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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

RADAR JUDICIAL


MAIS UMA DE TRUMP: "OCEANO TRUMP"

Em discurso em Clarksville, Tennessee, Donald Trump sugeriu renomear o Atlântico ou o Pacífico como “Oceano Trump” ou “Oceano das Américas”. O presidente afirmou que gostaria de concretizar a mudança antes de deixar o cargo.A proposta integra outras iniciativas de sua gestão para alterar nomes geográficos. Trump já determinou que órgãos federais utilizem a denominação “Golfo da América” no lugar de Golfo do México. Também assinou um decreto para mudar o nome do Lago Ontário para “Lago América”. As alterações refletem a política de nomenclatura defendida pelo governo republicano. Entretanto, a prerrogativa americana limita-se à forma como os órgãos dos Estados Unidos identificam esses locais. As decisões não obrigam outros países a adotar as novas denominações. México e Canadá rejeitaram as mudanças propostas por Washington. No mesmo evento, Trump voltou a prometer pagamentos de US$ 5.000 a cada adulto americano. O benefício, segundo ele, dependeria da manutenção do controle republicano sobre o Congresso. A condição envolve a Câmara dos Representantes e o Senado nas eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como Midterms. 


FLÁVIO ANTECIPA 
RESULTADO DA ELEIÇÃO

Flávio Bolsonaro (PLRJ) demonstrou confiança na vitória contra Lula no segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. O senador afirmou que o pai, Jair Bolsonaro, lhe entregará a faixa presidencial. A declaração foi feita durante uma motocarreata em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Ao lado de Douglas Ruas, Flávio também comemorou a confirmação da vitória do candidato do PL ao governo fluminense. Em discurso, mencionou a posse presidencial e disse que fará uma oração entregando o Brasil a Deus. Entretanto, Jair Bolsonaro permanece em prisão domiciliar, após condenação pelo STF a 27 anos e três meses por participação na trama golpista. Flávio também manifestou o desejo de que o pai suba a rampa do Palácio do Planalto. A equipe de campanha considera a vitória praticamente certa, apoiada em pesquisas que colocam o senador numericamente à frente de Lula. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do candidato petista. Apesar do otimismo, aliados defendem intensificar a mobilização, especialmente no Nordeste, onde Lula obteve vantagem. A estratégia inclui a participação de lideranças como Nikolas Ferreira, Tarcísio de Freitas e Cleitinho Azevedo. Em São Gonçalo, Flávio criticou o governo federal, citando endividamento, impostos, fechamento de empresas e violência contra mulheres, sem apresentar dados comprobatórios. O senador pediu votos para encerrar os governos petistas e participou de encontros com mulheres e de uma celebração religiosa. Hoje, cumprirá compromissos em São Paulo com Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e representantes municipais.


HITLER MUSSOLINI SIMEÓN FLORES

O peruano Hitler Mussolini Simeón Flores, de 45 anos, foi eleito prefeito de Queropalca, município rural da região de Huánuco, no Peru. Ele assumirá o cargo em 1º de janeiro, após vencer por apenas 25 votos o adversário da extrema direita. Filiado ao partido de centro-esquerda Ahora Nación, obteve 34,5% dos votos válidos. Flores conquistou 229 votos, contra 204 de Gaspar Osorio, do partido Renovação Popular. A eleição ocorreu em 4 de outubro, segundo a apuração oficial. O nome do prefeito eleito chama atenção por reunir sobrenomes de dois ditadores históricos. Hitler remete ao líder nazista alemão Adolf Hitler, enquanto Mussolini lembra o fascista italiano Benito Mussolini. Apesar da coincidência, Flores concorreu por umalegenda de centro esquerda. Segundo seu histórico partidário, ele integrou até o ano passado o Fuerza Popular. O partido é ligado à política peruana Keiko Fujimori, presidente do país. O Ahora Nación lançou, nas eleições presidenciais de abril, a candidatura do acadêmico Alfonso López Chau. Ele também disputou uma vaga no Senado e integra o Parlamento peruano para o período de 2026 a 2031. Não é a primeira vez que alguém chamado Hitler conquista uma prefeitura no Peru. Hitler Guesclin Alba Sánchez, conhecido como “O Hitler Bom”, foi eleito prefeito de Yúngar, na região de Áncash. Ele acabou reeleito em 2018, vencendo Lenin Vladimir Rodríguez Valverde.


P
RESIDENTE DA MICROSOFT PEDE CRIAÇÃO PARA REGRA "IA"

O presidente da Microsoft, Brad Smith, defendeu a criação urgente de regras globais para regulamentar a inteligência artificial (IA). Segundo ele, a tecnologia está sujeita a menos exigências de segurança do que produtos como leite e máquinas de lavar. Em entrevista à BBC, Smith propôs avaliações independentes dos novos sistemas de IA. Ele também defendeu mecanismos de emergência para interromper agentes descontrolados. As empresas deveriam ser legalmente obrigadas a comunicar incidentes e invasões provocadas por esses sistemas. Companhias como OpenAI e Anthropic já divulgaram casos de comportamentos indesejados de agentes de IA. O avanço acelerado da tecnologia intensifica o debate sobre riscos à segurança e à humanidade. Algumas empresas defendem desacelerar o desenvolvimento, mas há dúvidas sobre seus interesses. Críticos questionam se essas propostas buscam preservar vantagens comerciais ou reduzir custos.Smith considera o Reino Unido bem posicionado para liderar a regulamentação internacional. O país possui um Instituto de Segurança de IA que avalia modelos avançados antes de seus lançamentos. O governo britânico admite regulamentar esses modelos caso os mecanismos atuais sejam insuficientes.

Campo Grande, 12 de outubro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados. 

DEMOCRATAS E REPUBLICANOS CENSURAM ACORDO DE TRUMP COM PUTIN


O acordo de Donald Trump com Vladimir Putin para importar diesel russo provocou críticas de parlamentares republicanos e democratas, que consideram a medida ilegal. Sete senadores, quatro deles republicanos, pediram que Trump reverta imediatamente a decisão. Os parlamentares classificaram o acordo como uma ajuda financeira ao governo russo e uma violação da legislação americana. Em 2022, o Congresso proibiu a importação de energia da Rússia para impedir que recursos dos Estados Unidos financiassem a guerra contra a Ucrânia. Os senadores afirmaram que a proibição deve continuar enquanto Moscou mantiver sua agressão contra os ucranianos e ameaçar aliados da Otan. A iniciativa foi liderada pela democrata Jeanne Shaheen, principal integrante de seu partido na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Também assinaram o comunicado os democratas Richard Blumenthal e Ron Wyden e os republicanos Susan Collins, John Curtis, Lisa Murkowski e Thom Tillis. Segundo os parlamentares, Trump contrariou diretamente a lei e tomou a decisão sem consultar o Congresso. O presidente anunciou o acordo na sexta-feira, dia 9, após uma conversa que descreveu como altamente bem-sucedida com Putin. Trump justificou a iniciativa afirmando que a importação ajudaria a reduzir os preços dos combustíveis nos Estados Unidos. Ele destacou os benefícios esperados para agricultores, pecuaristas e caminhoneiros, diretamente afetados pelo custo do diesel.

Analistas do setor, entretanto, questionaram se a medida teria impacto significativo sobre os preços pagos pelos consumidores americanos. O diesel alcançou valores recordes nos últimos meses, em meio às consequências da guerra iniciada por Trump contra o Irã. O conflito prejudicou as exportações de petróleo de uma das principais regiões produtoras do mundo, pressionando o mercado internacional de energia. A alta dos combustíveis e a inflação crescente vêm reduzindo os índices de aprovação do presidente americano. O cenário também ameaça a manutenção da maioria republicana no Congresso nas eleições legislativas de novembro. Os resultados eleitorais poderão refletir a insatisfação dos americanos com o aumento do custo de vida. Os senadores Collins, Murkowski e Tillis já haviam criticado a aproximação de Trump com Putin e sua postura hostil à Ucrânia. A reação contrária ao acordo também apareceu na Fox News, emissora tradicionalmente alinhada ao presidente. No programa Fox & Friends, o apresentador Brian Kilmeade classificou como um grande erro qualquer colaboração com a Rússia. Kilmeade comparou Putin a Hitler e criticou a decisão americana de recorrer ao combustível russo. Ele argumentou que a interrupção do fornecimento de diesel estava relacionada aos ataques iranianos contra instalações petrolíferas e refinarias dos países do Golfo. Para o apresentador, a mudança repentina de estratégia em favor de Moscou era difícil de justificar. O senador republicano John Cornyn também manifestou apoio às críticas de Kilmeade. Cornyn, do Texas, perdeu as primárias republicanas deste ano depois que Trump apoiou seu adversário. Na rede social X, o parlamentar compartilhou as declarações do apresentador e escreveu: “Bravo”. A controvérsia expõe divisões dentro do próprio Partido Republicano sobre a política externa de Trump. O acordo ainda enfrenta questionamentos jurídicos e dúvidas sobre sua eficácia econômica. Enquanto a Casa Branca promete aliviar os custos dos combustíveis, críticos afirmam que a medida beneficia Moscou e enfraquece a pressão americana contra a guerra na Ucrânia.