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quinta-feira, 12 de março de 2026

DECISÃO DO JÚRI ANULADA SOMENTE QUANDO CONTRÁRIA ÀS PROVAS

STJ anula Júri de réu pronunciado com base só no inquéritoA decisão do Tribunal do Júri só pode ser anulada quando for manifestamente contrária às provas. Testemunhos indiretos e delações podem fundamentar condenações quando confirmados por perícias e indícios, em respeito ao princípio da soberania dos veredictos. Com base nesse entendimento, a 2ª Turma Julgadora da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia manteve a condenação de dois pastores a 21 anos de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O caso envolve o assassinato de um adolescente de 14 anos, ocorrido em março de 2001 em uma igreja evangélica de Salvador. Segundo o processo, o jovem foi imobilizado, amordaçado e colocado em uma caixa de madeira. Em seguida, foi levado a um terreno baldio, onde o corpo foi carbonizado ainda com vida. O crime teria sido motivado por vingança após o adolescente recusar investidas sexuais dos acusados, que ocupavam cargos de liderança na igreja. Inicialmente, um dos pastores foi condenado pelo crime. Anos depois, ele apontou a participação de outros dois líderes religiosos. Os dois acusados foram levados a julgamento pelo Tribunal do Júri e condenados a 21 anos de prisão. Em recurso ao TJ-BA, a defesa pediu a anulação da sentença, alegando que a condenação se baseou principalmente nas declarações do coautor e em testemunhos indiretos. Também foram apontadas supostas nulidades processuais, como convocação excessiva de jurados e alegação de dupla punição na fixação da pena. O relator, desembargador Mario Alberto Simões Hirs, rejeitou todas as preliminares. Ele explicou que a convocação de jurados acima do número mínimo é prática administrativa para evitar falta de quórum. Segundo o magistrado, a anulação de atos processuais exige prova de prejuízo concreto à defesa. O princípio jurídico conhecido como “pas de nullité sans grief” determina que não há nulidade sem demonstração de dano.

O relator também afastou a tese de falta de provas no processo. Ele destacou que a delação do primeiro condenado foi corroborada por provas técnicas. A perícia indicou que o crime não poderia ter sido cometido por apenas uma pessoa. Assim, o tribunal concluiu que a decisão do júri teve respaldo nas provas produzidas. O magistrado afirmou que a soberania do veredicto popular limita a revisão da decisão pelo tribunal. Portanto, se houver apoio em parte das provas, o resultado do júri deve ser preservado. Hirs também ressaltou que a jurisprudência admite testemunho indireto quando reforçado por outros elementos de prova. Por fim, o relator rejeitou a alegação de dupla punição na dosimetria da pena. Segundo ele, a culpabilidade e as circunstâncias do crime foram avaliadas com fundamentos distintos. Dessa forma, a elevação da pena foi considerada juridicamente válida. Com isso, o recurso da defesa foi negado e a condenação mantida. 

VORCARO PODERÁ DELATAR

URGENTE! Caso Master pode ser enterrado essa semana. Vorcaro vai DELATARNos bastidores de Brasília, políticos do centrão passaram a se mobilizar para tentar a libertação do banqueiro Daniel Vorcaro na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorre diante do temor de que o avanço das investigações leve Vorcaro a optar por uma delação premiada. Nesse tipo de acordo, ele poderia colaborar com investigadores em troca de benefícios, como redução de pena em caso de condenação. Ao prestar depoimentos, o banqueiro teria de revelar o que sabe e poderia citar outras pessoas envolvidas, inclusive políticos. A principal preocupação de grupos do centrão é que, se permanecer preso por muito tempo, Vorcaro decida colaborar e exponha relações políticas e financeiras. Nesta quinta-feira (12), a defesa do banqueiro negou que ele esteja negociando delação. Vorcaro foi preso no dia 4 por ordem do ministro André Mendonça, que herdou de Dias Toffoli a relatoria do caso Master no STF. Ele está isolado em uma cela de presídio federal de segurança máxima em Brasília. Amanhã, 13, a Segunda Turma do STF começa a julgar se o banqueiro deve continuar preso. Os ministros vão analisar a decisão de Mendonça, que apontou risco para a ordem pública e para as investigações.

Segundo relatos, interlocutores políticos passaram a mapear votos dentro da Segunda Turma. Nos bastidores, há articulações para tentar construir maioria favorável à soltura do banqueiro. Um fator importante surgiu na noite de ontem, 11. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para analisar a decisão que levou à prisão de Vorcaro. Com a saída de Toffoli, a Segunda Turma passa a julgar o caso com quatro ministros. Nesse cenário, um eventual empate favorece o réu. Isso poderia resultar na libertação do banqueiro. Além de Mendonça, integram a Segunda Turma os ministros Gilmar Mendes, Nunes Marques e Luiz Fux. Na estratégia inicial do centrão, quando Toffoli ainda era considerado, seria necessário obter três dos cinco votos. Como Mendonça autorizou a prisão, a expectativa recai sobre os demais ministros. No Supremo, porém, a avaliação é que ainda não há um termômetro claro sobre o resultado. A única posição pública até agora é a do relator André Mendonça.

 

ISRAEL COM NOVOS ATAQUES EM BEIRUTE

Novo ataque de Israel atinge sul de Beirute enquanto negociações de  cessar-fogo no Líbano avançamO Exército de Israel afirmou ontem, 11, ter lançado uma nova onda de ataques contra alvos do Hezbollah nos bairros do sul de Beirute e prometeu agir com “grande força” na região. A operação tem como foco a infraestrutura do grupo em Dahiyeh, área onde a milícia apoiada pelo Irã mantém forte presença. Segundo o porta-voz militar Avichay Adraee, as Forças Armadas israelenses devem intensificar as ações contra instalações e capacidades militares do Hezbollah, após relatos de disparos de foguetes em direção a Israel nas últimas horas. Ataques atingiram o sul de Beirute na tarde desta quarta-feira, segundo jornalistas da AFP e da mídia estatal. Explosões foram ouvidas em diferentes partes da cidade, enquanto imagens mostraram grandes colunas de fumaça sobre a região. A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou ao menos seis bombardeios pesados na capital. Em resposta, o Hezbollah afirmou ter lançado dezenas de foguetes contra Israel, no que chamou de sua maior operação desde o início do atual conflito. O grupo disse agir em resposta aos ataques contra cidades e vilas libanesas e bairros do sul de Beirute. O governo do Líbano informou que um ataque israelense no sul do país matou oito pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, o bombardeio atingiu um prédio que abrigava famílias desalojadas na cidade de Tibnin, no distrito de Bint Jbeil. Cinco vítimas seriam da mesma família. 

De acordo com autoridades libanesas, a guerra entre Israel e Hezbollah já deixou ao menos 634 mortos no Líbano em dez dias, incluindo 91 mulheres e 47 crianças, além de 1.586 feridos. O número de deslocados internos chegou a 816 mil pessoas, sendo 126 mil abrigadas em centros de acolhimento, informou a ministra de Assuntos Sociais, Haneen Sayed. No plano diplomático, cerca de vinte países e a ONU pediram uma trégua imediata. A subsecretária-geral da organização, Rosemary DiCarlo, pediu a cessação da violência e cobrou que o Hezbollah interrompa ataques contra Israel e que Tel Aviv encerre sua campanha militar no Líbano. Em nome de 24 países, o embaixador francês na ONU, Jérôme Bonnafont, pediu que Israel evite ataques contra áreas civis e respeite a soberania libanesa, além de condenar a participação do Hezbollah nos ataques iranianos contra Israel. O grupo libanês entrou no conflito em apoio ao Irã, alvo de ataques recentes dos Estados Unidos e de Israel. Washington e Tel Aviv afirmam que as ações buscam desmantelar o programa nuclear iraniano e enfraquecer o regime. O líder supremo Ali Khamenei morreu nos ataques, e seu filho Mojtaba Khamenei assumiu o comando do país. 

ESTREITO DE HORMUZ IMPEDE ABASTECIMENTO DE PETRÓLEO

O Estreito de Hormuz foi fechado, interrompendo a passagem de cerca de 20  milhões de barris de petróleo por dia. Com aproximadamente 33 km de largura  entre o Irã e Omã, oNo dia 18 de fevereiro, enquanto avaliava lançar ataques contra o Irã, o presidente Donald Trump ouviu de seu secretário de Energia, Chris Wright, que não havia grande risco de interrupção no fornecimento de petróleo. Segundo Wright, ataques anteriores tinham causado apenas impacto breve nos preços. Outros assessores também minimizaram alertas de que o Irã poderia reagir economicamente fechando rotas marítimas que transportam cerca de 20% do petróleo mundial. O erro de cálculo ficou evidente quando o Irã ameaçou atacar petroleiros no Estreito de Hormuz, passagem estratégica para navios que saem do Golfo Pérsico. O transporte marítimo comercial praticamente parou, os preços do petróleo dispararam e o governo americano passou a buscar formas de conter uma crise econômica. O Irã respondeu de maneira mais agressiva do que no conflito anterior, lançando mísseis e drones contra bases americanas, cidades de países árabes e centros urbanos israelenses. 

Autoridades dos EUA tiveram que ajustar planos rapidamente, incluindo evacuações de embaixadas e medidas para conter a alta da gasolina. Após reunião com parlamentares, o senador Christopher Murphy afirmou que o governo não tinha um plano claro para reabrir o estreito de Hormuz. Dentro do governo, cresce o pessimismo sobre a falta de estratégia para encerrar a guerra, embora o presidente continue afirmando que a operação militar é um sucesso. Trump estabeleceu metas amplas, como pressionar o Irã a aceitar um líder alinhado aos EUA, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário de Defesa Pete Hegseth defenderam objetivos mais limitados. Entre eles estão destruir mísseis iranianos, suas fábricas e a marinha do país, o que poderia abrir caminho para encerrar o conflito mais rapidamente. 

TRUMP FORÇOU PRÁTICA DE SEXO ORAL, DIZ MULHER

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos nesta  sexta-feira trouxeram à tona novos detalhes do caso Jeffrey Epstein. Os  milhões de páginas liberadas, que incluem e-mails, registros do FBI eO Departamento de Justiça dos EUA divulgou nesta quinta-feira (5) registros do FBI com resumos de entrevistas feitas, em 2019, a uma mulher não identificada que apresentou acusações envolvendo o presidente Donald Trump. Os depoimentos foram coletados no âmbito da investigação sobre o financista Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual. Antes, o governo havia divulgado apenas um resumo de uma das quatro entrevistas realizadas com a mulher. Nos documentos agora publicados, ela afirma que Epstein a apresentou a Trump em Nova York ou Nova Jersey nos anos 1980, quando tinha entre 13 e 15 anos. Segundo o relato, Trump teria tentado forçá-la a praticar sexo oral durante o encontro. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou as alegações como “acusações completamente infundadas” e sem evidências confiáveis. O Departamento de Justiça também alertou que alguns documentos contêm “alegações falsas e sensacionalistas” contra Trump. A agência Reuters afirmou que não conseguiu verificar de forma independente a veracidade das acusações. Registros do FBI indicam ainda que os agentes deixaram de entrevistar a mulher após 2019. O Departamento de Justiça disse que os arquivos estavam entre 15 documentos que haviam sido classificados por engano como duplicados e, por isso, não tinham sido divulgados antes. A revelação ocorre em meio ao aumento da pressão no Congresso sobre a condução dos registros da investigação Epstein. 

Parlamentares democratas acusam o governo Trump de ocultar documentos relacionados ao caso. Um comitê da Câmara dos Representantes aprovou a convocação da procuradora-geral Pam Bondi para explicar como o governo está lidando com a divulgação dos arquivos. Trump afirma que rompeu relações com Epstein em meados dos anos 2000 e diz nunca ter tido conhecimento dos abusos cometidos pelo financista. Documentos já divulgados indicam que Trump voou algumas vezes no avião de Epstein nos anos 1990, algo que ele nega. Após as primeiras acusações contra Epstein, Trump teria telefonado ao chefe de polícia de Palm Beach dizendo que “todo mundo sabia” das práticas do financista, segundo registros do FBI. No relatório de outubro de 2019, os agentes perguntaram se a mulher estaria disposta a fornecer mais informações sobre Trump. Ela respondeu questionando qual seria o sentido de fazê-lo naquele momento, considerando a possibilidade de que nada pudesse ser feito. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 12/3/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Guerra chega ao Estreito de Ormuz; Irã ameaça economia mundial

Irã ataca vários navios no canal de escoamento de um quinto do petróleo mundial e espalha minas pela região. Teerã ameaça bombardear bancos ligados aos EUA e a Israel. Funeral de autoridades iranianas reúne milhares

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Análise: Governo Trump subestimou reação do Irã à guerra e agora corre para conter disparada do petróleo

Na preparação para o ataque EUA-Israel, o presidente minimizou os riscos para os mercados de energia, classificando-os como uma preocupação de curto prazo que não deveria ofuscar a missão de decapitar o regime iraniano

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Datafolha: Desconfiança sobre o STF e o Judiciário atinge recorde

Índice de brasileiros que não confiam no Supremo chega a 43%, maior taxa desde o início da série Deterioração de imagem da Justiça ocorre em meio a desgastes com caso Master e penduricalhos

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

PF prende operador do núcleo financeiro do ‘Careca do INSS’

A Polícia Federal prendeu nesta quarta, 11, Alexandre Moreira da Silva

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Irã ataca instalações de petróleo no Golfo e provoca aumento dos preços

Barril de Brent do Mar do Norte voltou a superar a cotação de 100 dólares nesta quinta-feira

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Governo altera lei para acelerar despejos e colocar mais casas no mercado

Conjunto de alterações à lei do arrendamento vai ser aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros. Entre as medidas previstas estão a flexibilização dos despejos em situações de incumprimento reiterado. Diploma contempla também medidas de apoio aos inquilinos em situações de vulnerabilidade. Objetivo do Executivo é aumentar oferta.

quarta-feira, 11 de março de 2026

RADAR JUDICIAL

Policiais presos por MP usavam informantes para armar flagrantes e cobrar  propina de bandidosPOLICIAIS MILITARES PRESOS

Pelo terceiro dia consecutivo, a Polícia Federal cumpre mandados de prisão determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em investigação sobre suspeita de ligação de autoridades com o crime organizado no Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira (11), são executados sete mandados de prisão preventiva, além de buscas e apreensões contra policiais militares suspeitos de cooptação por facções criminosas e milícias. As ações ocorrem nas cidades do Rio de Janeiro (Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz), Nova Iguaçu e Nilópolis. Nas fases anteriores da operação, realizadas na segunda (9) e terça-feira (10), foram presos um delegado da Polícia Federal, um ex-secretário de Estado e policiais civis. Entre eles está o delegado federal Fabrizio Romano, investigado em apuração envolvendo o ex-deputado TH Joias, apontado como ligado ao Comando Vermelho. A defesa nega irregularidades. Também foram presos o delegado da Polícia Civil Marcus Henrique de Oliveira Alves e os policiais Franklin José de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus. Moraes determinou o afastamento dos investigados das funções públicas e a quebra de sigilo de dados de equipamentos eletrônicos apreendidos. Segundo a PF, os policiais usavam a posição na corporação para favorecer o crime organizado. A investigação aponta atuação para facilitar logística do tráfico e de milícias, proteger criminosos e ocultar ganhos ilícitos. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

IRÃ ESTÁ FORA DA COPA DO MUNDO? FELIPE KIELING TRAZ TODAS AS INFORMAÇÕESIRÃ FORA DA COPA

O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou hoje, 11, que a seleção iraniana não participará da Copa do Mundo da FIFA “sob nenhuma circunstância”. A declaração foi feita à TV estatal e divulgada pela agência Reuters. Segundo o ministro, a decisão está ligada às tensões com os Estados Unidos, um dos países-sede do torneio, ao lado de México e Canadá. Donyamali acusou os EUA de assassinar o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em um ataque conjunto com Israel no dia 28 de fevereiro, fato que desencadeou uma guerra que já dura 11 dias. De acordo com ele, não há condições de segurança para a delegação iraniana viajar. “Nossas crianças não estão seguras”, afirmou. A Copa do Mundo será disputada entre 11 de junho e 19 de julho. O Irã estava no Grupo G, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e jogaria todas as partidas nos Estados Unidos. O país também foi o único ausente em uma reunião de planejamento da FIFA realizada em Atlanta na semana passada. Apesar disso, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse ter conversado com o presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que a seleção iraniana seria bem-vinda no torneio. Infantino destacou que a Copa do Mundo deve servir para unir as pessoas mesmo em momentos de crise. O Irã havia garantido vaga após liderar seu grupo nas eliminatórias asiáticas.

DINHEIRO ESQUECIDO EM BANCO | O Banco Central informou que existem R$ 10,27  bilhões de dinheiro esquecido por brasileiros em instituições financeiras.  O número significa 49 milhões de pessoas e 5 milhõesR$ 10 BILHÕES ESQUECIDO

Ainda há R$ 10,5 bilhões em dinheiro esquecido no sistema financeiro brasileiro, segundo dados do Banco Central divulgados ontem, 10, pelo Sistema de Valores a Receber (SVR)Do total, R$ 8,1 bilhões pertencem a 49,5 milhões de pessoas físicas e R$ 2,4 bilhões a cerca de 5 milhões de empresas. Apenas em janeiro, R$ 403,3 milhões foram resgatados. A consulta é gratuita e deve ser feita no site oficial do SVR, informando CPF ou CNPJ. Caso haja valores, o acesso exige conta Gov.br nível prata ou ouroA maioria dos beneficiários tem pequenas quantias: cerca de 40,7 milhões possuem até R$ 10, e 14,5 milhões entre R$ 10 e R$ 100. Desde o início do programa, R$ 13,8 bilhões já foram devolvidosA maior parte do dinheiro está em bancos (R$ 6,3 bilhões), seguida por consórcios (R$ 2,6 bilhões), cooperativas de crédito, instituições de pagamento, financeiras e corretorasQuem usa chave Pix com CPF pode ativar resgate automático, com depósito direto na conta. Já empresas e contas conjuntas ainda precisam solicitar manualmente.

"DISCURSO DE ÓDIO RACISTA" DE TRUMP

O “discurso de ódio racista” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de outros líderes políticos tem alimentado graves violações de direitos humanos, afirmou um órgão da ONU nesta quarta-feira (11). O Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação Racial (Cerd) demonstrou preocupação com o aumento desse tipo de discurso no país, marcado por linguagem depreciativa e estereótipos contra imigrantes, refugiados e solicitantes de asilo. Segundo o comitê, esses grupos têm sido retratados por autoridades, especialmente pelo presidente, como criminosos ou um fardo para a sociedade. A prática, alerta o relatório, incentiva a intolerância e pode estimular discriminação racial e crimes de ódio. O Cerd também criticou o uso sistemático de perfis raciais por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) na repressão a migrantes. Pessoas de origem hispânica, africana ou asiática estariam sendo alvo de abordagens e detenções arbitrárias. Desde janeiro de 2025, quando Trump voltou ao poder, ao menos 675 mil pessoas foram deportadas. O relatório ainda menciona operações de batidas e detenções em massa em Minnesota realizadas por agentes federais. A ação gerou indignação após a morte de dois cidadãos americanos e a detenção de uma criança de cinco anos. A ONU pede investigações independentes sobre as violações e critica o aumento de detidos em centros de imigração. O número de presos nesses locais subiu de cerca de 40 mil no fim de 2024 para 73 mil no início de 2026.

BOLÍVIA QUER MAIS INTEGRAÇÃO COM BRASIL

Desde 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel mataram o líder aiatolá Ali Khamenei, além de ferir o atual líder, Mojtaba Khamenei. Na sexta-feira, 6, Israel deflagrou novos ataques contra Teerã além de bombardear o Líbano. Por sua vez, o Irã, em retaliação, atingiu bases militares dos Estados Unidos, aeroportos e pontos turísticos nos Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Bahrein e Omã. 

Salvador, 11 de março de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


UCRÂNIA RECUPERA ÁREAS OCUPADAS PELA RÚSSIA

SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO

Escultura instalada em Washington retrata Trump e Epstein abraçados à la Titanic

  • Obra surge dias depois da divulgação de arquivos sobre adolescente que teria sido estuprada por Trump
  • Bandeiras ao lado do monumento exibem a mesma imagem do presidente ao lado do abusador condenado
  • SALVAR ARTIGOS

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WASHINGTON

Bandeiras azuis foram estiradas em frente ao Capitólio com a imagem do presidente Donald Trump ao lado do financista condenado por abuso sexual Jeffrey Epstein. A frase "Make America Safe Again" ("Faça a América Segura Novamente", um dos slogans de Trump) estampa as peças.

No centro da instalação, destaca-se a proa de um navio com dois bonecos que caricaturam Trump e Epstein na icônica cena do filme "Titanic", em que Jack e Rose se abraçam na ponta da embarcação. A obra é assinada pelo coletivo de anônimos "The Secret Handshake".

Estátua dourada de duas figuras humanas com braços estendidos, sobre base preta, em primeiro plano. Ao fundo, o edifício do Capitólio dos Estados Unidos sob céu azul claro. Pessoas e veículos aparecem na área entre a estátua e o Capitólio.
Monumento que simula Trump abraçando Epstein simulando a famosa cena de Titanic foi instalado em frente ao Capitólio, em Washington -  Isabella Menon/Folhapress

O monumento, intitulado "The King of The World" (o rei do mundo), surgiu nas ruas de Washington nesta terça-feira (10), dias após o Departamento de Justiça divulgar documentos do FBI com o relato de uma mulher que acusa o presidente dos Estados Unidos de tê-la estuprado na década de 1980. A Casa Branca nega as acusações.

Nesta terça, em meio à tarde de sol quando a reportagem esteve no local, pessoas que passavam por ali tirava fotos e riam da escultura —capital dos EUA, Washington é uma região predominantemente democrata, onde a candidata Kamala Harris venceu Trump por 92% dos votos.

As páginas em questão haviam sido retidas do extenso acervo de documentos relacionados a Epstein sob o argumento, depois reconhecido como equivocado pelas próprias autoridades, de que se tratavam de duplicatas.

Bandeira preta com fotos em azul de Mike Pence e outra pessoa, com selo oficial e texto "MAKE AMERICA SAFE AGAIN". Pessoas e árvores ao fundo em área externa sob céu azul.
Em bandeiras espalhadas ao longo do National Mall, imagens de Trump e Epstein aparecem reiteradamente -  Isabella Menon/Folhapress

A instalação também ironiza as omissões feitas pelo Departamento de Justiça ao tornar público o material. Nas bandeiras, lê-se "Departamento dos [seguido de uma tarja branca]" — referência direta às supressões nos arquivos divulgados. A pasta foi alvo de críticas tanto pela demora na liberação dos documentos quanto pela falta de transparência: parte do conteúdo foi publicada com trechos extensamente censurados.

Em uma placa ao lado da proa, a descrição da obra —em mais uma camada irônica— afirma que o monumento busca homenagear "o vínculo entre Jeffrey Epstein e Donald Trump, uma amizade aparentemente construída em torno de viagens luxuosas, festas extravagantes e esboços secretos de nus".

A menção aos esboços faz referência a um dos documentos liberados, no qual Trump teria enviado a Epstein uma carta com tom sugestivo acompanhada do desenho de uma mulher nua. O presidente negou qualquer relação com o documento após sua divulgação.

Esta não é a primeira vez que obras do grupo "The Secret Handshake" são exibidas pelas ruas de Washington em tom crítico a relação a Epstein. Na semana passada, segundo o jornal Washington Post, outra obrada denominada "Jeffrey Epstein Walk of Shame" foi instalada também na Farragut Square, também na capital americana.

A obra emulava a calçada da fama com nomes de políticos, bilionários e outras pessoas ligadas ao abusador, morto na prisão em 2019. Além desta, em setembro do ano passado, também em frente ao Capitólio, uma outra escultura mostrava Epstein e Trump de mãos dadas com a legenda: "Best Friends Forever" (melhores amigos para sempre).