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domingo, 30 de agosto de 2026

FLÁVIO BOLSONARO É INVESTIGADO NO CASO "DARK HORSE"


Flávio Bolsonaro tenta tratar o caso “Dark Horse” como uma questão privada, 
um simples patrocínio para um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. Mas investigadores consideram que o episódio deve ser tratado como caso de polícia. Em entrevista na sexta-feira (28), o candidato do PL à Presidência afirmou que não há “absolutamente nada de errado” em ter procurado o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o projeto. Flávio voltou a dizer que pediu a Vorcaro um patrocínio privado para o filme. Segundo ele, “não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro”. A Polícia Federal, porém, investiga suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionadas aos negócios envolvendo o senador e o filme. O ponto central é verificar se houve alguma vantagem indevida na relação entre um agente público e um agente privado. Na investigação sobre corrupção passiva, não é necessário comprovar um ato específico de ofício como contrapartida direta. A apuração busca saber se houve solicitação ou recebimento de vantagem indevida em razão da função pública.

A PF procura esclarecer se houve entrega de dinheiro, qual era a origem dos recursos, quem participou da operação, como os valores circularam e qual foi seu destino final. Outro ponto considerado relevante é que Daniel Vorcaro não queria aparecer publicamente como patrocinador do filme. Também está sob análise uma declaração de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, de que Flávio teria ido à casa de Vorcaro buscar “o restante do dinheiro”. Diante disso, investigadores afirmam que não basta classificar o episódio como uma simples relação privada de patrocínio. As autoridades querem esclarecer a origem, a entrega e o destino dos recursos, além da participação de um senador da República nessa relação. Por isso, para a investigação, o caso “Dark Horse” é caso de polícia. 

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