A guerra também expôs a capacidade iraniana de restringir a navegação pelo estreito de Hormuz, por onde passava cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. EUA e Irã anunciaram dois acordos de cessar-fogo, em abril e junho, mas ambos fracassaram rapidamente. O Irã enfrenta sanções econômicas americanas há quase 50 anos, desde a Revolução Islâmica de 1979. Teerã classificou as novas medidas de Washington como “terrorismo econômico”. Bessent afirmou que haverá um “golpe duplo”, com bloqueio aos portos iranianos e as sanções que considera as mais severas da história. Segundo ele, a estratégia poderá evitar uma nova grande ofensiva militar e pressionar pela queda do regime. Trump enfrenta pressão interna para encerrar a guerra, enquanto os preços elevados dos combustíveis prejudicam sua popularidade. A situação também pode afetar o controle republicano do Congresso nas eleições de meio de mandato, em novembro. A China compra mais de 80% do petróleo iraniano transportado por navios, segundo dados de 2025 da Kpler. Pequim afirmou que sanções e pressão não ajudam a resolver o problema e defendeu negociações políticas e diplomáticas. As ofertas de petróleo iraniano aos compradores chineses diminuíram, enquanto os preços subiram após o bloqueio americano aos portos de Teerã.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2026
IRÃ PROMETE REAÇÃO ÀS AMEAÇAS DOS EUA COMO"ESMAGADORA, PUNITIVA E DEVASTADORA"
O Irã afirmou hoje, 21, que sua resposta a novas ameaças dos Estados Unidos seria “devastadora”, após Washington anunciar sanções financeiras que pretende usar para pressionar e derrubar o regime iraniano. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que os detalhes do novo pacote de medidas serão apresentados na segunda-feira (24). O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Ali Abdollahi, classificou a possível reação como “esmagadora, punitiva e devastadora”. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que os EUA perceberam que não conseguiriam vencer um confronto militar direto com o Irã. O presidente Masoud Pezeshkian defendeu o fim do conflito, dizendo que Teerã estaria em posição de força e que o mundo reconheceria sua vitória. Segundo ele, os ataques americanos teriam atingido escolas, hospitais e infraestrutura. Enquanto isso, os preços do petróleo permaneciam estáveis nesta sexta, mas caminhavam para a segunda alta semanal, diante das preocupações com as exportações do Golfo. Na quinta-feira, o petróleo atingiu o maior nível em mais de três semanas após a ameaça de novas sanções americanas. O conflito interrompeu a circulação de milhões de barris de petróleo do Oriente Médio e afetou os mercados internacionais.
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