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domingo, 23 de agosto de 2026
EX-COMPANHEIRA É AMARRADA, EM ÁGUAS LINDAS DE GOIÁS
TRUMP TENTA INTERFERIR EM ELEIÇÕES NO BRASIL
Legisladores democratas dos EUA veem tentativas do governo Donald Trump de influenciar as eleições presidenciais do Brasil. A deputada Pramila Jayapal afirma que fará “tudo o que for possível” para garantir o respeito aos resultados do pleito. Jayapal liderou uma carta do Congresso americano ao secretário de Estado, Marco Rubio, criticando a chamada “Doutrina Donroe”. A política de Trump prevê maior hegemonia dos EUA sobre o hemisfério Ocidental.
CHANG´E-7 RUMARÁ PARA A LUA HOJE
A China se prepara para lançar a Chang'e-7, sua missão lunar robótica mais ousada, destinada a buscar diretamente água na superfície da Lua. O lançamento está previsto para hoje, às 21h, de Brasília, com foguete Longa Marcha 5, a partir de Wenchang. A missão chegará à órbita lunar em cerca de cinco dias e poderá permanecer meses antes do pouso. A Chang'e-7 será a primeira missão chinesa destinada ao polo sul lunar, região estratégica pela possível presença de água em crateras permanentemente sombreadas. A China vem ampliando a complexidade de seu programa lunar. A Chang'e-3 pousou na Lua em 2013; a Chang'e-4 realizou, em 2019, o primeiro pouso no lado oculto; e a Chang'e-5 trouxe amostras do solo lunar em 2020. Em 2024, a Chang'e-6 trouxe à Terra as primeiras amostras do lado oculto. A água lunar é considerada um recurso essencial para futuras bases e para missões a outros pontos do Sistema Solar. Ela pode ser usada para consumo, produção de oxigênio e fabricação de hidrogênio, combustível para foguetes. A Chang'e-7 será composta por orbitador, pousador, rover e um pequeno saltador. O pouso está planejado para a região da cratera Shackleton, próxima ao polo sul, cuja área interna permanece em escuridão permanente. O saltador entrará em uma cratera escura para procurar gelo com instrumentos a laser. Uma perfuratriz também recolherá amostras de até um metro de profundidade, que serão aquecidas para identificar água e outros compostos voláteis.
ANITA PRESTES FALA SOBRE SEU LIVRO
Luiz Carlos Prestes foi acusado de mandonismo, incompetência, inabilidade política, agressividade, vaidade, personalismo e dogmatismo, além de ser apontado como agente de Moscou. As críticas são discutidas por Anita Leocádia Prestes, filha do líder comunista, no livro Entre Memória e História: Representações de Luiz Carlos Prestes. Historiadora e professora aposentada da UFRJ, Anita nasceu em uma prisão nazista, antes de sua mãe, Olga Benário, ser assassinada em um campo de concentração. Viveu parte da infância no México e a adolescência na União Soviética. Após o exílio durante a ditadura militar, dedicou-se ao estudo da trajetória política do pai e da história do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Prestes ganhou projeção nacional nos anos 1920, ao comandar a Coluna Prestes, que percorreu o interior do país e se tornou símbolo do movimento tenentista. Na década de 1930, passou a ser perseguido por sua aproximação com o comunismo e sua filiação ao PCB, tornando-se uma das principais lideranças do partido. Para Anita, a historiografia e obras memorialísticas frequentemente distorcem ou silenciam aspectos da trajetória de Prestes, influenciadas pelo anticomunismo brasileiro.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 23/08/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Canadá responde com tarifas após fracasso das negociações com EUA
As medidas, que também afetarão a indústria de papel, equipamentos agrícolas e o setor de eletrônicos, entrarão em vigor em 8 de setembro
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Ajuste na largada: pacto político deve ser 1º passo do presidente eleito para evitar crise fiscal, apontam especialistas
Próximo presidente eleito, seja ele quem for, precisará resgatar a credibilidade na gestão das contas públicas
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Díaz-Canel diz que EUA asfixiam Cuba, nega guinada capitalista e afirma que país 'está em pé e não se rende'
Presidente cubano afirma em entrevista exclusiva que reformas ajudam setor privado a romper bloqueio e admite insatisfações com o governo, mas nega fim do socialismo Na mira do governo de Donald Trump, diz não ter medo de ser morto ou sequestrado: 'Se chegar a minha hora, chegou'
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Homem ligado a organização criminosa do Rio de Janeiro é preso em Salvador
Suspeito é investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Brasileira é encontrada morta com sinais de violência na Irlanda e polícia suspeita de homicídio
Família pede apoio ao Itamaraty para investigar morte da mulher de 33 anos
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Quatro homens foram esfaqueados em Sacavém, três estão em estado grave
sábado, 22 de agosto de 2026
RADAR JUDICIAL
PROMOTOR CHAMA ADVOGADA DE CADELA
DEPARTAMENTO DE DEFESA DOS EUA DEMITE EDITOR DO STARS AND STRIPES
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos demitiu ontem, 21, o publisher e o editor-chefe do Stars and Stripes, jornal financiado pelo governo que cobre as Forças Armadas. As demissões levantaram dúvidas sobre a independência editorial da publicação, que tem noticiado dificuldades enfrentadas por militares durante a guerra no Irã. Os desligamentos ocorreram cerca de dez dias após reportagens sobre problemas entre marinheiros do porta-aviões USS Abraham Lincoln, cuja missão foi ampliada para nove meses. Foram demitidos Erik Slavin, editor-chefe, e Max Lederer, publisher, que já havia anunciado aposentadoria. A correspondente Lara Korte também perdeu o emprego. Slavin afirmou que seu aviso de demissão citava insubordinação e uma aparição não autorizada na imprensa. Ele havia declarado à CBS News que a censura de notícias destinadas aos militares seria uma “linha vermelha”. Segundo Slavin, o Stars and Stripes deve permanecer editorialmente independente, conforme previsto em lei e nas próprias políticas do Departamento de Defesa. Durante décadas, regras federais defenderam o livre fluxo de informações e proibiram controle editorial ou censura no jornal. Em janeiro, porém, o Pentágono revogou uma dessas normas e determinou mudanças no conteúdo da publicação.
ATAQUE COM DRONES RUSSOS ATINGE SHOPPING NA UCRÂNIA
Um ataque com drones russos atingiu um shopping de Kryvyi Rih, na Ucrânia, na sexta-feira (21/8). Pelo menos seis pessoas morreram e mais de 90 ficaram feridas, segundo autoridades ucranianas. Entre os feridos estão seis crianças, e 27 vítimas estão em estado grave, incluindo uma criança. Segundo Volodimir Zelensky, o ataque ocorreu em duas etapas. O primeiro drone provocou um incêndio no estabelecimento. Um segundo teria atingido equipes que atendiam as vítimas. Imagens mostram feridos sendo socorridos nas ruas próximas ao local. Equipes de emergência trabalharam durante o resgate em meio à fumaça. Zelensky classificou o episódio como um ataque deliberado contra civis. O presidente pediu maior pressão internacional contra a Rússia. Também voltou a solicitar o reforço da defesa aérea ucraniana. Kryvyi Rih fica a cerca de 60 quilômetros da linha de frente. A cidade é alvo frequente de ataques desde o início da guerra. Kiev e cidades próximas também foram atingidas por drones e mísseis russos.
GOVERNO TURCO EMITE NOVO MANDADO DE PRISÃO CONTRA BINYAMIN NETANYAHU
A Turquia e Israel elevaram ontem, 21, a tensão diplomática em meio à instabilidade no Oriente Médio e à guerra no Irã. O governo turco emitiu novo mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu. A medida está relacionada à interceptação de uma flotilha humanitária que tentou romper o bloqueio naval de Gaza. Netanyahu e integrantes de seu governo são acusados de lesão corporal, tortura, destruição de propriedade, roubo e sequestro de veículos. A Turquia já havia emitido, em novembro de 2025, mandados contra Netanyahu e outras autoridades israelenses, acusando-as de genocídio em Gaza. O governo turco afirma que não aceitará que Netanyahu seja considerado isento de responsabilização. Israel reagiu acusando o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de ser um “ditador antissemita”. Tel Aviv também afirmou que continuará agindo contra o que considera tentativas turcas de desestabilizar a região. A crise aumentou após Israel bombardear, na terça-feira (18), uma base aérea no noroeste da Síria. Israel afirmou que a Turquia pretendia enviar tropas para a instalação, considerada uma possível ameaça à sua segurança. A relação entre os dois países se deteriorou após os ataques do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023. Erdogan mantém apoio diplomático aos palestinos e já classificou as ações israelenses em Gaza como genocídio. A Turquia suspendeu comércio e voos com Israel, mas não rompeu formalmente as relações diplomáticas. Ancara também abriga uma posição estratégica como membro da Otan e importante aliado militar dos Estados Unidos.
A Turquia utiliza equipamentos militares americanos e integra o grupo de países onde os EUA mantêm armas nucleares. Ao lado do Egito e do Qatar, Ancara participou das negociações de um acordo de paz entre Israel e Hamas, apoiado pelo governo Donald Trump. O avanço da trégua, porém, tem sido lento e marcado por novos confrontos. Na quinta-feira (20), Turquia, Qatar e Egito criticaram Israel por ataques em Gaza apesar do acordo de cessar-fogo. Os três países afirmaram que a intensificação dos ataques prejudica os esforços internacionais. A nova crise entre Turquia e Israel ocorre enquanto os Estados Unidos buscam uma saída para o conflito com o Irã. O agravamento das relações entre dois importantes atores regionais aumenta a instabilidade no Oriente Médio. A situação também coloca Washington diante de interesses divergentes entre aliados estratégicos. Israel teme uma maior presença militar turca na Síria, enquanto Ancara mantém forte oposição às ações israelenses em Gaza. O confronto diplomático evidencia a complexidade das alianças e disputas que envolvem a região. O cenário permanece marcado por acusações mútuas, ameaças e esforços internacionais para preservar a trégua. A evolução da crise entre Turquia e Israel poderá influenciar as negociações e a estabilidade regional.
JUIZ FEDERAL DOS EUA QUESTIONA DADOS USADOS POR MORAES PARA PRENDER
Durante audiência, Presnell afirmou que a falsidade do registro era reconhecida pelo próprio governo americano. Segundo o juiz, o documento incorreto causou danos consideráveis ao ex-assessor. Presnell destacou que Martins tinha direito de saber como o registro foi criado e quem foi responsável. O magistrado também questionou a legalidade da retenção dos documentos pelas autoridades americanas. Ele classificou como “sem sentido” e “absurdos” os argumentos apresentados pelo governo para não entregar o material. Ao final, determinou que a CBP forneça documentos capazes de identificar os envolvidos na criação do registro. O juiz afirmou que a Lei de Liberdade de Informação (Foia) existe justamente para esclarecer possíveis atos governamentais que tenham prejudicado pessoas. As primeiras notícias sobre uma suposta viagem de Martins aos EUA surgiram em 2023, em reportagem posteriormente retratada. Na época, a suspeita de fuga foi mencionada como fundamento para a prisão. Em agosto de 2024, após pedidos da PGR, Moraes determinou a soltura de Martins. Em dezembro de 2025, Martins foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por participação na trama golpista. Ele cumpria prisão domiciliar enquanto aguardava recursos. Em janeiro de 2026, Moraes determinou novamente sua prisão preventiva. A decisão ocorreu após o ministro interpretar o uso do LinkedIn por seus advogados como descumprimento de medida cautelar que restringia o acesso a redes sociais. Agora, a Justiça americana determinou que os documentos sejam entregues para esclarecer a origem do registro considerado fraudulento.
PETIÇÕES COM LINGUAGEM SIMPLES E SEIS LAUDAS, EXIGE JUIZ
O juiz Fabiano Verli, da 5ª Vara Federal Cível e JEF Adjunto de Belo Horizonte (MG), estabeleceu novas diretrizes para os processos sob sua jurisdição. A medida busca dar mais celeridade e objetividade à tramitação das ações. O magistrado determinou que as petições sejam curtas e diretas, com limite preferencial de até seis laudas. Também recomendou aos advogados o uso de linguagem simples, sem perder o rigor técnico. Verli pediu que sejam evitados “floreios desnecessários” e textos excessivamente abrangentes. Segundo ele, as petições devem manter foco e aprofundar os temas realmente relevantes. A iniciativa tem como objetivo evitar atrasos e cumprir o dever de cooperação previsto no artigo 6º do CPC. O juiz também alterou a organização das etapas processuais. Cada parte deverá se manifestar apenas uma vez em cada fase definida. Após a contestação, ou o fim do prazo para apresentá-la, o autor será intimado. Caberá ao autor impugnar objetivamente a defesa e indicar as provas pretendidas. Depois dessa etapa, os autos serão encaminhados para análise dos pedidos de prova.
PROBLEMAS DO PAÍS DECORREM DA "ROUBALHEIRA INSTITUCIONALIZADA", DIZ JUIZ
Aos 52 anos, o juiz Mário Márcio de Almeida Sousa, do Maranhão, relata preocupação financeira após o STF limitar o pagamento dos chamados “penduricalhos” no Judiciário. Em carta aberta, publicada pelo Estadão, o magistrado afirma ter perdido mais de 20% da renda líquida mensal e estar com as reservas próximas do fim. Segundo ele, a redução afetou projetos de vida e provocou profundo desânimo após quase 24 anos de magistratura. Ele ingressou na carreira aos 29 anos e diz ter enfrentado períodos longe da família na expectativa de garantir estabilidade financeira. O juiz afirma que contava com verbas que, segundo ele, haviam sido reconhecidas pelo CNJ e pelo próprio STF. “De um dia para o outro”, escreveu, teve seus projetos de vida abalados, entre eles o de uma velhice tranquila. O magistrado relata que a espera pelo contracheque passou a ser motivo de “angústia e aflição”, diante da possibilidade de novos cortes. “Jamais imaginei passar por tamanha humilhação”, afirmou. O magistrado reconhece que existem abusos no pagamento de verbas à magistratura, mas sustenta que os valores que recebia eram legitimados por decisões judiciais e administrativas. Também rejeita a ideia de que reduzir salários de carreiras públicas seja suficiente para combater a desigualdade social. Para ele, os problemas do país decorrem principalmente da “roubalheira institucionalizada”, e não de sua remuneração.