SERVIÇO DE IMIGRAÇÃO, NOS EUA, PRENDEU QUASE 50 MIL PESSOAS
O ICE, Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, prendeu quase 50 mil pessoas em julho. Foram 49.571 detenções, o maior número mensal do segundo mandato de Donald Trump. O total representa alta de 15% em relação a junho e de 70% ante fevereiro. Em janeiro de 2025, quando Trump assumiu, eram cerca de 10 mil detenções mensais. Desde então, as prisões de imigrantes quase quadruplicaram. O governo destinou bilhões de dólares ao setor e contratou mais de 12 mil novos agentes. Também flexibilizou restrições sobre os poderes de atuação do ICE. O aumento reflete o avanço da política de deportações em massa promovida pela Casa Branca. A estratégia provocou protestos e indignação em diversas cidades americanas. Em Minnesota, a morte de dois cidadãos americanos durante operações gerou forte reação democrata. Após uma queda de 20% nas detenções, os números voltaram a crescer em junho e julho. Texas e Flórida responderam por quase 20 mil detenções, apoiando a agenda migratória de Trump.
A China condenou o artista Gao Zhen, de 70 anos, a três anos de prisão por satirizar o ex-líder Mao Tsé-Tung. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (25) por uma organização de defesa dos direitos humanos. Gao e seu irmão ficaram conhecidos por obras sobre temas políticos sensíveis da história chinesa. Entre elas estão esculturas que criticam Mao e abordam a Revolução Cultural e Tiananmen. Uma das obras mostra Mao ajoelhado e é intitulada “A Culpa de Mao”. Outra, “Execução de Cristo”, retrata estátuas de Mao apontando fuzis para Jesus. Gao, que vive nos Estados Unidos desde 2022, foi preso durante visita à China em agosto de 2024. Ele foi acusado de atacar a reputação e a honra de heróis e mártires nacionais.
O tribunal de Sanhe, na província de Hebei, aplicou a pena máxima prevista para o crime. Segundo a Anistia Internacional, uma lei de 2021 foi usada para atingir obras antigas, de 2005 a 2009. A entidade criticou a condenação e afirmou que ela busca intimidar manifestações artísticas independentes. Gao pretende recorrer da sentença, que deverá ser cumprida até agosto de 2027.
Uma juíza determinou que o jornal The Washington Post recontrate a colunista Karen Attiah, demitida em setembro do ano passado. A decisão também obriga o jornal a pagar os salários retroativos da jornalista. Segundo a juíza Sarah Miller Espinosa, não houve justa causa suficiente para a demissão. Ela concluiu que o jornal violou o acordo trabalhista firmado com Attiah. A jornalista havia publicado comentários nas redes sociais sobre o assassinato de Charlie Kirk. Attiah afirmou que suas manifestações faziam parte de seu trabalho como colunista de opinião. O Washington Post alegou que as publicações prejudicaram a integridade do jornal e violaram normas internas. Os comentários foram feitos no Bluesky no dia em que Kirk foi baleado. Na decisão, a juíza afirmou que o jornal não comprovou falta grave cometida pela jornalista. Attiah comemorou a decisão e disse esperar que ela fortaleça a liberdade de expressão na imprensa. O Washington Post informou que respeita o processo, mas não fez outros comentários. A disputa ocorre em meio a mudanças na seção de opinião do jornal, sob a direção do proprietário Jeff Bezos.
TJBA ENCERRA CONTRATO COM O BRB
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) pediu o encerramento do contrato com o Banco de Brasília (BRB) a partir de 28 de agosto. A direção do BRB solicitou a prorrogação do acordo até a recomposição patrimonial. Depois, deverá ser definido um cronograma para a migração dos serviços, caso o banco não permaneça com a operação. Segundo o TJBA, a mudança faz parte do projeto Depósito Seguro. A iniciativa busca modernizar a gestão dos recursos depositados em processos judiciais. Também pretende ampliar o controle sobre sistemas e dados das movimentações. A partir de 28 de agosto, novos depósitos e bloqueios judiciais serão direcionados à Caixa Econômica Federal. A mudança também abrangerá bloqueios realizados pelo sistema Sisbajud. Os valores que já estão depositados no BRB não serão transferidos imediatamente. Esses recursos continuarão disponíveis para movimentações previstas, incluindo o cumprimento de alvarás. A migração ocorrerá de forma gradual, conforme cronograma técnico a ser divulgado pelo TJBA. O objetivo é garantir a continuidade dos serviços e evitar impactos para magistrados, advogados e partes dos processos.
CIDADE DE GOIÁS VIVE BOA FASE ECONÔMICA
Minaçu, em Goiás, vive uma nova fase econômica após décadas de dependência da mineração de amianto, atividade associada a doenças fatais. Hoje, a cidade é centro de uma corrida global pelas terras raras, minerais essenciais para eletrônicos, energia limpa e defesa. A Serra Verde afirma operar uma das poucas minas fora da Ásia capazes de produzir terras raras pesadas em escala. O projeto recebeu mais de US$ 1 bilhão em investimentos e conta com apoio financeiro do governo dos Estados Unidos. A empresa foi adquirida pela americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões. Também obteve mais de US$ 500 milhões em empréstimos de uma instituição pública americana. A mina possui disprósio e térbio, usados em ímãs de alta potência para mísseis, carros elétricos e turbinas eólicas. O Brasil tem as segundas maiores reservas mundiais de terras raras, atrás apenas da China. A expectativa é que Minaçu produza 6.400 toneladas de óxidos por ano, ainda uma pequena parcela da produção mundial. O presidente Lula defende que o Brasil processe os minerais e produza itens de maior valor agregado, fortalecendo a soberania nacional. Moradores comemoram a recuperação econômica, mas há reclamações sobre possíveis impactos ambientais e dificuldades para conseguir empregos. Mesmo com obstáculos financeiros, burocráticos e ambientais, autoridades apostam que o Brasil se tornará um importante fornecedor mundial de terras raras.
Salvador, 25 de agosto de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
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