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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

BRASILEIRA CONQUISTA UMA DAS 120 VAGAS NO BANCO MUNDIAL, ENTRE 33 MIL CANDIDATOS


Gabrielle Hayashi Santos, de Bauru (SP), conquistou uma das 120 vagas de estágio no Banco Mundial, entre quase 33 mil candidatos. 
Formada em Relações Internacionais, ela foi a primeira da família a falar inglês, fazer pós-graduação e estudar no exterior. O interesse por intercâmbios começou ainda no ensino médio, mas Gabrielle acreditava que estudar fora estava distante de sua realidade financeira. Após pesquisar oportunidades, descobriu que bolsas de estudo poderiam tornar o sonho possível. Durante o ensino médio, conseguiu bolsas para cursos internacionais de liderança, empreendedorismo e desenvolvimento juvenil. No início, sua mãe tinha receio de que ela viajasse sozinha para outros países. A preocupação diminuiu conforme a família conheceu os programas e as pessoas envolvidas. Na graduação, Gabrielle conseguiu uma bolsa para estudar no Canadá. Depois, fez outros intercâmbios e chegou ao mestrado na Alemanha, onde também estagiou na Unesco. Durante a graduação, passou a se interessar pelo desenvolvimento de carreira de estudantes internacionais. Ela percebeu que uma carreira pode transformar não apenas a vida de uma pessoa, mas também a de toda a família. A trajetória de Gabrielle está ligada à história de sua própria família. Seu pai abandonou os estudos ainda no ensino fundamental para trabalhar e ajudar os familiares. Ele foi catador de latinhas, caminhoneiro e mecânico, entre outras atividades.

Quando Gabrielle tinha seis anos, ele voltou a estudar e concluiu o ensino médio. Sua mãe, farmacêutica e descendente de japoneses, cresceu em uma pequena cidade agrícola do Mato Grosso. O contato da família com o exterior havia ocorrido principalmente por parentes que iam ao Japão para trabalhar. Para conquistar a vaga no Banco Mundial, Gabrielle enviou currículo e carta de apresentação. Depois, realizou uma prova com questões quantitativas e de raciocínio baseadas em situações práticas. A etapa seguinte foi uma entrevista com um painel de representantes do banco. Segundo ela, currículo adequado e carta bem elaborada foram fundamentais para sua aprovação. Gabrielle começou o estágio no Banco Mundial em maio e trabalha com um chefe e uma diretora brasileiros. Ela afirma que o inglês fluente e a falta de familiaridade com cartas de apresentação são obstáculos para muitos candidatos. Tutoriais, vídeos e ferramentas de inteligência artificial podem ajudar os estudantes nesse processo. Para Gabrielle, planejamento e informação são fundamentais para quem deseja trabalhar em organismos internacionais. Seu objetivo é mostrar que jovens brasileiros também podem construir carreiras nesse ambiente. Ela defende que, com estratégia e preparação, oportunidades internacionais podem estar ao alcance de outros estudantes. 

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