Gianni Infantino, presidente da Fifa, desembarcou em Cali, na Colômbia, para participar da posse do novo presidente Abelardo de la Espriella. Ele estava acompanhado de Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol. A viagem reforça a atuação internacional de Infantino e sua proximidade com autoridades políticas e esportivas. Infantino enfrenta uma das maiores crises de sua gestão após o fracasso do plano de vender 21% dos negócios comerciais e de ingressos da Fifa. A Uefa chegou a ameaçar boicotar competições da Fifa como forma de protesto. Apesar das controvérsias, Infantino mantém forte influência internacional e uma intensa agenda de viagens pelos 211 países-membros da entidade. Seu estilo de deslocamento, com jatos executivos e grandes esquemas de segurança, muitas vezes se aproxima do protocolo de chefes de Estado. Seu salário anual, incluindo bônus, chega a cerca de R$ 27 milhões, três vezes o valor recebido quando foi eleito, em 2016. Infantino também é criticado por raramente conceder entrevistas coletivas e responder a questionamentos independentes da imprensa. Seus críticos questionam ainda a expansão dos torneios, os preços dos ingressos e as práticas comerciais da Fifa.
A Copa do Mundo poderá chegar a 64 seleções em 2030, enquanto a Arábia Saudita sediará o Mundial de 2034. A expansão do Mundial de Clubes e as novas estratégias comerciais ampliaram o poder e as receitas da entidade. A venda de ingressos com preços elevados e o mercado secundário também provocaram reclamações de torcedores e autoridades. Apesar das críticas, Infantino tinha o apoio declarado de 111 associações-membro antes da Copa de 2026.
Esse respaldo indicava força suficiente para garantir sua reeleição. O fracasso do projeto de investimento privado, porém, tornou o cenário político dentro da Fifa mais incerto. A Uefa tenta aproveitar a crise para aumentar a pressão sobre Infantino, mas sua extensa rede de alianças pode dificultar qualquer tentativa de afastá-lo.
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