O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou dez pessoas por participação em um esquema criminoso. A organização envolvia comércio ilegal de armas, vazamento de informações sigilosas e lavagem de dinheiro. Investigação financeira identificou movimentações superiores a R$ 250 milhões. Os valores circularam em contas de pessoas físicas e de cinco empresas ligadas ao grupo. Entre os denunciados estão policiais e ex-policiais acusados de fornecer armas e dados privilegiados. As informações e armamentos teriam sido destinados a Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão que é apontado como líder do Terceiro Comando Puro no Complexo de Israel, no Rio. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados. Nesta quarta-feira (7), MPRJ e Polícia Federal deflagraram a Operação Magen. Foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão. As ações ocorreram no Rio de Janeiro e no Amazonas; ainda foi determinado o sequestro de três imóveis e 31 veículos. A investigação começou na Polícia Federal, diante do poderio bélico de traficantes. Vitor Hugo Marinho Garcia, conhecido como Batata, seria um dos principais fornecedores. Ex-policial militar, ele é acusado de liderar o esquema de fornecimento de armas. Em outubro de 2022, teria vendido dez fuzis AR-15 ao chefe do TCP.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2026
MP DENUNCIA DEZ PESSOAS PARTICIPANTES DE COMÉRCIO ILEGAL DE ARMAS
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou dez pessoas por participação em um esquema criminoso. A organização envolvia comércio ilegal de armas, vazamento de informações sigilosas e lavagem de dinheiro. Investigação financeira identificou movimentações superiores a R$ 250 milhões. Os valores circularam em contas de pessoas físicas e de cinco empresas ligadas ao grupo. Entre os denunciados estão policiais e ex-policiais acusados de fornecer armas e dados privilegiados. As informações e armamentos teriam sido destinados a Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão que é apontado como líder do Terceiro Comando Puro no Complexo de Israel, no Rio. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados. Nesta quarta-feira (7), MPRJ e Polícia Federal deflagraram a Operação Magen. Foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão. As ações ocorreram no Rio de Janeiro e no Amazonas; ainda foi determinado o sequestro de três imóveis e 31 veículos. A investigação começou na Polícia Federal, diante do poderio bélico de traficantes. Vitor Hugo Marinho Garcia, conhecido como Batata, seria um dos principais fornecedores. Ex-policial militar, ele é acusado de liderar o esquema de fornecimento de armas. Em outubro de 2022, teria vendido dez fuzis AR-15 ao chefe do TCP.
SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO
Pretensão de Kassio de soltar Bolsonaro é um acinte
- Ministro do STF cogita anular os efeitos da justa condenação do ex-presidente por tentativa de golpe
- A via correta para reduzir penas exageradas é o plenário da corte autorizar logo a vigência da lei da dosimetria, aprovada pelo Congresso
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Causa espécie a notícia de que o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, cogita anular os efeitos da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e permitir a sua soltura, mediante decisão monocrática. Parece que juízes da corte constitucional não compreenderam a intolerância da sociedade com esse padrão de intromissão político-partidária.
A causa é acintosa. Não há dúvidas da participação do então candidato derrotado à reeleição numa trama para subverter o resultado das urnas. Testemunhos e provas asseguram que o Brasil só não viveu a recidiva autoritária pela resistência da cúpula das Forças Armadas,liderada pelo general Freire Gomes, do Exército.
Os acusados percorreram a via canônica do devido processo legal. Denunciados pela Procuradoria-Geral da República, exerceram o contraditório e foram julgados em sessões públicas e regulares. Quatro ministros —Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin— venceram o único dissidente, Luiz Fux, para sentenciar Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.
Pode-se criticar os julgadores pela opção maximalista no momento de definir os crimes e as penas —exagero que se repetiu com diversos réus, não só com o ex-presidente. Isso, porém, não tisna a legitimidade do processo.
A reação do Congresso Nacional foi sensata. Em vez de embrenhar-se pela via irresponsável da anistia, como queria a franja radical bolsonarista, os parlamentares optaram por aprovar um projeto de lei, o que está em sua alçada exclusiva, que na prática reduz as penas para todos os condenados pela intentona golpista.
Promulgada a lei, entrou em cena o poder de obstrução individual que a lassidão em vigor concede a juízes do Supremo. Desde maio, Alexandre de Moraes está sentado sobre ações que questionam a constitucionalidade da lei, tendo suspendido os seus efeitos. Enquanto isso, condenados que já poderiam estar soltos ou ter obtido encurtamento da pena não podem ser contemplados.
A maneira ortodoxa de desfazer o impasse seria o plenário do STFjulgar logo os questionamentos à lei e permitir que ela vigore. Tudo de que o Brasil não precisa agora é a sobreposição de uma nova heterodoxia nesse caso politicamente sensível. Se, com o benefício casuísta a Jair Bolsonaro, Nunes Marques pretende prestar um serviço às forças responsáveis por sua nomeação à corte, deve saber que prestará um enorme desserviço à causa da Justiça.
O antiexemplo de que a punição pelos crimes cometidos contra a Carta de 1988 possa ser anulada vai estimular a repetição dessas ignomínias. A audácia de conceder o perdão pela canetada solitária de um ministro alimentará o moto-perpétuo que investe cada juiz do STF da pretensão de que pode mandar em tudo.
Rasgar a toga para beneficiar um grupo partidário manterá a cúpula da Justiça na penumbra da desmoralização, o que só interessa aos abutres do autoritarismo.
"LISTA SUJA" DO TRABALHO ESCRAVO
O governo federal incluiu 82 nomes na chamada “lista suja” do trabalho escravo. A atualização foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego na terça-feira (6). O número representa uma redução de 51,48% em relação à lista publicada em abril. Entre os novos registros, 54 são pessoas físicas e 28 são empresas. Os casos ocorreram entre 2024 e 2026, em 21 estados e no Distrito Federal. Ao todo, 553 trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão. Minas Gerais teve o maior número de novos empregadores, com 19 registros. A Bahia aparece em seguida, com oito casos, e Amazonas e Maranhão tiveram seis cada. As atividades mais frequentes envolveram criação de bovinos, serviços domésticos e carvão. Também aparecem produção de café e construção de edifícios entre os setores atingidos. Entre os incluídos está a empresa T. F. Zimpel Ltda., de Taiany França Zimpel que contratou 20 trabalhadores resgatados em uma fazenda de Nova Maringá (MT). Em São Paulo, Boizao Eventos e Churrascaria Marginal do Tietê também foram incluídas. A “lista suja” é atualizada semestralmente pelo Ministério do Trabalho. Só entram empregadores após a conclusão definitiva do processo administrativo. Os nomes permanecem normalmente por dois anos no cadastro.
PENA DE MORTE VOLTA COM TRUMP
O presidente Donald Trump aprovou a execução do major Nidal Malik Hasan, do Exército dos Estados Unidos. Hasan matou 13 pessoas e feriu outras 32 em um ataque ocorrido em 2009, em Fort Hood, Texas. O massacre foi o mais letal já registrado em uma base militar americana.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 7/10/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Rogério Marinho manda recado a Dino e Moraes após reunião no STF
Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador se reúne com o presidente do STF, mas acusa ministros da Corte de atuarem politicamente
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
PL conquista uma em cada cinco cadeiras nas assembleias legislativas e toma liderança do PT em MG e no RS
Legenda de Flávio Bolsonaro terá as maiores bancadas em 11 estados e no DF; PT e PSD ganham espaço, enquanto União Brasil e PP encolhem
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
A direita veio para ficar
PT e Lula surgiram e cresceram em São Paulo, e o estado deu-lhes agora uma humilhante derrota Eleição sinalizou um certo cansaço dos eleitores com o partido; o primeiro turno de domingo (4) confirmou-o
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Paulo Afonso avança em transformação digital após seleção em projeto federal
O resultado coloca o município baiano na quarta faixa de pontuação entre as candidaturas nordestinas selecionadas
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Com derrota de Roseana, Sarney fica sem mandato após 72 anos
Fim de uma era: após a derrota de Roseana, nenhum membro da tradicional família política do Maranhão ocupará cargos eletivos a partir de 2027
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Jorge Jesus remete caso Ronaldo para segundo plano: "Li o comunicado e agora faço como todos os dias"
terça-feira, 6 de outubro de 2026
RADAR JUDICIAL
BRASILEIRO É PRESO EM LOCAL DE VOTAÇÃO NA FLÓRIDA
Salvador, 6 de outubro de 2026.
Pessoa Cardoso Advogados







