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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

DIANTE DOS INSUCESSOS, A RÚSSIA PLANEJA CONVOCAR 500 MIL MILITARES


A Ucrânia acredita que a Rússia planeja recrutar mais 300 mil soldados para reforçar suas tropas na guerra. 
Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, o plano de Vladimir Putin começaria após as eleições parlamentares russas, marcadas para 18 a 20 de setembro. Zelensky afirmou que a Rússia poderia convocar novos soldados em 2027, buscando chegar a um total de 500 mil militares. Ele classificou a medida como uma “mobilização periférica”, concentrada principalmente em regiões mais remotas do país. A ofensiva russa continua principalmente no Donbas, no leste da Ucrânia, onde Moscou tenta avançar sobre importantes cidades e posições estratégicas. A guerra já dura quase quatro anos e meio e segue marcada por intensos combates e ataques aéreos. Zelensky afirmou que a Rússia está sofrendo grandes perdas humanas ao tentar avançar sobre o chamado cinturão de fortalezas ucraniano. O presidente ucraniano também destacou recentes avanços das forças de Kiev no sudeste do país. Segundo ele, em 2026, a extensão do território retomado pela Ucrânia seria semelhante à área conquistada pela Rússia. Além da ofensiva terrestre, Moscou intensificou os ataques aéreos contra cidades ucranianas. A Ucrânia enfrenta uma redução no número de mísseis interceptadores Patriot disponíveis para sua defesa. Zelensky disse que o país espera receber 264 interceptadores em 2026, contra 364 em 2025 e 675 em 2023.

Ele também afirmou que a Rússia pretende ampliar sua produção para chegar a até 1.300 mísseis balísticos por ano. Em resposta, a Ucrânia intensificou ataques com drones contra refinarias, depósitos e outras estruturas econômicas russas. Kiev afirma que esses ataques buscam atingir instalações importantes para o esforço de guerra de Moscou. O presidente Vladimir Putin declarou que a Ucrânia abriu uma “caixa de Pandora” ao atacar alvos econômicos russos. Putin prometeu retaliar contra os setores econômicos considerados mais sensíveis da Ucrânia. O conflito, assim, mantém elevada a tensão entre os dois países, sem perspectiva imediata de encerramento dos combates. 

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