A inteligência artificial (IA) já desperta interesse dos consumidores brasileiros na escolha de veículos, mas a confiança na tecnologia ainda é limitada quando se trata de direção autônoma.
Pesquisa da Webmotors Autoinsights, realizada em agosto com 1,6 mil brasileiros, mostra que 51% têm interesse em carros com recursos de IA. Desse total, 22% se dizem muito interessados e 29%, interessados. Apesar disso, apenas 12% confiam na tecnologia para conduzir o veículo de forma totalmente autônoma, sem motorista. Os dados indicam que o consumidor vê a IA mais como ferramenta de apoio do que como substituta do condutor. Cerca de 60% confiariam na tecnologia para tarefas como sugestões de rotas e ajustes de conforto. Outros 37% aceitariam seu uso em sistemas de segurança, como frenagem automática e alertas de colisão. Entre as aplicações mais valorizadas estão os recursos de proteção e manutenção. Alertas de segurança para evitar acidentes foram citados por 45% dos entrevistados. O diagnóstico preventivo de problemas mecânicos aparece em seguida, com 44% das menções. As sugestões inteligentes de rotas foram apontadas por 34%. Já a direção autônoma foi considerada relevante por apenas 10% dos participantes.
O levantamento mostra ainda que o conhecimento sobre IA está relativamente disseminado entre os consumidores. Mais da metade, 54%, afirma entender bem ou já utilizar ferramentas de inteligência artificial. Outros 30% dizem saber do que se trata, enquanto apenas 8% nunca ouviram falar da tecnologia. Apesar do interesse, o preço continua sendo uma barreira para a adoção desses recursos. Segundo a pesquisa, 57% não estariam dispostos a pagar nenhum valor adicional por tecnologias de IA no veículo. Entre os que aceitariam pagar mais, 20% desembolsariam até 5% a mais pelo carro. Para Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors, o valor da IA está principalmente na segurança e na praticidade. A pesquisa sugere que os consumidores ainda não estão convencidos da necessidade de veículos totalmente autônomos. A tendência é que a inteligência artificial seja vista como um atributo cada vez mais esperado nos carros do futuro, e não como um item pelo qual o público queira pagar separadamente.
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