EUA ATACAM IRÃ, EM HORMUZ
Os Estados Unidos atacaram ontem, 30, dois lançadores iranianos na ilha de Larak, no estreito de Hormuz. Segundo uma autoridade americana, forças da Guarda Revolucionária preparavam foguetes para transportar minas marítimas ao estreito. A agência iraniana Tasnim afirmou que o ataque foi realizado por drones. A Guarda Revolucionária informou que soldados e civis foram mortos e feridos, sem divulgar o número de vítimas. A unidade prometeu responder à ofensiva e punir os responsáveis. Segundo a agência Fars, os EUA pagarão pelo ataque nas frentes econômica e militar. Foi o primeiro ataque americano conhecido contra o Irã desde o fim de julho. Na semana passada, Donald Trump afirmou que todas as minas haviam sido retiradas ou detonadas. Trump também advertiu que embarcações que instalassem novas minas seriam destruídas. EUA e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, provocando retaliações contra Israel e países do Golfo. O conflito já dura mais de seis meses, deixando milhares de mortos e milhões de deslocados. A guerra bloqueou o estreito de Hormuz, por onde passava cerca de um quinto do petróleo mundial.
Equipes de resgate do Nepal intensificaram nesta segunda-feira (31) as buscas por trabalhadores presos em túneis de projetos hidrelétricos atingidos por enchentes no Himalaia. Socorristas da China e da Índia foram mobilizados para auxiliar na operação. Segundo as autoridades, 933 trabalhadores estão presos nos túneis, sem informações sobre quantos estão vivos. O desastre já deixou ao menos 919 mortos e 4.793 desaparecidos no Nepal e na China. A Cruz Vermelha estima que mais de 90 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes. Os trabalhos concentram-se nos distritos nepaleses de Rasuwa e Nuwakot, onde 11 hidrelétricas foram bloqueadas. Equipes utilizam escavadeiras, explosões controladas e equipamentos para retirar água, lama e pedras. Três corpos foram encontrados após a entrada dos socorristas em dois túneis. O Exército do Nepal afirmou que grandes volumes de detritos dificultam o acesso às áreas soterradas. O primeiro-ministro Balendra Shah classificou o episódio como um desastre natural sem precedentes. Cientistas apontam que o aquecimento global e o derretimento do gelo podem ter contribuído para a instabilidade das montanhas. Especialistas alertam que o aumento das temperaturas pode tornar desabamentos e enxurradas mais frequentes e graves.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu com censura o juiz Jailson Shizue Suassuna. O magistrado orientou um prefeito sobre como recorrer de uma decisão de cassação. Suassuna havia cassado, em 2017, o mandato do então prefeito de Bananeiras (PB), Douglas Lucena. No dia seguinte à sentença, os dois conversaram por telefone durante 39 minutos. Na ligação, o juiz apontou fragilidades da própria decisão que poderiam favorecer o recurso. Para o CNJ, a conduta violou os deveres de imparcialidade e equidistância do julgador. O caso já havia sido analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). O tribunal considerou a atitude imprópria, mas absolveu o magistrado por falta de má-fé. A decisão também apontou ausência de crime, favorecimento pessoal ou perseguição. O CNJ, porém, revisou o entendimento e considerou a punição disciplinar necessária. O relator afirmou que a conversa ultrapassou qualquer tentativa de esclarecimento institucional. Segundo o Conselho, juiz não pode orientar uma parte sobre recursos contra sua própria sentença.
Donald Trump afirmou que a ilha iraniana de Kharg estaria sendo reduzida a escombros. A declaração foi publicada na Truth Social, acompanhada de um vídeo gerado por inteligência artificial. Não há evidências de que a ilha estivesse sob ataque, segundo a Reuters. Casa Branca e Departamento de Defesa dos EUA não comentaram imediatamente. Kharg tem cerca de 8 km e fica a 24 km da costa iraniana. A ilha é estratégica para o setor energético do Irã. Cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano passam por Kharg. O presidente da Companhia Nacional Iraniana de Petróleo negou qualquer ataque. Hamid Bovard afirmou que as operações petrolíferas seguem normalmente. Segundo ele, a situação na ilha está calma e sob controle. Um ataque a Kharg poderia afetar gravemente as exportações e a economia iranianas. Enquanto isso, os EUA planejam ampliar sanções financeiras contra Teerã.
O ministro do TCU Bruno Dantas comunicou nesta segunda-feira (31) sua renúncia "em caráter irretratável" ao cargo. Ex-presidente do tribunal, afirmou que a decisão é pessoal, voluntária e amadurecida nos últimos meses. A saída deverá produzir efeitos a partir de 9 de setembro de 2026. O substituto será indicado pelo Congresso Nacional e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é o nome escolhido. Pacheco conta com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre já havia defendido seu nome para uma vaga no STF, mas Lula indicou Jorge Messias. A vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo continua aberta após a derrota do governo no Senado. Dantas, de 48 anos, pretende abrir uma empresa voltada à estruturação de projetos de investimentos. Ele também pediu à OAB a reativação de sua carteira para voltar a exercer a advocacia. O ex-ministro negocia com o escritório nova-iorquino White & Case e atuará em compliance, gestão de crise e reputação. Seu nome também é cotado para comandar a Avibrás, recém-adquirida pelos irmãos Batista, da J&F. Em nota, Dantas afirmou encerrar quase três décadas de serviço público em busca de novos desafios profissionais.
O jornalista Carlos Monforte, primeiro editor-chefe e apresentador do Bom Dia, Brasil, morreu nesta segunda-feira (31), aos 77 anos. A informação foi confirmada pela família à TV Globo, onde trabalhou por 36 anos. A causa da morte não foi divulgada; segundo O Globo, ele tratava um câncer. Nascido em Santos (SP), Monforte iniciou a carreira como repórter de A Tribuna. Formou-se em jornalismo em 1972 e também trabalhou em O Estado de S. Paulo. Entrou na Globo em 1978, participando de grandes coberturas, como as greves do ABC paulista. Em 1982, tornou-se editor-chefe e apresentador do Bom Dia, São Paulo. Em 1983, assumiu os mesmos cargos no recém-criado Bom Dia, Brasil, onde ficou por nove anos. Um dos momentos marcantes foi a entrevista com Rubens Ricupero durante o início do Plano Real, em 1994. Na ocasião, uma conversa captada por antenas parabólicas revelou declarações polêmicas do então ministro da Fazenda. Monforte também trabalhou na GloboNews, no Jornal Hoje e como coordenador da emissora em Brasília. Ele deixou a Globo em 2016, após décadas de atuação no jornalismo televisivo brasileiro.
Salvador, 31 de agosto de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
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