apresentado pelo presidente Donald Trump. Ontem, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Indonésia, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão condenaram a rejeição do plano pelo governo de Netanyahu. Representantes americanos também se reuniram com mediadores do conflito no Egito. O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 matou cerca de 1.200 pessoas em Israel, segundo autoridades israelenses. Mais de 250 pessoas foram levadas como reféns para Gaza, onde muitos relataram condições severas e abusos.
Israel respondeu com uma ampla ofensiva militar no território palestino. Segundo autoridades palestinas, mais de 73 mil pessoas morreram em Gaza durante a guerra. Desde o cessar-fogo iniciado em outubro passado, outras 1.200 pessoas teriam sido mortas por Israel. A ofensiva provocou fortes críticas internacionais e uma grave crise humanitária. Organizações de direitos humanos e especialistas também acusaram Israel de cometer genocídio em Gaza. Israel rejeita as acusações e afirma respeitar o direito internacional. As novas declarações reforçam a posição radical de Ben-Gvir, um dos integrantes mais extremistas do governo israelense. O ministro também já defendeu o endurecimento das condições impostas a prisioneiros palestinos. Seu partido, Poder Judaico, apoiou ainda uma lei que prevê pena de morte para palestinos condenados por terrorismo. Na entrevista, Braslavski pediu que condenados à morte por terrorismo fossem executados. Ben-Gvir respondeu que faria o possível para atender ao pedido e afirmou que ver a execução seria um de seus maiores sonhos.
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