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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

CEIA ATUA NO AGRONEGÓCIO, SAÚDE, EDUCAÇÃO, ENERGIA E INDÚSTRIA


O Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia), da UFG, receberá R$ 78 milhões até 2031. 
Desse total, R$ 40 milhões serão usados na construção de um AI Data Center. Também será criado um laboratório para desenvolvimento de veículos autônomos. Criado em 2019, o Ceia já captou mais de R$ 500 milhões em projetos e parcerias. A instituição reúne mais de mil pesquisadores e já executou mais de 300 projetos. Suas soluções foram contratadas por 94 empresas e alcançaram mais de 152 milhões de brasileiros. A expansão ocorre diante do crescimento dos investimentos em infraestrutura de IA no Brasil. Para a diretora-executiva Telma Woerle de Lima Soares, o país deve aproveitar esse movimento. Ela defende que o Brasil desenvolva tecnologia própria, evitando tornar-se apenas fornecedor de commodities. Segundo a pesquisadora, data centers precisam vir acompanhados de formação profissional. Também devem promover transferência de tecnologia e produção de soluções nacionais. Para ela, a verdadeira manufatura dos data centers é a própria tecnologia desenvolvida. O Ceia atua em áreas como agronegócio, saúde, educação, energia e indústria.
Também desenvolve projetos de mobilidade e serviços digitais. Uma plataforma de licitações automatiza a identificação e o acompanhamento de editais públicos.

Em 2024, o sistema processou cerca de 1,3 bilhão de editais. A tecnologia reduziu em 60% o tempo operacional e em 27% a necessidade de equipes. Na mobilidade, o centro desenvolve tecnologias para veículos autônomos adaptados ao Brasil. Na saúde, utiliza IA para identificar anomalias em exames de vídeo. A ferramenta também auxilia na detecção precoce de doenças colorretais. Outra tecnologia estima custos de reparos de veículos a partir de imagens. A iniciativa recebeu o Prêmio Embrapii de tecnologia mais inovadora da indústria brasileira. Em vez de criar grandes modelos próprios, o Ceia prioriza modelos de código aberto. Entre eles estão LLaMA, DeepSeek e Mistral, escolhidos conforme cada aplicação. Segundo Telma, treinar um modelo próprio de grande escala exigiria investimentos bilionários. A infraestrutura necessária ainda não seria viável no curto prazo. A procura por projetos de IA aumentou com o avanço da inteligência artificial generativa. Empresas, porém, enfrentam dificuldades para organizar e preparar seus próprios dados. O Ceia mantém infraestrutura de armazenamento e adota medidas de segurança e conformidade com a LGPD. Para Telma, soluções adaptadas à realidade brasileira também podem ampliar a atuação tecnológica do país no exterior. 

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