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domingo, 9 de agosto de 2026

PARTIDOS PAGARAM À UNIÃO R$ 341 MILHÕES POR MULTAS E IRREGULARIDADES


Partidos políticos pagaram R$ 341 milhões à União nos últimos cinco anos por multas e irregularidades eleitorais. 
O valor representa cerca de 5% dos R$ 6,6 bilhões recebidos pelo fundo partidário no período. Além disso, o fundo eleitoral distribuirá R$ 4,96 bilhões às legendas neste ano. As punições envolvem despesas não comprovadas, contratações indevidas e propaganda antecipada. As multas são descontadas dos repasses do próprio fundo partidário e enviadas ao Tesouro Nacional. Em 2023, os partidos pagaram R$ 117 milhões, maior valor registrado nos últimos anos. Os pagamentos diminuíram após uma anistia aprovada pelo Congresso em agosto de 2024. Em julho, 90 processos atingiram 18 dos 19 partidos com acesso ao fundo. O PP liderou os pagamentos neste ano, com R$ 8,9 milhões desembolsados até julho. O principal débito da sigla envolveu a omissão de despesas nas eleições de 2016. O PL recolheu R$ 4,6 milhões por irregularidades em contas de 2011 e gastos no Piauí em 2020. O PT devolveu R$ 2,5 milhões por pendências em despesas de 2009 relacionadas ao mensalão.
Em Cachoeira do Sul (RS), contas do PP foram rejeitadas após saques e recibos considerados inidôneos. A Justiça apontou indícios de ilícitos penais e encaminhou o caso ao Ministério Público Eleitoral. O Podemos também enfrentou irregularidades após uma comissão municipal receber R$ 536,8 mil em 2019. Os recursos foram repassados a terceiros sem prestação de contas, segundo a sentença judicial. Especialistas apontam dificuldades de fiscalização diante do grande volume de recursos movimentados. O TSE informou ter 30 servidores para analisar as contas e 144 processos em aberto. Projeto aprovado pela Câmara prevê mudanças e aprovação automática das contas se não houver análise em um ano. A Transparência Internacional criticou a proposta e alertou para o risco de enfraquecimento da fiscalização. 

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