Equipes de resgate procuram nesta quinta-feira (27) mais de 1.300 desaparecidos após enchentes devastadoras atingirem a região do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete. O número de mortos chegou a 362, segundo balanços preliminares. No Nepal, foram registradas 359 mortes, enquanto três ocorreram no lado chinês. As informações são divulgadas separadamente pelas autoridades dos dois países. Helicópteros nepaleses procuram sobreviventes e levam suprimentos a milhares de pessoas isoladas. A tragédia atingiu cidades e vales frequentados por praticantes de trekking. A enxurrada de água e lama foi provocada pelo colapso de uma geleira. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, a intensidade foi equivalente a um evento sísmico de magnitude 5,2. No Nepal, o rio Trishuli transbordou no distrito de Nuwakot, ao norte de Katmandu. O vale do rio Bhote Koshi, a leste da capital, também foi severamente atingido. No lado chinês, um deslizamento atingiu o porto tibetano de Gyirong, destruindo veículos e provocando grande destruição. Soldados nepaleses utilizam cães farejadores para localizar corpos soterrados na lama. Equipes enfrentam dificuldades para avançar entre destroços e edifícios atingidos. Entre os desaparecidos estão 517 turistas estrangeiros e muitos peregrinos hindus que viajavam ao Monte Kailash.
Entre os estrangeiros desaparecidos há 178 indianos, 65 americanos, 53 ucranianos, 51 malaios, 35 australianos, 33 britânicos e 25 canadenses. A Espanha informou que quatro de seus cidadãos continuam desaparecidos. Na China, autoridades contabilizaram 558 desaparecidos, incluindo 260 estrangeiros, além das três mortes registradas. A Cruz Vermelha alertou que povoados inteiros e áreas comerciais foram devastados. Os Estados Unidos anunciaram US$ 500 mil em ajuda emergencial. O risco permanece elevado devido ao bloqueio de um trecho do rio Bhote Koshi. A obstrução pode provocar uma nova onda de enchentes na região fronteiriça. Especialistas alertam que uma segunda inundação poderá ocorrer caso o bloqueio não seja desfeito. O presidente chinês, Xi Jinping, pediu prioridade total às operações de busca e resgate. O Dalai Lama manifestou pesar pelas vítimas e pediu medidas adequadas de assistência. A dimensão da tragédia mantém as equipes de emergência em alerta diante da possibilidade de novos deslizamentos e inundações.
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