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terça-feira, 25 de agosto de 2026

MULHER É ENCONTRADA AMORDAÇADA E ACORRENTADA


Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, foi encontrada amordaçada e acorrentada após passar cinco dias em cativeiro, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. 
O principal suspeito é o ex-marido, Ailton Rodrigues Mendes, preso em flagrante e posteriormente mantido em prisão preventiva. Segundo a Polícia Civil, ele teria dopado a jovem com medicamentos antidepressivos e a levado para o imóvel. Tamara havia registrado denúncias contra o ex-companheiro e solicitado medidas protetivas em 2026, mas o pedido foi negado pela Justiça. A delegada Tamires Teixeira informou que a jovem já havia pedido proteção em 2020, após sofrer ameaças. Na ocasião, a medida foi concedida, mas posteriormente ela reatou o relacionamento e o processo acabou arquivado. Em 2026, novas denúncias relataram perseguições e episódios suspeitos. Entre eles estavam danos ao carro, pichações no muro e supostas queimaduras após abrir o chuveiro. A polícia chegou a recolher uma amostra da água para perícia. O novo pedido de proteção foi indeferido por falta de elementos que vinculassem o suspeito aos fatos relatados. Segundo a investigação, Ailton teria agido de forma meticulosa para evitar que sua autoria fosse identificada.


O resgate ocorreu na sexta-feira (21), após a família comunicar o desaparecimento da jovem. Ela havia sido vista pela última vez saindo de uma clínica, em uma câmera de segurança. No dia do resgate, Ailton desobedeceu a uma ordem de parada e fugiu de carro. Ele foi localizado e contido por policiais no Setor Jardim Querência. Durante as buscas, os agentes encontraram uma casa alugada por ele poucos dias antes. O imóvel estava fechado e protegido externamente. Após ouvirem ruídos, os policiais entraram na residência e encontraram Tamara em um quarto. Ela estava com braços, pernas e pescoço presos por cordas, algemas e uma corrente. Também usava uma máscara que dificultava sua respiração. No local, foi encontrada uma carta destinada à família, supostamente assinada pela vítima. O documento mencionava bens e orientava os familiares a não procurar a polícia. A PM acredita que Tamara tenha sido obrigada a escrever a carta. A defesa de Ailton afirma que o inquérito ainda está em andamento e considera prematura qualquer conclusão sobre os fatos. O advogado também disse que nem tudo o que foi divulgado corresponde necessariamente à realidade. O Tribunal de Justiça de Goiás afirmou que as decisões foram tomadas com base nas provas disponíveis em cada momento. Segundo o TJGO, a medida protetiva concedida em 2020 vigorou pelo prazo legal e foi posteriormente arquivada. Em 2026, o Ministério Público opinou pelo indeferimento de novo pedido por falta de elementos objetivos sobre o risco atual e a autoria dos fatos. O suspeito deverá responder por sequestro e porte ilegal de arma de fogo. As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso. 

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