Pesquisas apontam apoio de 70% dos eleitores latinos aos dois candidatos. Talarico aparece à frente do republicano Ken Paxton por 50% a 43%. Especialistas atribuem a mudança à insatisfação com as políticas econômicas e migratórias de Trump. A perseguição a trabalhadores sem antecedentes criminais, inclusive cidadãos americanos, aumentou a rejeição ao governo. O professor William Lopez, da Universidade de Michigan, avalia que a quebra de promessas econômicas e migratórias pode provocar um realinhamento político duradouro. Em San Antonio, eleitores como Melinda Muñoz afirmam que Trump perdeu a confiança dos latinos por causa da economia, das ações do ICE e das dificuldades na educação pública. Os democratas não vencem uma eleição para governador do Texas desde 1990 nem elegem um senador pelo estado há 38 anos. A votação atual poderá representar uma mudança histórica e influenciar a disputa presidencial de 2028.
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terça-feira, 3 de novembro de 2026
LATINOS AFASTAM DE TRUMP
RUSSOS ATACAM ESCOLA E MATAM 31 PESSOAS NA UCRÂNIA
Ataques atingem hospitais e energia. Além de Zaporizhzhia, a Rússia lançou durante a noite 289 drones, 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro contra nove regiões ucranianas, segundo Zelensky. A ofensiva provocou cortes emergenciais de energia, danificou hospitais e deixou dezenas de feridos. Na região de Kharkiv, pelo menos 62 pessoas ficaram feridas em ataques combinados de mísseis e drones. Uma unidade de saúde e quatro prédios residenciais foram danificados. Mais de 200 pacientes precisaram ser transferidos para outros hospitais. Na região de Dnipro, uma pessoa morreu e outras 17 ficaram feridas. Uma clínica e um hospital também foram atingidos. O Ministério da Defesa russo afirmou ter derrubado 856 drones ucranianos durante a noite. Segundo o prefeito de Moscou, 493 aparelhos foram lançados em direção à capital. Na cidade de Yaroslavl, drones ucranianos atingiram uma refinaria de petróleo, ferindo dois funcionários e danificando instalações. Na Crimeia, território ocupado pela Rússia, ataques à infraestrutura energética provocaram cortes de eletricidade nas regiões sul, oeste e leste.
TRUMP PODE SER AFASTADO DO CARGO
Na projeção mais favorável aos democratas, eles teriam 53 cadeiras no Senado, contra 47 dos republicanos, número insuficiente para condenar o presidente. A história americana também demonstra a dificuldade de afastar um presidente por impeachment. Andrew Johnson e Bill Clinton tiveram processos aprovados pela Câmara, mas foram absolvidos pelo Senado. Richard Nixon chegou mais perto de perder o cargo, em 1974, durante o escândalo Watergate, mas renunciou antes da votação formal do impeachment. Como funciona o impeachment nos EUA? As acusações são apresentadas à Câmara dos Representantes, onde precisam ser aprovadas por maioria simples dos 435 deputados. Se aprovadas, o processo segue para julgamento no Senado. Diferentemente do Brasil, o presidente americano não é afastado durante essa etapa e permanece no cargo até a decisão final. Para condená-lo e removê-lo da Presidência, são necessários dois terços dos votos dos senadores. Andrew Johnson sofreu impeachment em 1868, acusado de tentar afastar seu secretário da Guerra sem autorização do Congresso. Após três semanas de julgamento, escapou da condenação por apenas um voto. Bill Clinton foi acusado de perjúrio e obstrução da Justiça, em razão do relacionamento com Monica Lewinsky. A Câmara aprovou o impeachment em 1998, mas o Senado o absolveu em fevereiro de 1999. Richard Nixon enfrentaria acusações de obstrução da Justiça, abuso de poder e desrespeito ao Congresso. Entretanto, renunciou em 9 de agosto de 1974, antes que a Câmara votasse formalmente seu impeachment.
ADVOGADO É INVESTIGADO EM TRÊS OPERAÇÕES
Advogado é alvo de três investigações. Nelson Wilians também é investigado em três operações que apuram suspeitas de irregularidades financeiras. Na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, é investigado por possíveis crimes relacionados a fraudes no INSS, incluindo organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio. Durante a operação, foram apreendidos carros de luxo, uma arma, esculturas e quadros em sua residência. Na Operação Distrato, ele foi citado em investigação sobre comercialização de créditos fraudulentos de ICMS, com prejuízo estimado em R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos. A terceira investigação, denominada Operação Arena, apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal envolvendo empresas de apostas esportivas. Wilians nega participação nas irregularidades investigadas e afirma não ter cometido crimes. As três investigações continuam em andamento, sem condenação do advogado até o momento. Ele também está com a inscrição suspensa na OAB de São Paulo, embora uma inscrição suplementar vinculada à OAB da Paraíba permaneça regular. A OAB-SP informou que eventuais infrações são analisadas pelo Tribunal de Ética e Disciplina, cujos processos são sigilosos. Wilians recebeu a suspensão com indignação e afirmou que pretende contestar a decisão pelas vias legais, defendendo o devido processo legal. O advogado declarou ainda estar afastado da presidência do escritório que leva seu nome desde 14 de agosto, por decisão própria. Segundo ele, a banca continua funcionando sob a gestão de outros profissionais.
TRUMP, NO DESESPERO, PEDE ANULAÇÃO DE 20 MIL VOTOS NA CALIFÓRNIA
Durante uma audiência, a juíza Trina Thompson questionou um advogado do Departamento de Justiça sobre a elevada quantidade de erros na lista. Ele reconheceu que as informações poderiam conter falhas. Apesar disso, o procurador federal Bill Essayli declarou estar confiante de que os eleitores relacionados não tinham direito ao voto, embora também admitisse possíveis equívocos. Na Califórnia, a votação começou no início de outubro. Os aproximadamente 23 milhões de eleitores registrados recebem cédulas pelo correio, e centenas de milhares de votos já foram processados. Autoridades estaduais afirmaram ser logisticamente impossível localizar e separar os votos contestados nesta fase. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, classificou o recurso como uma tentativa desesperada de enfraquecer as eleições e desrespeitar o Estado de Direito. A Justiça de primeira instância também considerou que a separação dos votos provocaria caos e prejudicaria a confiança no processo democrático. O juiz David O. Carter advertiu que permitir ao Executivo desconsiderar votos com base em acusações não comprovadas colocaria a democracia americana em risco. Um tribunal de apelações manteve a decisão por dois votos a um. O Departamento de Justiça ainda tentou acelerar o julgamento, mas não conseguiu antecipar a intervenção do tribunal.
TRUMP MOBILIZA CONTRA CANDIDATOS DEMOCRATAS
O candidato ainda enfrentou críticas por suas declarações sobre Israel e pela defesa da suspensão da ajuda militar americana ao país. O ex-presidente Barack Obama participou de um comício em seu apoio, defendendo mudanças políticas e o fim da guerra contra o Irã. Entretanto, a ex-adversária democrata Haley Stevens declarou apoio a Rogers, evidenciando a divisão entre moderados e progressistas dentro do partido. Na Geórgia, o senador Jon Ossoff, de 39 anos, disputa a reeleição contra o republicano Mike Collins. Com 69% de chances de vitória, segundo o Real Clear Politics, é considerado um possível presidenciável democrata em 2028. Comparado frequentemente a Barack Obama pelo carisma e estilo, Ossoff recebeu elogios do ex-presidente, que destacou sua trajetória política e sua ligação com o líder dos direitos civis John Lewis. Primeiro senador judeu da Geórgia e o mais jovem da Casa, Ossoff ganhou popularidade com críticas a Trump pela condução da guerra contra o Irã e pela gestão dos arquivos de Jeffrey Epstein. O democrata também acusa o presidente de beneficiar a própria família, prejudicar programas sociais e favorecer os mais ricos. Apesar de criticar Israel e votar contra a venda de armas ao país durante a guerra em Gaza, mantém sua candidatura em ascensão. Seu adversário, Mike Collins, é acusado de ligações com a extrema direita e foi alvo de investigação do Comitê de Ética da Câmara.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 3/11/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Eleições nos EUA podem impor derrota a Trump e fortalecer democratas
Presidente republicano enfrenta hoje teste das urnas em eleições legislativas disputadas. Última rodada de pesquisas sinaliza vantagem para oposição democrata, na Câmara e no Senado. Se derrotado, líder diz que se tornará o "Senhor Veto"
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Lideranças evangélicas marcam distância estratégica do bolsonarismo após revés nas urnas e carta golpista de Flávio
Igrejas como Universal e Assembleia de Deus criticaram postura do candidato do PL diante de fuga para os EUA, em meio a resultado aquém do esperado na eleição
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Douglas Ruas monta Governo do RJ tentando sair da sombra de Flávio Bolsonaro
- Governador eleito inicia composição do secretariado preservando núcleo duro de influência do senador
- Tentativa de reunir polícias Civil e Militar sob a Secretaria de Segurança sofre resistências
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Pessimismo econômico e desigualdade ampliam insatisfação com Trump no coração dos EUA
“Beaver Falls está morta. A população decaiu, a infraestrutura é horrível e simplesmente não tem trabalho para ninguém nem nada para fazer”, disse o líder sindical
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Aliados de Lula aumentam o tom contra o BC por cortes na taxa básica de juros
Governo tem criticado mercado e juros antes de reunião prevista do Copom
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Portugal: Mulheres ganham menos 21% que os homens no setor privado. Igualdade salarial continua longe





