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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

VIVER EM NOVA YORK TORNA-SE MAIS DIFÍCIL


Viver em Nova York está cada vez mais caro, e a alta no preço dos alimentos levou o prefeito Zohran Mamdani a anunciar a criação de cinco supermercados públicos com descontos de 30% na cesta básica. A proposta prevê uma unidade em cada distrito da cidade até 2029. Os descontos serão oferecidos a todos os moradores, sem limite de renda. A prefeitura estima que a medida poderá reduzir em até 15% os gastos anuais das famílias com supermercado, gerando economia média de US$ 1.000 por ano. O projeto, porém, enfrenta críticas por exigir investimento público estimado em US$ 70 milhões e por competir com supermercados privados, que operam com margens de lucro entre 1% e 3%. A iniciativa surge em meio ao aumento do custo dos alimentos nos Estados Unidos. Desde 2019, a inflação do setor acumula 33%. Em junho, a alta anual foi de 3%, com maiores aumentos em frutas, verduras e carnes. Uma família de dois adultos e duas crianças gasta, em média, US$ 1.018 por mês com alimentação, ante US$ 835 há cinco anos.

Embora alguns produtos, como ovos, tenham ficado mais baratos desde o retorno de Donald Trump à presidência, outros registraram forte alta, como carne moída e suco de laranja. A inflação também ampliou a preocupação com a insegurança alimentar. Em 2024, 13,7% dos lares americanos enfrentavam dificuldades para acessar alimentos, mas o governo Trump cancelou a pesquisa nacional que monitorava esse indicador. Além disso, mudanças no programa federal de vale-alimentação (Snap) reduziram o número de beneficiários em cerca de 9%, para 38,7 milhões de pessoas. As novas regras exigem comprovação de trabalho ou serviço voluntário para mais adultos, restringindo o acesso ao benefício. Segundo o Center on Budget and Policy Priorities, pelo menos 1 milhão de crianças perderam o auxílio em 19 estados, com estimativa de que mais de 1,5 milhão tenham sido afetadas em todo o país.

 

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