Natalie Harp, de 35 anos, é uma das assessoras mais próximas do presidente Donald Trump na Casa Branca. Ela o acompanha em viagens, reuniões e até no helicóptero presidencial Marine One. Também troca mensagens com líderes mundiais em nome do presidente e participa da elaboração de posts. A assessora ganhou destaque após acompanhar Trump em uma operação secreta para retirá-lo da Turquia e esteve entre as poucas pessoas que entraram em um contêiner usado para transportar refeições no avião presidencial. O episódio aumentou a atenção sobre a influência de Harp junto ao presidente. O senador democrata Jon Ossoff criticou a relação e afirmou que Trump prefere viajar com a assessora a trabalhar. A declaração provocou forte reação de aliados, parlamentares e influenciadores trumpistas. Harp é considerada uma das principais guardiãs do acesso ao presidente. Seu apelido é “a impressora humana”, porque costuma acompanhá-lo com uma impressora portátil. Ela também leva a Trump informações encontradas nas redes sociais e conteúdos favoráveis às suas opiniões. Segundo relatos, a assessora demonstra grande lealdade ao presidente e raramente se afasta dele. Trump já teria dito que Harp é uma das poucas pessoas que o amam tanto quanto sua família. Ela recebe salário anual de US$ 150 mil, pago pelos contribuintes americanos. O cargo de Harp é de assistente especial e assistente executiva do presidente.
Alguns colegas, porém, consideram exageradas certas demonstrações de devoção da assessora.
Vídeos mostram Harp correndo para acompanhar o carrinho de golfe de Trump durante uma visita à Escócia. Em uma carta ao presidente, ela chegou a pedir desculpas por ter causado constrangimento durante a viagem. No documento, afirmou que havia passado dias quase sem comer e dormindo apenas algumas horas. Nascida na Califórnia, Harp desenvolveu desde jovem forte interesse por presidentes americanos. Seu irmão afirmou que ela costumava escrever cartas para presidentes, incluindo George W. Bush. A ligação com Trump se aprofundou após ela enfrentar um câncer ósseo. Harp atribui ao presidente a possibilidade de ter acesso a tratamentos experimentais. Em 2019, ela contou sua história na Fox News e chamou a atenção de Trump. Ele a convidou para discursar na Convenção Nacional Republicana de 2020. Nos anos seguintes, Harp passou a defender publicamente as posições e alegações de Trump. Em 2022, ingressou oficialmente em sua equipe. Durante a campanha presidencial de 2024, apareceu em um documentário sobre a rotina de Trump. Harp afirma que Trump foi seu primeiro contato com a política e que passou a admirá-lo durante sua doença. Hoje, sua proximidade com o presidente tornou-se símbolo da maneira pessoal e direta como Trump exerce o poder.
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