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sexta-feira, 26 de junho de 2026

UCRÂNIA ATACA CRIMEIA, ANEXADA PELA RÚSSIA


A Crimeia, península anexada pela Rússia em 2014, decretou estado de emergência nesta sexta-feira (26) após ataques ucranianos. O governador Serguei Aksionov suspendeu atividades turísticas e a venda de combustíveis, afetando a principal fonte de renda da região em plena temporada de verão. Em Sebastopol, já estavam em vigor toque de recolher para o comércio, restrições ao transporte noturno e redução da iluminação para dificultar ataques com drones. Moradores relatam dificuldades econômicas e insegurança diante da intensificação dos bombardeios. Nas últimas semanas, a Ucrânia ampliou ataques contra infraestrutura energética e logística russa, provocando escassez de combustíveis. Os ataques também atingiram a ligação ferroviária entre a Crimeia e a região ocupada de Kherson, prejudicando o transporte militar russo. A ponte da Crimeia, inaugurada por Vladimir Putin em 2018, recebeu reforço na defesa antiaérea.

O Kremlin estuda medidas para enfrentar a crise de abastecimento, incluindo restrições à exportação de diesel. Segundo fontes próximas ao governo, cresce o temor de uma escalada militar, enquanto autoridades ucranianas e europeias alertam para possíveis novas ofensivas russas. Apesar dos confrontos, Rússia e Ucrânia realizaram nesta sexta-feira uma troca de 160 prisioneiros de guerra de cada lado. Também houve novos ataques aéreos: uma refinaria e uma fábrica de fertilizantes foram atingidas na Rússia, enquanto um bombardeio matou uma pessoa na região ucraniana de Sumi.

 

TRUMP NÃO CUIDA DE SEU GOVERNO E TECE CRITICAS AO BRASIL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece não ter muito o que fazer diante das abusivas mensagens propagadas e sempre interferindo em assuntos que não são de sua competência. Foi o caso de criticar a condenação pelo STF do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos, em fuga de condenação que lhe foi imposta. O filho de Jair Bolsonaro deixou o país desde final do ano passado, e, no curso desse tempo, perdeu seu mandato de deputado federal e terminou sendo condenado por sua atuação, pressionando o Judiciário brasileiro para impedir andamento das investigações sobre a trama golpista praticada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A pena aplicada ao ex-parlamentar foi de quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, além da multa de R$ 10 mil, perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade por oito anos. A nota do Departamento de Estado classifica a decisão do Judiciário brasileiro como episódio de "perseguição" e ato político contra adversários.  

O presidente americano considerou a pena aplicada a Eduardo como excessivamente rigorosa, como se conhecesse a legislação brasileira e a tramitação do processo. É realmente grotesca e incompreensível a interferência de Trump em decisão que não lhe compete qualquer apreciação, mesmo porque desconhecedor dos fatos e do direito. Considere-se que o presidente americano já não anda bem de suas faculdades mentais, mas esse cenário não lhe impede de tecer comentários desairosos sobre temas da política e da justiça brasileira. O ministro Alexandre de Moraes tem sido vítima de Trump que assim procede desde o ano passado, quando, em carta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que iria acompanhar a situação pela prática do crime de tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022. O dirigente americano classificou de "terrível" e de "sistema injusto" o tratamento dispensado pelo governo brasileiro ao ex-presidente.

O presidente americano diminui sua credibilidade no seio do próprio povo americano, porquanto não tem demonstrado competência para administrar seu país. Aliás, em recente reunião dos republicanos, o presidente foi questionado e bastante criticado na condução do país, principalmente na guerra contra o Irã. Nesses dois anos de governo, Trump  esmera-se por atacar em palavras e em armas outros países, com ataques e guerras pelo mundo, a exemplo do que aconteceu com o bombardeio ao Irã, Além disso agrediu os Houthis, aliado do Irã, promoveu intervenções na Nigéria e na Somália, na Venezuela, de onde retirou o presidente e o mantém preso. As tensões criadas com a China e com a União Europeia completam as ações guerreiras de Donald Trump. Já se registrou momentos que o próprio Congresso dos Estados Unidos ameaçou desautorizar Trump de praticados sem autorização do Legislativo. Enfim, o governo dos Estados Unidos está sem condução apropriada, porquanto Donald Trump esvazia a liderança do país, no mundo.

Santana, 25 de junho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
  



ECONOMIA DOS EUA EM CRESCIMENTO


A economia dos Estados Unidos segue em ritmo sólido de crescimento e a inflação deve atingir a meta de 2% do Federal Reserve (Fed) até o fim de 2027, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI). A porta-voz do FMI, Julie Kozack, avaliou que a decisão do Fed de manter os juros foi adequada e elogiou o compromisso do presidente da instituição, Kevin Warsh, com a estabilidade dos preços. Segundo o FMI, o PIB americano cresceu 2,1% no primeiro trimestre, acima da estimativa anterior de 1,6%, impulsionado pela recuperação dos gastos do governo, investimentos robustos e alta produtividade. A inflação permanece acima da meta, mas deve desacelerar gradualmente. O Fundo defende que futuras decisões sobre juros sejam tomadas com cautela e baseadas nos indicadores econômicos.

O FMI também observou queda nos preços da energia e das commodities após o acordo entre Estados Unidos e Irã, embora avalie que a normalização do comércio pelo estreito de Hormuz ainda levará tempo. Sobre a Argentina, o organismo afirmou confiar que o país continuará honrando seus compromissos financeiros, apesar de reconhecer riscos ligados às baixas reservas internacionais e ao elevado volume de vencimentos da dívida em 2027. Em relação à Venezuela, o FMI informou que acompanha os impactos dos terremotos recentes e mantém contato com as autoridades locais para avaliar necessidades, além de se colocar à disposição para apoiar eventual processo de reestruturação da dívida.

 

FRAUDES CONTÁBEIS NA AMERICANAS


As fraudes contábeis da antiga diretoria da Americanas vieram à tona em janeiro de 2023, quando o então presidente Sérgio Rial revelou inconsistências de cerca de R$ 20 bilhões nos balanços da companhia. Dias depois, a varejista entrou em recuperação judicial com dívida de R$ 43 bilhões e apenas R$ 800 milhões em caixa. Posteriormente, a empresa informou que o lucro fictício acumulado alcançou R$ 25,3 bilhões. As manipulações tinham como objetivo apresentar uma situação financeira mais sólida, facilitando a obtenção de crédito junto a bancos. A principal fraude envolvia operações de risco sacado, modalidade em que bancos antecipam pagamentos a fornecedores. Em vez de registrar essas operações como dívida financeira, a Americanas as mantinha como contas a pagar a fornecedores, reduzindo artificialmente seu endividamento.

Para esconder o crescimento dessa conta, a empresa também lançava créditos fictícios por meio dos chamados Contratos de Verba Cooperada (VCP), simulando descontos concedidos por fornecedores que, segundo as investigações, nunca existiram. Essas práticas mascaravam a real situação financeira da companhia, inflavam os resultados e ocultavam a necessidade crescente de capital de giro. Especialistas afirmam que o esquema permitiu à empresa manter acesso a financiamentos mesmo diante do aumento dos juros e da deterioração do caixa. Fundada em 1929, a Americanas permanece em recuperação judicial. Em 2025, registrou receita líquida de R$ 12,3 bilhões, mantendo 1.452 lojas e cerca de 24 mil funcionários. 

BRASIL INSISTE NA EXTRADIÇÃO DE ZAMBELLI


O governo brasileiro protocolou ontem, 25, uma nova manifestação à Corte Suprema de Cassação da Itália, instância máxima da Justiça italiana, no processo de extradição da ex-deputada Carla Zambelli. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), o documento integra o segundo procedimento de extradição e reúne informações enviadas pelo STF para atender às exigências da Justiça italiana, incluindo garantias legais e a validade das condenações da ex-parlamentar. A manifestação foi elaborada pela AGU em conjunto com os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores e o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). O conteúdo permanece sob sigilo.

A AGU afirma que a atuação brasileira segue o tratado de extradição entre Brasil e Itália e as normas internacionais de cooperação penal. Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do CNJ com o hacker Walter Delgatti Neto, além de ter sido condenada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal após perseguir um homem armada em São Paulo, em 2022. Após deixar o Brasil, a ex-deputada passou a viver na Itália, onde foi presa e posteriormente colocada em liberdade. Em 12 de junho, a Justiça italiana rejeitou o pedido de extradição ao apontar dúvidas sobre a imparcialidade do julgamento realizado pelo STF. 

OPERAÇÃO DE CRÉDITO DO BRB EM ANÁLISE


O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) iniciou nova etapa da análise da operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões destinada à capitalização do Banco de Brasília (BRB). 
Antes de decidir sobre o pedido de suspensão da contratação, apresentado pelo deputado distrital Fábio Felix (PSol), o tribunal determinou que a Casa Civil, a Secretaria de Economia e o BRB apresentem, em cinco dias úteis, esclarecimentos e documentos técnicos. A decisão foi do conselheiro Inácio Magalhães Filho. Na representação, Félix afirma que a operação foi autorizada sem divulgação de informações essenciais, como condições do empréstimo, impactos fiscais e estudos que embasaram a proposta. Em análise preliminar, a área técnica do TCDF considerou a representação admissível e apontou ausência de dados sobre taxa de juros, custo total, prazo, carência, sistema de amortização, cronograma de desembolso e projeções financeiras. Segundo o parecer, essas informações são necessárias para verificar a conformidade da operação com a legislação de finanças públicas e as normas de responsabilidade fiscal.

Apesar das ressalvas, o relator decidiu não analisar, por enquanto, o pedido de medida cautelar para impedir a contratação. O despacho destaca que a operação está vinculada a acordo homologado pelo STF e a projeto de lei aprovado pela Câmara Legislativa do DF, justificando a manifestação prévia dos órgãos envolvidos. O TCDF também solicitou estudos, pareceres e documentos que fundamentaram a contratação do financiamento junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), incluindo os impactos nas finanças do Distrito Federal. Após o envio das respostas, o processo voltará à área técnica do tribunal para nova análise antes da decisão sobre a cautelar e o julgamento do mérito. 

RÚSSIA EM COLAPSO COM A GUERRA


Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, muitos previram um colapso econômico rápido devido às sanções e ao isolamento financeiro. Isso não ocorreu de imediato. Por dois anos, o país manteve crescimento de 4,3% ao ano, impulsionado por gastos militares recordes, exportações de petróleo para China e Índia e forte estímulo fiscal. O cenário começou a mudar em 2025, quando o crescimento caiu para 1%. A desaceleração foi atribuída aos juros elevados usados para conter a inflação, que encerrou o ano em 5,6%. Em 2026, a economia entrou em nova fase de fragilidade. O PIB recuou 0,3% no primeiro trimestre, pressionado por juros altos, sanções persistentes e valorização do rublo. O governo reduziu sua projeção de crescimento anual para apenas 0,4%. A divisão interna da economia tornou-se evidente. Os setores ligados à guerra cresceram 20% em 2025, enquanto o restante da indústria praticamente estagnou. Fábricas militares operam no limite, mas setores civis enfrentam cortes de produção e fechamento de unidades.

Os gastos com defesa chegaram a 7,3% do PIB, o maior nível desde a era soviética. Ao mesmo tempo, o país sofre com falta de trabalhadores. O desemprego está em torno de 2%, e o governo estima necessidade de mais 3,1 milhões de profissionais até 2030. As sanções também atingiram as receitas de energia. O petróleo russo passou a ser vendido com descontos elevados, reduzindo a arrecadação. Para compensar, o governo aumentou impostos, incluindo a elevação do IVA de 20% para 22%. A reserva soberana, que antes da guerra equivalia a 6,5% do PIB, caiu para 1,8% ao final de 2025. Além disso, estudos independentes contestam os números oficiais e sugerem desempenho econômico bem mais fraco do que o divulgado por Moscou. Embora Vladimir Putin afirme que a Rússia pode sustentar a guerra por tempo indeterminado, os sinais de desaceleração, escassez de mão de obra e deterioração fiscal indicam que o custo econômico do conflito está se tornando cada vez mais difícil de sustentar.  

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 26/06/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Operação desmonta esquema bilionário de roubo e venda de cobre

Operação da Polícia Civil atinge dois grupos criminosos ligados à receptação de cabos furtados, lavagem de dinheiro e fraude tributária

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Vídeo de Michelle divide bolsonarismo e pressiona Flávio no voto feminino e evangélico

Desde o início do ano, pesquisas internas vêm orientando Flávio a uma estratégia voltada para mulheres, que representam mais da metade do eleitorado

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Terremotos abalam uma Caracas com construções vulneráveis devido à crise econômica na Venezuela

Capital tem estrutura antiga, e país convive com interrupção constante de rede elétrica, o que pode dificultar buscas Até a noite desta quinta (25), autoridades haviam confirmado 235 mortos, número que deve crescer nos próximos dias

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Planalto trata saída de Wagner da liderança como temporária

O palácio do Planalto considera temporário o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado Federal

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Sobe para 235 o número de mortos por terremotos na Venezuela


Milhares de pessoas seguem desaparecidas após desastre natural na região de La Guaira

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Eleições internas do Chega ameaçam incumbentes e paz entre os deputados

Número de listas nunca foi tão grande, contrastando com a falta de alternativas no PSD e no PS. Apesar da unanimidade quanto ao líder, votações podem causar ondas de choque no grupo parlamentar.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

TERREMOTO: 188 MORTOS, 1.520 FERIDOS E 200 NOS ESCOMBROS


O terremoto de magnitude 7,5 que atingiu a Venezuela na quarta-feira (24) é o mais forte registrado no país em mais de um século. Até o momento, 188 pessoas morreram, 1.520 ficaram feridas e cerca de 200 permanecem sob os escombros. O desastre provocou desabamentos, danos em edifícios e o fechamento do Aeroporto Internacional Simón Bolívar. As equipes de resgate seguem nas buscas por mortos e desaparecidos. O último tremor de intensidade superior ocorreu em 29 de outubro de 1900, quando um sismo de magnitude 8 atingiu Caracas, deixando 21 mortos e mais de 50 feridos. Conhecido como Terremoto de São Narciso, o evento de 1900 causou graves danos a prédios públicos e residências, além de deslizamentos, quedas de rochas e avalanches sísmicas. Mais de 250 réplicas foram registradas nos meses seguintes, forçando muitos moradores a viverem em áreas abertas.

O tremor principal desta quarta ocorreu 39 segundos após um sismo precursor de magnitude 7,2, ambos registrados no norte do país, próximo a Yumare. Diversas réplicas foram detectadas em seguida. Segundo o serviço geológico dos EUA (USGS), os terremotos resultaram de um movimento de deslizamento lateral entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul. A sequência de dois fortes tremores em curto intervalo sugere uma interação complexa de rupturas geológicas. O maior terremoto já registrado no mundo ocorreu em 1960, na região de Biobío, no Chile, com magnitude 9,5. O USGS destaca que os danos de um terremoto dependem não apenas da magnitude, mas também das condições do solo, profundidade do foco, distância do epicentro, qualidade das construções e densidade populacional da área afetada. 

RADAR JUDICIAL


DEOLANE É SUSPENSA DA OAB

A OAB-SP suspendeu a advogada Deolane Bezerra Santos ontem, 23. A medida tem efeito imediato e impede o exercício da advocacia. Ela está presa desde 21 de maio, suspeita de lavar dinheiro ligado ao PCC. O caso é investigado na Operação Vérnix pelo MP e pela Polícia Civil de SP. A apuração aponta uso de uma transportadora fantasma em Presidente Venceslau. A defesa da influenciadora foi procurada para se manifestar sobre a decisão. A suspensão inicial pode durar 90 dias, conforme a legislação. O prazo pode ser prorrogado sucessivamente até o limite de 360 dias. Durante esse período, ocorre o julgamento disciplinar na OAB. A polícia afirma que houve grande lavagem de dinheiro; ela nega as acusações. Deolane está presa em Tupi Paulista e a OAB pediu transferência de cela especial. O Tribunal de Ética e Disciplina da OAB apura o caso sob sigilo.


BRASIL PASSA PARA SEGUNDA FASE

Com a seleção brasileira classificada à segunda fase, o foco passa a ser o grupo F. O Brasil enfrentará o segundo colocado do grupo na próxima fase do mata-mata. Após duas rodadas, a Holanda lidera com 4 pontos. O Japão também tem 4 pontos, mas fica atrás no saldo de gols.
A Suécia soma 3 pontos e ainda disputa a classificação. A Tunísia está eliminada da competição. A rodada decisiva do grupo F ocorre nesta quinta-feira (25). Holanda e Tunísia jogam em Kansas City, às 20h. Suécia e Japão se enfrentam no mesmo horário em Dallas. Holanda e Japão podem decidir a liderança no saldo, confronto direto ou fair play. Suécia aposta em Gyökeres e Isak para buscar a classificação. Brasil aguarda a definição para conhecer seu próximo adversário no Mundial.


ÁFRICA DO SUL COMEMORA CLASSIFICAÇÃO

Os torcedores da África do Sul comemoraram nas ruas nesta quinta-feira a histórica classificação dos Bafana Bafana para a fase eliminatória da Copa do Mundo. A equipe venceu a Coreia do Sul por 1 a 0 na quarta-feira (24) e garantiu vaga entre os 32 melhores do torneio. A classificação surpreendeu após a derrota por 2 a 0 para o México na estreia. Como a partida terminou por volta das 5h da manhã no país, muitos torcedores saíram às ruas, alguns ainda de pijama, tocando vuvuzelas, cantando e dançando. Em Soweto, multidões celebraram com músicas e manifestações de orgulho nacional. Vídeos nas redes sociais mostraram pessoas entoando “Shosholoza”, tradicional canto zulu ligado ao esporte. O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, elogiou o desempenho da seleção e destacou o espírito coletivo da equipe.

IPCA-15 DESACELEROU

O IPCA-15 desacelerou para 0,41% em junho, após 0,62% em maio, segundo o IBGE. O resultado veio abaixo da expectativa do mercado (0,44%). Em 12 meses, o índice subiu para 4,8%, acima de maio (4,64%). Assim, ficou mais distante do teto da meta de inflação de 4,5%.
Alimentação e bebidas seguiram como principal pressão, apesar da desaceleração. O grupo caiu de 1,38% para 0,74%, mas teve o maior impacto no índice. Habitação também influenciou, com alta de 0,72% no mês. A energia elétrica subiu 2,04% e puxou o grupo de habitação. O efeito veio da bandeira tarifária amarela e reajustes regionais. Juntos, alimentação e habitação responderam por cerca de 66% da inflação do mês. O IPCA-15 antecipa a tendência do IPCA, cuja divulgação ocorre em 10 de julho. Projeções indicam inflação pressionada por combustíveis e alimentos no segundo semestre.

TRUMP PROMOVE SUA IMAGEM NAS COMEMORAÇÕES

O presidente Donald Trump abriu, na quarta-feira (24), as comemorações dos 250 anos dos Estados Unidos com um discurso de tom político, destacando sua agenda de governo. Em Washington, afirmou que o país “está de volta” e vive um momento de fortalecimento econômico e internacional. Trump citou a ofensiva contra o Irã como uma vitória americana e classificou a captura de Nicolás Maduro como uma das maiores operações militares da história. Também elogiou a economia e criticou duramente o governo de Joe Biden, chamando-o de “desastre total”. O evento marcou o início da Grande Feira Americana, festival gratuito que celebra os 250 anos da Declaração de Independência. A programação, até 10 de julho, reúne exposições dos 50 estados e seis territórios, apresentações culturais, shows, exibições militares e atrações populares no National Mall. Críticos afirmam que a celebração histórica acabou servindo como palco para promover a imagem política de Trump. 


Santana, 25 de junho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

INFLAÇÃO AVANÇA PARA 4,1% NOS EUA


A inflação nos Estados Unidos acelerou em maio e superou 4% pela primeira vez em três anos, pressionada pela alta dos preços da energia após o conflito no Oriente Médio. O índice PCE, principal medida acompanhada pelo Fed, avançou 4,1% em 12 meses, ante 3,8% em abril. Na comparação mensal, o PCE subiu 0,4%, repetindo o resultado do mês anterior. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, ficou em 3,4% no acumulado de 12 meses e avançou 0,3% em maio. A guerra entre EUA e Irã elevou os preços do petróleo e da gasolina, embora um cessar-fogo recente tenha reduzido parte das pressões. Ainda assim, economistas avaliam que a inflação continuará elevada nos próximos meses. As tarifas de importação defendidas pelo presidente Donald Trump também contribuem para o aumento dos preços, ampliando as preocupações com o custo de vida. 

O tema ganhou peso político às vésperas das eleições legislativas de novembro. Diante do cenário, o Fed manteve os juros entre 3,5% e 3,75%, mas indicou a possibilidade de novas altas ainda neste ano. O mercado aposta que o primeiro aumento poderá ocorrer em setembro. Apesar da inflação, o consumo segue forte. Os gastos das famílias cresceram 0,7% em maio, após alta de 0,4% em abril, sustentados por restituições de impostos e pela recuperação do mercado financeiro. No mercado de trabalho, os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 215 mil na semana encerrada em 20 de junho, abaixo das expectativas. O resultado reforça a percepção de resiliência da economia americana, embora as empresas permaneçam cautelosas nas contratações.

 

TRUMP DESENTENDE COM REPUBLICANOS


Encontro fechado entre Donald Trump e senadores republicanos terminou em bate-boca. 
A reunião ocorreu em Washington na quarta-feira (24). O clima foi descrito como de forte tensão e houve gritos. O principal conflito envolveu a guerra dos EUA contra o Irã. Senadores demonstraram preocupação com a escalada militar. O senador Bill Cassidy foi um dos principais envolvidos no embate. Ele questionou a estratégia do governo e pediu mais transparência. Trump reagiu com críticas diretas e duras a Cassidy. O presidente também pressionou por apoio às suas pautas legislativas. Entre elas, o projeto eleitoral conhecido como “SAVE America Act”. Trump condicionou apoio a outros projetos à aprovação dessa agenda. Outro tema discutido foi um projeto bipartidário de habitação. O presidente teria ameaçado não sancionar a proposta. Isso aumentou o desconforto entre parlamentares republicanos. A reunião expôs divisões dentro do Partido Republicano. Alguns senadores criticaram a condução da política externa. Outros apoiaram a postura mais dura de Trump em relação ao Irã.

O encontro foi descrito como marcado por forte tensão interna. A reunião aconteceu a portas fechadas no Capitólio. Assessores do governo também participaram das discussões. O episódio ocorreu em meio a votações sobre poderes de guerra. O Senado rejeitou medidas para limitar ações militares do presidente. O debate evidencia disputas sobre autoridade presidencial em conflitos. A guerra no Irã segue como principal ponto de atrito político. Trump busca ampliar apoio dentro da própria base republicana. Apesar disso, há resistência significativa entre senadores. O episódio aumenta a pressão política no Congresso. A crise evidencia fragilidade na unidade do Partido Republicano.