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terça-feira, 11 de agosto de 2026

REINO UNIDO APOSTA NA STARTUP LONDRINA COSINE


O Reino Unido aposta na startup londrina Cosine para desenvolver um modelo de inteligência artificial (IA) “soberano”. Com cerca de 30 funcionários, a empresa levantou apenas US$ 15 milhões para o projeto. A Cosine, fundada por Alistair Pullen e Yang Li, desenvolve o Lumen Sovereign. O modelo é apoiado pelo governo e tem parceria com BAE Systems, PwC e Lloyds Banking Group. Autoridades britânicas o consideram o primeiro modelo de IA de fronteira totalmente soberano do país. Especialistas, porém, questionam se a startup possui recursos suficientes para executar o projeto. A iniciativa ocorre em meio à crescente preocupação dos governos com soberania e segurança em IA. Em junho, a Cosine recebeu acesso ao supercomputador britânico Isambard. A empresa estima que o equipamento fornecerá 80% da capacidade necessária para treinar o modelo. O restante deverá vir de data centers privados no Reino Unido. A Cosine enfrenta concorrência de gigantes americanos, chineses e europeus, que receberam bilhões em investimentos. Apesar disso, está entre as poucas empresas britânicas tentando criar modelos de fronteira do zero; inicialmente desenvolveu ferramentas de IA para programação e engenharia de software, depois que perdeu espaço para concorrentes como a Anthropic, mudando sua estratégia.

Passou a desenvolver sistemas para setores regulados, como defesa e serviços financeiros. Segundo Pullen, essa experiência deu à empresa a base técnica para criar o Lumen Sovereign. O modelo usará arquitetura de “mistura de especialistas”, baseada no Large 3, da Mistral. Pullen afirma que o Lumen Sovereign terá aproximadamente o dobro do tamanho do modelo da Mistral. A Cosine não pretende operar o sistema, mas permitir que terceiros o instalem em seus próprios ambientes. A estratégia busca evitar os enormes custos de operação dos grandes modelos de IA. Um investidor avalia que a empresa precisará captar centenas de milhões de libras para competir, mas a Cosine pretende começar a compartilhar versões do modelo com parceiros até setembro. Uma disponibilização pública mais ampla está prevista para outubro e a empresa planeja realizar nova rodada de investimentos ainda neste ano. Os recursos deverão financiar o desenvolvimento e uma grande expansão da equipe. Pullen admite dificuldades para contratar pesquisadores devido aos altos salários oferecidos por OpenAI e Anthropic. Mesmo com os obstáculos, ele aposta em uma equipe pequena e no desafio de criar uma IA britânica soberana. 

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