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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

GOVERNO TARCÍSIO ENCERRA MANDATO COM PIORRA NAS CONTAS DO ESTADO


O governador Tarcísio de Freitas encerra o mandato com piora gradual nas contas de São Paulo. 
O estado passou de superávit para déficit orçamentário durante sua gestão. Em 2025, o déficit chegou a R$ 12,2 bilhões, o pior resultado desde 1995. Para 2026, a projeção oficial indica déficit superior a R$ 9 bilhões. Em 2022, último ano do governo Rodrigo Garcia, havia superávit de R$ 9 bilhões. Entre 2019 e 2022, São Paulo teve superávit médio anual de R$ 5,6 bilhões. De 2023 a 2025, porém, registrou déficit médio de R$ 1,8 bilhão por ano. Especialistas atribuem a deterioração a renúncias fiscais e aumento de despesas. Entre os gastos pressionados estão os da Previdência estadual. O déficit previdenciário cresceu R$ 13 bilhões entre 2023 e 2025. Em 2025, chegou a R$ 36,8 bilhões, com despesas de R$ 58,1 bilhões. Tarcísio defendeu uma reforma da Previdência, mas não avançou com a proposta. O governo ressalta que o resultado primário continua positivo. O superávit primário acumulado de 2019 a 2022 foi de R$ 133,4 bilhões. Para os quatro anos de Tarcísio, a previsão é de R$ 40,81 bilhões. O saldo líquido de caixa também caiu durante a atual gestão. Passou de R$ 19,5 bilhões em 2022 para R$ 5 bilhões em 2025. O governo contesta esse cálculo e inclui recursos vinculados no valor disponível. Por esse critério, São Paulo teria encerrado 2025 com R$ 29,4 bilhões em caixa. A dívida líquida em relação à receita corrente líquida ficou em 124,23%. O limite legal é de 200%, indicando situação ainda distante de uma crise fiscal.

A renegociação da dívida com a União também deve gerar economia ao estado. O governo prevê investimentos de R$ 17 bilhões em 2026. Considerando inversões financeiras, os investimentos do quadriênio chegariam a R$ 110,7 bilhões. O Tribunal de Contas apontou redução do esforço fiscal durante o governo. A meta de resultado primário de 2025 caiu de R$ 15,03 bilhões para R$ 5,7 bilhões. O TCE também alertou para o aumento das renúncias fiscais. Os benefícios tributários podem chegar a R$ 83 bilhões em 2026. Especialistas afirmam que a dependência das receitas representa risco para os próximos anos. Apesar das dificuldades, São Paulo ainda mantém bons fundamentos e resultados primários positivos. 

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