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domingo, 23 de agosto de 2026

DRONES UCRANIANOS MATAM RUSSOS


Drones ucranianos mataram pelo menos 10 civis na Rússia entre a noite de sexta-feira (21) e a madrugada de sábado (22), segundo autoridades regionais. 
Em Samara, uma idosa morreu e várias pessoas ficaram feridas após ataques contra um armazém de varejista Ozon e uma instalação industrial. Segundo as Forças Armadas da Ucrânia, o alvo industrial foi a refinaria de Novokuibyshevsk. Foi o primeiro ataque contra a Ozon, após semanas de ofensivas contra a concorrente Wildberries. A Ucrânia afirma que os ataques fazem parte de uma campanha contra a infraestrutura econômica que sustenta a guerra russa. Em Yeysk, no sul da Rússia, duas crianças morreram e dois adultos ficaram feridos. Em Belgorod, duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas. Na região de Bryansk, quatro pessoas ficaram feridas. Em Luhansk, sob controle russo, dois civis, incluindo um adolescente de 16 anos, morreram. Outras nove pessoas ficaram feridas, segundo autoridades locais. O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido 457 drones ucranianos durante a noite. O presidente Vladimir Putin condenou os ataques e acusou Kiev de abrir uma “caixa de Pandora” para retaliações russas.

Nos dois dias anteriores, a Ucrânia havia denunciado ataques russos contra seu território. Na sexta-feira, drones russos atingiram um shopping em Kryvyi Rih, deixando 15 mortos e quase 100 feridos. Outro ataque, em Tokarivka, matou quatro pessoas, três delas crianças. O presidente Volodymyr Zelensky classificou o bombardeio como “cínico e desprezível”. Na quinta-feira, um ataque russo em larga escala contra Kiev matou 15 pessoas. A ofensiva atingiu uma escola, um hospital infantil, uma creche e ao menos 30 edifícios. Zelensky afirmou que a Rússia utilizou diferentes tipos de mísseis e 168 drones. Ele voltou a pedir aos aliados sistemas de defesa antiaérea Patriot. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o fornecimento de defesa antibalística é prioridade. O Kremlin, por sua vez, afirmou não ter informações sobre uma possível visita de negociadores americanos a Moscou. As negociações ocorrem enquanto Rússia e Ucrânia intensificam os ataques. 

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