Depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar “atacar por terra” cartéis de drogas no México, a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que pretende fortalecer a coordenação do acordo bilateral de segurança. Segundo ela, o foco será o combate aos narcotraficantes, sem aceitar intervenções militares. Sheinbaum disse ter pedido ao chanceler Juan Ramón de la Fuente que dialogue com o Departamento de Estado e, se necessário, com o próprio Trump para ampliar a cooperação. Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que “os cartéis dominam o México”, o que, segundo ele, justificaria uma ofensiva terrestre após operações marítimas. O presidente não detalhou datas nem locais da possível ação. Recentemente, os EUA também realizaram incursões na costa da Venezuela, alegando combater o narcotráfico e grupos considerados terroristas. Pelo direito internacional, um país só pode invadir outro em caso de ataque ou com autorização do Conselho de Segurança da ONU. No caso venezuelano, o órgão não foi consultado.
Falando a apoiadores nesta sexta-feira (9/1), o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, classificou como “bando de vândalos” os manifestantes que tomaram as ruas do país e afirmou que eles agem para “agradar” o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Irã enfrenta uma onda de protestos em pelo menos metade de suas províncias, com mais de 40 mortos. Segundo Khamenei, os atos de destruição ocorrem após Trump declarar apoio aos manifestantes, o que chamou de “alegação absurda”. Em discurso transmitido pela TV estatal, o líder iraniano disse que Trump deveria “governar seu próprio país” e afirmou que o presidente americano tem as mãos “manchadas de sangue” de iranianos mortos na guerra de 12 dias com Israel. Khamenei declarou ainda que pessoas “inexperientes” acreditam em Trump e promovem vandalismo para agradá-lo, ressaltando que a República Islâmica não recuará diante de quem questione suas origens. Os protestos começaram em 28 de dezembro, em Teerã, após nova queda do rial frente ao dólar. A moeda atingiu mínima histórica, enquanto a inflação chegou a 40%, agravada por sanções internacionais, má gestão e corrupção.
Em 13 dias, manifestações ocorreram em ao menos 17 das 31 províncias, segundo a BBC. Imagens verificadas mostram atos em mais de 50 cidades, inclusive em áreas antes leais ao regime. Organizações de direitos humanos relatam entre 48 e 51 manifestantes mortos, incluindo crianças. A imprensa internacional enfrenta restrições no país, e a internet foi amplamente bloqueada. A tensão aumentou após Trump ameaçar “atacar o Irã com muita força” caso civis sejam mortos. O bloqueio da internet busca conter a mobilização, em cenário semelhante aos protestos de 2022 após a morte de Mahsa Amini.
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As forças de Vladimir Putin usaram o supermíssil Orechnik em um grande ataque aéreo à Ucrânia na noite de ontem, 8. O míssil balístico russo, projetado para guerras nucleares, já havia sido testado em novembro de 2024. Moscou disse que a ação foi retaliação a uma suposta tentativa ucraniana de atacar uma residência de verão de Putin. Volodimir Zelenski negou a acusação e afirmou que a Rússia quer sabotar negociações de paz. O ataque ocorre em meio a esforços europeus por um acordo favorável a Kiev. Também acontece um dia após os EUA apreenderem um petroleiro russo com óleo venezuelano embargado. Até então, a reação russa ao caso havia sido discreta. No de hoje, 9, a Ucrânia convocou reuniões de emergência com a Otan e o Conselho de Segurança da ONU. Kiev tentou minimizar o impacto, considerado mais simbólico do que militar. O alvo teria sido o maior depósito subterrâneo de gás da Europa, em Strii. A área fica na região de Lviv, perto da fronteira com a Polônia. Câmeras registraram clarões às 23h46, seguidos de ataques em todo o país. Foram lançados 36 mísseis e 242 drones. Em Kiev, ao menos quatro pessoas morreram. O Kremlin já havia indicado que escolhera alvos para um ataque retaliatório. /i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d975fad146a14bbfad9e763717b09688/internal_photos/bs/2025/O/n/iKZ9I0QeirqA5Z6Mottg/000-36zr6cl.jpg)