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terça-feira, 22 de setembro de 2026
ASSESSORA DE FLÁVIO NEGOCIOU REPASSE DE PARA CONDENADO NO CASO MARRIELLE
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 22/09/2026
CORREIO BAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Ibaneis Rocha tratou da compra do Banco Master pelo BRB
Ao Correio, ex-governador afirma que foi convencido a fechar o negócio por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco distrital
O GLOBO - RIO DE JANEIO/RJ
Quaest: medo da volta da família Bolsonaro ao poder avança entre beneficiários do Bolsa Família após anúncio de Lula
Anúncio de aumento no programa social, no entanto, não se traduziu até o momento em um crescimento de Lula nas intenções de voto
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Kassio avalia rever decisão e participar de julgamentos sobre Master após eleições
Ministro pondera que saída da sessão teve motivo pontual, pela posição de presidente do TSE Afastamento enfraqueceu Mendonça na disputa do STF, mas pode ser revertido também para análise de relatório sobre Moraes
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Salvador ganha microfloresta com 3,6 mil árvores em área de 5 mil m² na Avenida ACM
O plantio também incluiu árvores frutíferas, a exemplo do cajueiro, jabuticabeira e araçazeiro.
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Rio Taquari ultrapassa cota de inundação e famílias deixam suas casas em Lajeado
Moradores estão sendo acolhidos preventivamente no abrigo municipal
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Trabalho esteve na origem de 95,7% das novas autorizações de residência em Portugal em 2025
RÚSSIA CONTINUA COM INVASÃO E UCRÂNIA ENFRENTA DIFICULDADES PARA RESISTIR
Desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022, Daria conseguia dormir durante os bombardeios em Kiev. A jovem de 27 anos seguia a “regra das duas paredes”, buscando proteção dentro do apartamento. Mas o aumento da frequência e da intensidade dos ataques mudou sua percepção de segurança. Em julho, dezenas de mísseis balísticos russos mataram quase 60 civis em três grandes ataques e proporções semelhantes voltaram a ocorrer em agosto e setembro. Segundo análise da BBC Verify, Kiev registra hoje mais alertas aéreos diários do que em qualquer outro período da guerra. Durante um desses ataques, em maio, Daria percebeu que já não se sentia segura dentro de casa. As explosões fizeram as janelas de seu apartamento, no nono andar, abrir e bater repetidamente. Depois da morte de uma jovem mãe a caminho de um abrigo, em junho, Daria decidiu deixar Kiev. Ela passou a morar na casa da família, a 30 quilômetros da capital, e enfrenta quatro horas diárias de deslocamento. O caso dela representa uma mudança na rotina de muitos moradores da cidade. A Rússia passou a utilizar mais mísseis balísticos, que deixam pouco tempo para reação após os alertas e em alguns casos, o aviso chega apenas instantes antes das explosões ou simultaneamente a elas. Para quem não pode deixar Kiev, a situação é ainda mais difícil. Olha Vlasova, 62 anos, vive com a mãe, Nadia, de 98, que não consegue sair da cama. Durante os ataques, Olha cobre a mãe, protege a janela e se esconde em um guarda-roupa. Nadia usa um travesseiro para proteger o rosto contra possíveis estilhaços de vidro. As duas passam noites acordadas, acompanhando notícias e esperando o fim dos bombardeios.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
RADAR JUDICIAL
ATOR FICOU SURPRESO COM NOMEAÇÃO DE TRUMP
EUA E CHINA DISCUTEM RISCOS DE SEGURANÇA NACIONAL
AMERICANOS BOICOTAM ALIMENTOS E MEDICAMENTOS PARA CUBA
Milhares de contêineres com alimentos, medicamentos e outros produtos destinados a Cuba estão retidos em portos do Caribe após grandes empresas marítimas suspenderem entregas para evitar sanções dos Estados Unidos. Entre as cargas estão painéis solares, medicamentos, bolsas de colostomia e outros materiais de ajuda humanitária fornecidos por agências da ONU. As sanções também afetaram o transporte aéreo e dificultaram a chegada de medicamentos contra o câncer e contra a tuberculose. A interrupção das entregas agravou a escassez de alimentos, combustível e medicamentos e aumentou as filas de pacientes à espera de cirurgias. O governo de Donald Trump ampliou a pressão econômica sobre Cuba, incluindo medidas contra empresas estrangeiras que negociem com determinadas entidades estatais cubanas. Em consequência, as empresas Hapag-Lloyd e CMA CGM reduziram ou suspenderam serviços para a ilha. Organizações humanitárias afirmam que o chamado “cumprimento excessivo” das sanções leva empresas a evitar operações mesmo quando os produtos não são diretamente proibidos. A ONU ainda aguardava a entrega de dezenas de contêineres com antibióticos, contraceptivos, testes de gravidez e equipamentos para tratamento de água. A falta de combustível e de voos também prejudicou o envio de medicamentos por via aérea.
Segundo autoridades cubanas, mais de 7.000 contêineres destinados ao país estariam retidos. O governo americano afirma que as sanções são dirigidas ao governo cubano e a entidades ligadas às forças de segurança, responsabilizando-as pela crise econômica. Cuba, por sua vez, acusa Washington de agravar deliberadamente as dificuldades enfrentadas pela população. A Hapag-Lloyd classificou sua decisão como comercial, enquanto a CMA CGM informou ter retomado serviços limitados para cargas autorizadas. Especialistas estimam que meses serão necessários para normalizar o transporte e liberar os contêineres acumulados. As exportações brasileiras e mexicanas para Cuba caíram mais de 90% em julho, na comparação anual. México e Brasil adotaram medidas para enviar ajuda, incluindo alimentos e leite em pó, diante da dificuldade de transporte comercial. O assessor de Lula, Celso Amorim, afirmou que o Brasil gostaria de ampliar o fornecimento de combustível e ajuda humanitária, mas teme possíveis consequências diante da política americana.
BOLSONARISTAS APOIAM INTERVENÇÃO AMERICANA NO BRASIL
No segundo mandato, Donald Trump vem promovendo mudanças na política externa dos EUA e tentando influenciar eleições em diferentes países, sobretudo na América Latina. A estratégia busca reduzir a influência da China e ampliar o predomínio americano na região. No Brasil, tarifas, declarações de Trump e atritos diplomáticos provocam preocupação sobre possível interferência nas eleições de 2026. O objetivo apontado no texto seria favorecer Flávio Bolsonaro e prejudicar Lula. Em negociações após o primeiro tarifaço de 50% contra o Brasil, o governo Trump teria exigido participação de “dissidentes políticos” nas eleições. A crise no STF também passou a ser usada como argumento para possíveis novas sanções americanas contra autoridades brasileiras. Eduardo Bolsonaro tem atuado nos Estados Unidos, enquanto Flávio e aliados exploram politicamente o conflito envolvendo Alexandre de Moraes. Eduardo afirmou ter relatado a autoridades americanas uma suposta tentativa de contestar eventual vitória de seu irmão. O governo Trump também acusou o Brasil de não combater adequadamente o PCC e o Comando Vermelho. A possibilidade de interferência americana vem sendo monitorada por setores do governo e da sociedade civil brasileira. Relatório da Abin classificou como crítico o nível de ameaça relacionado à influência externa dos EUA nas eleições. Ao mesmo tempo, grupos bolsonaristas demonstram apoio a uma eventual intervenção americana. Nas redes sociais, circularam vídeos produzidos por inteligência artificial simulando a prisão de Lula por Trump. O texto afirma que Trump tem procurado influenciar disputas eleitorais em diversos países. Essa atuação pode ocorrer por apoio público, promessas econômicas, sanções ou pressão política.
"ÔNIBUS MAIS LENTOS QUE UMA GALINHA"
A velocidade dos ônibus em São Paulo cai para 12,37 km/h no pico da tarde, segundo dados da SPTrans. O índice foi registrado às quartas-feiras, pior dia da semana, entre 17h e 19h30. Nesse ritmo, os coletivos são mais lentos que uma galinha e muito abaixo dos patinetes elétricos. Fora do horário de pico, a maior velocidade chega a 28,84 km/h durante a madrugada. Na comparação com 2019, os ônibus também circulam mais lentamente em alguns trechos. No pico da manhã, a média atual é de 15 km/h, contra 16 km/h antes da pandemia. Nos corredores, a velocidade caiu de 22 km/h para 20 km/h no mesmo período. Especialistas apontam a falta de prioridade ao transporte coletivo como uma das causas. Ciro Biderman, da FGV Cidades, defende mais corredores eficientes e faixas exclusivas. Segundo ele, maior velocidade reduziria custos e permitiria aumentar a frequência dos ônibus. Paris registra média de 8,85 km/h nos horários de pico, enquanto Barcelona chega a 10,8 km/h. Londres apresenta média de 14,76 km/h, pouco acima da registrada na capital paulista. A Prefeitura afirma ter entregue 54 km de faixas exclusivas e novos trechos de corredores. Também estão em obras os BRTs Radial Leste e Aricanduva e outros corredores importantes. Em Curitiba, o BRT alcança média de 20 km/h em faixas prioritárias nos horários de pico. A lentidão e a irregularidade dos ônibus têm contribuído para a perda de passageiros. Segundo dados da SPTrans, o sistema transportou 166,5 milhões de passageiros em julho de 2026. No mesmo mês de 2019, foram quase 212 milhões, uma redução de aproximadamente 22%. A frota também diminuiu, passando de 14.151 para 13.573 veículos.
AVENTUREIRO CAMINHA NO MUNDO HÁ 28 ANOS
Há 28 anos, o aventureiro britânico Karl Bushby percorre o mundo a pé em uma jornada que se aproxima do fim. Aos 29 anos, ele partiu do Chile rumo à sua cidade natal, Hull, na Inglaterra. Estabeleceu duas regras: não usar transportes para avançar e não retornar ao Reino Unido antes de concluir o percurso. A viagem, inicialmente prevista para durar 12 anos, já ultrapassa 28 anos. Restrições de visto, a crise financeira de 2008, a pandemia e questões geopolíticas atrasaram a expedição. Bushby atravessou Argentina, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, América Central, México, EUA e Canadá. Também cruzou o estreito de Bering e percorreu regiões da Rússia, Mongólia, China e Ásia Central. Ele atravessou a nado, em trechos, cerca de 300 quilômetros do mar Cáspio. Aos 57 anos, já percorreu mais de 48 mil quilômetros. Agora, caminha pela Bélgica em direção a Calais, na França. De Calais, pretende atravessar a nado o Canal da Mancha em outubro. Seu pedido para usar um túnel de serviço do Eurotúnel foi rejeitado. Durante a aventura, Bushby enfrentou situações de extremo risco e dificuldades financeiras. No Tapón del Darién, chegou a se disfarçar de pessoa em situação de rua para evitar sequestros. Sua principal companheira de viagem é “A Fera”, um carrinho que ele próprio construiu na Nicarágua. Quando iniciou a jornada, tinha apenas US$ 500 e nenhum patrocinador. Depois, passou a financiar a expedição com publicações, livros e palestras. Bushby afirma que a persistência foi seu principal aprendizado durante a caminhada.
GOVERNO BRITÂNICO PREPARA A POPULAÇÃO PARA POSSÍVEL GUERRA
O governo britânico quer preparar a população para possíveis graves perturbações e para a eventualidade de uma guerra. Entre as medidas estão estoques de água e alimentos e o fortalecimento da resiliência civil. O Reino Unido também trabalha na atualização de seu chamado “livro de guerra”, abandonado há décadas. O chefe da Defesa, Richard Knighton, considera o atual período o mais perigoso de seus 35 anos de carreira. Apesar disso, a possibilidade de tanques russos nas ruas de Londres é considerada pequena, mas a principal preocupação está em ameaças assimétricas, como ataques cibernéticos e sabotagens de infraestrutura. A historiadora Margaret MacMillan afirma que os britânicos não estão psicologicamente preparados para uma guerra e observa que a sociedade se acostumou a considerar a paz como uma condição permanente. Especialistas comparam o momento atual ao período anterior à Primeira Guerra Mundial. Em 1914, muitos europeus acreditavam que uma eventual guerra seria rápida e vitoriosa, mas a experiência da Primeira Guerra Mundial, deixou profundas marcas na sociedade britânica. Um em cada oito homens britânicos que se alistaram morreu nos campos de batalha e o conflito mudou a percepção europeia sobre a guerra e eliminou sua antiga imagem de aventura gloriosa. Segundo o acadêmico Andrew Michta, vários países europeus reduziram suas capacidades militares após o fim da Guerra Fria. Ele afirma que o Reino Unido também ficou pouco preparado, inclusive no aspecto psicológico.
COPOM E FED COM DIREÇÕES OPOSTAS
Copom e Fed adotaram direções opostas nos juros na última quarta-feira (16). O Banco Central brasileiro reduziu a Selic para 13,75%, enquanto o Fed elevou os juros para 3,75% a 4%. A redução do diferencial de juros tende a diminuir a atratividade dos ativos brasileiros, porque os juros maiores, os Treasuries dos EUA passam a oferecer maior remuneração aos investidores. Ainda assim, analistas avaliam que outros fatores mantêm o Brasil atraente para o capital estrangeiro entre os quais estão o petróleo valorizado, a elevada Selic e o relativo isolamento geopolítico brasileiro. Segundo Vitor Kayo, da Nomad, a diferença entre os juros brasileiros e americanos continua grande e a mudança reduz o incentivo aos investimentos no Brasil, mas não significa interrupção dos fluxos. No mercado americano, havia 57% de chance de nova alta dos juros em outubro, segundo o FedWatch. No Brasil, 57% das posições nas Opções de Copom indicavam Selic de 13,5% em novembro. A redução do diferencial também pode pressionar o real e favorecer a valorização do dólar. O cenário diminui ainda o incentivo ao chamado carry trade, baseado no diferencial de juros. O petróleo acima de US$ 100 beneficia empresas brasileiras e aumenta a arrecadação do país. Rachel de Sá, da XP, destaca também os investimentos estrangeiros em data centers no Brasil. Em maio, a Ascenty anunciou R$ 30 bilhões para um complexo de inteligência artificial em São Paulo. Segundo ela, investidores consideram tanto os juros quanto a atratividade das empresas e da Bolsa.
A AFD CRESCE NA ALEMANHA
Pesquisas de boca de urna indicam forte avanço da AfD, partido de extrema direita, nas eleições estaduais da Alemanha. O resultado ocorre em meio à fragilidade do governo do chanceler Friedrich Merz, que classificou o desempenho como um desastre. Após o fechamento das urnas, Merz afirmou que seu programa de reformas seria um antídoto contra o autoritarismo. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD alcançou cerca de 37% dos votos. O SPD, da governadora Manuela Schwesig, teria obtido 35,5%. Apesar do avanço da AfD, o resultado deve permitir a permanência de Schwesig no cargo, mas a legenda de extrema direita, dobrou sua representação no Parlamento estadual. Em Berlim, a AfD deve formar a terceira maior bancada, com aproximadamente 16% e a Esquerda teria 24,5%, enquanto a CDU, de Merz, alcançaria 20%. As eleições estaduais foram interpretadas como um teste para o governo de Merz que convocou reunião do comitê executivo de seu partido durante o domingo eleitoral; ele afirmou que o momento exige firmeza, perseverança e paciência, mas rejeitou especulações sobre seu futuro político. Duas semanas antes, em Saxônia-Anhalt, a AfD havia alcançado quase 44% dos votos. O resultado a deixou próxima de formar seu primeiro governo estadual. Uma eventual vitória seria um marco na história política alemã do pós-guerra, mesmo tendo a Alemanha criado mecanismos institucionais para impedir o retorno de movimentos semelhantes ao nazismo. O avanço da AfD ocorre paralelamente à crescente impopularidade de Merz.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 21/09/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Carta alerta ONU para intromissão dos EUA
Documento elaborado pelo Instituto Vladimir Herzog e remetido ao secretário-geral António Guterres chama a atenção para ações do governo Trump com o objetivo de influenciar no resultado da corrida presidencial brasileira
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Fundos para empresas em crise já somam R$ 17 bi e superam recursos para negócios em expansão
É a primeira vez que ocorre essa inversão. Reflexo do cenário de juros altos por muito tempo e onda de recuperações judiciais e extrajudiciais
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
PR, CE e SP são mais eficientes, aponta ranking da Folha; estados com maior receita por habitante ficam entre os últimos
REE-F mostra que transformar recursos per capita em resultados à população pesa mais do que abundância de caixa Trabalho avalia áreas de educação, saúde, infraestrutura, segurança e indicadores de finanças
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Gilmar sugere que integrantes do TSE devam ser afastados
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Especialista explica como direita e extrema direita avançam nas Américas
Professora de Relações Internacionais aborda o contexto histórico que resultou na ascensão de líderes alinhados com Donald Trump na América Latina
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT