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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

MANOBRA MILITAR DA OTAN AUMENTA TENSÃO COM MOSCOU


A Otan realizou uma manobra militar surpresa perto de Kaliningrado, enclave russo entre Polônia e Lituânia, aumentando a tensão com Moscou. 
Cerca de 25 aeronaves participaram da operação, incluindo caças dos EUA e da Noruega, aviões de vigilância e reabastecimento. Também foram mobilizados helicópteros de ataque americanos AH-64 Apache. Segundo a Otan, o objetivo foi treinar capacidades defensivas e operacionais na região. A ausência de anúncio prévio, porém, provocou apreensão na Rússia. A avaliação em Moscou é de que o exercício poderia ter testado sistemas russos de interceptação eletrônica. Kaliningrado abriga importantes sistemas militares russos, incluindo equipamentos de comunicação, defesa antiaérea S-400 e mísseis Iskander-M. A região é considerada estratégica por sua posição no mar Báltico. Os mísseis Iskander têm capacidade de atingir alvos a centenas de quilômetros e podem receber ogivas nucleares. O episódio ocorre em meio ao aumento da tensão entre Rússia e Otan desde a invasão da Ucrânia, em 2022. Lituânia, Letônia e Estônia são vistas pela aliança como áreas vulneráveis a possíveis ataques russos. Suécia e Finlândia abandonaram sua tradicional neutralidade e ingressaram na Otan após a guerra na Ucrânia.

Com isso, quase todo o litoral do Báltico passou a estar sob controle de países da aliança, com exceção das áreas russas. Nos últimos meses, diversos incidentes aumentaram a desconfiança na região. Aeronaves francesas já foram alvo de radares russos, enquanto a Otan reforçou patrulhas para proteger cabos submarinos. Também continuam as discussões sobre as explosões dos gasodutos Nord Stream, ocorridas em 2022. Drones ligados à guerra na Ucrânia também já provocaram incidentes e violações de espaço aéreo. A passagem de uma fragata russa equipada com mísseis hipersônicos pelo Báltico gerou novos alertas na Europa. A embarcação escoltava um navio transportando gás russo, em uma demonstração de dissuasão. O presidente Vladimir Putin afirmou que a Rússia poderá adotar medidas semelhantes contra navios europeus. A situação aumenta o temor de confrontos militares ou navais no Báltico. A Otan vem alertando para a possibilidade de um eventual confronto com a Rússia antes do fim da década. Ao mesmo tempo, países europeus ampliam seus gastos militares e reforçam suas capacidades de defesa. A expansão ocorre também diante das cobranças de Donald Trump para que os aliados europeus assumam maior parte dos custos da defesa. O Kremlin critica o fortalecimento militar da Otan e classifica a política ocidental como uma forma de russofobia.
O episódio em Kaliningrado mostra como o Báltico continua sendo um dos principais focos de tensão entre Rússia e Otan. 

MULHERES SEM ACESSO AO ENSINO MÉDIO E SUPERIOR, ALÉM DE OUTRAS RESTRIÇÕES


O Talibã retomou o controle do Afeganistão há cinco anos, após duas décadas, e restabeleceu um regime islâmico que restringe severamente os direitos das mulheres. 
Desde então, mulheres e meninas foram progressivamente excluídas da vida pública, em um processo considerado sem precedentes na história moderna. Mais de 160 decretos limitaram seus direitos, proibindo o acesso ao ensino médio e superior e restringindo trabalho, circulação, vestimentas e liberdade de expressão. 
A ONU Mulheres alerta que as medidas afetam aproximadamente metade da população e podem comprometer o futuro do país por décadas. Um relatório da organização, baseado em entrevistas com cerca de 5.000 afegãos, revela forte deterioração das condições de vida das mulheres. Enquanto 55% dos homens disseram estar vivendo pior do que esperavam, o índice chegou a 65% entre as mulheres. Os homens apontaram principalmente dificuldades econômicas, enquanto as mulheres destacaram a perda de acesso à educação e ao trabalho. A maioria das entrevistadas relatou aumento do estresse, preocupação e pressão, sinais associados à deterioração da saúde mental. Cerca de 90% disseram precisar da autorização de um homem da família para sair de casa. Mais da metade afirmou sair apenas uma ou duas vezes por mês, enquanto mais de 95% dos homens disseram sair diariamente. A pressão para cumprir as regras também aumentou dentro das próprias comunidades.

Quase 40% das mulheres entrevistadas disseram sofrer mais pressão para adequar seu comportamento por medo de denúncias. Especialistas afirmam que o Talibã transformou normas patriarcais em obrigações legais e passou a envolver famílias na fiscalização das mulheres. O Afeganistão é atualmente o único país do mundo que proíbe formalmente meninas e mulheres de estudar além do ensino primário. A exclusão prolongada da educação e da vida pública aumenta a defasagem e reduz as perspectivas de recuperação social e econômica. A Unesco pediu a restauração plena do direito à educação para meninas e mulheres afegãs. Especialistas alertam que uma geração inteira pode crescer sem oportunidades educacionais e profissionais. Para ativistas, por trás de cada decreto existem histórias de estudantes, professoras, juízas, médicas e empreendedoras impedidas de exercer suas atividades. A advogada de direitos humanos Belquis Ahmadi defende maior pressão internacional contra as restrições. Segundo ela, o problema não é apenas o apagamento de milhões de mulheres e meninas da vida pública. O risco maior, afirma, é que o mundo se acostume gradualmente com essa realidade. Cinco anos após o retorno do Talibã, a situação das mulheres permanece entre as maiores crises de direitos humanos do Afeganistão. 

DÍVIDA DOS EUA ULTRAPASSA, PELA PRIMEIRA VEZ, US$ 40 TRILHÕES


A dívida total dos Estados Unidos ultrapassou pela primeira vez os US$ 40 trilhões, segundo dados do Departamento do Tesouro divulgados ontem, 19. 
O valor chegou a US$ 40,047 trilhões na terça-feira, incluindo US$ 32,266 trilhões em títulos detidos pelo público e US$ 7,782 trilhões em dívida intragovernamental. A dívida federal mais que dobrou em menos de uma década. Em janeiro de 2017, quando Donald Trump assumiu a Presidência pela primeira vez, o montante era de US$ 19,95 trilhões. Cerca de um terço do aumento ocorreu durante a pandemia de Covid-19, quando os governos Trump e Joe Biden ampliaram os gastos para enfrentar a crise. O restante do crescimento está ligado a desequilíbrios persistentes entre receitas e despesas e às escolhas fiscais dos dois governos. Organizações de controle orçamentário alertam para o risco de uma crise fiscal caso o Congresso não aumente receitas, reduza gastos ou adote as duas medidas. Maya MacGuineas, do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, afirmou que a dívida afeta toda a economia e pode chegar ao bolso dos cidadãos. Segundo ela, o aumento do endividamento pode pressionar a inflação, limitar outras prioridades orçamentárias e ampliar a vulnerabilidade do país. A dívida chegou a US$ 40 trilhões menos de cinco meses depois de atingir US$ 39 trilhões. Em menos de 20 anos, o valor quadruplicou. Em 1981, a dívida havia alcançado pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão. Os mercados também demonstram preocupação com o elevado volume de emissão de títulos do governo americano. 

Os juros dos títulos de longo prazo atingiram nesta semana os maiores níveis em quase duas décadas. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou a duplicação das recompras de títulos de 10 a 30 anos para pelo menos US$ 4 bilhões por operação. A demanda estrangeira por títulos americanos também vem diminuindo, embora investidores internacionais ainda detenham quase um terço dos Treasuries. Em julho, o déficit mensal dos EUA chegou a US$ 432 bilhões, o quarto maior da história. Nos primeiros dez meses do ano fiscal de 2026, o déficit já superou o resultado de todo o ano fiscal de 2025. Desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025, a dívida aumentou US$ 3,8 trilhões. Considerando os dois mandatos, o crescimento chega a US$ 11,6 trilhões até o momento. Durante o governo Biden, a dívida aumentou US$ 8,4 trilhões, impulsionada também por programas de recuperação da pandemia, infraestrutura e energia. O pacote fiscal do segundo mandato de Trump, conhecido como “One Big Beautiful Bill”, poderá acrescentar US$ 4,7 trilhões à dívida, segundo o Escritório de Orçamento do Congresso. Os EUA gastam cerca de US$ 7 trilhões por ano, sendo 60% destinados a programas obrigatórios, como Previdência Social, Medicare, Medicaid e benefícios para veteranos. Cerca de US$ 1,1 trilhão é destinado ao pagamento de juros da dívida. No ano fiscal de 2025, os juros superaram pela primeira vez os gastos do Pentágono. Em 2026, os pagamentos de juros também ultrapassaram os gastos com o Medicare. O envelhecimento da população e o aumento das despesas sociais pressionam ainda mais as contas públicas americanas. 

MÉDICA CONTRA ABORTO VAI LIDERAR ADMINISTRAÇÃO DE ALIMENTOS E MEDICAMENTOS


Heidi Overton, uma das principais assessoras da Casa Branca, foi escolhida por Donald Trump para liderar a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA). 
Médica e vice-diretora do Conselho de Política Interna, Overton participou de iniciativas de saúde do segundo governo Trump. A indicação provocou críticas de senadores democratas, que a classificaram como extremista de direita e contrária ao aborto. Trump, porém, elogiou Overton no Truth Social, chamando-a de profissional inteligente e respeitada. O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., também manifestou apoio à indicação. Se confirmada pelo Senado, Overton terá de administrar diferentes interesses dentro do governo e enfrentar temas polêmicos na área da saúde. Ela assumirá a FDA após a saída de Marty Makary, em maio, deixando projetos inacabados sobre alimentos ultraprocessados, antidepressivos e vacinas contra a covid-19. Overton estudou medicina na Universidade do Novo México e fez doutorado em investigação clínica na Universidade Johns Hopkins. Antes de integrar o governo, foi diretora de políticas do America First Policy Institute, think tank conservador. Nos últimos meses, participou de anúncios de políticas defendidas por Trump, incluindo medidas para reduzir preços de medicamentos.

Também apoiou uma ordem de vacinação que propôs separar a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em três imunizações. A medida contrariou recomendações de grupos médicos. Em evento na Casa Branca, Overton apoiou Trump quando ele sugeriu, sem respaldo científico, relação entre vacinação e autismo. O consenso científico estabelece que não existe relação entre vacinas e transtorno do espectro autista. Overton também já criticou as pílulas abortivas. Caso seja confirmada, poderá influenciar regras da FDA que facilitaram o acesso a esses medicamentos. A nomeação ainda precisa ser analisada pelo Senado, onde os republicanos têm maioria apertada. Overton deverá responder a perguntas da Comissão de Saúde, Educação, Trabalho e Previdência. O presidente da comissão, o republicano Bill Cassidy, é médico e já criticou ações de Trump que levantaram dúvidas sobre a vacinação. A escolha de Overton ocorre em meio a disputas sobre políticas de saúde, vacinas, medicamentos e aborto nos Estados Unidos. 

VACINA EXPERIMENTAL CONTRA O CÂNCER


Uma vacina experimental personalizada contra o melanoma, desenvolvida pela Moderna e pela Merck, reduziu o risco de retorno do câncer após a cirurgia, segundo resultados preliminares de um estudo de fase final divulgado ontem, 19. 
Chamada intismeran autogene, a vacina é diferente das tradicionais: em vez de prevenir doenças, é produzida sob medida para tratar tumores já existentes, considerando as mutações genéticas de cada paciente. O melanoma é um câncer de pele agressivo, desenvolvido nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. Sua capacidade de provocar metástases torna a doença especialmente preocupante. No estudo, a vacina foi combinada ao Keytruda (pembrolizumabe), imunoterápico da Merck usado no tratamento do melanoma. Participaram 1.137 pacientes que haviam passado por cirurgia para retirar completamente o tumor, mas ainda apresentavam risco de recidiva. Dois terços receberam a combinação e um terço, apenas o Keytruda. Na análise interina, o grupo que recebeu os dois tratamentos apresentou resultados superiores na sobrevida livre de recorrência e na prevenção de metástases à distância. O estudo ainda está em andamento e não foi publicado. As empresas também não divulgaram os percentuais exatos de redução de risco observados nessa análise. Em estudo anterior de fase intermediária, a combinação havia reduzido em 49% o risco de recorrência ou morte após cinco anos em pacientes com melanoma de alto risco. 

Segundo a Moderna e a Merck, não foram identificados novos sinais de segurança, e o perfil de efeitos adversos permaneceu semelhante ao observado anteriormente. A tecnologia utiliza a plataforma de RNA mensageiro (mRNA), a mesma empregada pela Moderna no desenvolvimento de sua vacina contra a Covid-19. A estratégia também está sendo pesquisada para outros tumores. O programa INTerpath reúne estudos de fases 2 e 3 para câncer de pulmão, bexiga e carcinoma de células renais. Há ainda pesquisas iniciais para câncer de pâncreas, estômago e outro tipo de tumor pulmonar. Especialistas afirmam que os resultados são promissores, mas ainda é cedo para saber se a tecnologia mudará a prática clínica. Para o oncologista Stephen Stefani, vacinas personalizadas contra o câncer vêm sendo estudadas há anos, mas sua aplicação ampla dependerá de novos dados. Os próximos resultados deverão esclarecer a eficácia da estratégia e seu impacto na sobrevida dos pacientes. A proposta combina dois mecanismos: a vacina ajuda o sistema imunológico a reconhecer características específicas do tumor, enquanto o Keytruda bloqueia a proteína PD-1, permitindo maior ação dos linfócitos T. A expectativa é que o avanço da tecnologia de mRNA amplie as possibilidades de tratamentos personalizados contra diferentes tipos de câncer. 

STF DECIDE TORNAR RÉUS O EX-PRESIDENTE DA ALERJ E OUTROS


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réus o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar; o ex-deputado estadual TH Joias; e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto. 
Os três estão presos e são acusados de obstrução de investigação relacionada ao vazamento de informações sigilosas de uma operação contra o Comando Vermelho (CV). A decisão também envolve Jéssica de Oliveira Santos, esposa de TH Joias, e Thárcio Nascimento Salgado, suspeito de lavar dinheiro do tráfico em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. O julgamento ocorre no plenário virtual do STF e os ministros podem ajustar seus votos até sexta-feira (21). O relator, Alexandre de Moraes, votou pelo recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o voto. Segundo a PGR, o grupo teria atuado entre 2 e 3 de setembro de 2025 para vazar informações sobre a Operação Zargun. TH Joias, então deputado estadual e um dos principais alvos, teria retirado objetos de sua residência antes da chegada dos policiais.

Para Moraes, os elementos reunidos indicam crime de obstrução de investigação contra organização criminosa armada. A denúncia aponta que os acusados teriam agido em conjunto para repassar informações sigilosas da operação e eliminar provas. O objetivo seria dificultar investigações sobre o Comando Vermelho, envolvendo tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro. Moraes também citou que Bacellar admitiu ter conversado com Thiego Raimundo sobre a operação policial em 2 de setembro de 2025, na sede da Alerj. Segundo a PGR, o contato ocorreu após a Polícia Federal tratar com o gabinete do desembargador sobre a data da operação. Para o relator, a denúncia apresenta indícios de autoria e materialidade suficientes para o prosseguimento da ação. Após a conclusão do julgamento, na sexta-feira, as defesas ainda poderão recorrer à Primeira Turma para pedir esclarecimentos. Depois dessa etapa, o Supremo deverá abrir uma ação penal contra os acusados. 

MENINA DE 10 ANOS É VÍTIMA DE CASAMENTO PRECOCE COM HOMEM DE 50


Autoridades do Equador resgataram uma menina de 10 anos vítima de tráfico humano no Peru. 
Ela seria entregue como esposa a um homem de 50 anos, preso durante a operação. O caso ocorreu em Espejo, na província de Pastaza, na Amazônia equatoriana. O homem foi acusado de tráfico humano para casamento servil. A investigação durou dois meses e identificou outros casos de tráfico de menores. O episódio trouxe à tona a persistência dos casamentos infantis na América Latina. Segundo a Unicef, uma em cada quatro meninas da região viveu uma união precoce. A América Latina é a única região onde não houve redução significativa desses casos. Na África subsaariana, apesar dos índices maiores, houve queda nas últimas décadas. Pobreza, falta de educação, violência e poucas oportunidades econômicas estão entre as causas. Especialistas afirmam que muitas meninas buscam segurança e estabilidade financeira nessas uniões. Porém, decisões desse tipo ocorrem frequentemente em condições desiguais e restritivas. As consequências incluem abandono escolar, gravidez precoce e maior exposição à violência. Também há riscos de abuso sexual e redução das oportunidades de desenvolvimento. A prática existe há séculos na América Latina e envolve fatores históricos e culturais. Medidas legais mais rigorosas começaram a surgir principalmente a partir do século 21. 

Nicarágua, El Salvador, México e Peru adotaram proibições ou restrições ao casamento infantil. Colômbia e Bolívia aprovaram a proibição em 2025. No Brasil, menores de 16 anos não podem se casar; entre 16 e 18, há exigência de autorização dos pais. Mesmo com leis, especialistas dizem que as uniões precoces continuam ocorrendo. Na República Dominicana, mais de 35% das mulheres acima de 20 anos casaram antes dos 18. No México, cerca de 9 mil uniões precoces foram registradas no último ano. A pobreza aumenta significativamente o risco de uma menina entrar em uma união precoce. Costumes de algumas comunidades indígenas também são apontados como fator sociocultural. Especialistas alertam, porém, que tradições não devem condenar meninas à pobreza e desigualdade. A Unicef aponta gravidez adolescente, abandono escolar e violência como consequências frequentes. Por isso, especialistas defendem ações que ataquem as causas sociais e econômicas do problema. Entre as medidas estão manter meninas na escola e ampliar oportunidades econômicas. Programas de liderança e apoio também podem aumentar a autonomia das adolescentes. Equador e Peru anunciaram reforço da vigilância na fronteira para combater o tráfico de menores. Especialistas ressaltam que as políticas também devem proteger meninas que já vivem em uniões precoces. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 20/08/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Justiça do Trabalho suspende as demissões do grupo Casas Bahia

O descumprimento da ordem de preservação dos empregos poderá resultar em multa diária de R$ 100 mil, diz TRT-DF

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Jogo do bicho, tráfico, milícia: em quatro dias, Rio já soma oito candidaturas suspeitas de ligação com crime organizado

Pedidos foram encaminhadas ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio, que terá de decidir até 14 de setembro

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Empresas preveem crescimento menor e até recessão para 2027, com juro alto e inadimplência

Varejistas cortam investimentos, e concessionárias de serviços reclamam de falta de pagamento em contas de água e luz Levantamento da Folha analisou cenários traçados pelas 76 companhias listadas no Ibovespa

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

MPF entra com ação na Justiça para evitar desabamento de igreja no Centro Histórico de Salvador

Ação civil pública foi ajuizada contra a Ordem Terceira Secular de São Francisco, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o município de Salvador.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Norma que regulamenta uso da IA na Medicina reforça responsabilidade e ética do profissional

Painel “Bioética, Responsabilidade Civil e Regulação da IA Médica” encerrou o Summit Talks: IA na Medicina, que ocorreu nesta quarta-feira na Feevale

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Autoridades de Ceuta encaminham milhares de migrantes para abrigos temporários

Foram disponibilizados vários espaços para acolher, numa fase inicial, 1800 migrantes e, segundo o governo espanhol, a transferência para os abrigos temporários está a ocorrer “de forma voluntária”.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

RADAR JUDICIAL


MICRO-ONIBUS ENVOLVE EM ACIDENTE E MORREM 23 PESSOAS

O micro-ônibus da Saúde envolvido no acidente que deixou ao menos 23 mortos na BR-373, em Imbituva (PR), seguia para Curitiba. A informação foi divulgada pela Prefeitura de Imbituva, que centralizou os dados na Secretaria Municipal de Saúde. O município ainda não confirmou oficialmente os nomes das vítimas nem o número exato de mortos. Havia uma lista de passageiros, mas ainda não era possível identificar quem estava ferido ou entre as vítimas fatais. A prefeitura aguarda informações oficiais das autoridades responsáveis pela ocorrência. O acidente aconteceu após uma colisão entre o micro-ônibus e uma carreta. Equipes de atendimento foram mobilizadas para socorrer as vítimas e prestar assistência às famílias. A Secretaria Municipal de Saúde tornou-se o ponto de referência para informações sobre os ocupantes do veículo. O município também disponibilizou atendimento psicológico aos familiares que necessitarem de apoio. A Prefeitura pediu cautela e orientou que não sejam compartilhados nomes ou listas sem confirmação oficial. Em respeito às vítimas, os atendimentos administrativos municipais foram suspensos nesta quarta-feira. Os serviços essenciais, porém, continuam funcionando normalmente.


FACULDADE É ALVO DE INVESTIGAÇÃO

A Faculdade Internacional de Evolução Profissional (FIEP), em Alto do Coqueirinho, Salvador, é alvo de investigação do MP-BA. O procedimento foi instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor após denúncia anônima, apontando fraudes e irregularidades na oferta do curso de Tecnólogo em Óptica e Optometria. Segundo o relato, o curso era vendido como “100% online” sem autorização ou credenciamento prévio do MEC. A instituição também teria oferecido atividades práticas em polos clandestinos fora da Bahia. Esses locais seriam apresentados como “laboratórios fantasmas”, segundo a denúncia. A FIEP também é acusada de captar estudantes de outros estados por meio de parcerias irregulares, entre os quais parceria com o Sindicato dos Optometristas e Ópticos do Rio Grande do Sul. O MP-BA avalia que os alunos poderiam receber diplomas sem validade jurídica. A promotora determinou que a faculdade preste esclarecimentos em até dez dias úteis. Também foram solicitadas pesquisas em plataformas como Reclame Aqui e Consumidor.gov. O MP-BA acionou ainda órgãos do Rio Grande do Sul para verificar outras denúncias, processos ou investigações. 


DIPLOMA DE JORNALISMO PARA A PROFISSÃO

Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do STF, defenderam que a Corte volte a discutir a exigência de diploma de jornalismo para a profissão. A obrigatoriedade foi derrubada pelo Supremo em 2009, quando o plenário decidiu que o certificado não poderia ser exigido. Dino afirmou que a decisão poderá ser rediscutida diante da extensão das garantias a blogueiros e outros produtores de conteúdo. Moraes concordou e defendeu uma regulamentação da atividade, com regra de transição para profissionais já atuantes. As declarações ocorreram durante julgamento sobre direito de resposta concedido a uma clínica médica após reportagem da TV Globo. O julgamento foi suspenso após pedido de vista da ministra Cármen Lúcia. O debate ocorre em meio a uma investigação envolvendo o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, do Blog do Luís Pablo. Moraes determinou a quebra do sigilo telemático do jornalista para identificar uma suposta fonte de reportagens sobre Flávio Dino. A medida provocou reação da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que manifestou “alarme”. A entidade considerou a quebra do sigilo uma ameaça ao jornalismo e à liberdade de imprensa. Moraes afirmou que o sigilo da fonte é essencial à democracia, mas não pode proteger práticas criminosas. Ele também defendeu distinguir o jornalismo investigativo de casos em que jornalistas sejam investigados por crimes.


ESCRITÓRIO DEVERÁ RESSARCIR HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS 

Após cerca de nove anos sem movimentar uma execução, um escritório de advocacia terá de ressarcir os honorários sucumbenciais pagos pelo cliente. A decisão foi tomada por unanimidade pela 3ª Turma do STJ. A execução foi extinta por prescrição intercorrente após longo período de paralisação. O escritório retomou a cobrança sem consultar o cliente ou alertá-lo sobre os riscos. Com a extinção, o cliente foi obrigado a pagar honorários sucumbenciais. Ele então entrou com ação contra a banca para recuperar os valores. O TJ/SP reconheceu falha na prestação dos serviços e negligência dos advogados, mas rejeitou o pedido de indenização por perda de uma chance. No STJ, o escritório alegou que a prescrição era inevitável e imprevisível. O relator, ministro Humberto Martins, rejeitou o argumento da defesa. Segundo ele, cabia aos advogados informar o cliente sobre os riscos antes de retomar a execução. A revisão das provas seria inviável em recurso especial, conforme a Súmula 7 do STJ.


TPI CENSURA SANÇÕES DOS EUA


O Tribunal Penal Internacional (TPI) criticou as sanções dos Estados Unidos contra sua presidente, Tomoko Akane, classificando-as como um “ataque flagrante” à independência da Corte. O tribunal, sediado em Haia, afirmou que medidas contra juízes, procuradores e funcionários ameaçam o Estado de Direito. O governo de Donald Trump também sancionou um procurador-adjunto do TPI. Washington acusa a Corte de ser um órgão “corrupto e irremediavelmente politizado”. A União Europeia declarou apoio ao TPI e defendeu sua atuação independente. O Japão classificou as sanções americanas como “profundamente lamentáveis”. Tóquio reiterou seu apoio ao tribunal e à defesa do Estado de Direito internacional. O TPI julga indivíduos acusados de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e agressão. A Corte atua quando países não investigam ou não conseguem punir adequadamente esses crimes. As sanções são vistas como reação às investigações do TPI envolvendo Israel, aliado dos EUA. Em 2024, o tribunal emitiu mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. As medidas americanas impedem os sancionados de entrar nos EUA e de realizar transações no sistema financeiro do país.

AFASTADO RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL

A 3ª turma do STJ decidiu, por maioria, afastar o reconhecimento de união estável post mortem e manter a conclusão de que houve namoro qualificado. Embora houvesse convivência duradoura, filho em comum, auxílio material e noivado, não ficou comprovada a intenção atual de constituir família. Prevaleceu o voto do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, acompanhado por Humberto Martins e Moura Ribeiro. A relatora, ministra Nancy Andrighi, ficou vencida, acompanhada pela ministra Daniela Teixeira. Nancy defendeu o reconhecimento da união estável com base no conjunto de elementos que indicariam vida familiar. Entre eles estavam o filho, imóvel alugado pelo falecido, declaração de IR, seguro de vida, eventos familiares e o noivado. Cueva destacou que a diferença está na existência de uma família efetivamente constituída durante a convivência. Segundo ele, namoro qualificado e união estável podem apresentar características objetivas semelhantes. As instâncias anteriores entenderam que havia apenas intenção futura de formar família. Para a maioria, filho, auxílio material, seguro de vida e noivado não bastam, isoladamente, para caracterizar união estável. O ministro ressaltou ainda a ausência de publicidade da relação como se fossem casados e de intenção atual de constituir família. Alterar essa conclusão exigiria reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula 7 do STJ.

ANTIGUIDADE NA ENTRÂNICA ANTERIOR DESEMPATE LISTAS

A 1ª Turma do STF decidiu, por unanimidade, que a antiguidade na entrância anterior deve desempatar listas de juízes promovidos simultaneamente. A decisão foi tomada em 18 de agosto, durante julgamento de agravo regimental em mandado de segurança. O entendimento restabelece determinação de 2024 do então corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão. O caso envolve o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que usava o tempo total de carreira como critério de desempate. Magistrados contestaram a regra e obtiveram de Salomão ordem para refazer as listas com base na entrância anterior. Posteriormente, o ministro Mauro Campbell, sucessor de Salomão, acolheu recurso do tribunal e mudou a decisão. Os magistrados recorreram ao STF, alegando contrariedade a precedentes da Corte sobre o tema. Em março de 2025, o relator, ministro Cristiano Zanin, havia negado o pedido por questão de competência. Ao analisar o agravo, Zanin revisou seu entendimento após manifestações dos demais ministros. Alexandre de Moraes afirmou que, como a carreira é organizada por entrâncias, a antiguidade também deve seguir esse critério. Flávio Dino destacou que o CNJ só pode afastar lei estadual quando houver decisão anterior do STF sobre a matéria. A decisão poderá alterar a ordem de antiguidade e promoções, enquanto o STF avaliará eventual modulação dos efeitos.

Salvador, 19 de agosto de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

TRUMP E FAMILIARES OBTÉM LUCROS INDEVIDOS COM CRIPTOMOEDAS


A maioria dos norte-americanos acredita que Donald Trump e sua família lucraram indevidamente com criptomoedas desde seu retorno à Presidência. 
Segundo pesquisa Reuters/Ipsos, concluída na segunda-feira (17), muitos também avaliam que os negócios particulares do presidente influenciam suas decisões políticas. Cerca de 63% dos entrevistados consideram inadequado que Trump e sua família tenham obtido esses lucros, enquanto 32% consideram a prática adequada. Entre os republicanos, porém, 70% consideram os negócios adequados, contra cerca de 30% que os classificam como inadequados. Trump, que construiu sua carreira no setor imobiliário, passou a ampliar os negócios da família no mercado de criptomoedas. No ano passado, seus empreendimentos digitais teriam rendido mais de US$ 1,4 bilhão. Entre eles estão a World Liberty Financial e a chamada “meme coin” associada ao presidente. Trump também adotou políticas favoráveis às criptomoedas durante seu segundo mandato. O presidente afirma não participar da administração cotidiana dos negócios familiares. Segundo ele, seus investimentos são geridos de forma independente. A Casa Branca rejeita acusações de conflitos de interesse e afirma que Trump atua em benefício dos americanos. A porta-voz Anna Kelly declarou que não existem conflitos de interesse.

Especialistas em ética presidencial, entretanto, consideram a aproximação entre negócios privados e decisões políticas sem precedentes. Richard Painter, ex-advogado de ética do governo George W. Bush, afirmou que o segundo governo Trump possui interesses empresariais mais complexos que o primeiro. A questão deve ganhar importância no debate político antes das eleições legislativas de novembro. Democratas vêm destacando possíveis práticas de corrupção no governo Trump. O governo, por sua vez, promete investigar denúncias envolvendo administrações democratas. A pesquisa revela, assim, uma percepção significativa de que os interesses empresariais da família Trump podem estar relacionados à atuação do presidente. 

ZELENSKI DEMITE VICE-CHEFE DE SEU GABINETE, POR CORRUPÇÃO


Sob intensa pressão política e diante do agravamento da guerra, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, demitiu nesta quarta-feira (19) a vice-chefe de seu gabinete, Irina Mudra.
Ela é acusada, junto a outros integrantes do governo, de participar de um esquema de lavagem de dinheiro investigado por órgãos ucranianos. A demissão ocorre após outras baixas no círculo de poder de Zelenski, incluindo a saída do chefe de gabinete Andrii Iermak, no fim de 2025. A crise também se agravou após o ex-ministro da Defesa Mikhailo Fedorov criticar o governo e defender eleições presidenciais, mesmo sob lei marcial. Fedorov, demitido em julho, ganhou popularidade por mudanças no Ministério da Defesa e pelo fortalecimento dos ataques ucranianos contra alvos russos. Sua declaração o colocou em confronto político com Zelenski e reacendeu o debate sobre a legitimidade do presidente. O Parlamento ucraniano aprovou nesta quarta-feira Ievhenii Khmara como novo ministro da Defesa, por 312 votos entre 325 deputados presentes. Khmara é general de divisão e comandava interinamente o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU). Ele ficou conhecido por operações contra forças russas, incluindo ações com drones dentro do território da Rússia. Entre elas está a Operação Teia de Aranha, que atingiu bases russas de bombardeiros.

Apesar de sua experiência militar, Khmara não possui a mesma popularidade de Fedorov. A saída do ex-ministro provocou protestos, levando Zelenski a também substituir o comandante das Forças Armadas, Oleksandr Sirskii. A mudança não encerrou as manifestações, que ganharam caráter cada vez mais político. Fedorov passou a defender eleições, colocando-se em rota de colisão com Zelenski. O cenário favorece a narrativa do presidente russo Vladimir Putin, que questiona a legitimidade do governo ucraniano desde o fim do mandato presidencial de Zelenski, em 2024. Enquanto isso, a guerra se intensifica e aumenta o número de vítimas civis e militares. Julho registrou a maior média diária de mortes desde março de 2022, segundo monitores independentes. Cerca de 85,6% das fatalidades ocorreram na Ucrânia. Nesta quarta-feira, ataques russos deixaram ao menos 17 mortos em diferentes regiões do país.
Em Kherson, um drone atingiu um micro-ônibus e matou quatro pessoas. A Ucrânia também enfrenta escassez de mísseis antiaéreos, dificultando a defesa contra ataques russos. Os sistemas conseguem interceptar muitos drones, mas apresentam dificuldades diante de mísseis.
A ajuda militar americana também está limitada pela elevada demanda no Oriente Médio. Apesar da estagnação diplomática, Rússia e Ucrânia realizaram nesta quarta-feira uma troca de 103 prisioneiros de guerra de cada lado. 

TRUMP PERDE A COMPOSTURA E ATACA REPÓRTER


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou a repórter da CNN Kristen Holmes durante uma coletiva na Casa Branca na segunda-feira (17). 
Trump mandou a jornalista se calar e a acusou de trabalhar para uma emissora de “fake news”. Holmes questionava o presidente sobre uma possível conversa com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. A pergunta ocorreu após Trump decidir cancelar um exercício militar conjunto com a Coreia do Sul. Irritado, Trump afirmou que a repórter era desrespeitosa e estava falando alto demais. Ao saber que ela trabalhava para a CNN, chamou a emissora de “fake news”. Trump também classificou Holmes como uma jornalista que publica notícias falsas. Horas depois, uma conta da Casa Branca no X ampliou os ataques contra a repórter. A publicação chegou a afirmar que os filhos dela sentiriam vergonha de suas perguntas. Colegas de Holmes, da CNN e de outros veículos, saíram em defesa da jornalista. A CNN afirmou que ela é uma das repórteres mais respeitadas que cobrem a Casa Branca. A emissora considerou a pergunta relevante e relacionada ao interesse público. Também criticou ataques pessoais contra jornalistas que fazem perguntas difíceis.

Trump tem histórico de confrontos e ofensas contra jornalistas mulheres. Em junho, abandonou uma entrevista com Kristen Welker, da NBC, após atacá-la verbalmente. Em outro episódio, mandou a repórter Catherine Lucey, da Bloomberg, se calar. O conflito mais recente ocorreu em meio a reportagens sobre as condições de militares americanos. As denúncias envolvem o porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln. O navio abriga cerca de 5.000 pessoas e está no mar desde novembro de 2025. O período prolongado sem atracar é considerado incomum para operações militares. O porta-aviões está desde janeiro no Oriente Médio, participando da guerra dos EUA contra o Irã. Veículos especializados em assuntos militares relataram tentativas de suicídio a bordo. O Pentágono negou as informações divulgadas pela imprensa. Trump também rejeitou as denúncias e afirmou que o porta-aviões está em ótimas condições. Segundo o presidente, as notícias divulgadas sobre o navio são falsas. O episódio reacendeu o debate sobre a relação de Trump com a imprensa. Também chamou atenção para os limites do confronto entre autoridades e jornalistas. A CNN reiterou apoio à repórter e defendeu a liberdade de imprensa. Trump, por sua vez, manteve as críticas e acusou os veículos de divulgar informações falsas.