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terça-feira, 25 de agosto de 2026

SUPREMA CORTE AUTORIZA RESTRIÇÃO DO VOTO PELO CORREIO


A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou, ontem, 24, o governo de Donald Trump a avançar com um plano para restringir o voto pelo correio antes das eleições legislativas de novembro. 
A decisão, tomada por maioria e em caráter preliminar, permite a implementação de uma ordem executiva assinada por Trump em março. A medida determina que o Serviço Postal dos EUA participe da definição de quais eleitores poderão receber cédulas por correspondência. O governo também deverá criar listas estaduais de cidadania para identificar possíveis não cidadãos nas listas eleitorais. Os nomes seriam enviados às autoridades estaduais, que poderiam utilizá-los para retirar eleitores considerados inelegíveis. A ordem também prevê que o Serviço Postal deixe de enviar cédulas a pessoas que não estejam nas listas aprovadas. A Suprema Corte entendeu que o governo poderia sofrer dano irreparável caso a suspensão da medida permanecesse em vigor. A decisão, porém, não representa uma conclusão definitiva sobre a legalidade da ordem executiva. Os três juízes liberais da Corte divergiram da maioria. A juíza Ketanji Brown Jackson alertou que a decisão poderá aumentar o caos e a incerteza antes das eleições. O caso começou após vários estados contestarem judicialmente a iniciativa de Trump. Eles argumentam que o presidente ultrapassou seus poderes constitucionais ao interferir diretamente na administração das eleições. Segundo os estados, a Constituição atribui ao Congresso e aos governos estaduais competências sobre o processo eleitoral.

Em junho, a juíza federal Indira Talwani, de Massachusetts, havia suspendido a ordem presidencial. Ela concluiu que a medida violava a separação de poderes e que o Congresso não havia dado ao Serviço Postal autoridade para decidir quem receberia cédulas. A magistrada também considerou insuficiente o tempo disponível para a criação das novas regras antes das eleições de 2026. Neste mês, Talwani ampliou sua decisão e impediu a aplicação da ordem nas eleições de novembro. Ela destacou ainda que o governo Trump não apresentou provas de fraude generalizada no voto por correspondência. Um tribunal federal de apelação manteve a suspensão. Diante disso, o governo recorreu à Suprema Corte em caráter emergencial. Procuradores-gerais democratas afirmaram que a medida criaria um sistema eleitoral sem precedentes e juridicamente questionável. Eles também alertaram para possíveis erros nas listas de cidadania e para a dificuldade de eleitores legítimos contestarem exclusões. Com a decisão da Suprema Corte, a disputa judicial deve continuar enquanto o governo tenta implementar as novas regras antes das eleições de meio de mandato. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 25/08/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

BRB pode punir ex-dirigentes por prejuízos causados ao banco

Com aprovação da assembleia geral, Banco de Brasília poderá cobrar na Justiça eventuais prejuízos causados por decisões relacionadas ao Master/Reag. Medida ocorre em meio às investigações sobre a fraude bilionária na instituição

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Lula evita estados em que mais de um candidato disputa apoio para reduzir atritos na campanha

Integrantes do grupo mais próximo ao presidente avaliam que uma margem folgada no Nordeste é essencial para os planos

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Investigação da PF sobre Lulinha indica 3 tentativas frustradas de fechar contrato no Ministério da Saúde

Polícia cita tratativas por venda de R$ 627 milhões em canabidiol, além de testes de dengue e projeto com laboratório de Goiás

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Jerônimo e ACM Neto aparecem tecnicamente empatados

O GOVERNADOR Jerônimo Rodrigues (PT) aparece tecnicamente à frente do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) na corrida pelo Governo da Bahia,

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Após seis meses de guerra, Ormuz tem tráfego mínimo e milhares de marinheiros permanecem bloqueados

Estreito se tornou principal foco do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Manuel de Lemos: "Os mais velhos não têm para onde ir e as famílias não conseguem pagar"

Presidente da União das Misericórdias considera excessivo o alarmismo sobre as pensões, mas avisa que o desafio está no envelhecimento: faltam respostas e o apoio domiciliário é insuficiente

ALTERAÇÃO EM VOO COM GRANDE PERÍODO DE CONEXÃO


A alteração unilateral do horário de um voo, com aumento significativo do período de conexão, pode caracterizar falha na prestação do serviço e gerar indenização por danos morais.
A Justiça de Goiás condenou uma companhia aérea a pagar R$ 10 mil a um adolescente que teve o horário de seu voo antecipado em quase cinco horas. O passageiro viajaria de Goiânia para Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, com conexão em São Paulo. O voo inicialmente estava marcado para as 20h de 6 de setembro de 2025, com conexão de aproximadamente uma hora. A empresa antecipou a saída para 15h05, fazendo com que o adolescente permanecesse mais de oito horas no aeroporto de São Paulo. Segundo a ação, a mudança também afetaria compromissos escolares do passageiro, estudante pré-vestibular. A companhia alegou que informou a alteração com mais de dois meses de antecedência. Também afirmou que ofereceu opções de cancelamento, reembolso ou remarcação sem custos. A empresa sustentou ainda que o adolescente concordou com a mudança e realizou a viagem normalmente. A juíza Karine Unes Spinelli, da 17ª Vara Cível e Ambiental de Goiânia, rejeitou os argumentos. Para a magistrada, a relação entre passageiro e companhia aérea é de consumo e está sujeita ao Código de Defesa do Consumidor. A decisão aplicou a responsabilidade objetiva prevista no artigo 14 do CDC. Segundo a sentença, o transporte aéreo é uma obrigação de resultado. A empresa deve levar o passageiro ao destino nas condições e no período contratados.

Alterações na malha aérea, overbooking e problemas de tripulação fazem parte dos riscos da atividade empresarial. Por isso, não afastam automaticamente a responsabilidade da companhia pelos prejuízos causados. A juíza considerou comprovada a alteração unilateral do itinerário. Para ela, a mudança frustrou a expectativa legítima do consumidor, que havia escolhido uma conexão curta. A magistrada também entendeu que a concordância do passageiro não eliminava a responsabilidade da empresa. Segundo a decisão, a proximidade da viagem e os preços elevados de novas passagens limitaram as alternativas disponíveis. Assim, a aceitação foi considerada “viciada pela necessidade”. A idade do passageiro também pesou na decisão. Para a juíza, obrigar um adolescente a permanecer mais de oito horas em um aeroporto ultrapassa o simples aborrecimento. O Ministério Público havia se manifestado favoravelmente aos pedidos, destacando a vulnerabilidade do adolescente. Na fixação da indenização, foram considerados a gravidade da falha e o tempo de espera. A sentença também levou em conta a função compensatória e pedagógica da indenização. A ação foi julgada parcialmente procedente, com condenação de R$ 10 mil por danos morais. O valor terá correção monetária pelo IPCA e juros de 1% ao mês desde a citação. A companhia também deverá pagar custas processuais e honorários advocatícios de 15% sobre a condenação. 

IRÃ DESAFIA AMEAÇA DOS ESTADOS UNIDOS


O Irã desafiou ontem, 24, a ameaça dos Estados Unidos de ampliar a pressão econômica contra Teerã. O governo iraniano alertou que países que aderirem à campanha americana poderão sofrer consequências. 
O presidente Donald Trump afirmou nas redes sociais que a República Islâmica “está em colapso”, enquanto seu governo preparava novas sanções contra o país. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, classificou a iniciativa como uma grande ofensiva financeira contra o Irã. Segundo Bessent, os Estados Unidos teriam destruído grande parte das capacidades militares iranianas e atingido seu programa nuclear. O vice-chanceler iraniano Kazem Gharibabadi contestou a declaração e questionou se a necessidade de novas sanções representaria uma vitória ou uma derrota americana. O Ministério das Relações Exteriores do Irã também advertiu outros países contra a adesão às medidas de Washington. Teerã afirmou que qualquer apoio às ações americanas poderá gerar consequências para os países envolvidos. Na semana passada, Trump anunciou que aumentaria a pressão econômica sobre o Irã “a uma escala sem precedentes”. Washington também pediu a outros governos, incluindo a China, que participassem dos esforços para isolar a economia iraniana.

O Irã sofre sanções americanas e internacionais desde a Revolução Islâmica de 1979. Além das sanções, aumentou a tensão no estreito de Hormuz, importante rota mundial de transporte de petróleo e gás. O Irã informou ter colocado 45 petroleiros em uma lista de embarcações proibidas de atravessar o estreito. Segundo Teerã, os navios violaram regras estabelecidas pelas autoridades iranianas e poderão sofrer multas, detenções e confisco de cargas. A lista inclui superpetroleiros, navios de gás natural liquefeito e embarcações que transportam derivados de petróleo. Entre os navios citados estão embarcações ligadas aos Emirados Árabes Unidos e à Arábia Saudita. O Irã também poderá incluir na lista navios envolvidos em transferências de cargas com as embarcações proibidas. As autoridades iranianas não detalharam quais regras foram violadas pelos navios. Teerã afirma que os armadores precisam de autorização para atravessar o estreito e pagar taxas pelos serviços de segurança. Os Estados Unidos consideram a reabertura do estreito uma prioridade. O Irã, porém, mantém a posição de que a passagem continuará fechada até que Washington suspenda o bloqueio naval aos portos iranianos. Teerã também exige o fim das sanções ao petróleo e o descongelamento de ativos iranianos no exterior. A disputa aumenta os riscos para o comércio internacional e para o mercado de energia. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

RADAR JUDICIAL



ROBÔ HUMANOIDE CORREU 100 METROS EM 9,32 SEGUNDOS

Um robô humanoide de fabricante chinesa Honor correu 100 metros em 9,32 segundos. O tempo foi 26 centésimos mais rápido que o recorde de Usain Bolt, de 9,58 segundos. O recorde do jamaicano foi estabelecido no Mundial de Atletismo de Berlim, em 2009. Apelidado de Lightning, o robô atingiu velocidade máxima de 14,5 metros por segundo.
O feito ocorreu durante um evento preparatório para os Jogos Mundiais de Robôs Humanoides. Em abril, o Lightning também venceu a meia maratona de Pequim, de 21 km. Ele completou a prova em 50 minutos e 26 segundos, superando o recorde mundial de elite. Na ocasião, o robô tinha 1,69 metro de altura e pernas de 95 centímetros. Desde então, pesquisadores alongaram suas pernas em 10 centímetros. Agora, elas medem 1,05 metro, informou a televisão estatal chinesa. A China considera os robôs humanoides uma indústria estratégica e emergente. O país aposta em avanços de IA e hardware para ampliar seu uso na indústria e no consumo.


PAI TENTA VENDER CRIANÇA

Um homem de 41 anos foi preso na sexta-feira (21), suspeito de tentar vender o próprio filho, de 3 anos, por R$ 10, em Belo Horizonte, na praça Sete, no centro. Segundo a Polícia Militar, o dinheiro seria usado para comprar drogas. Pessoas que estavam na Praça Sete tentaram oferecer atendimento médico ao homem, mas ele recusou. Questionado, ele confirmou que a criança era seu filho. O suspeito foi contido por populares até a chegada dos policiais e detido no local. A criança foi encaminhada ao Conselho Tutelar. A Polícia Civil informou que o homem foi autuado em flagrante. Ele responderá pelo crime de entregar ou prometer entregar filho a terceiro mediante pagamento ou recompensa.


BRASILEIRA ENCONTRADA MORTA NA IRLANDA

Uma brasileira de 33 anos foi encontrada morta, na sexta-feira (21), em seu apartamento em Limerick, na Irlanda. Jady Cristine Pereira Rosa era de Sorocaba (SP) e vivia havia três anos no país. Ela tinha formação em Direito e trabalhava em uma empresa de limpeza no condado de Limerick. Familiares acionaram o Ministério das Relações Exteriores, que acompanha o caso. Jady não apareceu para trabalhar após combinar um encontro com amigas. Preocupadas, as amigas acionaram a polícia, que encontrou a brasileira morta no apartamento. O corpo apresentava um ferimento causado por objeto perfurante. A polícia irlandesa iniciou uma investigação por homicídio e isolou o local para perícia. O corpo foi encaminhado ao necrotério do University Hospital Limerick. Os resultados da autópsia ainda não foram divulgados pelas autoridades. Até o momento, não há suspeitos, mas um homem conhecido da vítima deverá ser ouvido. Familiares afirmam que Jady teria sido morta por um homem com quem se relacionava.


PAIS SUSTENTAM DESPESAS DOS FILHOS

Mário Sérgio Caetano, 61, sustenta a maior parte das despesas dos dois filhos adultos, de 22 e 25 anos. Durante a faculdade, destinava 15% a 20% da renda às mensalidades e também mantinha aportes para a aposentadoria. O caso ilustra o desafio de ajudar os filhos sem comprometer a segurança financeira dos pais. A dificuldade de comprar ou financiar um imóvel contribui para a permanência dos jovens na casa dos pais. Especialistas recomendam estabelecer limites, objetivos e prazo para a ajuda financeira. O apoio não deve comprometer os aportes para aposentadoria, a reserva de emergência e outros objetivos. Não há idade fixa para interromper a ajuda: o critério deve ser a capacidade financeira da família e a autonomia do filho. Uma estratégia é manter despesas essenciais e transferir gradualmente gastos de consumo ao jovem adulto. Cortes na ajuda devem ser planejados e comunicados com antecedência para evitar conflitos. Os pais também devem estimular os filhos a controlar gastos, formar reservas e buscar independência financeira. Para a aposentadoria, é preciso definir a renda desejada no futuro e calcular o patrimônio necessário. A carteira de investimentos deve considerar o perfil de risco e o prazo, sendo ajustada conforme a aposentadoria se aproxima.


CRESCEM RECLAMAÇÕES NO STF

O número de reclamações ajuizadas no STF bateu recorde em 2025, com 14.212 ações. Pela primeira vez, a quantidade superou os 13.337 habeas corpus protocolados. O volume é o maior desde 2006, quando os dados começaram a ser compilados. As reclamações cresceram 40% em relação ao ano anterior. Neste ano, já foram registradas 9.650 novas reclamações. Essas ações buscam garantir o cumprimento de decisões e precedentes do Supremo. Ministros estão preocupados com o aumento da carga de processos no tribunal. Gilmar Mendes destacou o crescimento das reclamações sobre temas já julgados pelo STF. Entre 2024 e julho deste ano, 32% das reclamações envolviam Direito do Trabalho. O TST foi responsável por 14% das decisões contestadas no Supremo. Em quase 60% dos casos trabalhistas, o STF reconheceu violação de seus entendimentos. Gilmar atribuiu parte do problema à resistência da Justiça do Trabalho em seguir as decisões do STF.


REINO UNIDO CONTINUARÁ AJUDANDO UCRÂNIA

O Reino Unido prometeu ajudar a Ucrânia a fabricar mísseis de cruzeiro avançados. A Rússia acusou Londres de “jogar óleo na fogueira” do conflito. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Andy Burnham, em visita a Kiev. O governo britânico pretende liberar tecnologia para a produção dos mísseis Storm Shadow. Essas armas já foram usadas pela Ucrânia contra alvos russos, com grande impacto. O problema é que os estoques disponíveis são insuficientes para atender Kiev. A Ucrânia também enfrenta falta de munição para seus sistemas antiaéreos Patriot. A promessa britânica, porém, deve levar anos para resultar em uma fábrica operacional. Enquanto isso, Kiev tenta ampliar a produção de seus próprios mísseis, como o Flamingo. A Rússia ameaça destruir qualquer fábrica de mísseis instalada em território ucraniano. Burnham afirmou que Londres continuará apoiando militarmente a Ucrânia. Zelenski disse que deseja a paz, mas não aceita simplesmente se render à Rússia.

Salvador, 24 de agosto de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

ISRAELENSES DEIXAM O PAÍS


A guerra em Gaza, a crise política e as dificuldades econômicas estão levando cada vez mais israelenses a deixar o país. 
Cerca de 150 mil israelenses emigraram nos últimos três anos, muitos em busca de segurança e melhores condições de vida. O movimento ganhou força após a reforma judicial proposta pelo governo de Binyamin Netanyahu em 2023. A iniciativa provocou uma grave crise política e grandes manifestações em Israel. Depois, o ataque do Hamas em 7 de outubro mergulhou o país em uma guerra prolongada e regional. O conflito envolveu também o Irã e grupos aliados no Líbano e no Iêmen. Em 2023 e 2024, o saldo migratório de Israel ficou negativo, algo raro na história do país. Estudos indicam que muitos dos que deixaram Israel têm renda elevada e alta qualificação profissional. Especialistas temem uma fuga de cérebros que prejudique a economia, as finanças públicas e as Forças Armadas. Entre 2023 e 2024, cerca de 100 mil pessoas deixaram Israel, segundo estudo citado no texto. Outras 45 mil a 50 mil teriam emigrado em 2025. A polarização política e os anos de guerra aparecem entre os principais fatores para a saída. Pesquisas com emigrantes mostram preocupação crescente com o clima social e político do país. Israelenses seculares e de esquerda demonstram maior receio diante do avanço da direita e do ultranacionalismo. As eleições previstas para outubro são vistas por muitos como um momento decisivo para o futuro do país. 

Além da política e da segurança, o alto custo de vida também estimula a emigração. Imóveis caros, especialmente em Tel Aviv e Jerusalém, dificultam a permanência de muitas famílias. Profissionais relatam encontrar no exterior condições financeiras melhores e maior sensação de segurança. A saída de trabalhadores qualificados preocupa especialmente o setor de tecnologia, fundamental para a economia israelense. A tecnologia responde por cerca de um quinto da produção econômica e metade das exportações. A perda de profissionais também pode aumentar a pressão sobre as Forças Armadas e sobre os trabalhadores que permanecem no país. Economistas alertam para o risco de a emigração se tornar um fenômeno permanente e se autorreforçar. Quanto mais pessoas deixam Israel, mais redes sociais e profissionais se formam no exterior, facilitando novas saídas. O governo começou a oferecer incentivos fiscais para estimular o retorno de trabalhadores qualificados. Ainda não está claro se essas medidas produzirão resultados significativos. A melhora das condições de segurança também poderá incentivar israelenses a retornar ou novos imigrantes a chegar. Apesar disso, muitos emigrantes afirmam que não pretendem voltar enquanto persistirem as atuais condições políticas e militares. Para essas famílias, viver no exterior significa oferecer aos filhos maior segurança e novas oportunidades. O êxodo, portanto, representa não apenas uma questão migratória, mas também um desafio político, econômico e demográfico para Israel. 

TRUMP NÃO APARENTA ESTAR BEM


O presidente Donald Trump não tem aparentado estar bem, apesar das garantias da Casa Branca sobre sua saúde. 
Aos 80 anos, Trump será, ao fim do mandato, o presidente mais velho da história dos Estados Unidos. Seu médico, Sean Barbabella, afirmou em maio que ele está em excelente estado de saúde e mantém uma rotina intensa de reuniões, compromissos públicos e atividades físicas. No entanto, imagens recentes mostraram hematomas nas mãos, inchaço nas pernas e episódios de aparente sonolência durante eventos públicos. Trump também passou por exames avançados de imagem do coração e do abdome, sem que fossem esclarecidos os motivos. O problema é que não existe uma exigência formal para que o presidente americano demonstre sua aptidão física e mental para exercer o cargo. Militares, pilotos, motoristas de ônibus escolares e controladores de tráfego aéreo, por exemplo, precisam comprovar regularmente sua capacidade para trabalhar. A divulgação de exames presidenciais começou no governo Richard Nixon, mas continua sendo apenas uma tradição. A 25ª Emenda permite ao Congresso criar mecanismos para avaliar a saúde e a capacidade do presidente. Um projeto apresentado pelo deputado Jamie Raskin propõe uma comissão independente para realizar esse acompanhamento. 

Caso ela existisse, poderia esclarecer sete questões sobre Trump: Por que 22 especialistas participaram de sua avaliação médica e quais eram suas especialidades? Qual é a verdadeira causa dos hematomas frequentes nas mãos e por que Trump utiliza uma dose elevada de aspirina? Por que o inchaço nas pernas foi classificado como insuficiência venosa crônica, se aparentemente não havia sinais do problema meses antes? Qual é a causa da sonolência frequente demonstrada pelo presidente e como ela está sendo tratada? O que motivou os exames avançados do coração e do abdome realizados em 2025? Quais medicamentos prescritos para Trump não foram divulgados pela Casa Branca? Por que Trump realizou repetidos testes cognitivos e passou por avaliações neurocognitivas mais sofisticadas? Não se trata de exigir a divulgação de todo o histórico médico do presidente. Informações que possam comprometer sua segurança devem permanecer protegidas. Mas, em uma democracia, a população precisa ter confiança na saúde e na capacidade de seu líder. Por isso, as dúvidas sobre a condição de Trump não deveriam ser simplesmente ignoradas. O público americano merece transparência sobre a aptidão do presidente para exercer suas funções. 

GOVERNO TARCÍSIO ENCERRA MANDATO COM PIORRA NAS CONTAS DO ESTADO


O governador Tarcísio de Freitas encerra o mandato com piora gradual nas contas de São Paulo. 
O estado passou de superávit para déficit orçamentário durante sua gestão. Em 2025, o déficit chegou a R$ 12,2 bilhões, o pior resultado desde 1995. Para 2026, a projeção oficial indica déficit superior a R$ 9 bilhões. Em 2022, último ano do governo Rodrigo Garcia, havia superávit de R$ 9 bilhões. Entre 2019 e 2022, São Paulo teve superávit médio anual de R$ 5,6 bilhões. De 2023 a 2025, porém, registrou déficit médio de R$ 1,8 bilhão por ano. Especialistas atribuem a deterioração a renúncias fiscais e aumento de despesas. Entre os gastos pressionados estão os da Previdência estadual. O déficit previdenciário cresceu R$ 13 bilhões entre 2023 e 2025. Em 2025, chegou a R$ 36,8 bilhões, com despesas de R$ 58,1 bilhões. Tarcísio defendeu uma reforma da Previdência, mas não avançou com a proposta. O governo ressalta que o resultado primário continua positivo. O superávit primário acumulado de 2019 a 2022 foi de R$ 133,4 bilhões. Para os quatro anos de Tarcísio, a previsão é de R$ 40,81 bilhões. O saldo líquido de caixa também caiu durante a atual gestão. Passou de R$ 19,5 bilhões em 2022 para R$ 5 bilhões em 2025. O governo contesta esse cálculo e inclui recursos vinculados no valor disponível. Por esse critério, São Paulo teria encerrado 2025 com R$ 29,4 bilhões em caixa. A dívida líquida em relação à receita corrente líquida ficou em 124,23%. O limite legal é de 200%, indicando situação ainda distante de uma crise fiscal.

A renegociação da dívida com a União também deve gerar economia ao estado. O governo prevê investimentos de R$ 17 bilhões em 2026. Considerando inversões financeiras, os investimentos do quadriênio chegariam a R$ 110,7 bilhões. O Tribunal de Contas apontou redução do esforço fiscal durante o governo. A meta de resultado primário de 2025 caiu de R$ 15,03 bilhões para R$ 5,7 bilhões. O TCE também alertou para o aumento das renúncias fiscais. Os benefícios tributários podem chegar a R$ 83 bilhões em 2026. Especialistas afirmam que a dependência das receitas representa risco para os próximos anos. Apesar das dificuldades, São Paulo ainda mantém bons fundamentos e resultados primários positivos. 

DIANTE DOS INSUCESSOS, A RÚSSIA PLANEJA CONVOCAR 500 MIL MILITARES


A Ucrânia acredita que a Rússia planeja recrutar mais 300 mil soldados para reforçar suas tropas na guerra. 
Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, o plano de Vladimir Putin começaria após as eleições parlamentares russas, marcadas para 18 a 20 de setembro. Zelensky afirmou que a Rússia poderia convocar novos soldados em 2027, buscando chegar a um total de 500 mil militares. Ele classificou a medida como uma “mobilização periférica”, concentrada principalmente em regiões mais remotas do país. A ofensiva russa continua principalmente no Donbas, no leste da Ucrânia, onde Moscou tenta avançar sobre importantes cidades e posições estratégicas. A guerra já dura quase quatro anos e meio e segue marcada por intensos combates e ataques aéreos. Zelensky afirmou que a Rússia está sofrendo grandes perdas humanas ao tentar avançar sobre o chamado cinturão de fortalezas ucraniano. O presidente ucraniano também destacou recentes avanços das forças de Kiev no sudeste do país. Segundo ele, em 2026, a extensão do território retomado pela Ucrânia seria semelhante à área conquistada pela Rússia. Além da ofensiva terrestre, Moscou intensificou os ataques aéreos contra cidades ucranianas. A Ucrânia enfrenta uma redução no número de mísseis interceptadores Patriot disponíveis para sua defesa. Zelensky disse que o país espera receber 264 interceptadores em 2026, contra 364 em 2025 e 675 em 2023.

Ele também afirmou que a Rússia pretende ampliar sua produção para chegar a até 1.300 mísseis balísticos por ano. Em resposta, a Ucrânia intensificou ataques com drones contra refinarias, depósitos e outras estruturas econômicas russas. Kiev afirma que esses ataques buscam atingir instalações importantes para o esforço de guerra de Moscou. O presidente Vladimir Putin declarou que a Ucrânia abriu uma “caixa de Pandora” ao atacar alvos econômicos russos. Putin prometeu retaliar contra os setores econômicos considerados mais sensíveis da Ucrânia. O conflito, assim, mantém elevada a tensão entre os dois países, sem perspectiva imediata de encerramento dos combates. 

WAYMO, UBER E OUTRAS BUSCAM SERVIÇOS COM OU SEM MOTORISTA


A empresa controlada pela Alphabet gastou mais de US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões) entre abril e junho em lobby junto ao governo federal, mais que o dobro do valor desembolsado um ano antes, segundo documentos oficiais. Com isso, os gastos da Waymo se aproximaram dos da Uber e ficaram bem acima dos de concorrentes como a Zoox, da Amazon, e a TeslaO aumento do lobby ocorre enquanto Waymo e Uber defendem visões concorrentes para o futuro do transporte por aplicativo. A Waymo quer um caminho mais rápido para serviços comerciais totalmente sem motorista, enquanto a Uber defende uma implementação gradual, na qual os robotáxis operem ao lado de motoristas humanos. As estratégias legislativas divergentes contribuíram para o desgaste da relação entre as empresas. O jornal Financial Times informou no mês passado que a Waymo avaliava opções para deixar sua parceria com a Uber em Austin e Atlanta, onde o grupo de transporte por aplicativo opera seus serviços. "As duas intensificaram o lobby e estão entrando em choque, o que agora parece estar acelerando o divórcio", afirmou Walter Piecyk, analista da LightShed Partners. Ambas as empresas fazem lobby agressivo em vários estados dos EUA e em Washington, D.C., depois que a resistência à tecnologia paralisou sua expansão para mercados como Nova York e Chicago. Políticos e grupos trabalhistas alertam que ela pode substituir motoristas e prejudicar os serviços existentes. Nos primeiros seis meses de 2026, a Waymo aumentou seus gastos em 93% em relação ao ano anterior, para pouco mais de US$ 2 milhões (R$ 10,3 milhões). A empresa defende uma estrutura regulatória federal que facilite a implementação dos robotáxis. Em maio, contratou o escritório de advocacia Greenberg Traurig para fazer lobby em seu nome, somando-o a uma lista de várias outras firmas de Washington. No âmbito local, a operadora de robotáxis gastou mais do que a Uber e a Zoox em lobby junto aos legisladores do Distrito de Colúmbia. A empresa pressionou os reguladores locais para que permitissem serviços de robotáxi na capital do país, inclusive convidando moradores, no início deste ano, a enviar manifestações de apoio à implementação.


No estado de Nova York, a Waymo já gastou mais de meio milhão de dólares neste ano —mais que o dobro dos gastos da Uber com lobby— enquanto tenta conquistar espaço em um dos maiores mercados de táxi. 
Seu lobby no estado se intensificou depois que a governadora Kathy Hochul recuou, no início deste ano, em propostas que teriam permitido a empresas de veículos autônomos operar serviços na maior parte do estado. A Waymo ofereceu a criação de um fundo de US$ 20 milhões (R$ 103 milhões) para apoiar motoristas afetados pela implementação da tecnologia, segundo pessoas a par do assunto. Em Nova Jersey, a empresa procurou parlamentares que avaliam um programa-piloto de três anos para testar a implementação. Em comunicado, a Waymo afirmou que defendia a implementação de veículos autônomos e que não buscava medidas que limitassem concorrentes ou "prescrevessem" como a tecnologia deveria ser adotada. Enquanto isso, a Uber tem se empenhado para recuperar o terreno perdido no setor de veículos autônomos após abandonar, em 2020, seu projeto interno de direção autônoma. No último ano, comprometeu mais de US$ 10 bilhões (R$ 51,6 bilhões) por meio de participações acionárias e acordos para frotas de robotáxis. O grupo de transporte por aplicativo alertou vários estados governados por democratas contra uma implementação irrestrita e, em vez disso, fez lobby pelas chamadas redes híbridas, que direcionam corridas tanto a motoristas humanos quanto a veículos autônomos. Em Nova Jersey, lobistas da Uber propuseram que qualquer plataforma que ofereça serviços de robotáxi também utilize motoristas humanos em pelo menos 85% de todas as corridas durante um programa-piloto de três anos. Críticos acusaram a Uber de tentar capturar a regulação ao buscar manter as corridas fluindo por sua plataforma, enquanto enfrenta uma concorrência cada vez maior. A Uber afirmou ser falsa a alegação de que seria "contra os veículos autônomos ou estaria tentando desacelerar sua implementação". Segundo a empresa, as redes híbridas "levam a tecnologia aos consumidores mais cedo, ao mesmo tempo que oferecem aos formuladores de políticas públicas uma estrutura prática para administrar a transição". 

TELESCÓPIO COM MISSÃO DE EXPLORAR O UNIVERSO


Ao final deste mês, a Nasa deve lançar o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, que terá como missão explorar o Universo. 
O equipamento possui um espelho primário de 2,4 metros, originalmente desenvolvido pelo NRO, órgão de espionagem do Pentágono, para satélites de monitoramento terrestre. Após o cancelamento do projeto, o NRO doou dois telescópios à Nasa, em 2012. Um deles foi incorporado ao Roman. O espelho tem o mesmo diâmetro do Hubble, mas o Roman possui um campo de visão muito mais amplo. Sua câmera WFI poderá registrar uma área cerca de 140 vezes maior que a do instrumento infravermelho do Hubble.
Assim, em apenas um ano, o Roman poderá observar dez vezes mais áreas do céu que o Hubble em 30 anos. O telescópio recebeu o nome de Nancy Grace Roman, astrônoma considerada a “mãe do Hubble”. O projeto era conhecido inicialmente como Wfirst, sigla para Telescópio de Varredura de Infravermelho de Campo Amplo. A Nasa desenvolveu os principais instrumentos científicos do Roman, considerados fundamentais para sua missão. O WFI possui 18 detectores e poderá produzir imagens e espectros de objetos celestes. Já o CGI, instrumento coronógrafo, bloqueará a intensa luz das estrelas para permitir a observação de planetas próximos. A expectativa é fotografar diretamente gigantes gasosos e, futuramente, detectar mundos rochosos semelhantes à Terra. O projeto custará US$ 4,3 bilhões, incluindo cinco anos de operação, mas a missão poderá durar pelo menos uma década. O Roman ficará a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, em um ponto lagrangiano compartilhado por outras missões espaciais.

O telescópio será utilizado para estudar fenômenos que vão do Sistema Solar às regiões mais distantes do Universo. Seu principal diferencial será combinar alta resolução com um campo de visão extremamente amplo. Entre os principais estudos estão galáxias, estrelas, exoplanetas, buracos negros e a estrutura do Universo. O primeiro ciclo de observações terá 118 programas científicos, com destaque para galáxias, física estelar e exoplanetas. O Roman também fará grandes levantamentos do céu para criar mapas tridimensionais do Universo. Outra missão será observar o centro da Via Láctea em busca de microlentes gravitacionais. Esses fenômenos ajudam a identificar exoplanetas que podem escapar dos métodos tradicionais de detecção. A quantidade de dados produzida poderá transformar o Roman no telescópio mais produtivo do mundo. Atualmente, essa posição pertence ao James Webb, enquanto durante décadas o Hubble liderou a produção científica. O Roman deverá ampliar significativamente o conhecimento sobre galáxias, estrelas e mundos existentes fora do Sistema Solar. Seu lançamento está previsto para o dia 30, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX. O contrato para o lançamento foi firmado por US$ 255 milhões. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 24/08/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Ritmo lento alerta para risco de recessão

PIB deverá perder força no segundo trimestre, apesar dos estímulos fiscais, com projeções em torno de 1% em 2027. Especialistas recomendam baixar os juros e ir além dos cortes

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

A comparação entre Mendonça e Moraes por uma ala do STF

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Tarcísio encerra mandato com piora gradativa nas contas e aponta investimento maior em PPPs

Secretário de Fazenda, Samuel Kinoshita, rejeita avaliação de deterioração e diz que cenário é bom e deve melhorar Em 2025, contas paulistas registraram um déficit orçamentário de R$ 12,2 bilhões

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Ataque de torcida em dia de Ba-Vi deixa um morto e seis presos em Salvador

Imagens registradas neste domingo (23) mostram correria, perseguição e tiros na região da Avenida 29 de Março. Polícia investiga envolvimento de integrantes de organizadas de Bahia e Vitória.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Ausentes, Lula e Flávio Bolsonaro concentram falas de adversários em debate presidencial

Primeiro debate dos postulantes ao Planalto teve presenças de Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Mais 6,1 mil milhões de euros e muitas visitas para celebrar o Dia da Independência da Ucrânia

A Coligação da boa vontade reúne-se esta segunda-feira em Kiev para celebrar o 35.º aniversário da independência da Ucrânia. Zelensky garantiu que garantiu que o país não se renderá a qualquer preço.