FOTO RETOCADA
Trump publicou uma foto ao lado de Xi Jinping que aparenta ter sido retocada com inteligência artificial. Especialistas consultados pela AFP identificaram alterações em detalhes da imagem. Na foto, Trump aparece com gravata azul e apenas uma luva preta. Imagens e vídeos ao vivo, porém, mostram gravata listrada e as duas mãos enluvadas. Uma mulher ao fundo também aparece com sapatos diferentes. Além disso, uma marca vermelha no avião chinês desapareceu da fotografia. A Casa Branca não respondeu imediatamente aos questionamentos da AFP. A imagem foi feita em uma pista militar de Maryland, perto de Washington. O registro original mostrava Trump fazendo uma careta após a passagem de um avião. Essa expressão, que viralizou nas redes sociais, não aparece na foto publicada. Trump costuma divulgar imagens produzidas ou modificadas por inteligência artificial. Para especialistas, alterações desse tipo podem transformar uma fotografia em propaganda.
O primeiro-ministro do Egito, Mostafa Madbouly, defendeu ontem, 25, na ONU, a consolidação do cessar-fogo em Gaza. Segundo ele, isso deve incluir o fim das violações israelenses e a retirada das forças de Israel. Madbouly também pediu a entrada segura e contínua de ajuda humanitária na região. O premiê reafirmou a rejeição do Cairo a qualquer deslocamento de palestinos de Gaza ou da Cisjordânia. Ele defendeu a criação de um Estado palestino com base nas fronteiras de 1967. Jerusalém Oriental, segundo a proposta, seria a capital do futuro Estado. Madbouly afirmou que a segurança regional deve respeitar a soberania dos países e destacou a importância da integridade territorial das nações do Oriente Médio. O primeiro-ministro criticou o apoio externo a milícias e movimentos separatistas. Para ele, conflitos internos não devem ser utilizados para ampliar disputas entre potências. Madbouly defendeu o fortalecimento das instituições nacionais e soluções políticas.
Segundo o premiê, a estabilidade regional depende de cooperação, e não de intervenções externas.
A Rússia anunciou os resultados finais das eleições legislativas realizadas entre 18 e 20 de setembro. O partido Rússia Unida, do presidente Vladimir Putin, conquistou 349 das 450 cadeiras da Duma. O resultado é o melhor da legenda desde a chegada de Putin ao poder, superando as 343 cadeiras de 2016. As eleições também ocorreram em territórios ucranianos controlados e anexados pela Rússia. Partidos favoráveis a Putin e à continuidade da guerra participaram do pleito, mas o partido Yabloko, contrário à guerra, foi excluído da disputa. A Novaya Gazeta Europa relatou denúncias de fraudes e irregularidades durante a votação. Entre os problemas citados estão pressão sobre eleitores, falhas nas cédulas e na apuração. Também foram registradas restrições ao trabalho de observadores eleitorais. O Partido Comunista ficou com 37 cadeiras, enquanto o LDPR conquistou 23. Novo Povo obteve 19 cadeiras, Rússia Justa 17 e Rodina apenas uma. Quatro cadeiras serão ocupadas por deputados independentes.
PARLAMENTARES AMERICANOS APONTAM INTERFERÊNCIA NO BRASIL
Parlamentares e senadores dos Estados Unidos enviaram carta a Marco Rubio. O documento manifesta preocupação com uma suposta interferência na democracia brasileira. Os autores afirmam que ações do governo Trump podem desestabilizar instituições do Brasil. Entre os signatários estão Bernie Sanders, Pramila Jayapal e Alexandria Ocasio-Cortez. Eles citam medidas adotadas pelos Estados Unidos desde 2025. A carta menciona tarifas e sanções aplicadas durante o julgamento de Jair Bolsonaro. Segundo os parlamentares, medidas econômicas teriam pressionado o Supremo Tribunal Federal, assim como a investigação comercial baseada na Seção 301. A iniciativa resultou em tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros. O grupo questiona ainda a atuação do assessor Darren Beattie em assuntos sobre o Brasil. A carta também aborda a aproximação entre Trump e Flávio Bolsonaro. Os parlamentares relacionam a reunião entre ambos à classificação do PCC e do CV como grupos terroristas.
A Casa Branca impediu a CNN de acompanhar Donald Trump a bordo do Air Force One. A restrição ocorreu durante uma viagem prevista para Knoxville, no Tennessee. A decisão ameaça o sistema rotativo de emissoras que acompanha o presidente. O sistema havia sido retomado na sexta-feira (25), segundo o Washington Post. CNN, MS NOW e Politico tinham sido proibidos de acessar a Casa Branca. Um juiz federal restabeleceu temporariamente o acesso dos três veículos na quinta-feira (24). O pool de televisão reúne CNN, ABC, CBS, NBC e Fox News. As emissoras haviam interrompido a cobertura após a proibição contra a CNN. Na sexta, o sistema voltou a funcionar durante os compromissos de Trump. A CBS ficou responsável pela cobertura em vídeo do encontro com Xi Jinping. A CNN foi designada para cobrir uma atividade no Arquivo Nacional. CNN e Casa Branca não comentaram imediatamente a decisão.
Salvador, 26 de outubro de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados