O senador americano Bernie Sanders divulgou uma carta dirigida a Sam Altman, da OpenAI, Mark Zuckerberg, da Meta, e Dario Amodei, da Anthropic, propondo uma pausa no desenvolvimento da inteligência artificial. Sanders afirmou que, caso as empresas não adotem medidas adequadas, ele e outros senadores poderão agir por meio do Congresso. Aos 85 anos, o senador progressista mantém sua atuação em defesa da democracia e de minorias nos Estados Unidos. Para ele, o avanço da IA exige limites e regras capazes de proteger a sociedade. A corrida tecnológica, científica e geopolítica pela inteligência artificial levanta dúvidas sobre seus impactos e riscos. O progresso não pode ser considerado positivo se colocar a própria humanidade em perigo. Recentemente, cerca de 200 cientistas, incluindo 17 ganhadores do Nobel, divulgaram o manifesto “Precisamos Agir Agora”. A iniciativa, liderada por Erik Brynjolfsson, da Universidade Stanford, alerta que a IA poderá provocar mudanças maiores e mais rápidas que as da Revolução Industrial. Os cientistas defendem uma transição econômica que permita aproveitar os benefícios da tecnologia sem ignorar seus riscos. Brynjolfsson propõe que a IA deixe de competir diretamente com o trabalhador e passe a atuar como ferramenta complementar ao ser humano. O debate também envolve produtividade, salários, redução de custos e os efeitos da automação sobre a economia. Sanders, porém, chama atenção para um risco ainda mais grave: o uso da IA para criar vírus potencialmente perigosos.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2026
"IA TRAZ BENEFÍCIOS, MAS TAMBÉM RISCOS"
O senador americano Bernie Sanders divulgou uma carta dirigida a Sam Altman, da OpenAI, Mark Zuckerberg, da Meta, e Dario Amodei, da Anthropic, propondo uma pausa no desenvolvimento da inteligência artificial. Sanders afirmou que, caso as empresas não adotem medidas adequadas, ele e outros senadores poderão agir por meio do Congresso. Aos 85 anos, o senador progressista mantém sua atuação em defesa da democracia e de minorias nos Estados Unidos. Para ele, o avanço da IA exige limites e regras capazes de proteger a sociedade. A corrida tecnológica, científica e geopolítica pela inteligência artificial levanta dúvidas sobre seus impactos e riscos. O progresso não pode ser considerado positivo se colocar a própria humanidade em perigo. Recentemente, cerca de 200 cientistas, incluindo 17 ganhadores do Nobel, divulgaram o manifesto “Precisamos Agir Agora”. A iniciativa, liderada por Erik Brynjolfsson, da Universidade Stanford, alerta que a IA poderá provocar mudanças maiores e mais rápidas que as da Revolução Industrial. Os cientistas defendem uma transição econômica que permita aproveitar os benefícios da tecnologia sem ignorar seus riscos. Brynjolfsson propõe que a IA deixe de competir diretamente com o trabalhador e passe a atuar como ferramenta complementar ao ser humano. O debate também envolve produtividade, salários, redução de custos e os efeitos da automação sobre a economia. Sanders, porém, chama atenção para um risco ainda mais grave: o uso da IA para criar vírus potencialmente perigosos.
TESTES MOSTRAM QUE AGENTES DE "IA" ACESSAM RECURSOS NÃO AUTORIZADOS
Episódios recentes em testes de segurança mostram que agentes de inteligência artificial podem acessar recursos não autorizados e agir de maneira inesperada. Em pelo menos quatro casos, sistemas escaparam de ambientes controlados sem supervisão direta dos desenvolvedores. Agentes da OpenAI acessaram o Hugging Face, plataforma colaborativa de IA e desenvolvimento de software. Outro episódio envolveu sistemas da Anthropic, criadora do Claude. Segundo Michele Nogueira, da UFPR, o treinamento em cibersegurança permite que modelos executem ações complexas durante testes. Ela ressalta, porém, que comportamentos maliciosos não significam que a IA tenha consciência ou vontade própria. Os sistemas produzem respostas e ações com base em treinamento, comandos e configurações tecnológicas. A OpenAI afirma que testes independentes são importantes para avaliar o comportamento dos modelos. A empresa também diz que os incidentes ocorreram em ambientes de avaliação, diferentes do uso cotidiano. A Anthropic defende padrões mais robustos e compartilhados para ambientes de testes. Nogueira aponta ainda limitações dos modelos, dados incompletos, instruções ambíguas e falhas de configuração. A Meta informou que um de seus modelos acessou a internet sem autorização durante um teste de cibersegurança. A empresa atribuiu o episódio a uma falha de configuração em uma empresa independente de testes.
JUIZ É AFASTADO EM PROCESSO DE FALÊNCIA
A Corregedoria Nacional de Justiça afastou o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, responsável pelo processo de falência do Banco Santos. A decisão ocorreu após a divulgação de uma gravação em que o magistrado sugere aos herdeiros do ex-controlador da instituição, Edemar Cid Ferreira, que vendessem suas participações ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. O afastamento foi determinado pelo corregedor-nacional de Justiça e ministro do STJ, Mauro Campbell. A suspensão é por tempo indeterminado. O caso deverá ser analisado pelo plenário do CNJ na próxima terça-feira (18). Na gravação, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, o juiz propõe um acordo para encerrar a falência e recomenda a troca de advogados dos herdeiros. A conversa teria ocorrido em agosto de 2024. Oliveira Filho negou irregularidades e afirmou que sempre tratou as partes de forma igualitária. A Apamagis, associação que representa magistrados paulistas, divulgou nota de repúdio à gravação. A entidade afirmou que a divulgação de diálogos gravados de forma clandestina pode constranger magistrados e ameaçar a independência do Judiciário.
"IA" PODE ACRESCENTAR R$ 1 TRILHÃO À ECONOMIA
A inteligência artificial pode acrescentar quase R$ 1 trilhão à economia brasileira entre 2027 e 2030, segundo estudo do Reglab (Centro de Estratégia e Regulação). A estimativa aponta ganho de R$ 986,7 bilhões em valor presente, equivalente a 7,6% do PIB projetado para 2026.
EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS CAEM PELA PRIMEIRA VEZ
Pela primeira vez desde pelo menos 1997, o Brasil registrou déficit na balança comercial de calçados em julho. O país importou US$ 66 milhões em chinelos, sandálias e sapatos, contra US$ 62 milhões exportados. Entre janeiro e julho, as importações somaram US$ 373 milhões e cerca de 30 milhões de pares, alta de 10% sobre 2025. No mesmo período, as exportações tiveram queda de 18% em receita. Os dados foram compilados pela Abicalçados com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A entidade atribui o resultado à redução das vendas para os Estados Unidos e a Argentina, principais mercados do setor. Também houve aumento da entrada de calçados baratos produzidos na China, Vietnã e Indonésia. Segundo a Abicalçados, as importações não refletem expansão do mercado interno, mas ocupam espaço que poderia ser atendido pela indústria brasileira. Entre janeiro e julho, as compras de calçados chineses chegaram a US$ 31 milhões, equivalentes a 10 milhões de pares. O valor aumentou 13% e o volume cresceu 26,8% em relação ao mesmo período de 2025. Vietnã e Indonésia também ampliaram suas receitas com vendas ao Brasil. Enquanto isso, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 25% em receita. Os EUA representam cerca de um quinto do valor exportado pelo setor calçadista brasileiro. Para a Argentina, a queda foi ainda maior, chegando a 58%.
DENÚNCIA DE MÁS CONDIÇÕES NO PORTA-AVIÕES AMERICANO
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou ontem, 13, que as notícias sobre as condições do porta-aviões USS Abraham Lincoln são “completamente deturpadas”. Veículos especializados relataram tentativas de suicídio a bordo do navio, que transporta cerca de 5.000 tripulantes. O porta-aviões está no mar desde novembro de 2025 e permanece no Oriente Médio desde janeiro, participando da guerra dos EUA contra o Irã. Em tempos de paz, navios americanos costumam visitar portos a cada 45 dias. Em operações militares, o intervalo normalmente não supera seis meses. Mais de 200 familiares de militares participaram de reunião em San Diego para discutir as condições enfrentadas pela tripulação. As famílias demonstraram preocupação com a saúde mental, o esgotamento e a segurança dos marinheiros. O vice-almirante Joseph Cahill reconheceu a pressão sobre os militares e seus familiares. Segundo ele, especialistas e sacerdotes trabalham para avaliar riscos e preservar o bem-estar da tripulação. A Marinha informou que o comando monitora continuamente a condição psicológica dos militares. O navio também conta com terapeutas, religiosos, profissionais médicos e outros serviços de apoio. A corporação, porém, não divulgou o número de marinheiros que teriam tentado suicídio durante a atual missão. Missões prolongadas podem provocar forte pressão psicológica, especialmente durante períodos de guerra. A tripulação precisa permanecer em constante estado de alerta diante da ameaça de drones e mísseis iranianos.
TRIBUNAL DE MOSCOU DECRETA PRISÃO DE CONOR KENNEDY
O Tribunal Distrital de Basmanny, em Moscou, autorizou a prisão à revelia do americano Conor Kennedy, de 31 anos, acusado de mercenarismo ao lado das Forças Armadas da Ucrânia. Kennedy é sobrinho-neto do ex-presidente dos EUA John Kennedy, filho de Robert F. Kennedy Jr. e marido da cantora brasileira Giulia Be. A defesa recorreu da decisão, mas o Tribunal Municipal de Moscou manteve a ordem, considerada legal em julgamento realizado a portas fechadas. Após a decisão, Kennedy foi incluído na lista internacional de procurados. Ele é acusado com base no artigo 353 do Código Penal russo, que prevê de sete a dez anos de prisão por participação como mercenário em conflitos armados. Em 2022, Kennedy afirmou nas redes sociais que havia combatido na região de Kharkiv, como integrante da Legião Internacional da Ucrânia. Segundo seu relato, ele se apresentou à embaixada ucraniana e foi enviado para a frente nordeste, apesar de não possuir experiência militar anterior. Kennedy disse que permaneceu pouco tempo no país e que decidiu voltar aos Estados Unidos após participar dos combates. Ele afirmou ainda que assumiria novamente os riscos enfrentados durante sua passagem pela Ucrânia. A Rússia também autorizou, à revelia, a prisão de outros estrangeiros ligados à Legião Internacional ucraniana. Entre eles estão americanos, britânicos, suecos, sérvios, tchecos, georgianos, estonianos e colombianos. Segundo a agência Tass, os estrangeiros foram incluídos na lista internacional de procurados por acusações de mercenarismo.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 14/08/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Governo inicia processo da Lei da Reciprocidade contra tarifaço dos EUA
Em nota publicada na noite desta quinta-feira (13/8), o governo Lula afirmou notificar os Estados Unidos sobre a intenção de adotar a Lei de Reciprocidade contra o país
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
‘Reciprocidade mostra que Lula usa embalagem da soberania e vai levar isso até o fim das eleições’, diz Thiago Aragão
Presidente vê espaço para discutir agora e ‘fazer as pazes’ depois, por entender o que Trump deseja, avalia cientista político
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Incerteza sobre contas públicas eleva parcela da dívida atrelada à Selic ao maior patamar em 20 anos
Modalidade responde por quase 50% do estoque de títulos, o que deixa governo mais exposto a oscilações nos juros e reduz previsibilidade Para gestão Lula, aumento se deve mais a fatores externos que empurram investidores para opções mais seguras
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Segunda maior refinaria do país reduz preço da gasolina em 11,3%
Assim como as outras refinarias do país, Mataripe vende a gasolina A para as distribuidoras de combustíveis, que fazem a mistura obrigatória de etanol, transformando-a na gasolina C que é vendida nos postos.
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Com base no Ideb, governo Leite deve pagar 14º salário ampliado a professores e servidores de escolas no RS
Os detalhes sobre a iniciativa serão divulgados pelo governo do Estado nas próximas semanas
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Guerras já custaram 500 mil milhões de euros em apoios aos governos e BCE avisa que já chega
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
TRUMP SEU SECRETÁRIO E A VACINAÇÃO
O negacionismo em relação à vacinação ganhou força nos últimos anos e passou a ocupar espaço importante no debate político, especialmente nos Estados Unidos. Um dos principais personagens dessa discussão é Donald Trump, cuja postura sobre vacinas e saúde pública oscilou ao longo de toda a sua trajetória política. Aliás, em outros setores o presidente americano mostra sua absoluta fuga à realidade dos fatos, cultuando a promoção da mentira. Durante a pandemia de Covid-19, Trump promoveu o desenvolvimento acelerado de vacinas e afirmou que a vacinação era uma conquista importante de seu governo. Ao mesmo tempo, porém, fez declarações que contribuíram para a desconfiança em relação a autoridades sanitárias e instituições científicas. A politização da vacinação tornou-se ainda mais evidente quando setores do movimento conservador passaram a questionar a segurança e a eficácia das vacinas. Em torno desse debate surgiram teorias conspiratórias e informações falsas, muitas delas amplificadas pelas redes sociais.
Trump também criticou medidas obrigatórias de vacinação e defendeu maior liberdade individual para decidir sobre tratamentos e imunização. Seus posicionamentos ajudaram a transformar a vacinação em um tema de forte disputa política e cultural nos Estados Unidos. O problema do negacionismo não está na existência de dúvidas ou na discussão sobre possíveis efeitos adversos. Questionamentos são legítimos e fazem parte do debate científico. O risco surge quando evidências acumuladas são rejeitadas sem fundamento ou quando informações falsas são utilizadas para convencer a população de que vacinas comprovadamente úteis seriam perigosas. A experiência da pandemia mostrou que a confiança da população nas instituições de saúde é fundamental. Políticos de grande influência, como Trump, têm enorme capacidade de moldar opiniões e, por isso, suas declarações podem ter consequências que ultrapassam o debate eleitoral, causando danos à população indefesa.
Defender a liberdade de opinião não significa abandonar a responsabilidade com a informação. O debate sobre vacinação deve ser baseado em evidências científicas, transparência e respeito à vida. Em uma sociedade democrática, questionar políticas públicas é legítimo; negar fatos comprovados sem apresentar evidências, porém, pode colocar em risco toda a coletividade. E o rumo dessas discussões, principalmente por referir à saude da população, envolve a credibilidade no homem público. O secretário da Saúde de Trump, Robert F. Kennedy Jr, é destacada como opositor às vacinas, haja vista seu posicionamento levando o descrédito para a vacina contra a rubéola ao autismo. Nesse cenário, Donald Trump, como o ex-presidente Bolsonaro, no Brasil, causaram danos à saúde e tornaram responsáveis pela morte de muitas pessoas.
Salvador, 13 de agosto de 2026.
RADAR JUDICIAL
ADVOGADO E CLIENTE SÃO BALEADOS NA PORTA DO FÓRUM
UNIVERSIDADE AMERICANA ADOTA SISTEMA DE APROVADO/REPROVADO
A Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, adotará, a partir do segundo semestre de 2027, um sistema de aprovado/reprovado para alguns calouros no primeiro semestre. A medida será aplicada na Faculdade de Literatura, Ciência e Artes, com o objetivo de reduzir a pressão acadêmica e facilitar a adaptação à vida universitária. As notas tradicionais continuarão registradas internamente, mas não aparecerão no histórico escolar dos alunos. No documento, cada disciplina será indicada como “aprovado” ou “sem crédito”. As notas também não serão incluídas no coeficiente de rendimento. A universidade afirma que a mudança pretende ajudar os estudantes a enfrentar as exigências da faculdade com menos ansiedade. O sistema permitirá que calouros experimentem novas áreas sem receio de prejudicar o desempenho acadêmico futuro. A iniciativa é semelhante à adotada pelo MIT, que também utiliza avaliação diferenciada para alunos no primeiro semestre. Na Universidade Brown, os estudantes podem escolher entre notas tradicionais ou o sistema de “satisfatório/sem crédito”. A Faculdade de Literatura, Ciência e Artes possui cerca de 3.500 calouros, enquanto a universidade recebe aproximadamente 8.000 novos alunos.
PRESIDENTE DO TSE É QUESTIONADO SOBRE SUA ATUAÇÃO
Acenos do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, a teses da defesa de Flávio Bolsonaro provocaram questionamentos sobre sua atuação na corte. Ministros e técnicos do TSE e do STF identificaram possíveis convergências entre decisões de Kassio e posições da campanha do senador. Um dos exemplos é a censura a uma pesquisa que apontava queda nas intenções de voto de Flávio após o caso “Dark Horse”. Kassio também sinalizou concordar com a defesa sobre o uso de deepfake de Jair Bolsonaro apresentado em convenção do PL. O ministro afirmou que o uso de IA em campanhas pode ser lícito, mas não deve ser usado para prejudicar adversários. A declaração abriu debate sobre a chamada “IA do bem”, que favoreceria um candidato sem intenção de ofender ou enganar. A campanha de Flávio considera legal o conteúdo, enquanto o TSE proíbe deepfakes eleitorais, mesmo sob justificativa favorável. Segundo aliados, Kassio deverá se posicionar contra esse tipo de material, independentemente do candidato beneficiado. O ministro nega favorecer Flávio e afirma que manterá neutralidade em relação ao presidente Lula. A defesa do senador sustenta que o TSE tem aplicado suas decisões de forma equilibrada a todos os candidatos.