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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

TELESCÓPIO COM MISSÃO DE EXPLORAR O UNIVERSO


Ao final deste mês, a Nasa deve lançar o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, que terá como missão explorar o Universo. 
O equipamento possui um espelho primário de 2,4 metros, originalmente desenvolvido pelo NRO, órgão de espionagem do Pentágono, para satélites de monitoramento terrestre. Após o cancelamento do projeto, o NRO doou dois telescópios à Nasa, em 2012. Um deles foi incorporado ao Roman. O espelho tem o mesmo diâmetro do Hubble, mas o Roman possui um campo de visão muito mais amplo. Sua câmera WFI poderá registrar uma área cerca de 140 vezes maior que a do instrumento infravermelho do Hubble.
Assim, em apenas um ano, o Roman poderá observar dez vezes mais áreas do céu que o Hubble em 30 anos. O telescópio recebeu o nome de Nancy Grace Roman, astrônoma considerada a “mãe do Hubble”. O projeto era conhecido inicialmente como Wfirst, sigla para Telescópio de Varredura de Infravermelho de Campo Amplo. A Nasa desenvolveu os principais instrumentos científicos do Roman, considerados fundamentais para sua missão. O WFI possui 18 detectores e poderá produzir imagens e espectros de objetos celestes. Já o CGI, instrumento coronógrafo, bloqueará a intensa luz das estrelas para permitir a observação de planetas próximos. A expectativa é fotografar diretamente gigantes gasosos e, futuramente, detectar mundos rochosos semelhantes à Terra. O projeto custará US$ 4,3 bilhões, incluindo cinco anos de operação, mas a missão poderá durar pelo menos uma década. O Roman ficará a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, em um ponto lagrangiano compartilhado por outras missões espaciais.

O telescópio será utilizado para estudar fenômenos que vão do Sistema Solar às regiões mais distantes do Universo. Seu principal diferencial será combinar alta resolução com um campo de visão extremamente amplo. Entre os principais estudos estão galáxias, estrelas, exoplanetas, buracos negros e a estrutura do Universo. O primeiro ciclo de observações terá 118 programas científicos, com destaque para galáxias, física estelar e exoplanetas. O Roman também fará grandes levantamentos do céu para criar mapas tridimensionais do Universo. Outra missão será observar o centro da Via Láctea em busca de microlentes gravitacionais. Esses fenômenos ajudam a identificar exoplanetas que podem escapar dos métodos tradicionais de detecção. A quantidade de dados produzida poderá transformar o Roman no telescópio mais produtivo do mundo. Atualmente, essa posição pertence ao James Webb, enquanto durante décadas o Hubble liderou a produção científica. O Roman deverá ampliar significativamente o conhecimento sobre galáxias, estrelas e mundos existentes fora do Sistema Solar. Seu lançamento está previsto para o dia 30, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX. O contrato para o lançamento foi firmado por US$ 255 milhões. 

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