A taxa de inadimplência do Sistema Financeiro Nacional (SFN) subiu para 4,9% em julho de 2026, atingindo o maior patamar desde 2011, segundo dados do Banco Central divulgados ontem, 28. O avanço foi puxado principalmente pelas famílias, cuja inadimplência chegou a 5,8%, alta de 0,4 ponto percentual no mês. Entre as empresas, o indicador ficou em 3,3%, avanço de 0,1 ponto percentual. Considerando apenas os recursos livres, a inadimplência alcançou 6,4%, alta de 0,4 ponto percentual em relação a junho. Entre as pessoas físicas, a taxa chegou a 7,8%, enquanto entre as empresas ficou em 4,2%. Em junho, o endividamento permaneceu em 49,8% da renda, mesmo patamar registrado anteriormente, mas 1 ponto percentual acima em 12 meses. O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas subiu 0,4 ponto percentual no mês, chegando a 28,9%. Em 12 meses, a alta foi de 1,7 ponto percentual. O crédito ampliado ao setor não financeiro atingiu R$ 21,9 trilhões em julho, equivalente a 164,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O estoque cresceu 0,1% no mês e acumula alta de 11,9% em 12 meses.
A expansão foi influenciada pelo aumento de 0,5% nos títulos públicos, de 0,4% nos empréstimos do SFN e de 1,3% nos títulos de dívida securitizados. Em sentido contrário, os empréstimos externos recuaram 2,4%, influenciados pela valorização de 1,92% do real frente às moedas estrangeiras. Em 12 meses, os títulos públicos cresceram 17,2%, enquanto os títulos de dívida securitizados avançaram 18,9%. Entre as empresas, o crédito ampliado encerrou julho em R$ 7,2 trilhões, equivalente a 54,4% do PIB e 0,3% abaixo do registrado no mês anterior.
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