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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

CRÉDITO TORNA-SE MAIS DIFÍCIL NOS BANCOS


Crédito segue restrito e bancos adotam cautela diante de juros altos. O cenário para contratação de empréstimos deve continuar difícil ao longo de 2026, avaliam economistas e bancos privados. Com a Selic ainda elevada, em 14% ao ano, e o alto endividamento das famílias, as instituições financeiras estão reduzindo o ritmo das concessões e priorizando operações com garantia. Presidentes do Itaú Unibanco e do Bradesco afirmaram que a estratégia é evitar riscos maiores de inadimplência, mesmo que isso represente menor crescimento das carteiras de crédito. No segundo trimestre, Itaú, Bradesco e Santander reservaram juntos R$ 28,7 bilhões para cobrir possíveis calotes, alta de 12,4% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a carteira de crédito avançou 9,4%, para R$ 3,37 trilhões. A inadimplência do sistema financeiro atingiu 4,74% em maio, maior nível da série histórica do Banco Central, recuando levemente para 4,68% em junho após o Desenrola 2.0. Especialistas atribuem o cenário aos juros elevados, à inflação, especialmente dos alimentos, e às incertezas fiscais, fatores que pressionam a renda das famílias e encarecem o crédito.

O comprometimento da renda com dívidas também permanece próximo do maior patamar da série histórica, limitando a capacidade de pagamento dos consumidores. Os bancos concentram a oferta em modalidades de menor risco, como crédito consignado, financiamentos imobiliários e de veículos, além de linhas com garantias do governo para pequenas e médias empresas. Analistas avaliam que a normalização do mercado de crédito deve ser lenta e dependerá de novos cortes na Selic e de maior equilíbrio fiscal. Enquanto isso, a tendência é de manutenção da cautela pelas instituições financeiras. 

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