Novas imagens de câmeras corporais de policiais militares mostram detalhes da ação que terminou na morte de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, durante uma operação em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, em julho de 2025. As gravações indicam que o jovem estava rendido, com as duas mãos visíveis, quando foi atingido por dois disparos feitos pelos policiais Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima. Os vídeos mostram que Igor não apresentou resistência nem fez movimentos bruscos antes de ser baleado. Após os tiros, os policiais aparecem conversando em voz baixa em diferentes momentos. Segundo a Polícia Militar, os agentes não sabiam que as câmeras estavam gravando. O sistema foi ativado por um dos policiais e conectou os demais equipamentos próximos. Os PMs alegaram inicialmente que os suspeitos estavam armados e reagiram à abordagem. Porém, as imagens não mostram armas com os quatro homens que estavam na residência. Após os disparos, os policiais chegaram a afirmar que Igor estaria armado, mas as gravações não registram a apreensão de nenhuma arma no local. O Tribunal do Júri absolveu Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima, decisão contestada pelo Ministério Público e pela defesa da família da vítima.
Os advogados de Igor recorreram, alegando que a decisão dos jurados contrariou as provas apresentadas durante o processo. Outros dois policiais, Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus, também respondem ao caso, mas o processo deles ainda não foi julgado. As imagens mostram que, antes da morte de Igor, os policiais entraram na residência, deram ordens aos suspeitos e realizaram disparos contra uma parede. O caso gerou questionamentos sobre a conduta policial e a atuação das câmeras corporais como instrumento de fiscalização das abordagens. O Ministério Público também apresentou recurso contra a absolvição, afirmando que a decisão foi contrária às provas reunidas no processo.
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