A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou pela segunda vez um pedido de Donald Trump para revisar a condenação cível de US$ 5 milhões contra ele. Em 2023, um júri concluiu que Trump abusou sexualmente da escritora E. Jean Carroll e a difamou. A decisão anunciada na segunda-feira (17) não apresentou justificativas dos magistrados nem registrou votos divergentes. Trump já havia pago os US$ 5 milhões a Carroll em julho, após a primeira rejeição do recurso pela Corte. O novo pedido de reconsideração também foi recusado pelos ministros. Separadamente, Trump tenta derrubar outra indenização, de US$ 83,3 milhões, determinada em 2024 por difamação contra Carroll. A Suprema Corte deverá decidir somente após setembro se aceitará analisar esse segundo caso. Os sucessivos recursos representam novos reveses para Trump na tentativa de contestar as acusações e as indenizações. Em nota, seus advogados classificaram o processo como uma “caça às bruxas” e uma ação política financiada por democratas. A defesa afirmou ainda que Trump continuará contestando o que considera um aparelhamento da Justiça. A advogada de Carroll, Roberta Kaplan, comemorou a decisão da Suprema Corte. Segundo ela, o veredicto do júri de que Trump agrediu sexualmente e difamou Carroll tornou-se definitivo.
O caso dos US$ 5 milhões teve origem no julgamento realizado em maio de 2023, em Nova York. O júri considerou comprovado que Trump abusou sexualmente de Carroll em um provador de loja de departamentos nos anos 1990. Também concluiu que Trump a difamou ao publicar nas redes sociais que suas acusações eram uma fraude e uma mentira. Trump sempre negou as acusações feitas pela escritora. Após a condenação, ele recorreu ao Tribunal de Apelações do 2º Circuito dos Estados Unidos. A defesa alegou, entre outros pontos, que o juiz Lewis A. Kaplan havia permitido provas indevidas no julgamento. Em dezembro de 2024, três juízes do tribunal de apelações mantiveram a condenação. Os magistrados concluíram que Trump não demonstrou que as provas utilizadas haviam comprometido seu direito a um julgamento justo. Trump então recorreu à Suprema Corte, pedindo uma nova análise do processo. A Corte, porém, recusou novamente o pedido. Com isso, permanece válida a condenação de US$ 5 milhões relacionada ao caso de 2023.
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