Em “Economia Moral”, o Nobel de Economia Alvin Roth defende o uso de evidências em vez do instinto na formulação de políticas públicas. Professor de Stanford, Roth analisa transações controversas, como prostituição, venda de órgãos, drogas e assistência médica a pacientes terminais. Seu argumento central é que decisões políticas envolvem inevitavelmente dilemas morais. Para ele, proibir atividades consideradas questionáveis pode empurrá-las para a clandestinidade, dificultando sua regulamentação. Roth também sustenta que mercados de serviços controversos podem funcionar como ferramentas morais, e não necessariamente como falhas. Seu objetivo, afirma, não é dizer o que as pessoas devem pensar, mas ajudá-las a pensar melhor. Em “A Economia do Bem Comum”, Mariana Mazzucato propõe uma nova relação entre Estado, empresas e cidadãos. Ela defende que governos tenham papel mais ativo na orientação da economia para objetivos sociais compartilhados. A economista recorre a estudos de caso, economia política, filosofia e biologia para defender maior cooperação institucional. Entre os desafios estão a desigualdade, as mudanças climáticas e as chamadas dinâmicas econômicas extrativistas. Críticos questionam como definir o “bem comum” e se o Estado teria competência para alcançar objetivos tão ambiciosos. Ainda assim, o livro amplia o debate sobre o futuro do capitalismo e as responsabilidades governamentais. A questão sobre quem deve financiar um Estado mais atuante aparece no livro de Gabriel Zucman.
O economista defende um imposto anual mínimo de 2% sobre patrimônios superiores a US$ 100 milhões. Segundo ele, estruturas empresariais e ganhos de capital permitem que bilionários paguem proporcionalmente menos impostos. Zucman considera essa diferença uma justificativa para elevar a tributação sobre grandes fortunas. O livro, porém, dedica pouco espaço aos riscos da proposta e aos efeitos da atividade empreendedora. Também aborda menos alternativas, como o fechamento de brechas fiscais e o fortalecimento das regras existentes. Por fim, “Money: The Inside Story”, de Rupal Patel e Jack Leslie, explica como o sistema financeiro cria e administra o dinheiro. Os autores mostram como funcionam os bancos comerciais e o sistema monetário. Também explicam os mecanismos que ajudam a evitar instabilidades financeiras. O livro aborda ainda a atuação dos bancos centrais durante períodos de crise. A obra é apresentada como uma introdução acessível e esclarecedora ao funcionamento do dinheiro e do sistema bancário.
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