JAVIER MILEI DESTRAMBELHOU
ADVOGADOS QUEREM REGULAMENTAÇÃO DE USO DA "IA"
Levantamento da Associação dos Advogados (AASP) mostra que 75% dos advogados brasileiros defendem a regulamentação do uso da Inteligência Artificial na profissão. A pesquisa, realizada com 1.149 participantes entre maio e junho, aponta que mais de 87% já utilizam ferramentas de IA no dia a dia. O mesmo percentual afirma que a tecnologia aumenta a produtividade em pesquisas, elaboração de peças e análise de jurisprudência. Apesar disso, três em cada quatro profissionais defendem revisão humana das respostas geradas. Mais da metade considera as "alucinações" da IA o maior risco. Outros 23% criticam o uso sem supervisão, 14% apontam dependência excessiva e 7% temem impactos no sigilo profissional. Para a maioria, a IA complementa o trabalho jurídico, assumindo tarefas operacionais, enquanto estratégia e interpretação permanecem sob responsabilidade dos advogados. A presidente da AASP, Paula Lima Hyppolito Oliveira, afirma que o desafio é conciliar inovação, qualificação e segurança.
PROFESSOR REPROVA ALUNOS POR USO DE "IA" EM REDAÇÃO
Um professor da Alcorn State University, nos EUA, viralizou ao reprovar 32 dos 35 alunos após identificar o uso de IA em uma redação. O historiador Jason Gibson inseriu, no enunciado, uma instrução oculta em letra branca para incluir a palavra “Madagascar” em um contexto sem sentido. Quem copiou o texto para ferramentas como o ChatGPT levou a instrução escondida junto. Diversas redações apresentaram a palavra, revelando o uso da IA sem revisão. Após a correção, o professor explicou o motivo das reprovações e mostrou a captura do texto oculto. Dos 32 reprovados, apenas dois contestaram a nota. Uma aluna teve a reprovação revertida por usar o modo escuro, que tornava o texto visível. Internautas questionaram possíveis prejuízos a estudantes com deficiência, hipótese descartada pelo docente. Gibson afirmou que seu objetivo não era reprovar alunos, mas preservar a integridade acadêmica. Ele defendeu que o uso da IA na educação ainda exige debate e pesquisas. Segundo o professor, docentes e estudantes ainda buscam as melhores formas de lidar com a tecnologia. O caso repercutiu nas redes sociais e reacendeu a discussão sobre IA no ensino superior.
TEMOR DE AUMENTO NAS CONTAS DE LUZ NOS EUA
O presidente Donald Trump anunciou um compromisso voluntário assinado por mais de 200 empresas, concessionárias de energia e políticos para impedir que os custos da expansão dos data centers de inteligência artificial sejam repassados às contas de luz dos consumidores americanos. A iniciativa, considerada simbólica por especialistas, prevê que empresas de tecnologia arquem com parte dos investimentos em infraestrutura elétrica. Entre os signatários estão Amazon, Google, Microsoft, NextEra Energy, Duke Energy, Southern Company, Equinix e Digital Realty, além de 23 governadores republicanos. Democratas não aderiram ao acordo e alguns estados adotam medidas próprias para conter o impacto dos data centers. Trump afirmou que a IA é estratégica na disputa tecnológica com a China e defendeu incentivos à construção dessas instalações. Apesar disso, cresce a resistência de comunidades preocupadas com consumo de energia, água, poluição e ruídos. Nova York decretou moratória de um ano para novos grandes data centers, e outros estados estudam medidas semelhantes. Embora Trump prometa proteger os consumidores, especialistas alertam que a expansão dos data centers pode elevar os custos de energia caso os investimentos não sejam integralmente pagos pelas empresas responsáveis.
Salvador, 28 de julho de 2026.