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sábado, 15 de agosto de 2026

A CARNIFICINA DE ISRAEL NO LÍBANO


Ao menos nove pessoas morreram após ataques de Israel no sul do Líbano ontem, 15, segundo a agência estatal libanesa NNA. Sete pessoas morreram quando aviões israelenses atingiram uma casa no vilarejo de Ansar, enquanto outras duas morreram em um bombardeio em Deir El Zahrani. Onze pessoas ficaram feridas nos ataques, considerados entre os mais letais das últimas semanas. Segundo a mídia local, entre os mortos em Ansar estão três crianças e duas mulheres. Os bombardeios ocorreram após Líbano e Israel firmarem um acordo de paz mediado pelos Estados Unidos. O pacto prevê a permanência temporária de tropas israelenses no sul do Líbano até o desarmamento do Hezbollah. O grupo, apoiado pelo Irã, rejeita a exigência e considera os termos uma forma de rendição. O líder do Hezbollah, Naim Qassem, classificou o acordo como uma imposição israelense. Israel afirmou ter atacado estruturas do Hezbollah em uma zona de segurança, em resposta a ações contra seus soldados. O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou os ataques e afirmou que eles representam uma mensagem sobre as negociações entre os dois países. Aoun também acusou Israel de violar o acordo de paz e o direito internacional. O primeiro-ministro Nawaf Salam afirmou que mulheres e crianças mortas não poderiam ser consideradas alvos militares.

As Forças Armadas israelenses ocuparam uma faixa do sul do Líbano durante a guerra contra o Hezbollah no início deste ano. Na quinta-feira (13), o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que Israel não deixará as áreas ocupadas até o desarmamento do grupo. Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA disse que uma presença militar israelense permanente seria incompatível com o acordo. No início de agosto, Líbano e Israel retomaram negociações em Roma para implementar o acordo de segurança firmado em junho. O entendimento prevê a retirada gradual das forças israelenses e a ampliação do controle do Exército libanês. O Hezbollah voltou a rejeitar o processo e criticou o presidente Joseph Aoun. O grupo também admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de diálogo com as novas autoridades da Síria. As negociações entre Líbano e Israel devem ter nova rodada no início de setembro, em Roma. O presidente Aoun afirmou que os recentes ataques aumentam a tensão antes das conversas. Desde 2 de março, pelo menos 4.300 pessoas morreram no Líbano durante a mais recente escalada das hostilidades. 

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