A Itapemirim, antiga líder do transporte rodoviário, entrou em crise após disputas familiares, dívidas e sucateamento da frota. Criada em 1953, chegou a ter mais de 2 mil ônibus e faturamento anual de R$ 3 bilhões. Em 2016, Sidnei Piva comprou o grupo por R$ 1, quando as dívidas já superavam R$ 2 bilhões. A recuperação judicial foi marcada por conflitos e denúncias de irregularidades na gestão. A criação da companhia aérea ITA, em 2021, recebeu cerca de R$ 35 milhões e é apontada como fator decisivo para o colapso. Seis meses depois, a ITA encerrou as operações e deixou 5.672 passageiros sem voos antes do Natal. A Justiça apontou desorganização administrativa e uso de recursos fora do plano de recuperação judicial. Piva responde a ação criminal por estelionato e crimes contra as relações de consumo.
A defesa afirma que os problemas financeiros eram anteriores à chegada do empresário. Documentos apontam ainda pagamentos milionários, esvaziamento patrimonial e abandono da frota.
Em 2022, a Justiça decretou a falência, após a EXM Partners apontar um cenário de “terra arrasada”. Credores, porém, questionam a atuação da administradora e a decisão de encerrar a recuperação judicial. Também há disputa sobre a transferência das linhas da Itapemirim para a Suzantur. A operação é contestada por empresas do setor e envolve a ANTT e o STJ. A família Cola venceu uma arbitragem contra Piva após seis anos de disputa. Os antigos proprietários pretendem cobrar cerca de R$ 400 milhões do empresário.
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