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sábado, 29 de agosto de 2026

GUERRA ENTRE EUA, ISRAEL E IRÃ REFLETIU NO PETRÓLEO E NO TRANSPORTE


Após seis meses de guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, os mercados ainda sentem os efeitos do conflito. 
O petróleo subiu, os combustíveis ficaram mais caros e o transporte marítimo no Oriente Médio foi afetado. No início da guerra, o preço do petróleo disparou, os juros subiram e as ações caíram. A gasolina nos EUA chegou a ficar 34% mais cara em apenas uma semana. Atualmente, o petróleo está em cerca de US$ 89 por barril, 23% acima do período anterior à guerra. A economia mundial, porém, conseguiu se adaptar à redução do fornecimento de energia do golfo Pérsico. Países dependentes do petróleo do Oriente Médio reduziram o consumo e utilizaram reservas estratégicas. Produtores das Américas também aumentaram a extração de petróleo. A China, maior importadora mundial, reduziu drasticamente suas compras. A principal preocupação agora é a menor capacidade mundial de refino, especialmente de diesel. Nos EUA, a gasolina comum custa, em média, US$ 4,09 por galão, alta de 38% desde o início do conflito. Na Califórnia, o preço chega a US$ 5,65, contra US$ 3,63 no Texas. O diesel subiu ainda mais e alcançou US$ 5,61 por galão, quase 50% acima do período pré-guerra. O combustível é essencial para caminhões, trens e máquinas pesadas, pressionando os custos das empresas e a inflação. A redução das refinarias no Oriente Médio e na Rússia agravou a situação. O estreito de Hormuz, por onde passava um quinto do petróleo mundial, continua praticamente paralisado.

Antes da guerra, mais de cem navios atravessavam diariamente a passagem entre Irã e Omã.
Agora, cerca de uma dúzia de embarcações por dia consegue fazer a travessia. Ataques a navios já deixaram pelo menos 19 marinheiros mortos desde o início do conflito. A insegurança levou empresas marítimas a buscar rotas alternativas, mais longas e caras. A Arábia Saudita passou a exportar mais petróleo pelo mar Vermelho. O Irã e Omã discutem um plano para administrar o tráfego pelo estreito. No mercado acionário, o cenário foi diferente do esperado após o choque inicial. O S&P 500 caiu no primeiro mês, mas depois se recuperou e acumula alta de 13% desde o começo da guerra. Investidores passaram a concentrar a atenção nos resultados das empresas de inteligência artificial. A Nvidia, por exemplo, mais que dobrou sua receita trimestral, chegando perto de US$ 100 bilhões. O desempenho das empresas de tecnologia ajudou a proteger o mercado acionário das tensões geopolíticas. Já o mercado de títulos demonstra maior preocupação com inflação, dívida pública e instabilidade internacional. O rendimento dos títulos do Tesouro americano de dez anos subiu de cerca de 4% para quase 4,7%. Para analistas, os juros devem permanecer elevados por mais tempo, aumentando os custos de financiamento e pressionando os lucros das empresas. 

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