A arrecadação federal cresceu 9% em termos reais em julho, impulsionada principalmente pelo aumento do IOF e pelo imposto sobre exportação de petróleo, segundo dados da Receita Federal. O resultado foi o melhor para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (25), sem a tradicional entrevista coletiva, prevista para quinta-feira (26). O IOF, elevado pelo governo para ajudar no cumprimento das metas fiscais, registrou crescimento real de 19% em relação a julho do ano passado. O imposto sobre a exportação de petróleo arrecadou R$ 3 bilhões em julho. Criado para compensar medidas de desoneração dos combustíveis, o tributo já rendeu R$ 8 bilhões aos cofres públicos neste ano. A cobrança sobre o óleo bruto foi instituída por medida provisória em 12 de março e incide diretamente sobre as empresas petroleiras. Em julho, a Camex prorrogou a medida por mais 60 dias. De janeiro a julho, a arrecadação federal cresceu 7% em termos reais, alcançando R$ 1,8 trilhão. Somente em julho, foram arrecadados R$ 289,3 bilhões, segundo a Receita Federal.
A tributação sobre a previdência também apresentou alta, de 5,5%. O Fisco atribui o crescimento ao aumento real de 5,3% da massa salarial registrado em junho de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025. A meta fiscal para este ano prevê superávit de R$ 34,3 bilhões. Porém, o resultado poderá ser considerado zero para fins de cumprimento, pois o arcabouço fiscal permite déficit de até 0,25% do PIB. A Receita não informou o valor arrecadado com a tributação de dividendos. De janeiro a junho, foram recolhidos apenas R$ 2,2 bilhões, equivalentes a 8% do total inicialmente esperado. Diante do desempenho abaixo das previsões, o governo reduziu a estimativa de arrecadação com dividendos para R$ 17,2 bilhões até o fim deste ano, contra os R$ 28 bilhões previstos anteriormente.
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