O Centro Presidencial Obama, que será inaugurado em Chicago, vai além do modelo tradicional de biblioteca presidencial. Além de réplicas históricas e exposições sobre a trajetória de Barack Obama, o espaço dará destaque a 30 obras de arte originais encomendadas pelo ex-presidente e por Michelle Obama. O projeto, avaliado em US$ 850 milhões e financiado por recursos privados, reflete o compromisso do casal com as artes. Durante seus mandatos, eles valorizaram artistas como Alma Thomas, Kehinde Wiley e Amy Sherald. Segundo Obama, a intenção era criar uma instituição cultural voltada para a comunidade de Chicago e do South Side, com a arte ocupando papel central na reflexão sobre passado, presente e futuro. Projetado pelo escritório Tod Williams and Billie Tsien Architects, o complexo foi concebido como um campus comunitário. Além do edifício principal, inclui biblioteca pública, quadra de basquete, cozinha-escola, parquinho, jardins e uma colina para lazer. Diferentemente das bibliotecas presidenciais tradicionais, o centro será administrado pela Fundação Obama, e não pelo Arquivo Nacional dos EUA. Obama argumenta que a digitalização dos documentos presidenciais amplia o acesso público.
O programa artístico foi desenvolvido com apoio de curadores e reúne nomes como Njideka Akunyili Crosby, Rashid Johnson, Martin Puryear, Nick Cave, Marie Watt, Idris Khan, Alison Saar e Aliza Nisenbaum. As obras estão espalhadas por todo o campus, incluindo murais, esculturas, instalações e retratos. Para especialistas, a forte presença da arte representa uma abordagem inédita para contar a história de uma presidência. Historiadores destacam que o projeto reflete o interesse de Obama pela cultura contemporânea e busca aproximar o público não apenas do ex-presidente, mas também dos valores e experiências que marcaram sua trajetória.

