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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

MIAMI POSSUI OS IMÓVEIS MAIS CAROS


Mark Zuckerberg comprou por US$ 170 milhões (R$ 872 milhões) uma mansão em construção em Indian Creek, Miami. 
Com quase 2,8 mil m², o imóvel é o mais caro já vendido na cidade. O recorde pode ser superado pela casa de John Devaney, em Key Biscayne, à venda por US$ 237 milhões. A residência ficou famosa por aparecer no filme “Scarface”, de 1983, como a mansão do traficante Frank López. Miami tornou-se um dos principais destinos dos milionários e bilionários do mundo. Jeff Bezos, Larry Page, Sergey Brin e Ivanka Trump estão entre os ricos que se mudaram para a região. Clima, segurança, praias e ausência de imposto estadual são apontados como atrativos. A pandemia acelerou esse movimento, especialmente com a política menos restritiva adotada pela Flórida. Empresários como Peter Thiel e Ken Griffin ajudaram a iniciar o fluxo de grandes fortunas para o Estado. A chegada desses bilionários criou um efeito de atração sobre outros investidores. O mercado de imóveis de luxo entrou em uma nova era, com vendas de propriedades acima de US$ 60 milhões. Em 2025, negócios desse segmento superaram US$ 517 milhões. Indian Creek, conhecida como “bunker dos multimilionários”, concentra algumas das mansões mais caras.

A ilha possui campo de golfe, segurança reforçada, grandes terrenos e acesso privilegiado à água. Outras áreas valorizadas incluem North Bay Road, Coconut Grove, Coral Gables e Key Biscayne. A concentração de riqueza entre os mais ricos também impulsionou a valorização imobiliária. O patrimônio do 0,1% mais rico aumentou quase 13 vezes nos últimos 50 anos. O custo de vida em Miami, Fort Lauderdale e Palm Beach já supera o de Nova York. Desde 2019, os preços ao consumidor no sul da Flórida subiram 36%, enquanto os imóveis aumentaram 79% desde a pandemia. Com os preços em níveis recordes, analistas já questionam se o mercado imobiliário de Miami está formando uma bolha. 

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