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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

QUATRO DIAS SEM BANHEIRO, COZINHA, AR-CONDICIONADO E ÁGUA POTÁVEL


Um contratorpedeiro de mísseis guiados da Marinha dos Estados Unidos ficou quatro dias sem banheiros, cozinha, ar-condicionado e água potável após uma falha de energia no Mar do Sul da China. 
O USS Benfold, da classe Arleigh Burke, apresentou em 24 de julho uma falha nos geradores durante operações de rotina no Indo-Pacífico. A pane também impediu o navio, de quase 10 mil toneladas, de manobrar por conta própria. A Marinha americana informou que investiga as causas do problema. Não houve feridos entre os tripulantes, segundo o comando da 7ª Frota. As temperaturas na região chegaram a variar entre 32°C e 37°C durante o período da pane. Sem condições de preparar alimentos, o USS Benfold recebeu refeições prontas do cruzador USS Robert Smalls. Outros navios também auxiliaram a tripulação durante os quatro dias sem energia. Depois, o Benfold foi rebocado para a Baía de Subic, nas Filipinas. Os reparos foram concluídos em 8 de agosto, quando o navio voltou a operar. O episódio é a segunda falha de energia envolvendo um contratorpedeiro americano no Indo-Pacífico neste ano. Em maio, o USS Higgins também perdeu energia e propulsão por várias horas devido a uma avaria no sistema elétrico.

Os problemas ocorrem em meio a preocupações sobre as condições de trabalho e o desgaste das tripulações da Marinha dos EUA. O caso ganhou atenção após relatos sobre a situação do porta-aviões USS Abraham Lincoln. Com cerca de 5 mil marinheiros, o navio permaneceu mais de 250 dias sem atracar durante operações contra o Irã. Militares relataram escassez de alimentos e suprimentos, problemas de infraestrutura e jornadas exaustivas. Também foram mencionadas preocupações relacionadas à saúde mental da tripulação. O senador Richard Blumenthal afirmou que o Lincoln estabeleceu um recorde moderno de permanência consecutiva no mar. O almirante Brad Cooper reconheceu que o longo período de serviço é extremamente difícil para os militares. Segundo ele, porém, o Lincoln apresenta baixos índices de casos relacionados à saúde mental entre os porta-aviões americanos. O presidente Donald Trump minimizou as preocupações sobre as condições da tripulação. Trump afirmou que a missão não havia sido prolongada demais e que o porta-aviões seria substituído. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também rejeitou relatos sobre condições precárias no navio. Apesar disso, a Marinha prepara o USS George Washington para substituir o Lincoln. Os episódios recentes aumentam o debate sobre manutenção, infraestrutura e condições de trabalho dos militares americanos em longas operações no mar. 

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