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domingo, 16 de agosto de 2026

ATAQUES RUSSOS COM MÍSSEIS BALÍSTICOS CONTRA UCRÂNIA


As defesas aéreas de Kiev ficaram impotentes diante das recentes ondas de ataques russos com mísseis balísticos porque os lançadores Patriot estavam sem interceptadores. A escassez da principal arma capaz de derrubar os projéteis russos expõe uma grave vulnerabilidade da Ucrânia, justamente antes do inverno. Autoridades ucranianas afirmam que os poucos interceptadores fornecidos pelos Estados Unidos foram usados nas semanas anteriores. Em 5 de agosto, a Rússia lançou 24 mísseis balísticos, quatro antinavio e 115 drones contra Kiev. A Ucrânia conseguiu derrubar 98 drones, mas nenhum dos mísseis foi interceptado. Três dias depois, seis mísseis balísticos atingiram a capital e mataram três pessoas, segundo autoridades locais. A escassez levou a Força Aérea ucraniana a reduzir a divulgação dos números de mísseis disparados pela Rússia. A medida busca evitar que Moscou conheça a capacidade real de interceptação e preservar o moral da população. O presidente Volodimir Zelenski cobrou dos aliados mais sistemas e munições para proteger a população. Kiev estima precisar de pelo menos 300 interceptadores PAC-3 para os sistemas Patriot. A preocupação aumenta diante da expectativa de novos ataques russos contra redes de energia, gás e água durante o inverno. A Ucrânia havia iniciado o verão com maior confiança após ataques de longo alcance contra instalações russas. Essas operações provocaram dificuldades no setor de combustíveis da Rússia e deram a Kiev uma posição considerada mais favorável.

Agora, porém, a vantagem pode desaparecer devido à escassez de interceptadores. Enquanto os estoques ucranianos diminuem, Moscou ampliou a produção e o emprego de mísseis balísticos. Segundo a inteligência militar ucraniana, a Rússia lançou um recorde de 198 mísseis balísticos e hipersônicos em julho. A estimativa é de que Moscou esteja produzindo cerca de 60 mísseis balísticos por mês. Em julho, a produção teria alcançado pelo menos 65 unidades. Zelenski pediu que países europeus, como Espanha e Grécia, cedam parte de seus estoques de Patriot. Entretanto, a guerra com o Irã também reduziu os estoques de interceptadores dos Estados Unidos e de aliados no Golfo. A reposição desses armamentos poderá levar meses ou até anos. A Polônia também avalia enviar um lote de interceptadores Patriot à Ucrânia. O presidente americano Donald Trump, porém, ainda não autorizou novos fornecimentos em quantidade suficiente. Durante encontro com Zelenski, no fim de julho, Trump não confirmou o envio de interceptadores adicionais para os próximos meses. Kiev afirma continuar esperando uma decisão favorável de Washington. Zelenski chegou a sugerir que razões políticas poderiam estar influenciando as decisões americanas sobre o fornecimento de armas. O impasse aumenta a preocupação ucraniana com a capacidade de enfrentar uma nova campanha russa de ataques durante o inverno. 

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