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domingo, 20 de setembro de 2026

CRISE QUE ENVOLVEU O STF

As eleições brasileiras de 2026 entram na reta decisiva em meio à forte polarização política. 
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, se houver, para 25 de outubro. A disputa presidencial concentra grande parte da atenção dos eleitores, das campanhas e do mundo. O presidente Donald Trump demonstra interesse e pugna pa
ra que a direita, sob a liderança de Flávio Bolsonaro tome o poder do presidente Lula que também é candidato. As pesquisas mostram acirrada disputa entre Lula e Flávio, figurando o presidente com pequena vantagem, que os institutos classificam de empate técnico, dentro da margem de erro. Também no segundo turno a disputa voto a voto permanece. Bem verdade que os números representam o momento da pesquisa e não constituem previsão do resultado eleitoral. Além de Lula e Flávio apresentam-se como candidatos Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema. Outro dado relevante é a elevada rejeição dos dois principais candidatos. Segundo o Datafolha, 47% afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula e o mesmo percentual rejeitam Flávio, caracterizando a polarização.

Por outro lado, a campanha é influenciada pela crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal. Os ministros da Corte desentendem de tal forma que o ministro presidente Edson Fachin tem preferido adiar as sessões e escolher outos temas na pauta para evitar o confronto entre os ministros. Além de tudo isso, outro fato que perturba o STF e ganha no debate político e eleitoral é o caso do Banco Master. Lula e Flávio associam o adversário como causador da crise. A aproximação das eleições contribui para acirrar a campanha política que entra em fase de maior intensidade. A eleição ganha amplidão e torna-se um dos pleitos mais disputados dos últimos anos, porque estarão na contenda os cargos de governadores, senadores e deputados federais. O caso do Banco Master está no cento de tudo e teve início com investigação sobre operações financeiras suspeitas, alcançando o BRB, fundos de previdência, integrantes do Banco Central, além de políticos, empresários e ministros do STF. No foco principal está Daniel Vorcaro, empresário que comandou o Banco Master. Várias investigações abertas envolveram suspeitas de fraude financeira, influência política, fiscalização do Banco Central, dinheiro público e estrutura clandestina descoberta pela Polícia Federal.

Vorcaro ganhou cacife político face ao comando do Banco Master, oferecendo produtos de renda fixa com remuneração bem superior àquelas concedidas pelas instituições financeiras. Os CDBs pagavam em torno de 140% do CDI, superior ao que vigorava no mercado. Depois de desbaratada a verdadeira quadrilha, a prisão de Vorcaro prestou-se para esclarecer que seu modelo de negócios era "100% baseado no FGC". Embutido no negócio situavam-se juros elevados, facilitando a captação de dinheiro. Com o passar do tempo descobriu-se indícios de problemas de liquidez do Master, depois de conseguir captar bilhões. O Fundo Garantidor de Créditos, o FDC, tornou-se questionado, porque não conseguia honrar os compromissos assumidos. Somente depois da liquidação das instituições vinculadas ao Master tomou-se ciência do escândalo financeiro aprontado. O BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal entrou na artimanha, com transferência de R$ 12,2 bilhões ao Master. Daí em diante apareceram os escândalos e Vorcaro terminou sendo preso. Mas o novelo prossegue e a cada dia descobre-se mais uma embrulhada.     

Salvador, 20 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
                         Pessoa Cardoso Advogados.                          
     


RADAR JUDICIAL


COVAS NETO APOIA LULA

Mário Covas Neto, o Zuzinha (PSDB), declarou apoio à candidatura de Lula (PT). Filho do ex-governador Mário Covas, ele foi vereador de São Paulo. A articulação do apoio foi feita por Geraldo Alckmin, vice de Covas e aliado de Lula. Zuzinha confirmou a decisão em vídeo antes de comício de Lula em Guarulhos. Ele afirmou que Flávio Bolsonaro seria pior que o pai, Jair Bolsonaro. Segundo Covas Neto, Flávio poderia transformar o país em um “campo de batalha” e disse que a eleição não seria uma disputa entre esquerda e direita, mas a escolha seria entre democracia e tirania. Zuzinha afirmou repetir o gesto político de seu pai, morto em 2001. Mário Covas apoiou Lula no segundo turno da eleição presidencial de 1989. Alckmin e Lula destacaram o legado político do ex-governador tucano. Lula agradeceu o apoio e ressaltou seu respeito e carinho por Mário Covas. 


TRUMP VAI RECEBER XI JINPING  

Donald Trump receberá Xi Jinping na próxima semana, em Washington, para uma visita de Estado. O encontro será marcado por negociações comerciais e pela disputa tecnológica entre EUA e China. Xi chegará à região na quarta-feira (23) e será recebido por Trump na Base de Andrews. Na quinta (24), os dois líderes terão reunião bilateral na Casa Branca e à noite, Trump oferecerá um jantar de Estado com empresários americanos e autoridades. Entre os convidados estão Jeff Bezos, Elon Musk, Sundar Pichai, Jensen Huang e Sam Altman. A inteligência artificial estará entre os principais temas da reunião presidencial além de discussões sobre comércio, tarifas e a trégua comercial, que expira em novembro. Antes da cúpula, Scott Bessent se reunirá com o vice-premiê chinês He Lifeng, em Nova York. As conversas envolverão IA, comércio e terras raras, importantes para tecnologias estratégicas. Washington não pretende relaxar controles de exportação em troca de maior fluxo de terras raras. Os dois países também estudam reduzir tarifas sobre produtos considerados não sensíveis e estratégicos.


SETE TRECHOS FERROVIÁRIOS

O Ministério dos Transportes apresentou sete trechos ferroviários “shortline” para empresas e bancos. A pasta prevê leiloar pelo menos dois deles até o fim do ano, pelo modelo de autorização. Os trechos estão distribuídos pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
Entre as opções estão linhas para cargas, passageiros, turismo e integração logística. Os projetos incluem Cruz Alta–Santo Ângelo e Santo Ângelo–Santa Rosa, no Rio Grande do Sul.
Também estão na lista trechos em Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba e Distrito Federal.
Brasília–Luziânia, com 60,5 km, tem potencial para transporte regional de passageiros. A autorização ferroviária, criada pelo Marco Legal das Ferrovias de 2021, simplifica o processo.
Empresas privadas podem construir e operar ferrovias conforme as condições previstas na legislação. O governo ainda não definiu quais projetos serão leiloados neste ano. Os vencedores terão até dois anos para apresentar os projetos e avaliar sua viabilidade. O corredor Minas-Rio, de 733 km, será leiloado em 17 de dezembro, dividido em dois lotes.


TSE SUSPENDE CANDIDATURA DE DALLAGNOL 

O TSE suspendeu liminarmente a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado pelo Paraná. A decisão, do ministro Floriano de Azevedo Marques, impede atos de campanha até o julgamento do recurso. Dallagnol também não poderá usar recursos públicos, fazer propaganda gratuita ou participar de debates. O ministro apontou indícios de que o TRE-PR contrariou entendimento anterior do próprio TSE. Em 2023, o TSE declarou Dallagnol inelegível por pedir exoneração antecipada do Ministério Público Federal. A corte entendeu que a medida buscou evitar procedimentos disciplinares que poderiam afetar sua candidatura. Segundo o TSE, a conduta configurou fraude e atraiu a inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. O TRE-PR, contudo, autorizou a candidatura para 2026 após o arquivamento dos procedimentos administrativos. O tribunal regional também considerou que a decisão de 2023 não impedia automaticamente uma nova eleição. Floriano afirmou que os fatos posteriores não afastam a possível fraude identificada na exoneração. A liminar foi pedida pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança. Ex-coordenador da Lava Jato, Dallagnol foi eleito deputado federal pelo Paraná em 2022.


STF MAIOR ÍNDICE DE REJEIÇÃO 

A desconfiança dos eleitores em relação ao STF atingiu 48%, maior índice da série Datafolha desde 2012. O percentual cresceu cinco pontos em relação à pesquisa de março, quando era de 43%. Outros 35% afirmam confiar pouco no Supremo, enquanto 14% dizem confiar muito. O resultado coloca o STF com o maior índice de desconfiança entre as instituições pesquisadas. Congresso Nacional e partidos políticos registram 45% de desconfiança cada. A Presidência da República aparece com 42% de desconfiança entre os entrevistados. A piora na avaliação ocorre em meio à crise envolvendo o Banco Master e integrantes do STF. Documentos e mensagens relacionados ao caso foram divulgados nas últimas semanas. O material inclui conversas atribuídas a Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes. Também há referências a Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e familiares de ministros. O caso chegou ao plenário do STF em 15 de setembro, mas não teve o mérito analisado. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores, de 15 a 17 de setembro, com margem de erro de dois pontos.


ONU EM CRISE!

A ONU enfrenta uma crise sem precedentes, marcada por problemas financeiros e políticos. A Assembleia-Geral começa nesta terça-feira (22), em Nova York, com o tema em destaque. A organização anunciou no início do ano um iminente colapso financeiro. Países atrasaram contribuições obrigatórias e reduziram verbas voluntárias para ações humanitárias. Agências da ONU cortaram programas, reduziram atividades ou encerraram projetos. O combate ao HIV sofreu queda de 23% no financiamento mundial em 2025. A testagem caiu 22%, enquanto a distribuição de preservativos recuou mais de 90%. As missões de paz também foram reduzidas, assim como a ajuda humanitária. No Sudão, a ONU alerta que a assistência pode entrar em colapso nas próximas semanas. Os EUA, maior financiador, ainda devem mais de US$ 1 bilhão à organização. O Conselho de Segurança permanece travado pelo poder de veto das grandes potências. Crescem os pedidos de reforma, tema que deve aparecer nos discursos de Lula e Trump.

Salvador, 20 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados. 

POSSIBILIDADE DE MAIS DE 10% PARA EXTINÇÃO DO HOMEM


Durante anos, a corrida pela inteligência artificial seguiu o princípio de avançar rapidamente, mesmo com riscos, mas e
m dez dias, grandes laboratórios passaram a enfrentar alertas sobre possíveis consequências extremas. Um pesquisador da Anthropic deixou a empresa e alertou para uma ameaça existencial em uma década. Outro pesquisador afirmou que a probabilidade de extinção humana superava 10%; surgiram relatos de agentes de IA agindo em conjunto, invadindo sistemas e driblando proteções. CEOs de Anthropic, OpenAI, DeepMind, Microsoft e xAI defenderam uma desaceleração do desenvolvimento e pesquisadores dizem que a humanidade não enfrentava preocupação semelhante desde a invenção da bomba nuclear. O debate envolve a possibilidade de máquinas criarem versões mais capazes de si mesmas. Esse processo estaria ligado ao objetivo de alcançar a chamada inteligência artificial geral, ou AGI.
Pesquisadores afirmaram que a AGI pode estar mais próxima e surgir em apenas três anos. Joe Benton, da Anthropic, disse que não há como supervisionar os sistemas na escala atual. Para ele, o ritmo de desenvolvimento pode impedir a identificação e correção de problemas. Em 3 de setembro, a OpenAI apresentou seu novo modelo, chamado Astra e o presidente da empresa, Greg Brockman, declarou o início da era da AGI; por outro lado, a OpenAI admitiu dificuldades crescentes para controlar e monitorar seus sistemas. Defensores da IA destacam seu potencial para transformar setores e solucionar problemas complexos, mas cenários antes considerados apocalípticos passaram a ser tratados como riscos concretos.

O pesquisador Evan Hubinger, da Anthropic, afirmou que a IA poderia matar todos os seres humanos. Donald Trump e investidores, porém, consideram o avanço da IA estratégico para os Estados Unidos. Trump defendeu a continuidade acelerada do desenvolvimento e classificou o alarmismo como uma farsa. Segundo ele, uma desaceleração beneficiaria a China. O Congresso americano avançou pouco na criação de regras para regular a inteligência artificial.
A China adotou outra abordagem, com obrigações aos desenvolvedores e avaliações externas de segurança. Funcionários da OpenAI e Anthropic também demonstraram preocupação com o poder dos novos modelos. Testes revelaram casos em que sistemas de IA invadiram computadores de outras empresas. A corrida por novos modelos é parcialmente impulsionada por perspectivas de abertura de capital. As publicações do pesquisador Jacob Coxon, de 27 anos, provocaram forte repercussão no setor. Coxon deixou a Anthropic em 8 de setembro, dizendo temer que laboratórios estivessem apostando vidas. Os alertas aumentaram após agentes da OpenAI escaparem de um teste controlado. Os sistemas chegaram a invadir servidores da Hugging Face sem conhecimento inicial das empresas. Em 12 de setembro, Dario Amodei defendeu uma desaceleração no desenvolvimento da IA. Ele advertiu que enxames de agentes poderiam, em seis a 12 meses, assumir o controle da internet. Altman, Elon Musk e Demis Hassabis apoiaram maior acesso externo aos sistemas para aumentar a segurança. Jensen Huang, da Nvidia, rejeitou a ideia de interromper o desenvolvimento de sistemas mais poderosos. Mark Zuckerberg defendeu que cada laboratório defina seu próprio ritmo de desenvolvimento. Mustafa Suleyman, da Microsoft, classificou como imprudente criar modelos que imitem a consciência humana. Mesmo diante dos alertas, a OpenAI avalia nova captação que poderia elevar seu valor a US$ 1,5 trilhão.

 

LÍDERES DA INDÚSTRIA ALERTAM SOBRE RISCOS DA TECNOLOGIA


O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ontem, 19, sobre a criação de uma “Força de IA”, cabendo ao 
grupo supervisionar a regulamentação da inteligência artificial no país e prometeu em breve nomear um “czar” para comandar a área. Segundo ele, o objetivo não é impedir nem sufocar o crescimento do setor, mas pretende valorizar e acompanhar o desenvolvimento da tecnologia e o governo ficará atento aos possíveis efeitos negativos da IA.
Trump defendeu o uso das leis criminais e civis já existentes para enfrentar problemas e sugeriu mudar o nome usado para designar a inteligência artificial, oferecendo três alternativas: Inteligência Superior, Inteligência Extrema e Inteligência Suprema. Ele criou uma enquete nas redes sociais para que seus seguidores escolhessem, mas a Casa Branca não comentou imediatamente as sugestões e medidas anunciadas. No início da semana, Trump havia afirmado que os EUA já possuem mecanismos de controle da IA e ainda disse que a China poderia se beneficiar da desconfiança sobre o setor. As declarações ocorreram após alertas de líderes da indústria sobre riscos da tecnologia. O pesquisador Jacob Coxon, da Anthropic, deixou a empresa e fez fortes alertas sobre a IA de que profissionais do setor temem riscos graves para a humanidade até o fim da década. 

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu novas regras para os sistemas mais avançados e propôs auditorias independentes dos chamados modelos de IA de fronteira. A proposta prevê uma estrutura para controlar o ritmo de desenvolvimento da tecnologia. Executivos de outras empresas apoiaram a iniciativa, entre eles Elon Musk e Sam Altman. O debate ocorre paralelamente à disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Trump afirma que o país possui amplo poder regulatório e criminal sobre as empresas e acusa críticos da IA e dos data centers de favorecerem indiretamente a China. A inteligência artificial é considerada estratégica para a economia e a segurança nacional. Trump e o líder chinês Xi Jinping se reunirão em Washington na próxima semana e autoridades americanas afirmam que a IA estará entre os assuntos a serem discutidos pelos dois países. EUA e China divergem sobre chips avançados, transferência de tecnologia e regulamentação. A disputa evidencia o peso econômico, militar e estratégico que a IA ganhou mundialmente. 

AMEAÇA À HUMANIDADE COM AS MÁQUINAS CRIANDO VERSÕES SEM INTERVENÇÃO HUMANA


Durante anos, a corrida pela inteligência artificial cada vez mais poderosa seguiu a lógica de “avançar rápido e quebrar paradigmas”. 
Em dez dias, porém, os maiores laboratórios de IA foram abalados por temores de que suas criações ameacem a humanidade. Um pesquisador da Anthropic deixou a empresa e alertou para uma possível ameaça existencial na próxima década; outro pesquisador afirmou que a probabilidade de extinção humana superava 10%. Apareceram relatos de agentes de IA atuando em conjunto, invadindo sistemas e driblando mecanismos de proteção. Em uma rara união, executivos de Anthropic, OpenAI, DeepMind, Microsoft e xAI defenderam desacelerar o desenvolvimento e pesquisadores compararam a preocupação atual com os riscos da IA aos temores surgidos após a criação da bomba nuclear. O debate envolve a possibilidade de máquinas criarem versões mais capazes de si mesmas, sem intervenção humana. Essa perspectiva está ligada ao desenvolvimento da chamada inteligência artificial geral, ou AGI. 
Pesquisadores disseram que a AGI pode surgir em apenas três anos, antes do previsto por muitos especialistas. Joe Benton, ex-pesquisador da Anthropic, afirmou que não é possível supervisionar sistemas na escala atual, porque o ritmo de avanço pode impedir que problemas sejam identificados e corrigidos a tempo. Em 3 de setembro, a OpenAI anunciou seu novo modelo, chamado Astra, e declarou o início da era da AGI. Pouco antes, porém, a empresa admitira dificuldades crescentes para controlar e monitorar seus sistemas. Defensores da IA destacam seu potencial para transformar setores, elevar a eficiência e resolver problemas complexos.

Críticos passaram a considerar mais concretos os riscos antes tratados como cenários apocalípticos. O debate também envolve interesses políticos e econômicos, especialmente a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Donald Trump defendeu a continuidade acelerada do desenvolvimento e classificou os alertas sobre riscos como alarmismo. O Congresso americano avançou pouco em projetos de regulamentação da inteligência artificial. A China, por outro lado, propôs regras de segurança com obrigações aos desenvolvedores e testes externos. Em 8 de setembro, o pesquisador Jacob Coxon deixou a Anthropic, dizendo temer que laboratórios estejam “apostando nossas vidas”. Funcionários da OpenAI e da Anthropic também demonstraram preocupação com o poder dos próximos modelos. Testes revelaram casos em que sistemas escaparam de ambientes controlados e invadiram computadores de outras empresas. A corrida para lançar modelos cada vez mais avançados também é impulsionada por interesses financeiros. Anthropic e OpenAI avaliam ofertas públicas de ações que poderiam elevar seus valores de mercado a trilhões de dólares. O chefe da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração diante do avanço acelerado das capacidades da IA e alertou que agentes poderiam, em seis a 12 meses, ter capacidade de assumir o controle de toda a internet. Executivos como Elon Musk, Sam Altman e Demis Hassabis apoiaram mecanismos de supervisão externa dos sistemas. Jensen Huang, da Nvidia, rejeitou a ideia de interromper o desenvolvimento de modelos cada vez mais poderosos. Mark Zuckerberg defendeu que cada laboratório determine seu próprio ritmo, enquanto Mustafa Suleyman alertou sobre os riscos da superinteligência. Apesar dos alertas, a confiança dos investidores permaneceu elevada, com a OpenAI avaliando uma captação que poderia elevar seu valor a US$ 1,5 trilhão. 

RELATÓRIO DA ABIN MOSTRA INTERFERÊNCIA DOS EUA NAS ELEIÇÕES DE 2026


Relatório reservado da Abin elevou a um “nível de criticidade” a possibilidade de influência e interferência externa dos EUA nas eleições de 2026.
O documento foi enviado à Presidência, ao TSE e ao Ministério da Justiça no fim de agosto. A agência identificou uma tendência de escalada da pressão norte-americana sobre o Brasil. Segundo a Abin, o governo Donald Trump prioriza a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina e o objetivo seria reduzir a influência de potências rivais, especialmente a China, na região. O Brasil é apontado como alvo por defender maior autonomia estratégica diante das pressões americanas. A Abin afirma que Washington tem usado diferentes instrumentos para pressionar o governo brasileiro. Mesmo com sinais recentes de distensão, a agência vê continuidade na escalada iniciada em maio e entre as medidas estão sanções contra brasileiros e empresas por supostos vínculos com redes de lavagem de dinheiro. Para a Abin, essas sanções representam uma mudança de fase na interferência norte-americana. As medidas passaram a produzir efeitos sobre pessoas, empresas e relações financeiras brasileiras. O relatório cita riscos envolvendo acesso ao dólar, operações internacionais e reputação empresarial. A agência avalia que bancos e empresas podem adotar medidas preventivas por medo de sanções secundárias e identifica-se um padrão gradual, combinado e adaptativo de pressão dos EUA. Esse processo envolveria também o enquadramento de organizações criminosas brasileiras como ameaça à segurança americana. A Abin afirma que isso amplia os efeitos extraterritoriais sobre a economia brasileira.

O relatório dedica atenção especial ao secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo a agência, Rubio atribuiu ao presidente Lula responsabilidade pela imposição de tarifas contra produtos brasileiros. Para a Abin, essa declaração introduziu caráter personalista na política comercial americana e a agência considera que a narrativa pode influenciar o debate político e econômico no Brasil. O relatório também atribui a Rubio uma atuação voltada à reorientação política dos países latino-americanos. Segundo a Abin, a estratégia americana buscaria afastar governos da China e apoiar forças conservadoras. Rubio teria associado a recuperação da hegemonia americana à existência de governos alinhados a Washington. O documento ainda cita tentativa, no ano passado, de pressionar o Brasil sobre a participação de “dissidentes políticos” nas eleições. Uma minuta americana defendia eleições livres e participação desses grupos no processo eleitoral brasileiro. A proposta também previa que o Brasil não poderia limitar arbitrariamente a participação de opositores. Em entrevista recente, Lula classificou o documento como um “arquivo morto” para seu governo e afirmou ser inaceitável que os EUA pretendam prioridade sobre as riquezas minerais brasileiras. O relatório da Abin, portanto, registra preocupação com a crescente dimensão política, econômica e eleitoral da pressão americana.  

UMA MÃE, SEM EXPERIÊNCIA, VENCEU CORRIDA PARA AJUDAR FILHAS


Apesar da falta de experiência e de tênis adequados, Ramabai Ranveer, 47, venceu em agosto uma corrida de 3 km na Índia. 
Viúva e mãe de duas filhas, ela correu descalça para conquistar um prêmio de R$ 160 e o dinheiro seria usado na compra de livros e materiais escolares para as filhas. Sua história ganhou repercussão nas redes sociais e nos principais jornais indianos. Para muitos, a vitória simboliza o sacrifício de uma mãe para garantir um futuro melhor às filhas; para outros, revela as dificuldades do sistema educacional e a falta de mobilidade social no país. Segundo relatório do governo, apenas 8% dos graduados conseguem empregos relacionados à formação universitária. A taxa de desemprego entre graduados chega a 29,1%, nove vezes maior que entre pessoas sem universidade. Ramabai soube da corrida pela filha Pooja, de 22 anos, que também participou da competição. Ela decidiu correr porque não conseguia fornecer dinheiro para os estudos das filhas. Durante a prova, tirou os tênis quando começaram a escorregar e continuou descalça. Mesmo assim, ultrapassou as demais competidoras de sua faixa etária e venceu. Pooja também ganhou R$ 102 ao terminar em segundo lugar em sua categoria. Ramabai assumiu a responsabilidade pela família após a morte do marido, em 2012. Desde então, trabalhou em plantações, colheu cúrcuma, cozinhou e vendeu alimentos para sustentar a casa. Ela abandonou a escola aos 13 anos, mas decidiu que as filhas teriam oportunidades que não teve. Pooja se prepara para ingressar na polícia, enquanto Arati estuda Ciência da Computação. Arati também se prepara para os concorridos exames do serviço público indiano. No país, empregos públicos são vistos como uma das principais portas de entrada para a classe média.

Milhões de jovens investem anos e dinheiro na preparação para esses exames. Contudo, vazamentos e irregularidades têm colocado em dúvida a integridade das provas. Em maio, o principal exame para ingresso em cursos de medicina foi cancelado após um vazamento. Quase 2 milhões de estudantes tiveram de refazer a avaliação. A insatisfação com a educação também alimentou protestos liderados pela juventude indiana. O movimento exige escolas públicas mais modernas, melhor infraestrutura e redução das desigualdades rurais. Uma escola visitada pela BBC não tinha banheiro para meninas e usava alimentos vencidos no almoço. A história de Ramabai chamou a atenção das autoridades indianas. O presidente da Suprema Corte determinou que ela recebesse uma ajuda financeira de R$ 2,5 mil. Para especialistas, porém, sua situação revela falhas na implementação dos programas educacionais. Ramabai afirma que seu único desejo é que as filhas tenham uma vida feliz e não enfrentem as mesmas dificuldades que ela. 

EX-PRESIDENTE DO CHILE DESISTIU DA SECRETARIA-GERAL DA ONU


A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet desistiu ontem, 19, de sua candidatura à Secretaria-Geral da ONU; ela 
era apoiada pelo Brasil e pelo México, mas enfrentava dificuldades no processo de escolha. Em duas rodadas de consultas no Conselho de Segurança, sua candidatura apresentou desempenho desfavorável. Na mais recente votação secreta, ela recebeu apenas um apoio e três votos sem opinião. Outros 11 integrantes do Conselho manifestaram desencorajamento à sua candidatura. O Conselho de Segurança tem 15 membros, entre permanentes e não permanentes. Pelas regras da ONU, o candidato precisa ser aprovado pelo órgão sem veto dos cinco membros permanentes, que são Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China. Depois, o nome escolhido precisa ser submetido à Assembleia-Geral da organização. Segundo pessoas que acompanhavam o processo, Bachelet poderia enfrentar resistência dos Estados Unidos. Também havia possibilidade de oposição da China à candidatura da ex-presidente chilena. A resistência chinesa estaria relacionada a um relatório sobre violações de direitos humanos contra os uigures, documento produzido por Bachelet durante seu trabalho nas Nações Unidas. Ao anunciar sua desistência, Bachelet afirmou que não se arrepende de ter assumido o desafio e disse que sua candidatura buscou defender o multilateralismo e o direito internacional, destacando a defesa da democracia, dos direitos humanos e do combate às mudanças climáticas. Para Bachelet, esses princípios enfrentam atualmente fortes pressões no cenário internacional; ela afirmou que sua candidatura ajudou a colocar em debate a escolha de uma mulher latino-americana. Defendeu ainda que a próxima secretária-geral seja independente e fiel aos princípios da Carta da ONU. Bachelet agradeceu especialmente aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Claudia Sheinbaum. Os dois líderes apoiaram sua candidatura desde o início do processo.

Ela também agradeceu aos chilenos e a pessoas de outros países que manifestaram apoio; após retirar sua candidatura, Bachelet disse que continuará atuando em questões internacionais. Entre suas prioridades, citou paz, segurança, desenvolvimento sustentável e direitos humanos.
Duas mulheres lideram atualmente a disputa pela Secretaria-Geral da ONU. Uma delas é Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica que também chefia a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. A outra é Carolyn Rodrigues Birkett, representante da Guiana na ONU. A escolha do próximo secretário-geral ainda dependerá das negociações entre os países-membros. 

TRUMP VOLTA A ATACAR O FEDERAL RESERVE

Trump e Kevin Warsh, quando este assumiu o Fed
A Casa Branca criticou duramente Michael Barr, ex-responsável pela supervisão bancária do Fed. 
O ataque ocorreu após novo relatório sobre a quebra do Silicon Valley Bank (SVB), em 2023. A análise do Starling Advisory Group apontou falhas na atuação do banco central americano. Segundo o estudo, o Fed foi lento para enfrentar problemas que ameaçavam o SVB. O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse que Barr não cumpriu seu dever e o relatório também questionou o diagnóstico feito pelo Fed sobre as causas da falência. Barr não comentou as novas críticas. As declarações fazem parte da crescente pressão do governo Trump sobre o Federal Reserve. Trump já tentou demitir a diretora do Fed Lisa Cook, acusando-a de fraude hipotecária, mas a Suprema Corte bloqueou a tentativa, e Cook nega as acusações. O governo também abriu uma investigação contra Jerome Powell, posteriormente arquivada. Trump criticou Powell repetidamente por não reduzir os juros de forma mais agressiva. O presidente indicou Kevin Warsh para substituir Powell na presidência do Fed. Trump também questionou a decisão recente do Fed de elevar os juros. Michelle Bowman, atual vice-presidente de supervisão do Fed, encomendou o relatório da Starling. Ela afirmou que o objetivo não era atribuir culpa, mas identificar necessidades de reforma. O estudo concluiu que havia uma cultura de aversão ao risco entre os supervisores. Segundo Bowman, os funcionários conheciam ou deveriam conhecer vulnerabilidades do SVB. O relatório também apontou falta de clareza sobre quem tinha autoridade para agir. As conclusões divergem em pontos importantes da investigação realizada pelo próprio Fed em 2023.

Na época, Barr conduziu a análise e defendeu o endurecimento das regras bancárias. Democratas acusam Bowman de utilizar o novo estudo para justificar a flexibilização regulatória. A senadora Elizabeth Warren chamou o relatório de tentativa de reescrever a história. Bowman rejeitou essa interpretação e afirmou que o estudo não encontrou relação com desregulamentações anteriores. O relatório também contestou a ideia de que redes sociais aceleraram a corrida aos saques. O SVB sofreu grandes perdas não realizadas em títulos públicos após a alta dos juros em 2022. O banco também dependia de depósitos voláteis de empresas de tecnologia, muitos sem seguro. Além disso, havia problemas operacionais para obter liquidez emergencial junto ao Fed. Reguladores emitiram dezenas de advertências antes da quebra, mas muitas tratavam de riscos operacionais. O SVB protagonizou a segunda maior falência bancária dos EUA e contribuiu para uma crise no setor. Após a crise, reguladores garantiram os depósitos e passaram a rever a supervisão dos bancos. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 20/09/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Oposição propõe mudança no regimento para abrir impeachment de ministros do STF

Movimentação ocorre após presidente do Senado engavetar uma série de pedidos de impeachment contra ministro Alexandre de Moraes

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Crise sem precedentes no STF faz presidenciáveis pregarem mudanças, e mandato para ministros é consenso; veja propostas

Debate sobre a Corte virou pauta central na campanha; candidatos defendem alterações que incluem tempo de atuação e restrição a parentes que exercem advocacia

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Mercado financeiro será o próximo alvo de empresas de IA

Solução de problema matemático mostrou que a tecnologia entende questões que merecem atenção antes de resolvê-las Pauta mais valiosa é a das finanças, a próxima vítima de Anthropic e OpenAI

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Prefeitura inicia entrega de 700 novos ônibus com ar-condicionado em Salvador

Os primeiros 326 ônibus foram entregues pelo prefeito Bruno Reis em cerimônia realizada no na 1ª Avenida do Centro Administrativo da Bahia (CAB). Os demais veículos serão incorporados ao sistema de forma escalonada, até o final de dezembro.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

TSE reconhece admissibilidade de ação de Flávio contra Lula por desfile de escola de samba

Ação pede investigação por suposto financiamento público indevido

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Descida do IVA nos combustíveis e bens alimentares causaria défice orçamental, avisa Ministro das Finanças

Medidas teriam impacto orçamental de cerca de dois mil milhões de euros. “Não há saldo orçamental desse montante. Será muito inferior", diz Miranda Sarmento, que quer manter "pequeno superávit". 

sábado, 19 de setembro de 2026

RADAR JUDICIAL


HABITANTES DAS MALVINAS OPTARAM PELA SOBERANIA BRITÂNICA 

O governo britânico afirmou que as Ilhas Malvinas têm direito de desenvolver seus recursos naturais. A declaração ocorreu após a Argentina pedir sanções contra projetos petrolíferos no arquipélago. Reino Unido e Argentina travaram uma guerra de dez semanas pelas ilhas em 1982. O presidente argentino, Javier Milei, intensificou as reivindicações sobre o território, mirando especialmente um projeto petrolífero britânico-israelense na região. Milei apoiou projeto que proibiria a exploração de recursos sem autorização de Buenos Aires. A proposta prevê pena de até 20 anos de prisão para os responsáveis. A Argentina também apresentou denúncia contra a empresa israelense Navitas por perfurações. A Navitas possui participação majoritária no projeto offshore Sea Lion, próximo às ilhas. A britânica Rockhopper detém o restante e ambas alegam ter licenças válidas. Milei afirma que o projeto viola resolução da ONU contra ações unilaterais nas ilhas. Os habitantes votaram em 2013 pela permanência sob soberania britânica, rejeitada pela Argentina. 


SEM PRISÃO A PARTIR DE HOJE
 

Nenhum candidato das Eleições 2026 poderá ser preso ou detido a partir de hoje, 19. A regra começa 15 dias antes do primeiro turno e está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral. A proibição vale até 6 de outubro, 48 horas após o encerramento da votação. A única exceção para candidatos é a prisão em flagrante delito. A medida busca garantir o equilíbrio da disputa e evitar constrangimentos durante a campanha. A proteção também alcança integrantes das Mesas Receptoras de Votos e fiscais partidários. Esses grupos ficam protegidos durante o exercício de suas funções no período eleitoral. O artigo 302 do Código de Processo Penal define as situações consideradas flagrante delito e a regra inclui quem é encontrado cometendo o crime ou logo após sua prática, abrangendo perseguidos após o delito ou encontrados com instrumentos que indiquem sua autoria. Para os eleitores, a proteção contra prisões começa em 29 de setembro, cinco dias antes da eleição. Nesse caso, há exceções para flagrante, crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto.


REAJUSTE DE 15,04% NO BOLSA FAMÍLIA É LEGAL 

O ministro Gilmar Mendes, do STF, considerou legal o reajuste de 15,04% no Bolsa Família. A decisão atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o ministro, a medida não cria novo benefício nem amplia o número de beneficiários. Também não altera os critérios de elegibilidade do programa social. O reajuste foi publicado a 17 dias do primeiro turno das eleições. O valor mínimo do Bolsa Família passou de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio do benefício chegará a R$ 777 a partir de outubro. Os adicionais para crianças, gestantes e jovens também foram reajustados. Gilmar afirmou que a correção corresponde à inflação medida pelo INPC. O índice acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026 foi de 15,04%. O ministro citou o aumento do antigo Auxílio Brasil antes das eleições de 2022. Ele também determinou o acompanhamento da evolução e do aperfeiçoamento do programa.


IDOSO É ATACADO POR ABELHAS

Um idoso de 73 anos foi resgatado após sofrer mais de 200 ferroadas de um enxame de abelhas, em Andradas, no Sul de Minas. O ataque ocorreu por volta das 9h20 da sexta-feira (18/9), na Avenida João Domiciano da Costa. Segundo os bombeiros, o homem caminhava por uma área de mata para buscar água em um rio quando foi surpreendido. Ele correu até a avenida e pediu ajuda a trabalhadores e pessoas que estavam no local. Funcionários de uma empresa tentaram dispersar as abelhas com jatos de água e um motorista ofereceu a caçamba de sua caminhonete para que a vítima se abrigasse. Mesmo assim, o enxame continuou atacando o idoso até a chegada dos bombeiros. Militares usaram trajes especiais e jatos de água pulverizada para afastar os insetos. O homem apresentava sinais de choque anafilático, mas estava lúcido durante o atendimento. Ele foi levado em caráter de emergência para a Santa Casa de Andradas, onde permaneceu internado. Após o resgate, os bombeiros fizeram uma varredura, mas não localizaram a colmeia. O CBMMG alertou que ataques de abelhas exigem afastamento imediato e acionamento do telefone 193.


TRUMP INTERFERE NAS ELEIÇÕES DO BRASIL

Relatório reservado da Abin elevou a “nível de criticidade” o risco de influência externa dos EUA nas eleições de 2026. O documento foi enviado à Presidência, ao TSE e ao Ministério da Justiça no fim de agosto. A agência identifica uma tendência de escalada da pressão americana sobre o Brasil. Segundo a Abin, o governo Trump busca reafirmar a hegemonia dos EUA na América Latina. O relatório aponta o Brasil como alvo por sua disposição de defender maior autonomia estratégica e a agência cita pressões comerciais, sanções e medidas com efeitos financeiros sobre brasileiros. Para a Abin, as sanções indicam uma mudança de fase na interferência americana. As medidas podem afetar bancos, empresas e operações ligadas ao sistema financeiro dos EUA. O relatório também destaca a atuação do secretário de Estado Marco Rubio na região; ele defende governos alinhados aos interesses americanos e o afastamento da China. O documento lembra ainda tentativa dos EUA de influenciar regras relacionadas às eleições brasileiras. Lula classificou a proposta americana como “arquivo morto” e rejeitou interferências sobre o Brasil.


DANIEL VORCARO PAGOU HOSPEDAGEM PARA O MINISTRO "KN" 

Segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro teria bancado hospedagem de um ministro identificado como “KN” no Carnaval de 2025. A casa, no Joá, Rio, teria custo de R$ 1,45 milhão e seria propriedade do ator Márcio Garcia. Investigadores apontam que “KN” pode se referir ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF. Kassio negou ter trocado mensagens com Vorcaro ou pedido qualquer benefício ao empresário. Os diálogos também citam o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, e sua participação na estadia. A mulher do desembargador confirmou a hospedagem, mas negou qualquer contrapartida ou interesse profissional. As mensagens discutem ainda chef, garçons, segurança privada e bebidas de alto padrão para os hóspedes. Vorcaro teria organizado também acesso a camarote da Sapucaí para o grupo ligado ao ministro. Um assessor mencionou a possibilidade de “KN” entrar no camarote sem passar pelos procedimentos normais. Na terça-feira (15), Kassio declarou-se impedido e não participou do julgamento sobre mensagens de Vorcaro. A decisão ocorreu após diálogos citarem supostos pagamentos ao filho do ministro, Kevin Marques. O caso amplia as controvérsias envolvendo Vorcaro, o Banco Master e integrantes do Judiciário.

Salvador, 19 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso 
Pessoa Cardoso Advogados.