Podemos distinguir se estamos conversando com um ser humano ou com uma inteligência artificial (IA)? Essa pergunta acompanha o debate sobre a inteligência das máquinas há décadas e tem origem no Teste de Turing, proposto por Alan Turing em 1950. O teste avalia se o comportamento de um computador é indistinguível do de um humano em uma conversa por texto. Se isso ocorrer, a máquina poderia ser considerada “inteligente”. Em 2014, o chatbot Eugene Goostman convenceu 33% dos juízes de que era humano, gerando controvérsia. Ele se passava por um adolescente ucraniano, o que, para críticos, facilitou esconder suas limitações. Mais recentemente, estudos indicaram que o ChatGPT 4.5 foi julgado como humano em 73% das vezes, superando até participantes humanos. Apesar disso, muitos questionam se passar no teste prova pensamento real.O filósofo John Searle, com o argumento do “quarto chinês”, afirma que máquinas apenas manipulam símbolos sem compreender significado. Assim, a IA poderia imitar humanos sem verdadeira compreensão. Críticos dizem que o Teste de Turing mede mais a capacidade de enganar do que inteligência genuína. Por isso, surgiram testes alternativos, como o CBIT, que avalia a IA em comunidades reais. Outros defendem que inteligência seria demonstrada ao criar novo conhecimento científico. Mesmo com críticas, alguns pesquisadores afirmam que o Teste de Turing ainda é relevante. À medida que a IA evolui, torná-la indistinguível dos humanos pode ser inevitável. Isso reforça debates éticos e legais sobre responsabilidade e transparência no uso da IA.
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