A China afirmou nesta terça-feira (25) que defenderá seus interesses e continuará negociando com o Irã, apesar da nova rodada de sanções anunciada pelos Estados Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, disse que a cooperação entre os dois países ocorre dentro do direito internacional e não deve sofrer interferências. Pequim afirmou que adotará medidas para proteger seus direitos e interesses diante das ações americanas. A China é um dos principais compradores de petróleo iraniano e foi afetada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. O governo chinês defende um cessar-fogo no conflito e considera que as medidas unilaterais dos EUA não solucionarão a guerra. Na segunda-feira (24), Washington anunciou novas sanções contra o Irã, ampliando a pressão econômica sobre Teerã. O Departamento do Tesouro americano sancionou cerca de 60 pessoas, empresas e embarcações ligadas ao governo iraniano. As medidas atingem setores como energia nuclear, produção de mísseis, atividades cibernéticas e petróleo.
As sanções fazem parte da chamada “guerra econômica” anunciada pelo presidente Donald Trump para tentar enfraquecer a economia iraniana. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Trump está pedindo a líderes mundiais que interrompam relações econômicas com o Irã. Washington também ameaçou adotar medidas contra países que continuarem realizando transações com Teerã. Bessent disse que os EUA estabeleceram um cronograma para que os países reduzam suas atividades com o governo iraniano. Segundo ele, uma grande instituição financeira também deverá ser sancionada nesta semana por vínculos com o Irã. Trump afirmou nas redes sociais que o Irã está “colapsando completamente”. A estratégia americana também prevê negociações com países do Oriente Médio para ampliar o isolamento de Teerã. Washington advertiu ainda os vizinhos do Irã sobre possíveis sanções caso mantenham relações comerciais com o país. O governo iraniano reagiu e afirmou que países que aderirem à pressão econômica americana poderão sofrer consequências. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, disse que países vizinhos receberam mensagens sobre possíveis novos acordos de segurança e cooperação econômica. O impasse aumenta a tensão entre Washington, Teerã e Pequim, enquanto a China mantém sua posição de preservar as relações com o Irã.
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