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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

GOVERNO TRUMP USA INSTINTO DE VINGANÇA E PERSEGUE INSTITUIÇÃO FINANCEIRA


O banco Melli, maior instituição financeira do Irã, voltou a ser alvo de sanções dos Estados Unidos. Na segunda-feira (24), o governo americano determinou medidas para reduzir ainda mais sua capacidade de operar no exterior. 
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que países que mantiverem negócios com o Irã também poderão ser punidos. A medida faz parte da chamada Operação Pária Econômico, que busca ampliar a pressão sobre Teerã. Bessent exigiu o fechamento de todas as agências internacionais do Melli. Apesar da determinação, uma unidade em Dubai informou que funcionava normalmente. Em Londres, a agência de Kensington também permanecia aberta. O banco estatal sofre sanções americanas desde 2007, quando foi acusado de financiar os programas nuclear e de mísseis do Irã. ONU, União Europeia e outros países também adotaram restrições contra a instituição. O Melli mantém cerca de 3.100 agências dentro do Irã e possui presença histórica no Oriente Médio, Europa e Ásia. Sanções, porém, reduziram drasticamente sua capacidade de movimentar recursos e financiar o comércio internacional. Autoridades americanas acusam o banco de utilizar empresas de fachada para transferir dinheiro por meio de uma rede bancária paralela destinada a contornar sanções e financiar atividades militares iranianas. Em janeiro, empresas dos Emirados Árabes Unidos e de Singapura foram acusadas pelo Tesouro americano de participar de operações ligadas ao Melli. O especialista Matthew Levitt avaliou que o alcance internacional do banco diminuiu, mas afirmou que a instituição ainda consegue financiar atividades ilícitas por meio de subsidiárias e da aplicação desigual das sanções.

Os Emirados Árabes Unidos foram durante anos um importante centro financeiro para operações envolvendo o Irã. O comércio entre os dois países movimentou cerca de US$ 28 bilhões em 2024. Em 2026, porém, as relações entre os dois países se deterioraram após ataques iranianos contra os Emirados e outros países que abrigam bases americanas. Na semana passada, os Emirados anunciaram a suspensão do comércio e das transações financeiras com o Irã, aumentando a pressão sobre Teerã. O ministro das Finanças iraniano, Ali Madanizadeh, afirmou que muitos países poderão rejeitar as exigências americanas e declarou que o Irã dispõe de instrumentos para reagir à pressão econômica. No Reino Unido, onde o Melli atua desde 1967, as sanções reduziram significativamente suas operações. O banco informou ter concentrado esforços na proteção dos ativos restantes. Em setembro passado, Reino Unido e União Europeia voltaram a sancionar o Melli e outras instituições ligadas ao programa nuclear iraniano, atingindo unidades em Londres, Paris e Hamburgo. A filial britânica possuía cerca de 100 milhões de euros em depósitos em dezembro e reduziu custos e funcionários diante das restrições. Apesar da pressão, algumas de suas agências internacionais continuavam funcionando. 

MINISTRO PRORROGA CONTRATO DO TJBA COM BANCO DE BRASÍLIA


O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) mantenha por mais 90 dias o contrato com o Banco de Brasília (BRB). 
O acordo terminaria em 27 de agosto e não seria renovado. Segundo Fux, a transferência imediata da operação para a Caixa Econômica Federal poderia provocar impactos relevantes na liquidez do BRB. A operação movimenta centenas de milhões de reais por mês. Para o ministro, interromper novos depósitos sem suspender os saques poderia comprometer o equilíbrio financeiro da instituição. Ele também apontou risco para o acordo entre o Distrito Federal e a União destinado à recuperação do banco. Fux afirmou que a situação poderia elevar até mesmo o risco de liquidação do BRB. Na avaliação do ministro, existe ainda possibilidade de grave risco sistêmico. A prorrogação foi condicionada à continuidade das medidas previstas no acordo de capitalização do banco. O BRB também deverá enviar periodicamente informações ao STF sobre as providências adotadas. Em nota, o banco afirmou que os 90 dias são suficientes para avançar no processo de capitalização. O período também permitirá adotar medidas para tentar renovar o contrato com o TJBA. O BRB informou que continuará administrando normalmente os depósitos judiciais durante a transição. A instituição também atua em outros tribunais estaduais e no Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

O TJBA, por sua vez, informou que pretende encerrar o contrato dentro do projeto Depósito Seguro. A iniciativa busca modernizar a gestão dos recursos depositados em processos judiciais. Com o fim do contrato, novos depósitos e bloqueios deverão ser direcionados exclusivamente à Caixa Econômica Federal. A mudança será feita de forma gradual, segundo o tribunal. O objetivo é garantir a continuidade dos serviços e evitar prejuízos a magistrados, advogados e partes dos processos. A Caixa passará a receber os novos depósitos e bloqueios realizados pelo Sisbajud. O BRB destacou investimentos feitos nos últimos cinco anos em tecnologia e segurança. Segundo o banco, essas medidas ampliaram a rastreabilidade e a eficiência dos serviços. A instituição reafirmou seu compromisso com a segurança operacional.
Também garantiu a continuidade e a qualidade do atendimento durante o período de prorrogação. O TJBA havia comunicado que a mudança fazia parte de um processo de modernização da gestão judicial. A decisão de Fux, portanto, cria um prazo adicional para a transição entre as instituições. Nesse período, BRB e TJBA deverão definir os próximos passos da operação. A medida busca evitar impactos financeiros e garantir a continuidade dos serviços judiciais. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 27/07/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Lama sepulta centenas e destrói vilas entre Nepal e China

Deslizamento de neve e terra provoca inundação de rio. Tragédia mata pelo menos 270, arrasa com povoados e deixa mais de 300 turistas de 28 países desaparecidos. Especialista explica fenômeno

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Alfabetização bilíngue, câmeras ao vivo, espaço externo: saiba como escolher a melhor creche, foco de guia do GLOBO

O GLOBO lança hoje o Guia das Creches com 300 opções de instituições de educação infantil nas cidades do Rio e de São Paulo

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Brasileiros temem votar em NY, e Brasil busca centro de votação protegido do ICE

Consulado-geral encontra local onde é possível organizar filas dentro de prédios, sem necessidade de esperar na rua Imigrantes de regiões com maior presença da agência de imigração vivem cotidiano de temor e restrições

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Bancos aceleram uso de IA, mas mantêm decisões críticas sob comando humano

De acordo com os CEOs de algumas das maiores instituições do País, a IA já está enraizada em áreas como atendimento

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

“Uberização” volta a julgamento a partir de hoje no STF; entenda o cabo-de-guerra entre plataformas e trabalhadores

Supremo Tribunal Federal volta a decidir se empresas como Uber, 99 e iFood terão de registrar motoristas e entregadores com as regras da CLT

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT

Portugal investe 133 milhões na compra de 75 viaturas táticas para os fuzileiros da Marinha

O investimento resulta de um acordo de cooperação com Espanha e o Ministério da Defesa prevê que a entrega destas viaturas VAMTAC ocorra entre 2027 e 2029. 

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

REMINISCÊNCIAS DO 24 DE AGOSTO NO BRASIL


Agosto ocupa um lugar especial na memória política brasileira. Ao longo da história, o mês foi palco de crises, rupturas e acontecimentos que deixaram marcas profundas na vida nacional. Não por acaso, agosto chegou a ser chamado de “mês aziago” da política brasileira, especialmente em razão dos acontecimentos de 1954. Com efeito, em 5 de agosto de 1954, o atentado da Rua Tonelero, no Rio de Janeiro, contra o jornalista Carlos Lacerda, que governou o estado da Guanabara, provocou uma das maiores crises do governo de Getúlio Vargas. O episódio, que resultou na morte do major Rubens Vaz, aumentou a pressão sobre o presidente e colocou seu governo diante de uma grave crise política. A instabilidade chegou ao ponto máximo em 24 de agosto de 1954, quando Getúlio Vargas tirou a própria vida no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Sua morte provocou enorme comoção popular e mudou o rumo da política brasileira. Sete anos depois, agosto novamente entrou para a história, porque em 25 de agosto de 1961, o presidente Jânio Quadros renunciou inesperadamente ao cargo, desencadeando uma crise institucional. O vice-presidente João Goulart estava em viagem à China e teve sua posse contestada pelos ministros militares. A reação veio principalmente do Rio Grande do Sul, onde o governador Leonel Brizola liderou a Campanha da Legalidade, defendendo o cumprimento da Constituição e a posse de Jango. O impasse acabou levando à adoção temporária do parlamentarismo como solução política.

Décadas depois, agosto de 1992 também ficou marcado na memória nacional pela mobilização popular que antecedeu os debate sobre o impeachment de Fernando Collor. Naquele ano, uma CPI que investigava denúncias envolvendo o então presidente, que terminou renunciando para evitar o impeachment. Os protestos dos chamados “caras-pintadas” simbolizaram a pressão da sociedade por mudanças e culminaram, em dezembro daquele ano, na perda definitiva do mandato presidencial. Em agosto de 2016, o país viveu outro momento decisivo: o Senado concluiu o processo de impeachment de Dilma Rousseff, que perdeu definitivamente o cargo em 31 de agosto, encerrando um dos períodos mais turbulentos da Nova República. Esses episódios mostram que agosto não é apenas mais uma página do calendário. Na história política brasileira, o mês reúne lembranças de tragédia, renúncia, resistência democrática, impeachment e profundas mudanças institucionais. As reminiscências de agosto servem, sobretudo, como advertência. Elas mostram que crises políticas podem transformar governos, modificar instituições e alterar o destino de uma nação. Ao recordar esses acontecimentos, o Brasil também revisita suas experiências de democracia, conflitos e superação.

Salvador, 26 de agosto de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.



RADAR JUDICIAL


PALMEIRAS PODERIA MONTAR ATAQUE

No campo dos sonhos, o Palmeiras poderia montar um ataque só com jogadores revelados em sua base. Estêvão, Endrick, Allan e Gabriel Jesus nunca atuaram juntos, mas renderam cerca de €193,5 milhões ao clube, aproximadamente R$ 1,16 bilhão. Estêvão foi vendido ao Chelsea por €61,5 milhões em 2025, maior negociação da base palmeirense. Endrick foi para o Real Madrid em 2024 por €60 milhões, incluindo compra e variáveis. Allan acertou com o Manchester City por €40 milhões, seguindo o caminho de Gabriel Jesus. Em 2017, Gabriel Jesus foi vendido ao City por €32 milhões e trabalhou com Pep Guardiola. Os talentos do Palmeiras também ganharam espaço na Seleção Brasileira. Gabriel Jesus disputou as Copas de 2018 e 2022 como jogador importante. Estêvão era cotado para ser titular em 2026, mas uma grave lesão o afastou da competição. Endrick também participou da Copa de 2026 e ficou marcado por uma chance perdida contra a Noruega. Allan surge como candidato à renovação da Seleção para a Copa de 2030. Outra joia, Vitor Reis, foi negociada com o Manchester City por €35 milhões, reforçando a fama da base alviverde. 


"MILIONÁRIO POR UM DIA" PERDE AÇÃO CONTRA BRADESCO

O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) manteve a decisão que dispensou testemunhas no processo de Antônio Pereira do Nascimento contra o Bradesco. Conhecido como “milionário por um dia”, ele recebeu R$ 131,87 milhões por engano em 2023. Antônio devolveu todo o dinheiro após cerca de sete horas na conta. Ele afirma ter sofrido prejuízos com tarifas bancárias e pressão psicológica. Em 2024, entrou na Justiça cobrando R$ 13,18 milhões como “direito de recompensa”. Também pediu R$ 150 mil por danos morais. Em março de 2026, a 6ª Vara Cível de Palmas dispensou as testemunhas por considerar suficientes as provas existentes. A defesa recorreu ao TJTO por meio de um agravo de instrumento. Os advogados alegaram que os depoimentos comprovariam a iniciativa de Antônio ao devolver o dinheiro e os danos sofridos. A relatora Maria Celma Louzeiro Tiago, porém, considerou o recurso inadmissível. Segundo ela, a questão poderá ser analisada posteriormente em eventual recurso de apelação. Ainda não há data para o julgamento do processo. Antônio diz que continua trabalhando como motorista e levando uma vida simples.


SUSPENSOS VISTOS DE IMIGRANTES NOS EUA

Os Estados Unidos suspenderam, ontem, 25, o agendamento de entrevistas para vistos de imigrantes em todo o mundo. A medida faz parte do endurecimento da política migratória adotada pelo governo Donald Trump. Segundo o Departamento de Estado, haverá um treinamento global nas embaixadas e consulados americanos. O governo afirma que busca reforçar os padrões de triagem e verificação dos solicitantes. A justificativa é proteger os americanos e evitar que imigrantes se tornem encargos públicos. A suspensão também atinge as representações diplomáticas dos EUA no Brasil. Pessoas que já tinham entrevistas marcadas receberam e-mails comunicando o cancelamento. Os afetados serão posteriormente informados sobre novas datas e horários. O governo americano não informou quanto tempo a suspensão deverá durar. Também não há previsão oficial para a retomada dos agendamentos. A medida amplia as restrições da política migratória implementada pela gestão Trump. O impacto sobre os processos de imigração ainda depende de novas orientações do governo.


ICE PRENDEU 49.571 PESSOAS

Em julho, o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) prendeu 49.571 pessoas, maior número mensal do segundo mandato de Donald Trump. O total representa alta de 15% em relação a junho e de 70% ante fevereiro. As detenções são quase quatro vezes maiores que as registradas em janeiro de 2025, início do atual mandato. Naquele mês, foram cerca de 10 mil prisões relacionadas à imigração. O aumento ocorre após bilhões de dólares destinados ao setor e a contratação de mais de 12 mil agentes. O governo também flexibilizou restrições à atuação do ICE. O crescimento reflete o avanço da política de deportações em massa defendida pela Casa Branca. A estratégia, porém, continua provocando protestos em várias cidades americanas. Em Minnesota, a morte de dois cidadãos americanos durante operações do ICE gerou forte reação. As detenções caíram cerca de 20% naquele período, mas voltaram a crescer em junho. Texas e Flórida responderam por quase 20 mil prisões em julho.
Nos dois estados, forças policiais cooperam com o ICE em ações de fiscalização e deportação.


EDUCADORA CITA HITLER E MUSSOLINI E É DEMITIDA

Roselaine Batalha Silva deixou a função de dirigente da Unidade Regional de Ensino de Mogi das Cruzes após recomendar a diretores a leitura de biografias de Adolf Hitler e Benito Mussolini. A declaração ocorreu durante uma reunião virtual realizada em 12 de agosto. Ao falar sobre liderança, ela citou líderes de regimes autoritários como exemplos de leituras “estimulantes”. Roselaine afirmou que Hitler era um “líder excepcional”, apesar de reconhecer os crimes e o caminho seguido pelo ditador. Ela também mencionou o livro “Mein Kampf”, de Hitler, como uma obra capaz de influenciar pessoas. A Secretaria Estadual de Educação determinou o fim da função exercida pela servidora. A pasta também abriu uma apuração para investigar as declarações e as circunstâncias da reunião. Segundo a Secretaria, as falas não representam os princípios e valores da educação pública paulista. Um diretor da rede estadual afirmou ao g1 que declarações semelhantes eram recorrentes nas reuniões. Segundo ele, os encontros com a dirigente aconteciam às quartas-feiras. O diretor, que não quis se identificar, confirmou que as falas atribuídas a Roselaine ocorreram. O caso gerou repercussão e levou a Secretaria a reforçar que não compactua com manifestações desse tipo.

DEFLAÇÃO EM AGOSTO

O IPCA-15 registrou deflação de 0,40% em agosto, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (26). Em julho, o índice havia subido 0,06%. Foi a primeira deflação em um ano e a maior desde agosto de 2022. O resultado ficou abaixo da previsão do mercado, de queda de 0,32%. Um dos principais fatores foi o bônus de Itaipu, que reduziu as contas de luz em agosto. O benefício, porém, deve ter efeito temporário e pode ser revertido em setembro. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,24%, contra 4,52% até julho. Com isso, o índice ficou abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação. O IPCA-15 antecipa tendências do IPCA, índice oficial de inflação. A coleta de preços de agosto ocorreu entre 16 de julho e 14 de agosto. Para 2026, o mercado projeta inflação de 5,02%, acima do teto da meta. O Copom reduziu a Selic para 14% ao ano, mas mantém alerta sobre inflação e possíveis efeitos do El Niño nos preços.

Salvador, 26 de agosto de 2026.

Antonio Pesoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

MAIOR CENTRO DE DETENÇÃO DE IMIGRANTES: COMIDA INSUFICIENTE, VERMES...


O prefeito de Newark, Ras Baraka, 56, tornou-se um dos principais críticos das condições nos centros de detenção de imigrantes nos EUA. 
Newark abriga o Delaney Hall, maior centro de detenção de imigrantes da Costa Leste, administrado por uma empresa privada. Quase 50 mil pessoas foram detidas pelo ICE em julho, recorde no segundo mandato de Donald Trump. Desde o início desse mandato, 56 imigrantes morreram sob custódia. Baraka denuncia condições sanitárias e médicas precárias no Delaney Hall. Segundo ele, detentos relataram comida insuficiente, presença de vermes e falta de atendimento médico adequado. Também houve relatos de medicamentos errados e de uma mulher que sofreu aborto espontâneo sem receber assistência necessária. O prefeito afirma que as autoridades locais nunca tiveram autorização para realizar inspeções completas no centro. Em maio, Baraka foi preso pelo ICE ao tentar acessar o local durante um protesto. Ele defende uma política migratória com regras claras e um processo mais rápido para pedidos de asilo e cidadania. Segundo Baraka, atualmente alguns processos podem levar de seis a oito anos. Nesse período, imigrantes podem ser presos ou deportados mesmo enquanto aguardam decisões judiciais. Para ele, a política de Trump aumentou a xenofobia e o medo entre imigrantes, especialmente os não brancos. Baraka também considera preocupante o estado da democracia americana. Ele afirma que direitos conquistados historicamente estão sendo revertidos ou ameaçados. Entre eles, cita direitos eleitorais, igualdade, ação afirmativa e direitos das mulheres.

Apesar disso, acredita que os eleitores estão reagindo e buscando mudanças. Segundo ele, candidatos progressistas vêm conquistando vitórias em várias regiões dos EUA. O prefeito defende ainda a existência de cidades santuário para proteger imigrantes. Para Baraka, Newark deve continuar acolhendo pessoas que buscam liberdade, segurança e oportunidades. Ele destaca especialmente a importância da comunidade brasileira na cidade. Segundo o prefeito, os brasileiros contribuem para o crescimento social, político e econômico de Newark. Imigrantes pagam impostos, abrem empresas, geram empregos e movimentam a economia local. Baraka afirma que a saída dessas pessoas pode provocar fechamento de negócios e perda de oportunidades. Ele considera a diversidade uma das maiores forças da cidade e de Nova Jersey. O prefeito diz acreditar que os EUA conseguirão superar o atual período de tensão. Para ele, o país já enfrentou momentos históricos ainda mais difíceis. Baraka demonstra confiança na resistência da população e das instituições democráticas. Ele afirma ter fé de que a democracia e seus defensores conseguirão prevalecer. Ras Baraka está em seu quarto mandato como prefeito de Newark e possui trajetória ligada à educação e à política. 

LA GUAIRA, NA VENEZUELA, FOI DEVASTADA POR TERREMOTOS


La Guaira, na costa norte da Venezuela, foi devastada por terremotos consecutivos ocorridos em junho. 
A região, antes conhecida pelo turismo e pelas praias, virou um enorme acampamento humanitário. Segundo o regime, cerca de 24 mil pessoas ficaram desabrigadas e centenas de prédios foram danificados ou destruídos. Torres residenciais desabaram, deixando montanhas de escombros, mortos e famílias em busca de sobreviventes. Locais de lazer e comércio passaram a funcionar como hospitais, necrotérios e abrigos. Um McDonald’s foi transformado em hospital de campanha, enquanto o porto virou necrotério. Campos de golfe e resorts de surfe também foram ocupados por desabrigados. O desastre reacendeu críticas às construções realizadas após as tragédias naturais de 1999 e 2010. Muitos edifícios construídos durante o governo de Hugo Chávez desabaram, soterrando moradores. Críticos afirmam que os projetos não consideraram adequadamente a instabilidade do solo. O número oficial de mortos já ultrapassa 6.500, mas pode estar subestimado. A população enfrenta desemprego, falta de moradia e dificuldades para reconstruir a vida. Escolas foram transformadas em abrigos, enquanto quadras esportivas receberam voluntários e equipes de resgate. Em uma escola, 110 alunos morreram e outros 50 continuam desaparecidos. Muitos sobreviventes permanecem próximos aos escombros, esperando encontrar familiares desaparecidos. Algumas famílias decidiram deixar a região, inclusive em direção à Colômbia, por não verem perspectivas de recuperação. Mesmo casas pouco danificadas perderam a segurança e a normalidade.

Moradores relatam medo de permanecer em La Guaira diante do risco de novos desastres. O governo venezuelano promete construir moradias mais resistentes e reconstruir a região. Autoridades dizem já ter identificado terrenos para novas habitações. Entretanto, muitos venezuelanos duvidam da capacidade financeira e administrativa do regime. As finanças do país foram profundamente afetadas pela má gestão e pelas sanções dos Estados Unidos. O governo Trump afirma trabalhar com autoridades venezuelanas e empresas privadas na reconstrução. Enquanto as promessas de recuperação são feitas, milhares continuam vivendo em condições precárias. Barracas improvisadas, chuva, lama e falta de infraestrutura fazem parte da rotina dos sobreviventes. O trauma também permanece entre aqueles que perderam parentes, amigos, casas e empregos. Para muitos, a reconstrução não representa apenas recuperar prédios, mas reconstruir suas próprias vidas. O futuro de La Guaira permanece incerto, assim como o destino de seus moradores. “Não é vida viver assim”, resumiu um sobrevivente, expressando a angústia de milhares de famílias. A região permanece presa entre os escombros da tragédia e a esperança de um novo começo. 

JUSTIÇA FEDERAL LIBERA NOVO LOTE DE ATRASADOS DO INSS


O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou um novo lote de atrasados do INSS para aposentados, pensionistas e outros segurados que venceram ações judiciais. 
Os pagamentos autorizados correspondem a processos autuados em julho de 2026. Foram liberados R$ 2,745 bilhões para ações previdenciárias e assistenciais. O valor beneficia 173.283 pessoas em 125.963 processos. No total, o lote liberado pela Justiça Federal chega a R$ 3,3 bilhões. O montante inclui também processos de outras áreas. Os valores envolvem revisões de aposentadorias, auxílio-doença, pensões e outros benefícios. Cada Tribunal Regional Federal segue seu próprio cronograma de pagamento. Durante o processamento, o dinheiro é depositado em contas da Caixa ou do Banco do Brasil. Após essa etapa, o beneficiário pode consultar o banco responsável no site do tribunal. O pagamento ocorre depois do fim definitivo do processo e da expedição da requisição. Só recebem os segurados que venceram a ação contra o INSS sem possibilidade de recurso. Isso acontece após o chamado trânsito em julgado. A data do pagamento depende da ordem judicial para quitar a dívida e do valor devido. Atrasados de até 60 salários mínimos são pagos por meio de RPVs, em lotes mensais. Valores acima desse limite são pagos por precatórios, normalmente uma vez por ano.

O TRF da 1ª Região liberou R$ 908,2 milhões em ações previdenciárias e assistenciais. O montante corresponde a 39.911 processos e 47.957 beneficiários. O TRF da 2ª Região liberou R$ 220,6 milhões, beneficiando 14.402 pessoas em 9.840 processos. O TRF da 3ª Região destinou R$ 321,4 milhões para 14.101 beneficiários. No TRF da 4ª Região, foram liberados R$ 562,5 milhões para 42.052 beneficiários. O TRF da 5ª Região liberou R$ 460 milhões, beneficiando 37.023 pessoas. Já o TRF da 6ª Região destinou R$ 272,6 milhões para 17.748 beneficiários. Os pagamentos abrangem diferentes estados e dependem do cronograma de cada tribunal. 

TRUMP NÃO OBTEVE ÊXITO NAS INVESTIDAS CONTRA O IRÃ


Ao declarar um “Dia D econômico” contra o Irã, Donald Trump e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, tentam encontrar uma saída para uma estratégia militar que não alcançou seus objetivos. 
Tradicionalmente, os EUA recorrem primeiro à diplomacia, depois às sanções econômicas e, por último, à ação militar. Trump, porém, passou rapidamente da diplomacia aos bombardeios para tentar destruir o programa nuclear iraniano e pressionar o regime. Os ataques não atingiram os objetivos esperados e deixaram 18 americanos mortos, centenas ou milhares de iranianos mortos e custos estimados em mais de US$ 100 bilhões. Agora, Bessent anunciou a chamada “Operação Pária Econômico”, destinada a cortar os recursos que sustentam a República Islâmica. A estratégia prevê bloquear transações financeiras, inclusive digitais, além de dificultar o comércio de petróleo e a movimentação internacional de ouro. O plano, porém, enfrenta um grande obstáculo: a China, principal compradora do petróleo iraniano. Em 2025, Pequim adquiriu mais de 80% das exportações de petróleo do Irã. Para especialistas, sem a cooperação chinesa, a estratégia americana terá poucas chances de sucesso. Bessent ameaçou impor sanções secundárias a países que continuarem negociando com Teerã, mas evitou citar diretamente a China. A medida poderia aumentar as tensões entre Washington e Pequim, que já divergem sobre Taiwan, inteligência artificial, armas nucleares e comércio internacional. Especialistas também questionam por que sanções tão rígidas não foram utilizadas antes da ofensiva militar contra o Irã.

As sanções contra Teerã não são novidade. Os EUA começaram a intensificá-las durante o governo George W. Bush, e Barack Obama ampliou a pressão para levar o Irã às negociações. A estratégia ajudou a produzir o acordo nuclear de 2015, que limitou as atividades nucleares iranianas em troca do alívio de sanções. Trump abandonou o acordo em 2018 e restabeleceu as punições econômicas, apostando que elas provocariam uma mudança de comportamento do regime. Apesar disso, o Irã continuou exportando entre dois e três milhões de barris de petróleo por dia durante parte do período de sanções. O bloqueio naval atual reduziu essas exportações, mas não eliminou a capacidade de resistência iraniana. Imagens de satélite indicam ainda que materiais nucleares permanecem em locais atingidos pelos bombardeios americanos. O regime também sobreviveu, embora tenha passado por mudanças após a morte do aiatolá Ali Khamenei durante os ataques iniciais da guerra. Bessent voltou a mencionar a possibilidade de mudança de regime, objetivo defendido por Trump meses atrás. Na época, o presidente americano esperava uma rápida vitória militar e pediu que os iranianos se levantassem contra o governo. Posteriormente, Trump reconheceu que a população iraniana não possuía armas nem organização suficientes para realizar uma revolta. Agora, Washington aposta novamente na pressão econômica, mas o sucesso da estratégia dependerá principalmente da postura da China. 

MORO INGRESSA COM AÇÃO CONTRA JUÍZA


A Justiça do Paraná marcou para 29 de setembro, cinco dias antes do primeiro turno das eleições, a audiência de conciliação no processo movido pelo senador Sergio Moro (PL) contra a ex-juíza federal Luciana Dias Bauer. 
Moro, candidato ao governo do Paraná, pede ao menos R$ 100 mil por danos morais. A ação foi apresentada em janeiro, após Bauer afirmar, em entrevista à TV 247, que teria sido agredida por ele em 2016, quando ambos eram juízes em Curitiba. Segundo Bauer, Moro a segurou pelo pescoço dentro de um elevador do Foro da Justiça Federal e mandou que ela ficasse quieta. O episódio teria ocorrido após ela atuar em um habeas corpus durante um plantão judicial. Na ação, Moro nega a acusação e classifica o relato como uma “fábula vingativa” criada quase dez anos depois. Seus advogados afirmam que Bauer não registrou boletim de ocorrência nem apresentou denúncia formal à corregedoria na época. A defesa também cita mensagens trocadas entre Bauer e uma integrante da equipe de Moro em 2017 e 2018. Em uma delas, a ex-juíza pede livros emprestados e termina com “BJ”, abreviação de “beijos”. 

Para os advogados, a cordialidade posterior seria incompatível com uma agressão. Moro contesta ainda outras declarações feitas por Bauer, que teria o chamado de “mafioso” e “criminoso” e relacionando a uma suposta organização criminosa ligada à Lava Jato. Bauer deixou a magistratura em 2022 e atualmente atua como advogada. Em entrevista de dezembro de 2025, afirmou que o episódio fazia parte de um contexto de perseguições e críticas à atuação da 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Lava Jato. Em nota, Bauer disse desconhecer o processo e afirmou não ter sido citada. Também criticou a atuação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região em relação à Lava Jato. A audiência será virtual, às 9h40, na 6ª Vara Cível de Curitiba. Caso não haja acordo, o processo seguirá para defesa e produção de provas. 

EUA VOLTAM A ATACAR NO PACÍFICO ORIENTAL E MATA MAIS DUAS PESSOAS


Após dois meses de trégua aparente, os Estados Unidos retomaram ataques a lanchas suspeitas de transportar drogas na América do Sul. 
Na segunda-feira (24), o Comando Sul anunciou um ataque no Pacífico Oriental que matou duas pessoas. Segundo os EUA, os mortos seriam “narcoterroristas”, mas nenhuma evidência foi apresentada para comprovar a acusação. A operação ocorreu no domingo (23) e seguiu o mesmo padrão de mais de 60 ataques anteriores.
As ofensivas já teriam provocado ao menos 220 mortes. O último ataque havia sido registrado em 21 de junho, também com duas mortes. Especialistas destacam que a rota marítima não é a principal via de entrada de drogas nos Estados Unidos. A quantidade de fentanil transportada pelo Caribe, por exemplo, seria considerada pequena. Mesmo assim, o governo Trump usa o combate ao narcotráfico como justificativa para ampliar operações militares na região. A ofensiva começou em setembro, inicialmente concentrada no Caribe e próxima à Venezuela. Na época, Washington enviou o porta-aviões USS Gerald Ford para perto da costa venezuelana. Após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, houve uma pausa de três semanas nas operações. Posteriormente, a frequência dos ataques diminuiu.

Enquanto isso, a América do Sul passou por uma mudança política favorável aos interesses do presidente Donald Trump. Em março, a Casa Branca lançou o programa “Escudo das Américas”, voltado ao combate ao tráfico de drogas. Os Estados Unidos também ampliaram a cooperação militar com o Equador. A Venezuela, apesar da retórica anti-imperialista, também passou a aceitar operações americanas em seu território. Em junho, uma ação do Comando Sul matou Niño Guerrero, líder do Tren de Aragua. O Peru, sob liderança de Keiko Fujimori, também demonstrou interesse em integrar o grupo de países parceiros dos EUA. Na Colômbia, o presidente Abelardo de la Espriella autorizou operações militares conjuntas com Washington. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, defende ampliar as ações para além do mar. Durante visita ao Panamá, ele afirmou que os ataques poderão alcançar organizações de narcotráfico em terra. Equador, Colômbia e outros países deverão participar dessas operações. A retomada dos ataques indica, portanto, uma nova fase da estratégia americana de combate às drogas na América Latina. A política também reforça a presença militar dos EUA e a aproximação com governos aliados na região. 

MANTIDA PRISÃO DE TRÊS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM NO DF

A Justiça do Distrito Federal manteve a prisão preventiva de três técnicos de enfermagem acusados de envolvimento nas mortes de pacientes internados em uma UTI particular de Taguatinga. 
A decisão foi publicada na última quinta-feira (20/8), durante a revisão periódica da prisão preventiva. Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa, 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22, estão presos desde janeiro. Eles são réus em processo que investiga homicídios e tentativas de homicídio no Hospital Anchieta. Segundo a Justiça, não surgiram fatos novos que justificassem a mudança da medida cautelar. O caso veio à tona após o hospital identificar semelhanças entre mortes ocorridas na UTI e comunicar as autoridades. A Polícia Civil do Distrito Federal iniciou uma investigação e deflagrou a Operação Anúbis. Segundo os investigadores, pacientes teriam recebido substâncias ou doses de medicamentos incompatíveis com os tratamentos prescritos. As aplicações teriam provocado o agravamento dos quadros clínicos e, em alguns casos, a morte. Entre as vítimas estão Marcos Moreira, de 33 anos, João Clemente Pereira, de 63, e Miranilde Pereira da Silva, de 75. Em março, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou os três profissionais. Com o recebimento da denúncia pela Justiça, eles passaram à condição de réus.

A acusação também inclui episódios classificados como tentativas de homicídio. As investigações procuram esclarecer a dinâmica dos fatos e a participação individual de cada acusado. O processo está na fase de instrução, com depoimentos de testemunhas e análise das provas. A manutenção da prisão preventiva não significa condenação dos réus. O mérito da ação ainda será analisado pela Justiça ao final da instrução processual. A defesa de um dos acusados contestou a decisão que manteve a prisão. Segundo o advogado Liomar Torres, medidas cautelares podem ser decretadas ou revogadas conforme o entendimento judicial. O defensor afirmou que a decisão não altera o andamento do processo e será contestada oportunamente. Enquanto a ação tramita, os três réus permanecem presos e à disposição da Justiça. Novas etapas processuais deverão ocorrer nos próximos meses. Ao final, o Judiciário avaliará todas as provas apresentadas pela acusação e pela defesa. Somente depois dessa análise será definida eventual responsabilização criminal dos acusados. Até lá, os três permanecem amparados pelo princípio da presunção de inocência.