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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

PROFISSIONAIS DA SAÚDE SÃO AGREDIDOS NOS ATENDIMENTOS


Sete em cada dez profissionais de enfermagem de São Paulo sofreram violência no trabalho no último ano. 
Pesquisa do Coren-SP com 4.402 profissionais aponta 72,6% de vítimas de agressões. A enfermeira Vanessa Scarcella foi agredida por um paciente e, depois, por um colega. O enfermeiro Wagner Batista também levou um soco e foi ameaçado com uma arma em uma UPA de Guarulhos. A longa espera é apontada como principal causa das agressões, por 63,9% das vítimas. Estrutura precária e insatisfação com o atendimento aparecem em seguida. Pacientes, familiares e acompanhantes são os principais agressores. A violência verbal é a mais comum, atingindo 89,2% dos profissionais. Depois aparecem violência psicológica, com 73,8%, e física, com 19,2%. Os serviços públicos concentram 71,6% dos casos, contra 36,9% na rede privada. Também foram relatados episódios de violência de gênero, sexual e discriminação. Apenas 27,7% dos profissionais dizem receber apoio após as agressões. Somente 30,1% das vítimas registraram denúncia.

Entre os que denunciaram, 65,2% afirmam que não houve qualquer desfecho. Somente 5,7% disseram que o agressor foi punido. O problema foi debatido na Câmara Municipal de São Paulo. Projeto em tramitação prevê medidas de prevenção, segurança e acolhimento às vítimas. Entre elas estão botões de pânico, controle de acesso e atendimento psicológico. O Senado também aprovou aumento de penas para crimes contra profissionais da saúde. A proposta, alterada, ainda será analisada pela Câmara. Para o Coren-SP, filas, precariedade e falta de profissionais contribuem para a violência. As agressões também provocam afastamentos e agravam a falta de trabalhadores. O conselho mantém canais de denúncia e oferece apoio às vítimas. A entidade defende protocolos de segurança e melhores condições de trabalho. 

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