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quarta-feira, 22 de julho de 2026

EUA JÁ GASTOU R$ 190 BILHÕES COM GUERRA NO IRÃ


O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou no Senado que a guerra contra o Irã já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 190 bilhões), US$ 12 bilhões a mais do que a estimativa divulgada em abril, antes do cessar-fogo. Desde então, os confrontos foram retomados. O valor integra um pedido do Pentágono de US$ 70 bilhões em recursos emergenciais ao Congresso. Desse total, US$ 46 bilhões seriam destinados à ampliação da produção de armamentos, incluindo bombas de precisão, mísseis hipersônicos e sistemas antidrones. Hegseth justificou o pedido afirmando que ele reflete as novas exigências do cenário internacional e acusou o governo Joe Biden de negligência, defendendo a modernização das Forças Armadas diante da evolução dos conflitos e do uso crescente de drones. 

O pedido enfrenta resistência dos democratas. A senadora Patty Murray afirmou que a proposta tenta contornar o processo orçamentário regular e criticou a falta de planejamento do Pentágono. O orçamento militar dos EUA para 2026 é de quase US$ 1 trilhão, e o governo Donald Trump pretende elevá-lo para US$ 1,5 trilhão em 2027. Se aprovado, o gasto militar americano superaria, segundo o Sipri, a soma dos orçamentos de defesa de diversas potências mundiais e alcançaria cerca de 5% do PIB dos Estados Unidos. 

MELONI, DA ITÁLIA, ROMPE COM TRUMP, DOS EUA


A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, viu fracassar a tentativa de atuar como ponte entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e os líderes europeus. As divergências sobre comércio, defesa e o conflito entre Israel, EUA e Irã levaram ao rompimento público entre os dois, enfraquecendo a estratégia diplomática italiana. Aliados ideológicos desde antes da chegada de Meloni ao poder, ambos mantiveram relação próxima até 2025. Ela foi a única líder europeia presente à posse de Trump e recebeu elogios na Casa Branca. A sintonia, porém, se desfez com as tarifas comerciais, as cobranças da Otan e a recusa italiana em permitir o uso de uma base na Sicília por aviões americanos. Os ataques de Trump ao papa Leão 14 agravaram a crise. Meloni considerou as declarações inaceitáveis, tornando o distanciamento definitivo.

Especialistas afirmam que a derrota do governo em um referendo e a rejeição do eleitorado à proximidade com Trump também influenciaram a mudança de postura. Após trocas de acusações públicas, Meloni passou a priorizar a reconstrução das relações internacionais da Itália. A estratégia agora é fortalecer laços com potências médias, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Canadá, Austrália e Japão, países interessados em maior estabilidade global. No cenário interno, pressionada pela direita e de olho nas eleições, Meloni tende a endurecer o discurso contra a União Europeia, enquanto busca preservar sua permanência no poder.

 

TARIFA DE TRUMP SOBRE O BRASIL ENTRA EM VIGOR HOJE, 22


Tarifa extra dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22), conforme anunciado pelo governo de Donald Trump. A sobretaxa de 25% incide sobre cerca de 3.000 produtos, após investigação do USTR que apontou supostas práticas comerciais desleais do Brasil. Os EUA alegam prejuízos em áreas como comércio digital, Pix, etanol, propriedade intelectual, corrupção e desmatamento ilegal. Máquinas agrícolas, papel, vestuário e etanol estão entre os itens mais afetados. Com a medida, o Brasil passa a ser o segundo país mais taxado pelos EUA, atrás apenas da China. O governo Lula estima impacto sobre 18% das exportações brasileiras ao mercado americano. Mais de 2.100 produtos ficaram isentos, entre eles carne, café, petróleo, laranja, suco de laranja e peças para fabricação de aviões. O governo brasileiro contesta as justificativas americanas, afirmando que o desmatamento caiu, o Pix não prejudicou empresas dos EUA e que o Brasil mantém superávit comercial com os americanos.

Entidades do setor produtivo alertam para prejuízos às exportações. A Amcham estima impacto superior a US$ 11 bilhões, enquanto o governo calcula perdas de US$ 5,8 bilhões. Segundo a Amcham, as negociações entre os dois países continuam sendo o melhor caminho para retirar as sobretaxas. Dados do Ministério do Desenvolvimento mostram queda de 12,8% no comércio bilateral no primeiro semestre, para US$ 36,4 bilhões, com saldo favorável aos EUA. A CNI afirma que, desde 2025, as vendas de bens industriais aos EUA caíram 8,7%, afetando especialmente aço, ferro, celulose e derivados de petróleo. Fiesp, Abimaq, Abicalçados e Unica também criticaram a medida, destacando perda de competitividade e impactos sobre setores estratégicos, especialmente máquinas, calçados e etanol.

 

EUA NA DEPENDÊNCIA DO MÉXICO EM TECNOLOGIA AVANÇADA


O avanço da inteligência artificial nos Estados Unidos impulsionou as exportações mexicanas de tecnologia avançada, ampliando a dependência americana de equipamentos produzidos no México. Entre janeiro e abril, o México triplicou as vendas desses produtos aos EUA em relação ao mesmo período de 2025. As exportações superaram US$ 50 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 2,23 bilhões. O setor passou a responder por mais de 30% das exportações mexicanas aos EUA, superando a indústria automobilística, afetada pelas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. Segundo o governo mexicano, a demanda por equipamentos para IA explica o crescimento. Entre os produtos mais procurados estão chassis que abrigam placas de processamento para centros de dados.

O estado de Jalisco, conhecido como "Vale do Silício mexicano", concentra grandes fabricantes e startups do setor. A Foxconn, parceira da Nvidia, anunciou investimento de US$ 137 milhões em subsidiárias mexicanas e prevê dobrar sua produção ligada à IA em 2026. Outra empresa, a Flextronics, ampliou sua capacidade produtiva diante da explosão da demanda. O crescimento ocorre enquanto EUA, México e Canadá renegociam o USMCA. Trump quer reduzir o déficit comercial e ampliar a produção em território americano. Washington também busca limitar o uso de tecnologia asiática na América do Norte, mas analistas avaliam que tarifas podem prejudicar o desenvolvimento da IA e comprometer a competitividade dos EUA no setor. 

EX-MINISTRA MORREU ATACADA COM MATELO


A ex-ministra conservadora britânica Ann Widdecombe morreu após ser atacada com um martelo por um invasor em sua casa, em Dartmoor, segundo promotores do Reino Unido. 
O Tribunal Penal de Londres classificou o crime como um ataque "planejado e direcionado". Joshua Kerry, de 28 anos, é acusado de invadir a residência enquanto a ex-política almoçava. Segundo a acusação, ele desferiu 21 golpes de martelo na cabeça da vítima.
A causa da morte foi traumatismo provocado por objeto contundente. O suspeito permaneceu na casa por cerca de dois minutos antes de fugir. Preso três dias depois em South Yorkshire, ele também foi detido com base na Lei Antiterrorismo. Kerry compareceu à Justiça, confirmou sua identidade e segue preso preventivamente. Nova audiência está marcada para 9 de outubro, antes do julgamento.

O corpo de Widdecombe foi encontrado pelo jardineiro um dia após o crime. Ela tinha 78 anos e era porta-voz do partido Reform UK, de Nigel Farage. Deputada conservadora entre 1987 e 2010, foi ministra nos governos de John Major. Também ganhou notoriedade ao participar do programa "Strictly Come Dancing", da BBC. Defensora do Brexit, integrou o Parlamento Europeu pelo Partido do Brexit. A polícia investiga se o assassinato teve motivação política ou terrorista. A unidade antiterrorismo assumiu as investigações, que continuam em andamento. 

OEA E EUA CONTRA A CONTINUIDADE DE ORTEGA


Os Estados Unidos e a Organização dos Estados Americanos (OEA) condenaram a decisão do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, de acabar com as eleições no país. Para Washington, a medida aprofunda a repressão e representa uma escalada autoritária. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo Donald Trump e a comunidade internacional não permanecerão inertes diante da ditadura de Ortega e Rosario Murillo. Segundo ele, o anúncio revela medo da vontade popular e confirma o caráter autoritário do regime. Rubio defendeu uma ação internacional coordenada para impedir que o governo nicaraguense continue ignorando as críticas. O secretário-geral da OEA, Alberto Ramdin, declarou que a Nicarágua abandonou definitivamente a democracia. Para ele, a eliminação das eleições nega ao povo o direito de escolher seus governantes e ameaça a estabilidade do continente.

O líder oposicionista Félix Maradiaga considerou a reação dos EUA oportuna e disse que Ortega só responde quando enfrenta custos políticos e econômicos. Ele defendeu sanções ao regime, proteção aos presos políticos e uma declaração formal da OEA reconhecendo a ilegitimidade do governo. O analista Enrique Sáenz criticou a OEA por condenar violações de direitos humanos e, ao mesmo tempo, permitir que a Nicarágua assumisse a presidência da Associação de Estados do Caribe, classificando a situação como contraditória. 

TRUMP QUER INFANTINO COMO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deseja que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, dispute o cargo de secretário-geral da ONU, segundo o New York Post. O mandato do atual secretário-geral, António Guterres, termina em dezembro deste ano. Trump avalia que Infantino possui prestígio internacional e capacidade de articulação para liderar a organização. A aproximação entre ambos se fortaleceu durante o Mundial de Clubes de 2025 e a Copa do Mundo de 2026, realizados na América do Norte. O enviado especial dos EUA, Paolo Zampolli, afirmou que a experiência de Infantino à frente da Fifa o credencia para o cargo. 

Apesar das especulações, o dirigente suíço não comentou o assunto e mantém o plano de disputar a reeleição à presidência da Fifa, prevista para março do próximo ano. Caso aceitasse a função na ONU, teria uma redução significativa de salário. Para assumir o cargo, o candidato precisa ser recomendado pelo Conselho de Segurança e aprovado pela Assembleia Geral da ONU. Entre possíveis concorrentes estão Michelle Bachelet e Rafael Grossi. Desde que voltou à Casa Branca, Trump tem reduzido o apoio dos EUA à ONU, retirando o país de organismos como a OMS e a Unesco. 

PRESIDENTE DA UCRÂNIA DEMITE CHEFE DAS FORÇAS ARMADAS


Após seis dias de protestos, o presidente da Ucrânia,
Volodimir Zelenski demitiu ontem, 21, o chefe das Forças Armadas, Oleksandr SirskiiNo comando desde o início de 2024, Sirskii será substituído pelo general Mikhailo Drapatii, de 44 anos. Os protestos começaram na quinta-feira (16) em Kiev e outras cidades. Manifestantes também pediam o retorno do ex-ministro da Defesa Mikhailo FedorovFedorov ganhou prestígio pelos ataques com drones e mísseis contra a Rússia. Sua demissão foi atribuída a disputas com Sirskii e ao crescimento de sua influência política. Sirskii era criticado por adotar táticas de alto custo humano. Cartazes o responsabilizavam por elevadas baixas entre soldados ucranianos. Zelenski afirmou que a ofensiva de longo alcance continuará sob Drapatii.

Fedorov recebeu convite para um cargo na área de tecnologia, mas ainda não respondeu. A troca amplia a disputa interna pelo poder em Kiev. Sirskii havia substituído Valeri Zalujni, outro militar popular. Drapatii ganhou destaque ao conter uma ofensiva russa em Kharkiv. Enquanto isso, a guerra se intensificou no mar Negro. A Rússia atacou instalações portuárias em Odessa e embarcações na região. Moscou também restringiu áreas de ancoragem no mar de Azov após ataques ucranianos. Segundo a ONU, o primeiro semestre de 2026 foi o mais letal para civis ucranianos desde 2022.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 22/07/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Entenda a estratégia do Brasil para enfrentar o tarifaço de Trump

Com a entrada em vigor da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros vendidos para os EUA, governo e empresários descartam a reciprocidade e buscam novos mercados para setores atingidos, além de medidas emergenciais

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

‘Trump tem outras cartas na mão’ para manter sua ofensiva tarifária, diz pesquisadora brasileira nos EUA

Bruna Santos, estudiosa sobre as relações entre os países, avalia que o tarifaço é uma medida que veio para ficar

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Abstenção crescente desafia voto obrigatório e entra no cálculo de candidatos

Não comparecimento mistura dificuldade de acesso e punição leve Perfil dos que não comparecem às urnas está mais próximo de eleitores do presidente Lula

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

SP concentra maior parte do eleitorado do país com 21,48% dos votantes

A capital paulista apresenta a maior parte do eleitorado, com 9.135.407 votantes (26,7%), seguido de Guarulhos, com 948.410 eleitores, e de Campinas, com 870.672.

CORREIO DO POVO - P,ORTO ALEGRE/RS

Eleitorado do RS encolhe 1,8% e Rio Grande do Sul terá 8,5 milhões de eleitores em 2026

Levantamento do TSE aponta que o número aumentou em 1,22% em relação a 2022

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Morreu Luís Represas, aos 69 anos, uma das vozes mais marcantes da música portuguesa

O músico dos Trovante morreu aos 69 anos vítima de doença prolongada. O primeiro-ministro recorda Luís Represas como "uma das nossas maiores referências musicais".

terça-feira, 21 de julho de 2026

RADAR JUDICIAL


OPERAÇÃO JANUS VISA OPERADORES DO PCC

O Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, deflagrou nesta terça-feira (21) a Operação Janus contra suspeitos de atuar como operadores financeiros do PCC e integrantes dos chamados tribunais do crime. São cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão. A ação é desdobramento das operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas. As investigações apontam que os suspeitos movimentavam dinheiro do crime, convertiam valores em espécie e ocultavam recursos. Também utilizavam empresas e contas de terceiros para lavar dinheiro. Segundo o MP, os investigados participavam de reuniões para resolver conflitos financeiros da facção. A Justiça determinou o bloqueio de contas e aplicações financeiras. Também foram decretadas a indisponibilidade de imóveis e veículos. Houve ainda o sequestro de bens de até R$ 10 milhões por investigado. Empresas suspeitas de integrar a estrutura financeira do PCC também foram atingidas. O nome da operação faz referência ao deus romano Janus, ligado a passagens e transições. A ação conta com apoio da Polícia Militar. 


BECA BRANCA EM FORMATURA

Uma estudante de 22 anos obteve na Justiça de Goiás o direito de participar da formatura usando beca branca por motivos religiosos. Seguida do Candomblé, ela está em período de resguardo que exige o uso exclusivo dessa cor até maio de 2027. O Centro Universitário IESB, de Brasília, havia negado o pedido. A instituição sugeriu colação em gabinete ou participação remota, propostas recusadas pela aluna. Ela buscou a Defensoria Pública de Goiás e recorreu ao Judiciário. A estudante apresentou documentos comprovando a exigência religiosa. A liminar foi concedida pela 4ª Vara Cível de Valparaíso de Goiás. A decisão garante sua participação na cerimônia marcada para 28 de julho. O uso da beca branca não altera o protocolo do evento. A Justiça destacou que a liberdade religiosa é um direito constitucional. Também ressaltou que a manifestação da fé integra a identidade e a dignidade da pessoa. Assim, determinou que a instituição autorize o uso da beca branca na solenidade.


GOLPE DA MAQUININHA, EM COPACABANA

Policiais da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo prenderam um homem suspeito de aplicar o golpe da maquininha em Copacabana, no Rio. Segundo a Polícia Civil, Wellington Tavares Gomes Cardoso se passou por ambulante e vendeu duas caipirinhas por R$ 80 a um turista francês. Na hora do pagamento, ele teria manipulado a maquininha e cobrado quase R$ 8 mil sem que a vítima percebesse. Após a denúncia, agentes identificaram e prenderam o suspeito. Wellington tem antecedentes por furto e porte de drogas. A Polícia Civil orienta consumidores a conferirem o valor na maquininha antes de digitar a senha. Também recomenda solicitar o comprovante da transação. A medida ajuda a evitar esse tipo de fraude.

DITADOR NO PODER DESDE 2007

O ditador Daniel Ortega afirmou que a Nicarágua não voltará a realizar eleições, eliminando qualquer possibilidade de alternância no poder. O anúncio inviabiliza a eleição prevista para 2027, após mudanças constitucionais que ampliaram seu mandato. No governo desde 2007, Ortega consolidou o controle sobre os Poderes e governa com a esposa, Rosario Murillo, agora copresidente. A oposição acusa o regime de repressão, prisões políticas e perseguição a jornalistas, religiosos e críticos. Desde os protestos de 2018, mais de 300 pessoas morreram, segundo a ONU, e milhares buscaram exílio. Ortega prometeu novas leis para impedir a atuação da oposição, que acusa de tentar um golpe com apoio dos EUA. Analistas avaliam que o regime optou por eliminar até mesmo a aparência de competição eleitoral. Organizações de direitos humanos denunciam aumento da repressão e afirmam que ainda há dezenas de presos políticos no país, acusação negada pelo governo.

PENHORA DE IMÓVEL EM NOME DA ESPOSA

A 14ª Câmara de Direito Privado do TJ/SP autorizou a penhora de 25% de um imóvel registrado em nome da esposa de um dos executados, casados sob o regime de comunhão universal de bens. A ação foi proposta por um banco para cobrar dívida de R$ 23,3 milhões. Em 1º grau, o pedido havia sido negado por o imóvel estar apenas em nome da mulher. No recurso, o banco alegou que o bem integra o patrimônio comum do casal. O relator, desembargador Thiago de Siqueira, destacou que, na comunhão universal, bens e dívidas se comunicam, salvo exceções legais. Segundo ele, presume-se que a dívida de um dos cônjuges beneficia a família. Assim, cabe ao outro cônjuge provar que a obrigação não trouxe proveito ao núcleo familiar. No caso, o casal é casado nesse regime desde 1970. Por isso, a fração ideal do imóvel integra o patrimônio comum. Se o bem for indivisível, a meação da esposa deverá ser preservada na venda judicial. Por unanimidade, o colegiado reformou a decisão de 1º grau. Com isso, autorizou a penhora da fração ideal de 25% do imóvel.

FIFA ABRE INVESTIGAÇÃO CONTRA ARGENTINA

A Fifa abriu investigação contra a Argentina após a confusão generalizada no fim da final da Copa do Mundo contra a Espanha. O Comitê Disciplinar nomeou um procurador para apurar a conduta de jogadores e integrantes da comissão técnica. Leandro Paredes, Nahuel Molina, Thiago Almada e o auxiliar Roberto Ayala aparecem envolvidos nas agressões. Durante o tumulto, Paredes teria atingido Eric García na garganta e empurrado Gavi, enquanto Almada derrubou o espanhol. Ayala também teria agredido adversários. A Fifa avalia possíveis violações das regras de fair play e do código disciplinar, podendo aplicar suspensões e multas à Associação de Futebol Argentino (AFA). A entidade também analisa outro processo contra a Argentina pela faixa em defesa das Ilhas Malvinas exibida após a semifinal. Não há prazo para a conclusão da investigação.

SENADOR É INTIMADO PARA DEPOR

A Polícia Federal intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA) para depor, em 7 de agosto, na investigação da Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. Segundo a PF, Wagner seria um dos principais beneficiários das vantagens econômicas investigadas. As apurações apontam sua proximidade com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. O senador foi alvo da 9ª fase da operação, com buscas autorizadas pelo STF em endereços na Bahia e em Brasília. A PF investiga supostos pagamentos e benefícios em troca de apoio a medidas favoráveis ao Banco Master, incluindo a chamada "Emenda Master". Também são apurados a compra de um apartamento de luxo e repasses de R$ 3,5 milhões a familiares. Wagner nega qualquer irregularidade. Após a operação, deixou a liderança do governo no Senado. Ele afirmou que sua prioridade é provar a inocência e apoiar a reeleição de Lula e Jerônimo Rodrigues. Nesta terça-feira (21), anunciará os suplentes de sua chapa ao Senado na Bahia.

Santana, 21 de julho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

BRASIL PODE DESBANCAR OS EUA NAS EXPORTAÇÕES AGRÍCOLAS


Uma reportagem do Financial Times afirma que os Estados Unidos podem perder para o Brasil a liderança mundial nas exportações agrícolas. Em 2025, os EUA exportaram US$ 171 bilhões em produtos do agro, apenas US$ 2 bilhões a mais que o Brasil, diferença muito inferior aos US$ 56 bilhões registrados em 2021. 
No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras cresceram 6%, alcançando o recorde de US$ 87 bilhões. O desempenho é impulsionado pela liderança na produção de soja, carne bovina, carne de frango e algodão, setor em que o Brasil ultrapassou os EUA. Segundo analistas ouvidos pelo jornal, a principal causa dessa mudança são as disputas comerciais iniciadas pelas tarifas impostas por Donald Trump. A China reduziu as compras de produtos agrícolas americanos e ampliou as importações do Brasil, especialmente de soja. Dados da ONU mostram que, em 2025, o Brasil exportou mais de 80 milhões de toneladas de soja para a China, enquanto os EUA ficaram muito abaixo desse volume.

O jornal ressalta que os agricultores americanos enfrentam queda nas margens de lucro devido às tensões comerciais e aos baixos preços. A American Farm Bureau Federation estima prejuízos em culturas como soja, milho, trigo e algodão. O Financial Times destaca, porém, que o avanço brasileiro não depende apenas das dificuldades dos EUA. O crescimento resulta de décadas de investimentos, expansão da fronteira agrícola, desenvolvimento de tecnologias para solos antes considerados improdutivos e da possibilidade de colher até três safras por ano. Especialistas afirmam que esse modelo reduz custos e aumenta a rentabilidade das propriedades. Apesar do avanço, o setor agrícola brasileiro enfrenta desafios como juros elevados, queda das commodities e aumento dos preços dos fertilizantes após o conflito entre Irã e Israel.

PROTESTOS NA UCRÂNIA POR MUDANÇAS NO COMANDO MILITAR


Os protestos contra o presidente Volodimir Zelenski chegaram ao sexto dia nesta terça-feira (21) e aumentam a pressão por mudanças no comando militar da Ucrânia. A principal reivindicação é a substituição do comandante das Forças Armadas, Oleksandr Sirskii. As manifestações começaram na última quinta-feira (16), após a demissão do ministro da Defesa, Mikhailo Fedorov, considerado responsável pela ofensiva de drones e mísseis que atingiu o abastecimento de combustível na Rússia. Segundo analistas, Zelenski afastou Fedorov por disputas políticas e pelo conflito entre o ministro e Sirskii, criticado por adotar táticas de guerra consideradas ultrapassadas e de alto custo humano. Na segunda-feira (20), Zelenski afirmou ter discutido a situação com chefes militares, citando Mikhailo Drapatii, apontado pelos manifestantes como favorito para substituir Sirskii. O presidente nomeou interinamente Ievhenii Khmara para o Ministério da Defesa, mas ainda não indicou se atenderá ao pedido de reconduzir Fedorov.

A crise expõe disputas internas no governo ucraniano, em meio à guerra iniciada pela invasão russa em 2022. Enquanto isso, os combates continuam intensos. A Rússia voltou a atacar instalações portuárias em Odessa e restringiu áreas de ancoragem no mar de Azov após sucessivos ataques ucranianos. Um navio que transportava gás para Odessa foi atingido por um drone próximo à costa da Romênia. O governo romeno atribuiu o ataque à Rússia, que não confirmou a ação. Segundo a ONU, o primeiro semestre de 2026 foi o mais letal para civis ucranianos desde os primeiros meses da guerra.