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quinta-feira, 4 de junho de 2026

INDICAÇÃO DE NOVO EMBAIXADOR SEM CONSULTA FORMAL AO GOVERNO


A indicação do deputado da Flórida Daniel Perez como novo embaixador dos EUA no Brasil provocou incômodo no Itamaraty e pode gerar novo atrito diplomático entre os dois países. 
Pela prática diplomática, o país que pretende nomear um embaixador costuma solicitar previamente e de forma reservada o chamado “agrément”, consulta formal ao governo anfitrião antes do anúncio do indicado. Segundo integrantes do Itamaraty e do Planalto, isso não ocorreu no caso brasileiro. Filho de cubanos e aliado de Donald Trump, Perez teve seu nome enviado ao Senado dos EUA para aprovação. O posto está vago desde janeiro de 2025. Nos bastidores, diplomatas brasileiros interpretaram a ausência do agrément como um desrespeito e mais um sinal de distanciamento entre o governo Trump e a administração de Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do mal-estar, fontes do governo afirmam que a análise da indicação não deverá seguir critérios ideológicos. A tendência é que o Brasil avalie apenas aspectos diplomáticos e eventuais impedimentos formais para autorizar a nomeação.

Há, porém, preocupação com o momento da indicação, às vésperas das eleições gerais brasileiras. Integrantes do governo temem possíveis repercussões políticas, embora interlocutores nos EUA afirmem que a sabatina no Senado pode atrasar a chegada de Perez ao Brasil. Mesmo diante das divergências, o Itamaraty considera importante a presença de um embaixador norte-americano no país, já que o cargo possui interlocução mais ampla com o governo brasileiro do que a de um encarregado de negócios, que atualmente responde pela representação diplomática dos EUA.

 

CAFÉ SOBESA EM SAINT PETERSBURG, NA RÚSSIA


O presidente da ABIC e diretor da empresa CAFÉ SOBESA, em Santana/Ba, bel. Pavel Monteiro Cardoso, atendendo a convite, participou de evento em St. Petersburg International Expoforum, Pavilion G, Moscow Government Stand, no Economic Forum, Petersburg, que ocorre no período de 3 a 6 do corrente mês. Na véspera, do encontro principal, na quarta-feira, 3/6, Pavel atuou em dois painéis, acerca do Diálogo Empresarial entre Rússia e Brasil.  Nos dois novos painéis, denominados de "Creating New Cities of Industrial and Economic Growth on the Globe Map of BRICS+ Leading Cities", que acontecerão hoje, 4, entre 17.00 e 18.15hs, patrocinado pela Russian Federation, Pavel integrou a mesa e foi palestrante, atendendo convocação do President of the Russian Federation, Executive Secretary of the Oranizing Committee. 

Os participantes buscam discutir sobre as oportunidades para cooperação e crescimento do BRICS com o desenvolvimento das indústria do ramo. No prosseguimento das solenidades, mais dois painéis um dos quais envolverá o Diálogo Empresarial Russia/Brasil. Registre-se que a movimentação do presidente Pavel contribui para obter experiência e divulgar o café no mundo empresarial, fato que eleva o nome da entidade para o mundo empresarial do café e, pela primeira vez, comparece a evento de tão alta importância.  

TRUMP ATUA MAIS COMO "BANDIDO EM CHEFE", DIZ COLUNISTA


O colunista Thomas Friedman, do New York Times, afirma que Donald Trump está provocando uma crise de confiança entre os aliados históricos dos Estados Unidos. Segundo ele, a postura do presidente americano tem levado países europeus a reconsiderar sua dependência militar, econômica e estratégica de Washington. Friedman acusa Trump de agir mais como um “bandido-em-chefe” do que como comandante das Forças Armadas, citando iniciativas controversas durante o conflito com o Irã. Entre elas, destaca uma proposta do Departamento de Justiça para criar um fundo bilionário destinado a indenizar apoiadores de Trump que alegam ter sido perseguidos judicialmente. O articulista também critica supostas tentativas de beneficiar familiares e aliados políticos, além de apontar conflitos éticos relacionados a operações financeiras realizadas por Trump enquanto ocupa a Presidência. Na política externa, Friedman afirma que Trump enfraqueceu a confiança dos parceiros ao reduzir o apoio à Ucrânia, diminuir a presença militar americana na Europa e adotar medidas agressivas contra aliados, como tarifas comerciais e ameaças de anexação da Groenlândia.

Segundo o texto, governos europeus passaram a considerar a necessidade de “dissuadir e diversificar”, reduzindo sua dependência dos EUA. A preocupação é tão grande que países da Otan discutem novas formas de cooperação militar e reforço da defesa continental. O autor destaca que membros europeus da aliança anunciaram o envio de contingentes militares à Groenlândia, em apoio à Dinamarca, após declarações de Trump sobre o território. Friedman afirma ainda que a crescente desconfiança está alimentando debates sobre uma nova arquitetura de segurança europeia e até sobre o fortalecimento da capacidade nuclear do continente. Para o colunista, a postura de Trump ameaça a rede de alianças construída pelos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial e pode comprometer a estabilidade internacional que marcou as últimas décadas. 

LIBERAÇÃO ANTECIPADA DE MÁQUINAS RETIDAS PELA ALFÂNDEGA


A 1ª Vara Federal de Santos (SP) determinou a liberação antecipada de máquinas de solda retidas na alfândega há mais de 200 dias por causa da pendência de um laudo técnico. A decisão foi concedida em caráter liminar e condicionada à assinatura de termo de fiel depositário pela importadora. 
Pelo compromisso, a empresa não poderá usar, comercializar ou consumir os equipamentos até o encerramento da fiscalização aduaneira. A medida está prevista na Instrução Normativa 680/2006 da Receita Federal, que permite a entrega antecipada de mercadorias enquanto se aguarda a conclusão de análises técnicas ou certificações. A Receita Federal havia apontado, com base em laudo técnico, que os equipamentos não atendiam às normas de segurança e desempenho. A importadora contestou o resultado e pediu uma nova perícia. A empresa alegou ainda que a certificação exigida não é obrigatória para os produtos e que a retenção prolongada carecia de fundamentação adequada. Segundo a autora da ação, a permanência das máquinas na alfândega gerava elevados custos de armazenagem e demurrage, taxa cobrada pelo atraso na devolução de contêineres.

A Receita sustentou que uma nova perícia está em andamento e que, por isso, não caberia a liberação antecipada. Ao analisar o caso, o juiz Diogo Henrique Valarini Belozo entendeu que a situação se enquadra nas hipóteses previstas pela IN 680/2006, já que o processo depende de complementação pericial. O magistrado afirmou que a discricionariedade da autoridade aduaneira não pode esvaziar a finalidade da norma, criada justamente para permitir a liberação da carga durante a análise técnica. Para ele, a manutenção da mercadoria no recinto alfandegário impõe custos excessivos e desnecessários, existindo medidas menos gravosas para preservar o controle estatal. Assim, considerou a retenção inadequada, desproporcional e economicamente onerosa, determinando a entrega antecipada dos equipamentos até a conclusão da fiscalização.

 

BALANÇA COMERCIAL COM EUA 7EM SUPERÁVIT


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,823 bilhões em maio, segundo a Secex/MDIC. O resultado superou as expectativas do mercado e foi impulsionado por exportações de US$ 31,9 bilhões e importações de US$ 24,1 bilhões. As exportações cresceram 6,6% em relação a maio de 2025, com destaque para a agropecuária (+9,8%) e a indústria de transformação (+9%). Já as importações avançaram 5,3%, puxadas pela indústria de transformação. Nos bastidores, o governo brasileiro avalia que o novo pacote tarifário anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, teve motivação mais política do que econômica. Diplomatas afirmam que Washington ignorou argumentos apresentados pelo Brasil durante as negociações. As exportações brasileiras para os EUA caíram 14% em maio, somando US$ 3,09 bilhões. As importações de produtos americanos também recuaram, caindo 11%, para US$ 3,21 bilhões. Com isso, o Brasil registrou déficit de US$ 121 milhões na balança comercial com os norte-americanos no mês.

De janeiro a maio de 2026, as vendas brasileiras aos EUA recuaram 16%, totalizando US$ 14 bilhões, enquanto as importações caíram 12,6%, resultando em déficit acumulado de US$ 1,47 bilhãoNa direção oposta, o comércio com a China continuou em expansão. As exportações brasileiras para o país cresceram 9,5% em maio, alcançando US$ 10,5 bilhões, enquanto as importações aumentaram 24,2%. O saldo comercial com a China foi positivo em US$ 3,7 bilhões no mês. No acumulado do ano, as exportações para o mercado chinês avançaram 21,8%, chegando a US$ 43,3 bilhões, e o superávit atingiu US$ 15,5 bilhõesOs números reforçam a crescente importância da China para o comércio exterior brasileiro, ao mesmo tempo em que evidenciam a perda de dinamismo das relações comerciais com os Estados Unidos em meio às novas barreiras tarifárias. 

EUA QUEREM AMPLIAR ARMAS NUCLEARES NA EUROPA


Os Estados Unidos discutem a possibilidade de ampliar a presença de armas nucleares em países europeus da Otan, como forma de tranquilizar aliados preocupados com a redução do apoio militar convencional americano. Autoridades dos EUA sinalizaram abertura para expandir o programa além dos seis países que atualmente abrigam aeronaves e bombas nucleares sob o sistema de compartilhamento nuclear da aliança. As negociações, mantidas em sigilo e ainda sem decisão iminente, ocorrem em meio à preocupação europeia com a retirada de tropas e sistemas de armas promovida pelo governo de Donald Trump. A proposta permitiria que mais países recebessem aeronaves de dupla capacidade, aptas a realizar ataques convencionais ou nucleares. Segundo fontes, a iniciativa busca demonstrar que o guarda-chuva nuclear dos EUA continuará garantindo a segurança da Europa, mesmo com a exigência de que os aliados assumam maior responsabilidade pela defesa convencional. Países do flanco oriental da Otan, como Polônia e Estados bálticos, demonstraram interesse em sediar essas capacidades. A Polônia, em especial, já defendeu publicamente a instalação de armas nucleares americanas em seu território.

O debate ganhou força após a invasão da Ucrânia pela Rússia e as frequentes referências do presidente Vladimir Putin ao arsenal nuclear russo. Atualmente, Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda, Turquia e Reino Unido participam do programa de compartilhamento nuclear da Otan. As armas permanecem sob controle dos EUA, mas forças aéreas aliadas são treinadas para operar em missões nucleares autorizadas por Washington. Para muitos países europeus, embora aumentem os investimentos em defesa, a proteção nuclear americana continua sendo considerada insubstituível. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que, apesar do maior foco dos EUA em outras regiões, a capacidade de dissuasão e defesa da Europa deve permanecer inalterada, advertindo que qualquer ataque à aliança receberá uma resposta devastadora. 

TRUMP INTERFERE NA COLÔMBIA COM APOIO A CANDIDATO ULTRADIREITISTA



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump declarou apoio ao candidato ultradireitista Abelardo de la Espriella para o segundo turno da eleição presidencial da Colômbia, marcado para 21 de junho. Trump afirmou que o resultado será decisivo para o futuro do país e para as relações com Washington. Estreante na política, Espriella enfrentará o senador de esquerda Iván Cepeda, apoiado pelo presidente Gustavo Petro que condenou a submissão dos colombianos à interferência externa. No primeiro turno, o candidato de direita obteve cerca de 44% dos votos, contra 41% de Cepeda. Advogado conhecido por defender figuras ligadas a grupos paramilitares, Espriella ganhou projeção com um discurso de combate duro ao crime, frequentemente comparado ao do presidente salvadorenho Nayib Bukele. Entre suas propostas estão a construção de megaprisões, a ampliação do porte de armas e o endurecimento das políticas de segurança.

Após receber o apoio de Trump, Espriella agradeceu publicamente e afirmou que ambos compartilham visões semelhantes sobre segurança e combate ao narcotráfico. Petro criticou a manifestação do presidente americano, classificando-a como interferência externa nos assuntos colombianos.las decisiones de otro país. Muere la libertad. Declarou que "cuando um país interviene em A eleição ocorre em meio ao aumento da violência e da atuação de grupos armados no país, tema que dominou a campanha e fortaleceu o discurso de linha dura de Espriella.



MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 4/6/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Caso Master: Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira na delação de Vorcaro

Na proposta de colaboração, dono do Master detalha supostos pedidos de dinheiro feitos por senadores e repasses à produção do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Jairinho é condenado a 43 anos por morte de Henry Borel; Monique recebe perdão judicial por homicídio culposo

Após dez dias de julgamento, ex-vereador foi considerado culpado pela morte do menino; mãe foi condenada por omissão diante das torturas sofridas pelo filho

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Flávio é responsabilizado por ameaça ao Pix e tarifaço em 8 de cada 10 mensagens opinativas, diz levantamento

Análise considera 100 mil grupos de WhatsApp e Telegram após encontro de senador com Trump Segundo Palver, 81% das publicações com opiniões são desfavoráveis ao pré-candidato do PL

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Lula defende paz e diz que Trump não foi eleito "imperador do mundo"

“Em qualquer outro país do mundo, em qualquer outro momento histórico, isso seria chamado de traição da pátria”, declarou o presidente.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

MPE quer usar provas de investigações criminais para barrar candidatos ligados a facções

Iniciativa do Ministério Público Eleitoral visa combater a influência do crime organizado no processo eleitoral deste ano

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

OCDE revê em baixa crescimento da economia nacional para 1,8% este ano

No seu Economic Outlook, a organização identifica os preços mais elevados da energia como um fator que reduzirá o dinamismo económico e antecipa que a inflação atinja um pico de 3,2% em 2026.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

RADAR JUDICIAL


O QUE É BOM PARA EUA PODE NÃO SER BOM PARA BRASIL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou ontem, 2, duas fotos ao lado do senador Flávio Bolsonaro após reunião realizada na Casa Branca. Na rede Truth Social, Trump afirmou: “Foi muito bom receber Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito seu país, o Brasil”. O encontro ocorreu em 27 de maio. Dias depois, o governo americano anunciou a inclusão das facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho na lista de grupos terroristas, medida que gerou debate político no Brasil. Também nesta terça-feira, os EUA anunciaram a possibilidade de impor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais desleais no setor digital. A medida poderá entrar em vigor em 15 de julho. Em entrevista à Rádio Itatiaia, Flávio afirmou ter pedido a Trump, ao vice-presidente e ao secretário de Estado, Marco Rubio, que não aplicassem taxas contra empresas brasileiras. Segundo fontes ouvidas pelo Correio, o deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado Mario Frias ajudaram a articular o encontro na Casa Branca.


DEPUTADO É PRESSIONADO PARA APOIAR FLÁVIO

A vereadora Janaína Paschoal (PP) afirmou ver “desânimo” no deputado federal Nikolas Ferreira diante das articulações da direita para a eleição presidencial de 2026. Em publicação no X, ela sugeriu que o parlamentar estaria sendo pressionado a apoiar Flávio Bolsonaro apenas por ser filho do ex-presidente Jair BolsonaroJanaína saiu em defesa de Nikolas após críticas por ele defender que a direita avalie qual candidato teria mais chances de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno. Segundo ela, a posição está alinhada ao discurso de colocar o país acima de interesses pessoais. A vereadora afirmou que o desconforto do deputado não seria motivado por inveja, mas pela pressão para apoiar Flávio. Ela também defendeu que o senador busque a reeleição ao Senado. Nikolas declarou que a multiplicidade de pré-candidaturas é positiva, mas destacou que o objetivo central da direita deve ser escolher quem tenha melhores condições de vencer o PT. Janaína interpretou a fala como sinal de incômodo com o cenário interno e voltou a defender uma chapa formada por Ronaldo Caiado e Romeu Zema, afirmando que Zema teria mais chances eleitorais que Flávio em uma disputa presidencial.


FEDERAÇÃO NORUEGUESA CONTRA PRÊMIO A TRUMP

A presidente da Federação Norueguesa de Futebol (NFF), Lise Klaveness, anunciou ontem, 2, que recorreu ao Comitê de Ética da FIFA para esclarecer a entrega de um “Prêmio da Paz” ao presidente dos EUA, Donald Trump. A iniciativa apoia denúncia da organização de direitos humanos FairSquare, que acusa a FIFA de violar seu dever de neutralidade. O prêmio foi entregue por Gianni Infantino durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo FIFA 2026, em dezembro, sem que a entidade divulgasse os critérios da homenagem. Klaveness afirmou que a NFF agiu sozinha e defendeu transparência na apuração do caso. A dirigente ressaltou que outras federações poderiam ter aderido ao pedido, mas optou por evitar pressões. Infantino mantém relação próxima com Trump desde o retorno do republicano ao poder, em 2025. Os Estados Unidos sediarão a Copa de 2026 ao lado de Canadá e México.

LEVANTAMENTO: 78% NEGATIVO SOBRE TRUMP E OS BOLSONAROS

Um levantamento da AtivaWeb Datalab aponta que o embate entre os governos de Donald Trump e Lula, com envolvimento da família Bolsonaro, gerou forte repercussão nas redes sociais. Até a tarde de terça-feira (2), foram registradas 15 milhões de interações, das quais 78% tinham tom negativo em relação a Trump e aos Bolsonaro. A mobilização cresceu após os EUA concluírem uma investigação comercial contra o Brasil e proporem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, além de críticas ao Pix. Nas primeiras cinco horas após o anúncio, houve 8,6 milhões de menções ao tema. Segundo a AtivaWeb, a narrativa de “traição ao Brasil” ganhou força, impulsionando debates sobre soberania nacional. O tema obteve 74,2% de sentimento positivo, reunindo usuários de diferentes correntes políticas. A família Bolsonaro também foi alvo de críticas. Entre as interações sobre Flávio e Eduardo Bolsonaro, 69% foram negativas. O monitoramento identificou rejeição à percepção de que disputas políticas internacionais possam prejudicar a economia brasileira. Trump também concentrou críticas, com 62,9% de rejeição, especialmente em discussões sobre impactos econômicos e políticos para o Brasil.

TRUMP CONTRA PIX

A acusação do governo de Donald Trump contra o Pix deve acelerar a votação da PEC que garante autonomia financeira ao Banco Central e protege o sistema de pagamentos na Constituição. O relator da proposta, senador Plínio Valério, afirma que a iniciativa ganha força após os EUA apontarem suposto favorecimento ao Pix. O texto prevê manter a gratuidade do serviço, impedir sua terceirização e assegurar que a gestão permaneça sob responsabilidade do Banco Central. Valério também criticou o corte de quase 20% no orçamento da instituição, classificando a medida como uma tentativa de dificultar a aprovação da PEC. A proposta deve ser votada na Comissão de Constituição e Justiça após o feriado de Corpus Christi. Autoridades brasileiras avaliam que as críticas dos EUA refletem pressões de bandeiras de cartões de crédito e do setor de stablecoins, afetados pelo modelo gratuito e mais transparente do Pix. Segundo o governo brasileiro, o sistema reduz custos, dificulta lavagem de dinheiro e desafia interesses econômicos ligados a pagamentos internacionais e ao uso do dólar.

PARALISADOS TRANSPORTES, ESCOLAS E HOSPITAIS EM PORTUGAL

A segunda greve geral em seis meses paralisou Portugal hoje, 3, afetando transportes, escolas e hospitais. A mobilização foi convocada por sindicatos contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de centro-direita, com apoio do partido Chega. O projeto altera mais de 100 artigos da legislação laboral. Entre as mudanças estão a flexibilização das demissões, ampliação da terceirização e novas regras para indenizações por demissão ilegal. A CGTP, maior central sindical do país, afirma que a reforma aumenta a precarização do trabalho. Segundo os sindicatos, jovens trabalhadores seriam os mais prejudicados. Manifestantes criticam a possibilidade de jornadas mais longas e menos garantias trabalhistas. A empresa ferroviária estatal CP suspendeu trens de longa distância e grande parte dos serviços regionais. O metrô de Lisboa também foi fechado. Escolas ficaram sem funcionamento em várias regiões e hospitais adiaram consultas e cirurgias. A TAP reduziu drasticamente sua operação aérea, enquanto a Iberia registrou cortes significativos nos voos. A greve é a segunda geral desde dezembro e a maior mobilização trabalhista no país desde os protestos de austeridade de 2013.

Salvador, 3 de junho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

CUMANÁ SÍMBOLO DA CRISE ECONÔMICA E SOCIAL NA VENEZUELA


A cidade de Cumaná, no leste da Venezuela, enfrenta uma grave crise marcada pela escassez de água potável, apagões diários e degradação da infraestrutura. Enquanto Caracas vive sinais de recuperação econômica após a queda de Nicolás Maduro, o interior do país permanece devastado. Antigo polo industrial e pesqueiro, Cumaná prosperou por décadas com fábricas de conservas, estaleiros e uma unidade da Toyota. Porém, as estatizações promovidas por Hugo Chávez, somadas à má gestão econômica e à hiperinflação, levaram ao colapso da atividade produtiva. Hoje, muitas fábricas estão abandonadas e a cidade depende fortemente da ajuda estatal. A crise se agravou após um deslizamento atingir o sistema de abastecimento de água, provocando racionamento severo. Moradores disputam água distribuída por caminhões, enquanto os preços cobrados por fornecedores privados se tornaram inacessíveis para grande parte da população.

Escolas suspenderam aulas e empresas fecharam devido à falta de água. A população também enfrenta temor de represálias políticas por críticas ao governo local. Outro símbolo do declínio é a Universidade do Oriente, antes referência acadêmica na América Latina. Após anos de saques e abandono, a instituição está em ruínas e atende apenas uma pequena parcela dos estudantes de antigamente. Além disso, apagões frequentes afetam o comércio e a rotina dos moradores. Em lixões da cidade, idosos buscam alimentos e materiais recicláveis para sobreviver. Apesar da precariedade, murais governistas continuam espalhados por Cumaná, contrastando com a dura realidade vivida pela população. A cidade, uma das mais antigas da América do Sul, tornou-se símbolo da crise econômica e social que ainda atinge grande parte da Venezuela. 

TRUMP INTITULA-SE JUÍZ DO MUNDO E TOME-LHE TARIFAS


Os Estados Unidos anunciaram novas tarifas de importação de ao menos 10% para 60 parceiros comerciais, em mais uma ofensiva protecionista do presidente Donald Trump. A proposta foi apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) após investigação sobre o uso de trabalho forçado em cadeias produtivas. Canadá, México, União Europeia, Taiwan e Reino Unido seriam taxados em 10%. Já China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Brasil e Suíça enfrentariam tarifa de 12,5%. Segundo o USTR, países que proíbem ou se comprometeram a combater importações ligadas ao trabalho forçado receberam taxas menores. Os demais foram enquadrados em alíquotas mais altas. China, União Europeia, Japão, Austrália e Índia reagiram à medida, classificando-a como injustificada ou afirmando manter diálogo com Washington. As metralhadoras tarifárias fazem parte da tentativa de Trump de restabelecer barreiras comerciais derrubadas anteriormente pela Suprema Corte. Elas se baseiam na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, considerada mais sólida juridicamente.

A proposta ainda passará por consulta pública até 6 de julho e audiências a partir de 7 de julho, podendo sofrer alterações antes da implementação. Especialistas alertam para aumento da incerteza no comércio global, custos adicionais para empresas e possíveis impactos sobre inflação, crescimento econômico e cadeias de suprimentos. Entre as exceções estão carne bovina, café, bananas, suco de laranja, tomates, alguns combustíveis e produtos químicos. Metais já sujeitos a outras tarifas também ficaram de fora. O USTR afirma que os países investigados não aplicam de forma eficaz proibições à importação de produtos ligados ao trabalho forçado.

EX-GOVERNADOR É ACUSADO DE COMANDAR OPERAÇÃO DO BRB COM BANCO MASTER


O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) afirmou ontem, 2, que o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), comandou as operações entre o BRB e o Banco Master. Ele cobrou do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa (PHC), que revele às autoridades quem participou do esquema, quem recebeu recursos e qual foi o destino do dinheiro. Na segunda-feira (1º), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que a origem do rombo do BRB é criminosa e que Ibaneis está sob investigação. Segundo Rollemberg, a recuperação dos bilhões desviados depende de uma eventual delação premiada de PHC. O parlamentar afirmou que Ibaneis foi o principal defensor da compra do Banco Master pelo BRB e sustentou que a operação serviu para ocultar uma transação anterior envolvendo R$ 12 bilhões em títulos supostamente inexistentes. O deputado também alegou que houve articulação política para obter a aprovação do negócio junto ao Banco Central. Citou conversas atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro relatando reuniões com Ibaneis para viabilizar a operação.

Na tribuna da Câmara, Rollemberg mencionou reportagem do Correio Braziliense segundo a qual PHC teria informado às autoridades ter recebido mensagens cifradas orientando a aprovação de transações com o Banco Master. Para ele, as investigações precisam identificar os beneficiários dos recursos e recuperar valores eventualmente desviados. Em entrevista à revista Veja, Dario Durigan afirmou que audiências mediadas pelo ministro Luiz Fux, do STF, discutiram a possibilidade de a União ajudar a cobrir o rombo do BRB, hipótese considerada “inadmissível” pelo governo federal. O GDF busca um empréstimo de R$ 6,5 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para reforçar o capital do banco. Durigan declarou que a responsabilidade pelo problema é do governo local e classificou as transações como fraudulentas. Já o advogado de Ibaneis Rocha, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que as declarações do ministro são “irresponsáveis”.