Um tribunal federal de apelações dos EUA decidiu que Donald Trump não pode continuar a construir o salão de festas da Casa Branca sem autorização do Congresso. A decisão é um revés para o presidente e aumenta a possibilidade de a Suprema Corte analisar o caso. Os juízes entenderam que Trump não tem autoridade para demolir e substituir partes da Casa Branca sem aval legislativo. A decisão, porém, não interrompe imediatamente as obras, pois seus efeitos foram suspensos temporariamente para permitir recurso. Trump anunciou que recorrerá à Suprema Corte e classificou a decisão como injusta. O julgamento terminou em 2 votos a 1, com dois juízes indicados por democratas formando a maioria. Em abril, o juiz Richard J. Leon já havia considerado o projeto maior do que reformas normalmente feitas na residência presidencial. Segundo Leon, a obra exigiria participação do Congresso por alterar significativamente as instalações. O magistrado também rejeitou o argumento de que a segurança nacional justificaria a reforma sem autorização.
Trump cita ameaças recentes para defender a necessidade de uma instalação mais segura na antiga ala leste. Entre os episódios estão uma tentativa de assassinato contra o presidente e prisões de suspeitos de ataques. Em junho, sete senadores republicanos apoiaram democratas para tentar bloquear o projeto até sua aprovação pelo Congresso. A iniciativa não alcançou os 60 votos necessários. Trump estima o custo do salão em pelo menos US$ 400 milhões e afirma que não haverá despesas públicas. Apesar disso, cerca de US$ 350 milhões foram transferidos do Serviço Secreto para melhorias de segurança. Doadores e empresas também prometeram centenas de milhões de dólares, gerando alertas sobre possíveis conflitos de interesse.
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