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domingo, 30 de agosto de 2026

ENGENHEIROS CHINESES ESPERAM CRIAR MÁQUINAS QUE PENSAM


“Tiro um cochilo e o mundo muda”, diz Chen Tianyu, professor de IA e robótica. Aos 28 anos, ele acompanha novas tecnologias em fábricas automatizadas. Em suas aulas, estudantes aprendem programação, robótica e desenvolvimento de máquinas. Chen alerta que profissionais sem adaptação tecnológica poderão ser descartados. A China prepara uma grande transformação industrial para competir com os Estados Unidos. O governo de Xi Jinping investe bilhões de dólares em inovação e automação. Mais de 2 milhões de robôs já operam nas fábricas chinesas, número que cresce rapidamente. Mais da metade dos robôs industriais do mundo é fabricada na China. A automação avança em veículos elétricos, eletrônicos e outros setores. Fábricas utilizam máquinas para soldar, pintar, transportar cargas e montar peças. Alguns robôs são projetados para ajudar a construir outros robôs. A China também promove competições com robôs humanoides para estimular a inovação. Em Chengdu, trabalhadores humanos dividem espaço com máquinas nas linhas de produção. A CRP Technology fabrica braços robóticos há nove anos e emprega 300 pessoas. Seus equipamentos podem executar mais de 90% das tarefas repetitivas. Engenheiros esperam criar máquinas capazes de pensar e agir autonomamente. A queda da população e o envelhecimento da força de trabalho aceleram a transformação. Até 2035, mais de um terço dos chineses deverá ter mais de 60 anos. O país poderá perder quase 60 milhões de habitantes na próxima década. Pequim espera que os robôs compensem a futura redução da mão de obra. Cerca de 120 milhões de pessoas ainda trabalham no setor manufatureiro chinês. Uma automação muito rápida, porém, pode provocar grandes perdas de empregos.

Na Leapmotor, robôs participam de praticamente todas as etapas da fabricação. A empresa já alcançou quase 100% de automação em algumas áreas da produção. A China possui vantagem por concentrar uma enorme cadeia industrial e fornecedores. Especialistas dizem que os EUA ainda lideram na criação da “inteligência” dos robôs. Empresas chinesas como DeepSeek e Moonshot vêm reduzindo essa diferença. A próxima disputa poderá ser pela integração da IA a milhões de máquinas. A China também investe na formação de jovens para os novos empregos tecnológicos. Para Chen, adaptar-se à tecnologia é essencial diante das mudanças estruturais. A grande dúvida é se os robôs gerarão prosperidade ou substituirão trabalhadores. “Não podemos ficar parados e acomodados. Precisamos avançar”, afirma o professor. 

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