Benny Johnson, podcaster de direita, viu suas visualizações no YouTube caírem após o pico da campanha de Trump em 2024. O alcance no X também diminuiu, enquanto sua defesa de Trump passou a desagradar parte dos republicanos. Outros influenciadores conservadores, como Dan Bongino e Megyn Kelly, enfrentam dificuldades semelhantes. Dados analisados pelo New York Times apontam queda na audiência de vários aliados de Trump. Alguns influenciadores que passaram a criticar o presidente, porém, registraram crescimento. A mudança pode dificultar a mobilização republicana para as eleições de meio de mandato. Especialistas atribuem a queda à menor capacidade de provocar indignação política e às mudanças nos algoritmos. Uma nova geração de criadores também disputa o público ao misturar política com outros assuntos. Após a morte de Charlie Kirk, uma ruptura entre influenciadores de direita fragmentou parte das audiências. A divisão entre pró-Trump e críticos do presidente aumentou depois do início da guerra com o Irã.
Ben Shapiro perdeu cerca de 60 mil inscritos no YouTube entre abril e junho. Suas visualizações semanais caíram de 27 milhões, em 2024, para cerca de 4 milhões neste ano. Dan Bongino também viu sua audiência ficar em aproximadamente metade do pico registrado em 2024. Já Nicholas Fuentes chegou a alcançar 8 milhões de visualizações semanais, contra 1 milhão em 2024. Alguns criadores afirmam compensar as perdas no YouTube e X com ganhos no TikTok, Instagram e Rumble. O cenário revela maior fragmentação da mídia política de direita e mudanças no comportamento do público conservador.
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