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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

MANTIDA PRISÃO DE TRÊS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM NO DF

A Justiça do Distrito Federal manteve a prisão preventiva de três técnicos de enfermagem acusados de envolvimento nas mortes de pacientes internados em uma UTI particular de Taguatinga. 
A decisão foi publicada na última quinta-feira (20/8), durante a revisão periódica da prisão preventiva. Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa, 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22, estão presos desde janeiro. Eles são réus em processo que investiga homicídios e tentativas de homicídio no Hospital Anchieta. Segundo a Justiça, não surgiram fatos novos que justificassem a mudança da medida cautelar. O caso veio à tona após o hospital identificar semelhanças entre mortes ocorridas na UTI e comunicar as autoridades. A Polícia Civil do Distrito Federal iniciou uma investigação e deflagrou a Operação Anúbis. Segundo os investigadores, pacientes teriam recebido substâncias ou doses de medicamentos incompatíveis com os tratamentos prescritos. As aplicações teriam provocado o agravamento dos quadros clínicos e, em alguns casos, a morte. Entre as vítimas estão Marcos Moreira, de 33 anos, João Clemente Pereira, de 63, e Miranilde Pereira da Silva, de 75. Em março, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou os três profissionais. Com o recebimento da denúncia pela Justiça, eles passaram à condição de réus.

A acusação também inclui episódios classificados como tentativas de homicídio. As investigações procuram esclarecer a dinâmica dos fatos e a participação individual de cada acusado. O processo está na fase de instrução, com depoimentos de testemunhas e análise das provas. A manutenção da prisão preventiva não significa condenação dos réus. O mérito da ação ainda será analisado pela Justiça ao final da instrução processual. A defesa de um dos acusados contestou a decisão que manteve a prisão. Segundo o advogado Liomar Torres, medidas cautelares podem ser decretadas ou revogadas conforme o entendimento judicial. O defensor afirmou que a decisão não altera o andamento do processo e será contestada oportunamente. Enquanto a ação tramita, os três réus permanecem presos e à disposição da Justiça. Novas etapas processuais deverão ocorrer nos próximos meses. Ao final, o Judiciário avaliará todas as provas apresentadas pela acusação e pela defesa. Somente depois dessa análise será definida eventual responsabilização criminal dos acusados. Até lá, os três permanecem amparados pelo princípio da presunção de inocência. 

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